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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 22 de Junho de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.629

Bolsonaro quer forçar convocação de MALAfaia para transformar CPI do Genocídio em circo

(Foto: Reprodução)

Empresário da fé é conhecido por seu negacionismo em relação à covid-19 e um dos conselheiros de Jair Bolsonaro

28 de maio de 2021

Por Ricardo Brito (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro usou a sua live tradicional de quinta-feira para atacar mais uma vez o presidente da CPI da Covid do Senado, Omar Aziz (PSD-AM), e dizer que a comissão teme convocar o pastor Silas Malafaia pelo fato de ele ser evangélico.

Desde antes da sua eleição em 2018, Bolsonaro tem investido sua atuação no público evangélico, estrato religioso da sociedade brasileira cuja presença tem aumentado nos últimos anos.

Inicialmente, Bolsonaro insinuou --sem mostrar provas-- que a saúde no Amazonas tinha problemas na época em que Omar Aziz era governador. O atual senador comandou o Estado de 2011 a 2014 e Bolsonaro participou de uma agenda pública no Estado.

"Agora Omar Aziz, não quero entrar em detalhes de como era a saúde no seu Estado quando o senhor era governador", disse ele.

O presidente novamente criticou o projeto apresentado pelo senador que previa pena de prisão para médicos que prescrevessem remédios cuja indicação não constava da bula --o presidente da CPI já retirou essa proposta.

Em seguida, Bolsonaro disparou em relação ao suposto receio de a CPI não convocar Malafaia por ser um líder espiritual. Falou para a comissão "plantar batata", dizendo que a justificativa dada é "papinho".

"Por que vocês não convocam o Malafaia, estão com medo do Malafaia?", questionou.

"Convoca o Malafaia, estão com medo do Malafaia ou estão com medo dos evangélicos?", provocou.

Brasil 247

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