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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 24 de Julho de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.660

Lula condena novo emprego de Sérgio Moro: está provada a farsa

(Foto: Ricardo Stuckert | Reuters)

"Moro promoveu uma farsa para tirar Lula das eleições e cometeu vários absurdos e ilegalidades", postou a equipe do ex-presidente Lula no Twitter. Documento da consultoria Alvarez & Marsal prova que o triplex é da OAS e revela novamente a parcialidade de Sérgio Moro durante a Lava Jato

2 de dezembro de 2020

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de sua equipe, criticou o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro, após um documento da consultoria americana Alvarez & Marsal, que t,erá o ex-juiz como sócio.

"Documentos da empresa que o ex-juiz Moro virou sócio provam que o tríplex era da OAS, não de Lula. Moro promoveu uma farsa no para tirar Lula das eleições e cometeu vários absurdos e ilegalidades para isso, entre elas ignorar esse documento", postou a equipe do ex-presidente no Twitter.

Consultoria estadunidense não só presta serviços à Odebrecht, mas também para outras empresas quebradas por Moro durante a Operação Lava Jato como OAS, Queiroz Galvão e Sete Brasil.

O jornalista Reinaldo Azevedo revela que a consultoria  estadunidense que contratou Moro aparece na Lava Jato, em 2017, numa petição da defesa de Lula, com documentos comprovando que o tríplex do Guarujá, o centro de todo processo contra o ex-presidente, era mesmo da OAS.

Escreveu Azevedo: "Em uma petição enviada ao então juiz Sérgio Moro no dia 19 de abril de 2017, a defesa de Lula exibia dois documentos demonstrando que o tal tríplex de Guarujá não pertencia ao ex-presidente. Era, na verdade, propriedade da OAS. E quem é que listava o imóvel como patrimônio da empreiteira? Ninguém menos do que a Alvarez & Marsal, empresa de que Moro agora é sócio honrado e acima de qualquer suspeita. Isso está devidamente documentado".

Ao fim da reportagem, Azevedo pergunta: "Pergunta: será que, hoje, Moro acredita na palavra da empresa de que ele é sócio diretor? Ou ainda: será que, agora como empresário com ganhos milionários, ele espera que juízes façam como ele fez e ignorem o que certifica a A&M?"

Brasil 247

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