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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 22 de Junho de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.629

Eduardo Pazuello ganha o direito a um silêncio comprometedor

Por Fernando Brito | 15/05/2021

Como se esperava, Eduardo Pazuello ganhou o direito de, querendo – e sempre que quiser -, silenciar diante das perguntas dos senadores da CPI.

Um ganho para Bolsonaro, uma derrota para o general e para o Exército.

Serão horas de humilhação e, ainda pior, de improvável autocontrole do ex-ministro, porque a garantia que o ministro Ricardo Lewandowski lhe deu foi para calar diante de perguntas onde pudesse produzir provas contra si e, portanto, assim se caracterizará qualquer questão que o faça calar.

Numa palavra: cada tema, cada situação, cada ação governamental, cada ato do Ministério diante do qual ele se cale tem, implicitamente, o valor de uma suspeita, o peso de uma silenciosa mentira, a covardia de enfrentar um problema.

Vai haver problemas em perguntas que, a rigor, não podem ser consideradas passíveis de auto-incriminá-lo, mas que incriminem a outros.

Por exemplo: “o senhor recebeu orientação do Presidente da República ou de qualquer outra pessoa estranha ao governo sobre o “tratamento precoce”? “O senhor sabia das articulações de Fábio Wajngarten para a compra de vacinas da Pfizer”? O que o senhor acha da presença do presidente da República em aglomerações, sem uso da máscara? Como o senhor se sente diante de mais de 430 mil (ou 440 mil, até quarta, dia do depoimento) pessoas”?

Calar será uma vergonha, dar uma resposta fria, uma desfaçatez.

Brasil 247

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