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São Gonçalo do Amarante - CE - Quarta-feira 27 de Outubro de 2021 - Ano: XIV - Edição: 4.757

Sem tomar vacina contra a covid-19, Bolsonaro vai a Nova York fazer o Brasil passar vexame na ONU

(Foto: Reprodução/Twitter Mídia NINJA)

Crítico das vacinas, sobre as quais até hoje levanta dúvidas e diz, erroneamente, que são experimentais, Bolsonaro até agora não se vacinou

18 de setembro de 2021

(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro parte para Nova York no próximo domingo, onde participa da abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, e, por decisão da direção-geral da Organização das Nações Unidas, poderá participar mesmo sem ter tomado a vacina contra Covid-19.

Depois de alguns dias de dúvida se a entidade iria adotar os critérios da cidade de Nova York --que exige comprovante de vacinação para circulação em espaços públicos fechados--, a ONU informou às comitivas que não irá cobrar comprovantes de vacinação dos chefes de Estado presentes à Assembleia-Geral.

De acordo com uma fonte que integrará a comitiva presidencial, Bolsonaro não terá problemas para comparecer à abertura, mas pretende levar, de qualquer forma, um teste PCR para mostrar que não tem a doença.

Crítico das vacinas, sobre as quais até hoje levanta dúvidas e diz, erroneamente, que são experimentais, Bolsonaro até agora não se vacinou. Em sua live, na noite de quinta-feira, o presidente deixou claro que não pretendia tomar a vacina antes de viajar.

"O que acontece, você toma vacina para quê? Para ter anticorpos. Não é isso? A minha taxa de anticorpos está lá em cima", disse. "Estou bem, vou tomar a vacina, a CoronaVac, por exemplo, que não vai chegar a essa efetividade? Para quê que eu vou tomar? Todo mundo já tomou vacina no Brasil? Depois que todo mundo tomar vou decidir meu futuro aí."

Já na cidade de Nova York, o presidente pode ter problemas para circular se não tiver ao menos o teste. Fora da jurisdição da prefeitura, a ONU pode deixar de cobrar os comprovantes de vacinação, mas o governo local mantém a exigência do passaporte sanitário --vacinação ou teste PCR-- para acesso a bares, lojas e restaurantes.

Bolsonaro chega domingo a Nova York e, como é tradição, faz o primeiro discurso de chefe de Estado na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, na terça-feira. Na segunda-feira, de acordo com uma fonte com conhecimento do assunto, o presidente terá reuniões bilaterais com outros chefes de governo.

No entanto, por enquanto está marcada apenas uma reunião com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. A previsão é que retorne ao Brasil ainda na manhã de terça-feira, logo depois de discursar na Assembleia-Geral.

Em seu pronunciamento, o presidente deve abordar questões como meio ambiente e produção agrícola. Em discurso nesta sexta-feira, afirmou que irá levar à ONU "verdades" sobre o que é o Brasil e o que o país representa para o mundo.

Brasil 247

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