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São Gonçalo do Amarante - CE - Quinta-feira 6 de Maio de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.582

3M fecha fábrica e confirma a depressão econômica promovida por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes

 25 de janeiro de 2021

A depressão econômica promovida pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, fez mais uma vítima esta semana: a 3M do Brasil, que também cerrou as portas, duas semanas depois de a Ford anunciar que deixaria o País.

A falta de massa salarial, ocasionada pelo desemprego, leva à superprodução e ausência de compradores dos produtos. Esta é face mais visível da depressão econômica, que foi acelerada com a pandemia, mas ela já estava sendo em gestão pelo governo.

O quadro de depressão econômica não tem sem chance de recuperação nos marcos do bolsonarismo e do neoliberalismo, diga-se para o bem da verdade.

A 3M anunciou o encerramento das atividades de fábrica em São José do Rio Preto (SP), demitindo 120 funcionários e engrossando a lista das corporações que aos poucos deixam o País. O ex-ministro Nelson Barbosa lembra que desde 2016, quando houve o golpe, o governo federal optou pela extinção de vários programas de diversificação produtiva.

A Minnesota Manufatureira Mercantil (3M do Brasil) anunciou para o segundo trimestre de 2021 o encerramento das atividades da fábrica dedicada à produção de insumos para o segmento odontológico em São José do Rio Preto (SP). Com a medida, 120 funcionários serão demitidos.

O comunicado da 3M afirma que “a decisão é resultado de uma estratégia de negócios”, e que os trabalhadores dispensados “estão recebendo apoio da empresa, incluindo um pacote de indenização, benefícios e treinamento para recolocação no mercado”.

Sediada no estado de Minnesota (EUA), a 3M iniciou as operações no Brasil em Campinas (SP), em 1946. Hoje, a administração e também o maior parque fabril se localizam em Sumaré (SP), que agora concentrará a Divisão de Produtos Odontológicos. A empresa tem cerca de quatro mil funcionários no Brasil. Outras fábricas estão situadas em Ribeirão Preto, Itapetininga, Mairinque (SP), Manaus e Bom Princípio (RS).

Entre as maiores fabricantes mundiais de equipamentos de proteção individual (EPI) utilizados por profissionais da saúde, a 3M esteve no centro de uma das primeiras crises geradas pela maléfica atuação do desgoverno Bolsonaro no combate à pandemia do coronavírus, em abril passado.

Na ocasião, o então ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta negociou a compra de todas as máscaras produzidas no Brasil pela 3M, após Donald Trump ameaçar embargar a produção de equipamentos da empresa nos Estados Unidos e impedir a exportação.

Com essa decisão, a 3M se junta à lista de corporações transnacionais que desde 2019 encerram, em parte ou totalmente, suas atividades no país de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. Além da Nestlé e da Duratex, uma das primeiras a adotar a medida naquele ano foi a Ford do Brasil, que em outubro fechou as portas em São Bernardo do Campo (SP).

Blog do Esmael

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