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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 22 de Junho de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.629

Líder do governo Bolsonaro, Ricardo Barros diz que prisão em 2ª instância só foi feita para tirar Lula da eleição

(Foto: Agência Brasil)

O deputado bolsonarista Ricardo Barros disse que a medida foi um "casuísmo" e classificou a Lava Jato como "quadrilha". "Nunca teve prisão em segunda instância no Brasil. Só teve para prender o Lula e tirá-lo da eleição”, afirmou

2 de fevereiro de 2021

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Bolsonaro na Câmara, criticou nesta terça-feira (2) a prisão após condenação em segunda instância.

Em entrevista à Rádio CBN, Barros, que é ex-ministro da Saúde do governo Michel Tetmer, disse que a medida foi criada com a finalidade específica de retirar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da eleição presidencial de 2018. “Nunca teve prisão em segunda instância no Brasil. Só teve para prender o Lula e tirá-lo da eleição. Foi um casuísmo”, disse Ricardo Barros.

A prisão após condenação em segunda instância foi fortemente defendida pelo ex-juiz Sérgio Moro e pelos procuradores da Lava Jato. Nessa segunda-feira (1), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou públicas mensagens trocadas entre Moro, Dallagnol e outros procuradores da Lava Jato que mostram o conluio para condenar o ex-presidente.

Para o líder do governo Bolsonaro, a Lava Jato foi uma "quadrilha". “Não vamos permitir que as conversas do Intercept da Lava-Jato, que foram autenticadas pelo ministro Lewandowski, desapareçam. São crimes cometidos pela quadrilha da Lava-Jato”, afirmou Ricardo Barros.

Brasil 247

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