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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 20 de outubro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.385

Fuga de capitais do Brasil é recorde em 2020, com desconfiança da política econômica de Paulo Guedes e Bolsonaro

(Foto: Reuters)

Saída de recursos da Bolsa chega a R$ 88 bi até setembro, o dobro de 2019

2 de outubro de 2020

A falta de confiança dos investidores internacionais na política econômica de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes continua provocando fuga recorde de capitais. "Os estrangeiros continuaram retirando dinheiro da Bolsa. De acordo com dados divulgados pela B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, o saldo negativo no ano até o dia 29 de setembro soma R$ 88,2 bilhões. O valor representa o dobro do registrado em todo o ano passado, quando os estrangeiros levaram de volta para casa R$ 44,5 bilhões", aponta reportagem do jornal Estado de S. Paulo.

Os motivos apontados pelos especialistas são o colapso fiscal do País, a destruição ambiental e o baixo dinamismo da economia – o que significa que todo o movimento nas bolsas tem sido sustentado por investidores locais. Saiba mais abaixo sobre a relação entre Guedes e Bolsonaro:

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, em transmissão pelas redes sociais, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, é o “cara da política econômica” e que a “palavra final” é dele ao dizer que a linha do governo é de livre mercado e rejeitar um eventual tabelamento de preços de mercadorias, como o arroz.

“A nossa política é livre mercado, seguir a linha do Paulo Guedes, o Paulo Guedes continua (com) 99,9% de confiança comigo, deixo 0,1 porque às vezes quero mudar alguma coisinha... Ele é o cara da política econômica, e a palavra final é dele, ponto final”, disse.

Apesar do afago de Bolsonaro em Guedes, o ministro da Economia tem passado recentemente por reveses na condução da sua política econômica liberal, principalmente após a aproximação do governo com partidos do centrão do Congresso em meio à pandemia do novo coronavírus.

Essa legendas têm tido mais espaço nas decisões do Executivo, muitas delas contrariando a linha de atuação de Guedes e da equipe econômica.

Brasil 247

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