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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 20 de outubro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.385

ROBERTO MORAES | Para o mercado, Guedes perdeu a serventia

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Relatório feito a partir de um grupo de consultorias de análise de riscos do mercado mostra que a situação do ministro Paulo Guedes está insustentável. 69% veem chances de Guedes deixar o governo

3 de outubro de 2020

Engenheiro e professor titular "sênior" do IFF (ex-CEFET-Campos, RJ)

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O portal de notícias financeiras e corporativas, InfoMoney, publica mensalmente, um boletim repórter com acompanhamento sobre o poder político no Brasil.

A publicação se chama “Barômetro do Poder”. A edição mais recente realizada entre os dias 28 e 30 de setembro contou com 13 participantes, sendo 10 de institutos e consultorias de análise de riscos e 3 analistas independentes.

Entre as consultorias e Think Thanks estão gente do Insper, Ipespe, Eurasia Group, XP Política, Tendências Consultoria, Empower Consulto, Thomas Trauman, etc.

O relatório é muito usado pelos “donos dos dinheiros” (setor financeiro) para monitorar o poder políticos e os riscos. Seus organizadores usam questionários de plataforma online para obter as opiniões que são apuradas de forma quantitativa e qualitativa. Nesta edição de setembro foram avaliados três itens que foram observados em diferentes leituras: governabilidade, reformas e conjuntura.

Dentre os vários pontos levantados o que mais me chamou a atenção foi o desgaste que a turma que orienta o capital está com o ministro Paulo Guedes.

O relatório destaca: “venceu a validade de Paulo Guedes no Ministério da Economia”. “... aparentemente Paulo Guedes sairá do governo de qualquer maneira”. 69% consideram as chances dele deixar o governo: grande (38%) e regular (31%).

Sobre a governabilidade do desgoverno Bolsonaro, estes três comentários mereceram destaque: “Com o aumento da popularidade, aumenta o apoio no Congresso Nacional. O contrário é esperado para o ano que vem, quando escassearão os recursos para os auxílios”. “A aliança com o Centrão segue dando as cartas no governo”. “As janelas das reformas fechou. Agora, o Congresso vai se preocupar com as eleições municipais e das presidências das Câmara e do Senado e com a manutenção do auxílio emergencial”.

Ou seja, os dois temas parece que andaram juntos. Para o mercado, o Guedes perdeu a serventia. A conferir!

Brasil 247

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