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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 29 de novembro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.424

Procurada pela polícia, Cristiane Brasil filha do bolsonarista Roberto Jefferson usou camisa amarela da CBF ao votar pelo golpe contra Dilma


(Foto: Antonio Augusto/Câmara dos Deputados)

lvo de mandado de prisão nesta sexta-feira, a ex-deputada Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson (PTB-RJ), usou uma camisa da CBF, ao voltar pelo golpe contra Dilma Rousseff. Na blusa, estava escrito "basta" em cima de uma mão com nove dedos, uma referência ao ex-presidente Lula, condenado sem provas no processo do triplex no Guarujá (SP)

11 de setembro de 2020

Alvo de mandado de prisão nesta sexta-feira (11), a ex-deputada federal Cristiane Brasil, filha do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), usou uma camisa da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), ao voltar pelo golpe contra Dilma Rousseff, em 2016. Na blusa, estava escrito "basta" em cima de uma mão com nove dedos, uma referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado sem provas no processo do triplex no Guarujá (SP).

"Há 11 anos atrás meu pai perdeu seu mandato porque disse a verdade, em homenagem ao meu pai, à verdade, à democracia, meu voto é sim", disse ela ao justificar o seu voto pelo golpe.

A parlamentar é alvo de mandado de prisão em uma investigação sobre supostos desvios em contratos de assistência social no governo do estado e na Prefeitura do Rio. Os contratos sob investigação, firmados entre 2013 e 2018, custaram quase R$ 120 milhões aos cofres públicos. O secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro, Pedro Fernandes, foi preso.

O pai da parlamentar, ex-deputado Roberto Jefferson, é investigado no inquérito do Supremo Tribunal Federal que apura um esquema de propagação de fake news. O presidente nacional do PTB e atual aliado de Jair Bolsonaro foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF), em maio, após autorização do ministro da Corte Alexandre de Moraes.

A filha do ex-deputado votou pelo afastamento de Dilma sem crime de responsabilidade. A então presidente da República foi acusada de ter cometido as chamadas "pedaladas fiscais", o que foi desmentido por uma perícia do Senado em 2016.

"Pela análise dos dados, dos documentos e das informações relativos ao Plano Safra, não foi identificado ato comissivo da Exma. Sra. Presidente da República que tenha contribuído direta ou imediatamente para que ocorressem os atrasos nos pagamentos", diz trecho do laudo.

Também naquele ano, o Ministério Público Federal concluiu que a "pedalada" fiscal envolvendo o Plano Safra não é operação de crédito, nem crime. Em sua decisão, o procurador da República Ivan Cláudio Marx levantou suspeitas sobre "eventuais objetivos eleitorais" com as "pedaladas" e afirmou que o caso "talvez represente o passo final na infeliz transformação do denominado 'jeitinho brasileiro' em 'criatividade maquiavélica'".

O ex-presidente Lula, também criticado por Cristiane por meio de um "símbolo" na camisa da seleção brasileira, foi acusado de ter recebido da OAS um apartamento como propina, mas nunca dormiu nem tinha a chave do imóvel.

Uma reportagem do site Intercept Brasil, publicada em junho do ano passado, apontou que o procurador Deltan Dallagnol duvidava da existência de provas contra Lula.

 "No dia 9 de setembro de 2016, precisamente às 21h36 daquela sexta-feira, Deltan Dallagnol enviou uma mensagem a um grupo batizado de Incendiários ROJ, formado pelos procuradores que trabalhavam no caso. Ele digitou: 'Falarão que estamos acusando com base em notícia de jornal e indícios frágeis… então é um item que é bom que esteja bem amarrado. Fora esse item, até agora tenho receio da ligação entre petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram to com receio da história do apto… São pontos em que temos que ter as respostas ajustadas e na ponta da língua'", diz o site. 

Ao apresentar a denúncia em setembro de 2016, o procurador Henrique Pozzobon admitiu que não havia "provas cabais" de que o ex-presidente era o proprietário do imóvel.

Brasil 247


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