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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 25 de Setembro de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.723

Responsável pela alta do desemprego, Paulo Guedes ataca o IBGE: 'está na idade da pedra lascada'

(Foto: Reuters)

Ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou dados do IBGE com os do Caged, que considera apenas trabalhadores com carteira assinada. Segundo o IBGE, o Brasil possui 14,6 milhões de desempregados

30 de julho de 2021

O ministro da Economia Paulo Guedes disse que o IBGE "está na idade da pedra lascada" ao questionar  os dados da taxa de desemprego no país, que ficou em 14,6% no trimestre encerrado em maio. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que o país possui 14,6 milhões de desempregados.

“Nós criamos 300 mil empregos em junho (com base nos dados do Caged). Desde que a Covid nos atingiu, já criamos 2,5 milhões de novos empregos. A Pnad do IBGE está muito atrasada metodologicamente, pesquisa feita por telefone... É muito superior a metodologia do Caged, ela vem direto das empresas. Nós vamos ter inclusive que rever, acelerar os procedimentos do IBGE porque ele ainda está na idade da pedra lascada, baseada ainda em métodos que não são os mais eficientes. (Com o Caged), nós temos informações direto das empresas”, disse o ministro.

No entanto, o comparativo de Guedes não leva em conta os trabalhadores informais, já que o Caged considera apenas trabalhadores com carteira assinada, com base em dados enviados pelas empresas. As divulgações consideram sempre um único mês, calculando o saldo entre novas contratações e demissões.

Apesar de criticada pelo ministro, a Pnad é uma pesquisa  qualitativa, pois traz um leque maior de informações como  tipos de ocupação, trabalho formal e informal, trabalhadores por conta própria e até informações sobre o funcionalismo público. Diferente do do Caged, que é quantitativa.

Segundo reportagem do jornal O Globo, Guedes baseou sua fala nos dados divulgados nesta quinta-feira pelo Caged, que apontam para uma geração de 1,5 milhão de vagas formais no país entre janeiro e junho deste ano.

Brasil 247

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