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São Gonçalo do Amarante - CE - Sexta-feira 17 de Setembro de 2021 - Ano: XIII - Edição: 4.715

NATHALÍ MACEDO | Em se tratando de Bolsonaro, corno é o melhor dos adjetivos

Jair Bolsonaro. Foto: Evaristo Sa/AFP

4 de setembro de 2021

A suposta traição da ex-mulher de Jair Bolsonaro continua repercutindo.

#BosonaroCorno ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter ontem (3), depois que um ex-assessor da familícia, Marcelo Luiz Nogueira dos Santos, entregou em uma entrevista que a advogada Ana Cristina Vale traía o marido com o segurança.

Segundo ele, a mulher dava seus pulos – ou seria melhor dizer puladas de cerca? – para lidar com a realidade dura de ter que dormir com Bolsonaro todas as noites.

Não julgo. Sabe-se lá de onde se pode tirar forças pra acordar com o bom dia daquele homem. Mas a internet, meus amigos, essa julga, sim, e quase nunca absolve.

O ex-assessor (e ao que tudo indica, ex-amigo) disse que, antes de descobrir que era corno, Bolsonaro contava com o gerenciamento de Ana Cristina no esquema das rachadinhas.

Quando os chifres começaram a aparecer, o presidente transferiu para os filhos (Flávio e Carlos) a tarefa de chefiar essa parte de seus esquemas criminosos.

Sim, essa é a mesma ex-mulher que relatou ameaças de morte vindas de Bolsonaro no Itamaraty.

O que significa dizer que homem acusado de ameaçar a vida da mãe dos próprios filhos está na presidência.

A mesma mulher que ele recrutava pra chefiar um esquema muito maior do que o diminutivo “rachadinha” pode sugerir, um esquema que distribui cargo público pra parente como quem faz galinha gorda.

Diante desse cenário trágico, meus queridos, a coisa que menos importa é se Bolsonaro é corno ou não, embora eu acredite que deva ser (porque não parece possível ser casada com ele sem alguma outra distração).

Pelo amor de Deus, meus camaradas.

Eu não sei se é ético, e também não me importo.

O que dá pra saber é que Bolsonaro é muita coisa pior que corno: corrupto, por exemplo. Nepotista. Homenageador de miliciano e torturador.

Supra sumo da imoralidade do brasileiro médio. São muitos os adjetivos e locuções adjetivas possíveis, como podemos ver.

Corno é o melhor adjetivo que se pode empregar a Bolsonaro a essa altura de sua vida e de seu legado podre.

Afinal, os cornos não fazem mal a ninguém – e deve haver agora cornos no Brasil inteiro ofendidos por serem colocados no mesmo grupo que um genocida.

Em respeito a eles, eu particularmente prefiro os outros adjetivos.

DCM

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