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São Gonçalo do Amarante - CE - Sexta-feira 17 de Setembro de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.715

Em pronunciamento sobre atos do 7 de setembro, Fux diz que “liberdade de expressão não comporta violências e ameaças”

(Foto: FELLIPE SAMPAIO/STF)

Ao abrir a sessão desta quinta-feira (2), o presidente do STF, Luiz Fux, afirmou que quem for às ruas na próxima terça-feira precisa ter em mente “as consequências jurídicas de seus atos” e fez longa defesa da democracia

2 de setembro de 2021

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, mandou um forte recado a Jair Bolsonaro e a grupos bolsonaristas que pretendem se manifestar no 7 de setembro durante pronunciamento na abertura da sessão da Corte nesta quinta-feira (2), que retoma o julgamento do marco temporal das terras indígenas.

Fux disse que o Supremo é um histórico defensor das liberdades, mas que a democracia é um patrimônio coletivo e desejo da população brasileira. “Num ambiente democrático, manifestações públicas são pacíficas. A liberdade de expressão não comporta violências e ameaças”.

“A crítica construtiva provoca reflexões, descortina novos pontos de vista e convida ao aprimoramento institucional. A crítica destrutiva, por sua vez, abala indevidamente a confiança do povo nas instituições do país”, discursou o ministro.

“Seja nos momentos de tormenta, seja nos momentos de calmaria, o bem do país se garante com o estrito cumprimento da Constituição. A esta missão jamais renunciaremos, como juízes constitucionais”, prosseguiu.

“O povo jamais aceitaria retrocessos. Há mais de 30 anos, manifestaram o desejo de democracia. E esse desejo permanece vivo. O STF tem sido um ferrenho defensor das liberdades”, disse Fux.

"Somos testemunhas oculares de que o caminho para a estabilidade da democracia brasileira não foi fácil nem imediato. Por essa razão, é voz corrente nas ruas que, na quadra atual, o povo brasileiro jamais aceitaria retrocessos", prosseguiu.

Segundo o magistrado, quem for às ruas no 7 de setembro precisa ter em mente o espírito republicano e “as consequências jurídicas de seus atos”. “O exercício da cidadania pressupõe respeito às instituições democráticas”.

Brasil 247

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