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São Gonçalo do Amarante - CE - Quarta-feira 27 de Outubro de 2021 - Ano: XIV - Edição: 4.757

Bolsonaro ameaça com novos aumentos dos combustíveis: ‘Eu não vou na canetada congelar o preço’

 10 de outubro de 2021

Além de culpar injustamente os governadores pela alta nos preços dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro ameaçou os consumidores com novos aumentos. O inquilino do Palácio do Planalto disse que não pretende controlar os preços da gasolina, óleo diesel, gás de cozinha e etanol.

“Reclamam no Brasil aumento de preço de mantimentos, combustível, ninguém faz isso porque quer. Eu não tenho poder sobre a Petrobras. Eu não vou na canetada congelar o preço do combustível, muitos querem. Nós já tivemos uma experiência de congelamento no passado”, disse Bolsonaro, antecipando que novos aumentos virão aí.

A fala do presidente ocorreu na sexta (08/10) na 1ª feira do nióbio em São Paulo. No evento ele foi vaiado por mulheres, que o apuparam pelo conjunto da obra.

A Petrobras, cujo controle é do governo federal, adotou a paridade com o mercado internacional para remunerar os acionistas, que são especuladores parasitários na estatal. Eles ganharam dinheiro em cima do sofrimento do povo.

O esquema funciona assim: os combustíveis no país são reajustados de acordo com a variação do dólar e a cotação internacional do petróleo; ou seja, os consumidores brasileiros pagam em moeda americana enquanto recebem seu salário defasado em real, que perdem poder de compra devido à inflação.

A fase mais cruel dessa política de aumentos dos derivados de petróleo está no uso de lenha no lugar do gás de cozinha. O botijão de 13 kg chega a R$ 135 [era R$ 35 na época de Dilma Rousseff, em 2016]. Como consequência, aumentaram os incêndios, as mortes e os sequelados.

A gasolina já é vendida ao preço de R$ 7 por litro, mas há quem projete dez reais até o fim deste ano por litro.

O diabo é que essa política de aumentos de preços dos combustíveis, com lastro no dólar, entristece o Brasil, mas deixa muito feliz o ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem contas secretas [offshores] em paraíso fiscal. O membro do impoluto governo Bolsonaro esconde US$ 9,5 milhões nas Ilhas Virgens Britânicas. O valor equivale a R$ 51 milhões. Guedes ganhou cerca de R$ 14 mil diários na especulação em cada um dos mil dias no cargo.

No entanto, Bolsonaro disse que não mexerá nessa patifaria.

Blog do Esmael

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