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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 19 de Setembro de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.717

Estadista, Lula se mexe para que Brasil consiga mais vacinas da Rússia e da China

(Foto: Divulgação)

Ao contrário de Jair Bolsonaro, que minimizou a gravidade da pandemia e postergou a compra de vacinas contra a Covid-19, o ex-presidente Lula vem articulando para que o Brasil possa assegurar mais doses de imunizantes produzidos pela Rússia e pela China

12 de março de 2021

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem promovendo uma articulação internacional para que o Brasil possa adquirir o maior número possível de doses de vacinas contra a Covid-19 junto aos países que produzem os imunizantes . Nesta linha, os primeiros contatos foram feitos com o diretor do Fundo de Investimento Direto Russo (RDIF), Kirill Dmitriev, responsável pelo financiamento e desenvolvimento da Sputnik V, além da China.

De acordo com reportagem da coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, Lula já vinha trabalhando na articulação para que o Brasil pudesse ter acesso aos imunizantes pelo menos três meses antes da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que nesta semana anulou as condenações impostas a ele pelo ex-juiz Sergio Moro. 

A inciativa do diálogo com a Rússia teria partido de Dmitriev, pouco após ele tomar conhecimento de que o ex-presidente estava entre os signatários de um abaixo-assinado organizado por Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel de Economia. Yunus diz que as vacinas contra a Covid-19 são um bem mundial e defende que elas sejam distribuídas gratuitamente. 

Após o convite, Lula teria chamado os ex-ministros da Saúde Alexandre Padilha, Arthur Chioro e José Gomes Temporão para participar do encontro realizado por meio de videoconferência. “Dmitriev disse que o presidente Vladmir Putin havia incentivado a reunião com Lula. Foi uma conversa importante, porque abriu a relação do fundo russo com o Consórcio do Nordeste. Deixamos claro que, além do Paraná, com quem eles tiveram as primeiras tratativas, tinham muitas frentes no Brasil a serem abertas. Destacamos que o interesse pelo volume de vacinas era maior e envolvia vários estados brasileiros. Isso fortaleceu o acordo de milhões de vacinas firmado com os estados do nordeste”, contou Alexandre Padilha.

Em janeiro, o atraso da entrega de insumos necessários à produção da vacina Sinovac, produzida em parceria com o Instituto Butantan, também mobilizou o ex-presidente. Na ocasião, Lula e a presidente deposta Dilma Rousseff enviaram uma carta ao presidente chinês Xi Jinping com críticas ao “negacionismo” e “incivilidade” de Jair Bolsonaro, além de elogios pelas medidas adotadas pelo governo chinês no enfrentamento à pandemia.

Brasil 247

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