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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 01 Dezembro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.426

Não vou interferir no preço do arroz, diz Bolsonaro


(Foto: Reuters)

“Eu não vou interferir no mercado, o que tem que valer é lei da oferta e da procura”, disse Bolsonaro em sua live semanal. No entanto, ele confirmou que avalizou decisão da Secretaria de Defesa do Consumidor (SDC) de abrir apuração para verificar se há irregularidades no valor do alimento

10 de setembro de 2020

(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que não vai interferir no mercado a fim de reduzir o preço do arroz, mas disse que avalizou a decisão da Secretaria de Defesa do Consumidor (SDC) de abrir apuração para verificar se há irregularidades no valor que o alimento tem sido vendido nos supermercados.

“Eu não vou interferir no mercado, o que tem que valer é lei da oferta e da procura”, disse Bolsonaro, em transmissão nas redes sociais.

“Ninguém quer tabelar nada, interferir em nada, isso não existe. A gente sabe que, uma vez interferindo, tabelando, isso desaparece da prateleira e depois a mercadoria aparece no câmbio negro muito mais cara”, acrescentou, ao citar que o Brasil já teve experiência com essa prática de tabelamento.

Ainda assim, Bolsonaro disse ter conversado com o ministro da Justiça, André Mendonça, antes de a SDC, que é vinculada ao ministério, abrir uma investigação sobre o preço do arroz vendido nos supermercados.

O presidente afirmou ter concordado com a iniciativa, ponderando que, ao final, pode até se chegar a uma resposta na qual o “errado” é o próprio governo.

Em uma justificativa para o aumento do insumo, ele disse que, com o auxílio emergencial, houve um aumento no consumo do alimento, o que ajudou a “desaparecer um pouco” a mercadoria da prateleira dos supermercados.

Bolsonaro disse ainda que o dólar está alto, o que tem ajudado na exportação do arroz. Ele reiterou que o governo está tomando providências sobre o caso, e citou a decisão de importar 400 mil toneladas de arroz sem imposto de importação.

O presidente destacou ter conversado com representantes do setor de supermercados que lhe disseram que a margem de lucro com o produto será reduzida. Na transmissão, entretanto, ele não detalhou como isso seria feito.

Brasil 247

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