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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 26 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.360

No Dia da Amazônia, Brasil não tem nada a comemorar

Jair Bolsonaro

No Dia da Amazônia, comemorado neste sábado (5), a bancada do PT na Câmara alertou a população sobre a degradação ambiental causada pelo governo Bolsonaro. Dados oficiais apontaram alta de 34% no desmatamento do bioma em um ano. "Salles é um ruralista e criminoso ambiental infiltrado do Ministério do Meio Ambiente", disse Erika Kokay (PT-DF). Confira mais reações

5 de setembro de 2020

No Dia da Amazônia, comemorado neste sábado (5), parlamentares da Bancada do PT na Câmara alertaram a população sobre o risco que o bioma corre com a política ambiental do governo Jair Bolsonaro, que insiste em negar o desmatamento e culpar indígenas e ONGs pelas queimadas.

Dados do DETER (Detecção de Desmatamento em Tempo Real) indicam que o desmatamento acumulado na Amazônia entre agosto de 2019 e julho de 2020 cresceu 34,49% em comparação ao período anterior — de agosto de 2018 a julho de 2019. Em relação à média dos últimos quatro anos, o aumento foi de 71,80%.

Segundo o coordenador do Fórum Nacional Permanente em Defesa da Amazônia (FNPDA), deputado Airton Faleiro (PT-PA), o governo Bolsonaro "tem realizado um verdadeiro desmonte da legislação, dos órgãos e das entidades socioambientais". Segundo ele, "são diários os ataques às normas e aos servidores do meio ambiente".

Mesmo com estatísticas apontando recordes de desmatamento e o Brasil sob ameaça de boicotes do exterior, Bolsonaro afirmou que o "Brasil é o país que mais preserva seu meio ambiente".

A professora Mariana Vale, chefe do departamento de Ecologia da UFRJ, lembra que, no período de 2005 a 2012, o Brasil teve uma redução expressiva, em torno de 70%, do desmatamento na Amazônia. “É um caso de sucesso e reconhecimento internacional no controle de desmatamento de uma floresta tropical”, observa.

Claudia Azevedo-Ramos, professora associada do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da UFPA, atribui essa conquista a “pressões internacionais e estratégias federais de combate que envolveram ações de comando e controle, regularização fundiária e promoção de atividades econômicas sustentáveis”.

Brasil 247

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