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São Gonçalo do Amarante - CE - Quinta-feira 29 de Julho de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.665

Moro não agiu sozinho, é preciso punir os outros: Dallagnol, Gebran, Paulsen, Thompson. Cobra Janio de Freitas na Folha de S.Paulo

Gebran Netto (Foto: Brasil247 | Divulgação | ABR)

O colunista lembra que Sergio Moro não agiu sozinho no processo de lawfare contra o ex-presidente Lula. Uma verdadeira conspiração que mudou o resultado da eleição presidencial

25 de abril de 2021

Em seu artigo deste domingo, o colunista Janio de Freitas na Folha de S. Paulo lembra que outros magistrados foram também suspeitos na perseguição judicial empreendida contra o ex-presidente Lula. "Nem concluída ainda a votação, o Supremo Tribunal Federal já confirma a parcialidade de Sergio Moro contra o ex-presidente Lula da Silva, e nisso traz dois sentidos subjacentes. Se por um lado recompõe alguma parte da questionada respeitabilidade judiciária, por outro acentua a omissão protetora aos parceiros na deformação, pelo então juiz e a Lava Jato, do processo de eleição para a Presidência", afirma,

"O objeto da condenação —o apê em retribuição a negócio escuso na Petrobras— integrava o colar dos atos criminosos alegados. Mas o Supremo confirma a falsidade da inclusão. Essa constatação que expõe Moro dá oportunidade a outra figura raiada, em que ele e Dallagnol ocupem o centro, com raios projetados até os procuradores. O TRF-4 tem a mesma oportunidade gráfica, com o juiz Gebran ao centro", aponta.

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Vamos nós

O revisor do processo do Lula, desembargador Leandro Paulsen leu 250 mil páginas em 6 dias. Isto e’, ele leu 2 mil páginas por hora, sem dormir, durante 6 dias.

O sistema informatizado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), marcava no dia 13 de dezembro de 2017 que havia 257 processos na fila para revisão do desembargador Leandro Paulsen, quando ele pediu data para julgar o caso de Lula, depois de apenas seis dias úteis examinando o caso – embora seja um processo com dezenas de milhares de páginas e enorme volume de vídeo de audiência. 

Todos os processos preteridos são mais antigos do que o do ex-presidente e muitos versam sobre o mesmo crime. Pelo sistema público do TRF-4, foi confirmado novamente que os estavam listados estavam conclusos ao revisor no dia 13 de dezembro.

Habeas Corpus

Ainda falta esclarecer o Habeas Corpus concedido pelo desembargador Rogério Favreto, que estava de plantão naquele dia, um domingo, e atendia a um pedido dos deputados federais petistas Wadih Damous (RJ), Paulo Pimenta (SP) e Paulo Teixeira.

Moro não tinha autonomia para interferir em um HC expedido pela 2ª instância. Não era o juiz da execução penal. Sua jurisdição havia se esgotado na sentença. Mas atuou, em um ato publicamente ilegal, pressionando a PF e acordando juízes de férias para impedir que uma ordem superior fosse cumprida. O atropelo das instâncias superiores tornou-se marca do então juiz, que mais tarde seria conhecido por sua interferência também em outras instituições.

Ainda tem o Thompson Flores que presidente do TRF-4 que anulou o HC, ninguém fala mais nele, tem que ser punido também.

O Sérgio Moro estava de férias em Portugal, passou por cima até da Polícia Federal, mas Lula não foi solto, uma verdadeira conspiração, é preciso punir todos.

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