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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 19 de Setembro de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.717

Rombo do governo Bolsonaro vai a R$ 19,8 bi em julho, diz Tesouro

Moedas de reais (Foto: REUTERS/Bruno Domingos)

No acumulado de janeiro a julho, o déficit é de R$ 73,432 bilhões, frente a R$ 505,232 bilhões em igual período de 2020

31 de agosto de 2021

Marcela Ayres, Reuters - O governo central, composto por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou déficit primário de 19,829 bilhões de reais em julho, informou o Tesouro nesta segunda-feira.

O resultado veio acima do rombo estimado por economistas de 17,3 bilhões de reais para o mês, segundo pesquisa da Reuters.

No acumulado de janeiro a julho, o déficit é de 73,432 bilhões de reais, frente a 505,232 bilhões de reais em igual período de 2020, ano que foi marcado por despesas recordes por conta do enfrentamento à pandemia de Covid-19.

Em nota, o Tesouro destacou que a evolução positiva da arrecadação tem ajudado o governo, ao passo que os gastos têm sido mais focados este ano em resposta à crise desencadeada pela pandemia de Covid-19.

Em julho, a receita líquida teve alta de 41,4%, em termos reais, sobre o mesmo mês do ano passado, a 139,128 bilhões de reais.

De um lado, a Receita Federal viu alta expressiva na arrecadação de impostos, de 42,7% no mês, um acréscimo de 31,082 bilhões de reais sobre julho do ano passado.

Mas a elevação no preço internacional de commodities também tem ajudado os cofres públicos. O governo viu um aumento de 146,7% nos ganhos com exploração de recursos naturais no mês passado sobre julho de 2020, que decorrem principalmente da participação na produção de petróleo, elevação de 9,394 bilhões de reais sobre um ano antes.

Já a despesa total do governo caiu 18,1% na mesma base de comparação, a 158,957 bilhões de reais. Em 12 meses, o rombo é de 328,8 bilhões de reais, equivalente a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em nota, o Tesouro pontuou que a expectativa dos agentes de mercado, conforme boletim Prisma Fiscal, é de um déficit primário de 1,9% este ano, ante rombo de 2,6% projetado para o período no fim do ano passado.

Brasil 247

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