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São Gonçalo do Amarante - CE - sEGUNDA-FEIRA 29 de novembro de 2021 - Ano: XIV - Edição: 4.790

Forças de segurança ocupam o Complexo do Caju e a Barreira do Vasco no Rio de Janeiro



Fuzileiros navais, policiais militares e civis, além de agentes rodoviários federais, participam da ação deste domingo

03/03/2013

RIO - Uma ocupação rápida e sem resistência de traficantes. A entrada das forças de segurança no conjunto de favelas do Caju e da Barreira do Vasco, em São Cristóvão, começou às 4h48m deste domingo. Vinte e cinco minutos depois, os policiais já estavam no interior das favelas. A ação transcorreu sem um disparo sequer. O clima nesta manhã é de aparente tranquilidade na região ocupada.

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Áreas estratégicas do Rio — as comunidades do Caju, cortadas por vias expressas como a Linha Vermelha e a Avenida Brasil, além de ser passagem obrigatória para o Aeroporto Internacional Tom Jobim rumo ao Centro e à Zona Sul — devem ganhar Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs), beneficiando aproximadamente 30 mil pessoas. Fuzileiros navais, policiais civis e militares usaram aparato cinematográfico na ação. Ao todo 17 veículos blindados da Marinha, com capacidade para até 25 pessoas cada, além de caveirões, retroescavadeiras e motocicletas deram apoio às forças de segurança. Três carros da Marinha estão na Barreira do Vasco, os demais no entorno do Complexo do Caju. Duzentos fuzileiros navais, 1.400 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Batalhão de Choque (BPChoq), cerca de 200 policiais civis, além de 150 agentes rodoviários federais atuam em conjunto. O hasteamento da bandeira nacional será às 10h, no Parque Alegria.

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Desde a ocupação do Complexo do Alemão, em 2010, a Marinha dá suporte às policiais Militar e Civil na ocupação de favelas. A estratégia inicial foi cercar as favelas do Caju com os policiais do Batalhão de Choque, enquanto o Bope, com a ajuda de cães farejadores, buscam suspeitos. Apesar da tranquilidade, a Secretaria de Segurança recomenda que os moradores das comunidades da Barreira do Vasco e do Caju permaneçam em suas casas. No ar, helicópteros sobrevoam pontos estratégicos e, pelo Canal do Cunha, lanchas do Grupamento Aeromarítimo monitoram as margens ao longo das comunidades. Por volta das 5h30m, policiais do Bope removeram uma barreira colocada por traficantes na Rua Peter Lund, acesso ao Parque Alegria, no Caju. Com o auxílio de uma retroescavadeira, um enorme pedregulho foi retirado da entrada da favela.
Alheios ao enorme aparato montado pelo governo do estado, alguns moradores aos poucos saíam às ruas. Poucos se dispunham a falar com jornalistas. Numa próxima etapa, que deverá durar dois meses, as forças de segurança devem entrar aos pouco no Complexo da Maré, composto por 16 comunidades.

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— Não tenho o que falar, não. Mas vai melhorar, a gente tem fé — disse um morador do Parque Alegria, sem se identificar.

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Antes da ocupação, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, agradeceu o empenho de seus subordinados e afirmou que os moradores das favelas ocupadas poderão “dormir melhor” num futuro próximo:

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— Vocês estão diminuindo áreas onde colegas de vocês muitas vezes foram mortos. Vocês poderão se dedicar cada vez mais a uma polícia cada vez mais legítima. Que a gente consiga ter, daqui a pouco, uma área distante do fuzil, distante dos tiros. Que a gente consiga fazer com que esse povo durma cada vez melhor. Deus esteja com todos nós.

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Devido à ação neste domingo, a Linha Vermelha foi fechada às 4h, entre São Cristóvão e Ilha do Governador, incluindo as vias de acesso a este trecho, reabrindo por volta das 6h. O objetivo foi dar segurança aos motoristas durante a ação. Além de evitar que veículos fiquem no meio do fogo cruzado, caso houvesse confrontos.

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Com a Linha Vermelha fechada, a alternativa para os motoristas foi pegar a Avenida Brasil, que não foi afetada pela operação. Enquanto as demais pistas estavam livres, a lateral no sentido Zona Oeste estava parcialmente fechada, para facilitar a movimentação dos policiais. Na altura da Ilha do Governador, o desvio do tráfego foi realizado pela Avenida Brigadeiro Trompowisk, seguindo pela Avenida Brasil em ambos os sentidos. Na altura da Linha Amarela, o desvio foi pela Avenida Bento Ribeiro Dantas, acessando a Linha Amarela e Avenida Brasil em ambos os sentidos. Já para quem seguia no sentido Baixada, os acessos à Linha Vermelha pelo Elevado Paulo de Frontin e pelo Elevado Professor Rufino Pizarro estavam fechados. O desvio de tráfego foi feito para as alças de acesso do Viaduto dos Fuzileiros e da Avenida Francisco Bicalho.

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O projeto de pacificação, que começou em 2008, prevê levar segurança às áreas turísticas e aos trajetos que serão feitos por atletas e integrantes do Comitê Olímpico. Nesse planejamento, a Zona Sul, onde fica a maioria dos hotéis, já foi pacificada. As favelas da região do Maracanã, onde serão as festas de abertura e encerramento dos Jogos, também já ganharam Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Diante da lógica do cinturão olímpico, os próximos passos devem ser rumo à região de Deodoro, onde também serão realizadas competições.
O GLOBO

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