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São Gonçalo do Amarante - CE - Segunda-feira 27 de Setembro de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.725

Renúncia poderá ser saída honrosa para Jair Bolsonaro, que estuda concorrer ao Senado em 2022

19 de agosto de 2021

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chamou à mesa, semana passada, correligionários, marqueteiros, pesquisados e bajuladores. O ambiente estava carregado por causa do tiroteio contra ministros dos tribunais superiores e com a ameaça de pedido de impeachment de Luís Roberto Barroso (TSE) e Alexandre de Moraes (STF), no Congresso Nacional. Para azedar o arroz doce, Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, tinha sido preso –e ainda permanece fechado no presídio do Bangu, no Rio, em virtude do inquérito das milícias digitais.

Deixemos a questão da legalidade ou não da prisão de Jefferson para debater as impressões da incrível armata bolsonarista reunida, que saboreou um churrasco de picanha japonesa com farofa de mandioca do Pará:

1- O processo de derretimento do presidente Jair Bolsonaro vai continuar e, até dezembro, a aprovação do mandatário poderá ser até de 10%;

2- Não há clima para dar um “autogolpe” e cancelar as eleições de 2022;

3- Não há um partido com estrutura nacional disposto a agasalhar o projeto de reeleição do inquilino do Palácio do Planalto;

4- Se conseguir disputar as eleições, Jair Bolsonaro pode ser um fiasco a exemplo do governador João Doria (PSDB) em São Paulo, que lambe o chão, segundo as sondagens;

5- Com o discurso de que seria “roubado” com o atual sistema de urnas eletrônicas, sem voto auditável, Bolsonaro recuaria do projeto de reeleição e seria linha auxiliar anti-Lula em 2022;

Blog do Esmael

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