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São Gonçalo do Amarante - CE - Quarta-feira 22 de Setembro de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.720

Gleisi Hoffmann exige retratação do Santander e ingressa com interpelação extrajudicial

(Foto: REUTERS/Amanda Perobelli | Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

Deputada-federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, pede uma retratação pública do Santander e um posicionamento sobre a relação contratual com a consultoria que produziu o relatório de análise política que indica a articulação de possível golpe contra Lula

16 de agosto de 2021

A deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, cobrou do Santander medidas contra o relatório encaminhado a clientes sugerindo um golpe contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para impedir a sua candidatura à corrida presidencial em 2022.

A carta encaminhada à presidente da instituição financeira, Ana Botín, e ao conselho de administração do banco, diz que  “o relatório ofende não apenas o ex-presidente e seu partido. Ofende a verdade e o Poder Judiciário do Brasil”.

O documento produzido por uma empresa de consultoria independente e enviado aos clientes do Santander, diz que o retorno de Lula ao poder é "uma ameaça bem mais séria" que o governo Jair Bolsonaro e que “é possível especular sobre um golpe para evitar o retorno de Lula", afirma o relatório.

Hoffmann ressalta na carta que "a divulgação do documento por instituição financeira com sede em outro país revela-se ainda mais descabida pelas menções que faz à alegada conveniência de um golpe de Estado no Brasil ou de uma nova condenação política de Lula, para evitar sua eleição".

Ainda segundo ela, o relatório do Santander "estimula uma visão golpista e antidemocrática em relação ao processo eleitoral brasileiro”.

Leia a íntegra da carta enviada por Gleisi Hoffmann ao Banco Santander:

"É de conhecimento geral a divulgação pelo Banco Santander no Brasil a seus clientes, na última semana, de documento injurioso ao Partido dos Trabalhadores e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao fazer referência ao que chama de “máquina de corrupção do governo Lula”, tal documento ofende não apenas o ex-presidente e seu partido. Ofende a verdade e o Poder Judiciário do Brasil.

É fato de repercussão mundial que o Supremo Tribunal Federal, em julgamentos realizados em março e abril deste ano, anulou todas as condenações ilegais e injustas impostas a Lula pelo ex-juiz Sergio Moro, declarado suspeito, parcial e incompetente nas decisões do STF.

Brasil 247

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