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São Gonçalo do Amarante - CE - Quarta-feira 22 de Setembro de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.720

Polícia do Rio Grande do Sul prende a funcionário do Carrefour que filmou o espancamento até a morte de João Alberto

(Foto: REUTERS/Diego Vara)

Além dos dois seguranças que espancaram Beto Freitas até a morte, a Polícia Civil anunciou a prisão de uma terceira pessoa, a fiscal Adriana Alves Dutra, que estava no comando dos dois seguranças que lincharam João Alberto Freitas até a morte

24 de novembro de 2020

A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (24) a funcionária do Carrefour Adriana Alves Dutra por suspeita de envolvimento na morte de João Alberto Freitas. A agente de fiscalização do supermercado aparece nos vídeos que foram gravados por testemunhas, andando ao redor da vítima, e parece dar ordens por meio de um rádio. Ao ver que está sendo filmada, ela tenta impedir e discute com pessoas.

Beto, como era conhecido, era negro e foi espancado até a morte por dois seguranças em unidade do Carrefour em Porto Alegre, no dia 19 de novembro.

Segundo a Polícia Civil, Adriana tem uma atuação determinante na morte de João Alberto por estar no comando dos dois seguranças que o espancaram, Giovane Gaspar e Magno Borges, que já estão presos.

Em coluna no 247, o jornalista Marcelo Auler havia cobrado a responsabilização de mais pessoas na morte de João Alberto. "É o caso de Adriana Alves Dutra, agente de fiscalização do supermercado, que aparece na cena do crime filmando toda a agressão sem nada fazer para impedi-la", escreveu.

A morte de Beto Freitas estimulou diversos protestos contra o racismo e violência contra pessoas negras pelo Brasil. Um dos principais focos de revolta foi o Carrefour, que tem um histórico de envolvimento em casos de racismo.

Brasil 247

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