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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 22 de Junho de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.629

Drauzio Varella adverte sobre abolir uso de máscaras: "só tem uma justificativa, se for para disseminar ainda mais o vírus"

(Foto: Reprodução/Youtube | Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

“É absurdo, parece uma loucura”, disse o médico oncologista em referência à pretensão de Jair Bolsonaro de desobrigar o uso de máscara para quem já tiver sido infectado ou estiver vacinado contra o coronavírus

11 de junho de 2021

O médico Drauzio Varella criticou a intenção anunciada nesta quinta-feira (10) por Jair Bolsonaro de editar um decreto para desobrigar quem estiver vacinado ou já tiver sido infectado a usar máscara de proteção contra o coronavírus.

“Ela [a medida] só tem uma justificativa se for para disseminar ainda mais o vírus pelo país inteiro. Não consigo ver outra justificativa....É absurdo, parece uma loucura”, disse o oncologista em entrevista à Globo News.

A pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Margareth Dalcolmo destacou que a pretensão de Bolsonaro desconsidera o alto risco de reinfecção e também a eficácia das vacinas, que não garantem 100% de proteção contra a doença.

“Ao ar livre seria admissível. Em ambiente fechado, mesmo vacinado, nós que já tivemos a doença devemos estar de máscara o tempo todo, até porque a gente tem algo chamado reinfecção”, afirmou.

Estatísticas

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil chegou nesta quinta-feira (10) a 52.790.945, o que representou 24,93% da população total.

Dos 52 milhões, 23,5 milhões receberam a segunda dose, o equivalente a 11,11% da população com a imunização completa contra o novo coronavírus.

De acordo com a plataforma Worldometers, o país contabilizou, até esta sexta-feira (11), o terceiro maior número de casos da Covid-19 (17,2 milhões), atrás de Índia (29,2 milhões) e Estados Unidos (34,2 milhões).

O governo brasileiro também registrou a segunda maior quantidade de mortes (482 mil), atrás dos EUA (614 mil).

Brasil 247

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