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São Gonçalo do Amarante - CE - Sexta-feira 17 de Setembro de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.715

ALEX SOLNIK | Faltou pouco para Witzel dizer quem mandou matar Marielle

(Foto: Alessandro Dantas/PT no Senado | Mídia NINJA)

"Foi quem mais fez Bolsonaro sangrar até agora na CPI da Covid", avalia o jornalista Alex Solnik sobre o depoimento do ex-governador do Rio Wilson Witzel

16 de junho de 2021

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"

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Faltou pouco, muito pouco mesmo para o ex-governador Wilson Witzel revelar, na CPI da Covid, quem foi o mandante do atentado contra Marielle Franco. Mas deu a entender que sabe quem é. E prometeu dar detalhes numa futura sessão secreta da CPI.

Também revelou a preocupação de Bolsonaro com o episódio. Assim que os assassinos foram presos, o presidente fez uma live às pressas na qual atacou Witzel por supostamente manipular as investigações. E aí, disse, ele começou a ser perseguido, até ser afastado do governo.

O depoimento do porteiro à polícia civil, vazado pela TV Globo, movimentou não só o presidente, mas o governo. Então ministro da Justiça, Moro requisitou o inquérito para averiguar se havia crime contra a segurança nacional.

Mas teve mais, lembrou Witzel.

“O porteiro entrou como testemunha, mas foi intimado pela PF. A PGR abriu inquérito para acuá-lo. Ele estava apavorado.”

Ficou evidente que Witzel queria falar mais de Marielle que da pandemia. Contou ter questionado se a Defensoria Pública não iria proteger o porteiro. Não protegeu. E ele acabou desmentindo a versão que tinha dado à polícia civil. Na qual informara que o comparsa de Ronnie Lessa ingressou no condomínio Vivendas da Barra, no dia do crime, procurando pela casa de Bolsonaro e não pela de Ronnie, seu vizinho.

“Eu não sou o porteiro” jactou-se o ex-governador, querendo dizer que não seria intimidado.

Quando, porém, começou a ser atacado por bolsonaristas e após um bate-boca com Flávio Bolsonaro, com o habeas corpus embaixo do braço, tirou o time de campo.

Brasil 247

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