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São Gonçalo do Amarante - CE - Segunda-feira 29 de novembro de 2021 - Ano: XIV - Edição: 4.790

Nova pesquisa é destruidora para Bolsonaro, reprovação dispara em todas as regiões do País

(Foto: @MST_Oficial)

É o que aponta a nova pesquisa Genial/Quaest. Até mesmo entre os evangélicos, cai o apoio a Bolsonaro, que será também acusado de homicídio pela CPI

17 de outubro de 2021

"A quarta rodada da pesquisa Genial/Quaest é uma marretada em Jair Bolsonaro. A reprovação do presidente aumentou em quase todas as regiões brasileiras. Quando não cresceu, se manteve. No Sul, reduto dele nas últimas eleições, a reprovação subiu 10 pontos. No Norte, subiu 18 pontos e no Centro-oeste, 13 pontos.  No Nordeste, ficou estável em 61% a reprovação. Mas, no Sudeste, a reprovação subiu 4 pontos, indo para 51%", informa o jornalista Matheus Leitão, em sua coluna na Veja.

"As notícias ruins para Bolsonaro na pesquisa não param por aí. Entre os brasileiros com mais de 60 anos, outro grupo no qual ele teve bom desempenho nas eleições de 2018, a reprovação subiu 10 pontos. Entre os evangélicos, talvez sua base de apoio mais fiel, o presidente conseguiu ver o número de pessoas que o reprovam subir de 35% para 42% – ou seja, um aumento de 7 pontos", pontua.

Na terceira-feira, na apresentação do relatório da CPI da Covid, Jair Bolsonaro será acusado de 11 crimes, incluindo homicídio. Saiba mais:

(Reuters) - O relator da CPI da Covid no Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou, nesta sexta-feira, que há evidente caracterização de genocídio pelo governo contra a população indígena mesmo antes da pandemia e que pedirá o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro também por outros 10 crimes no parecer a ser apresentado na próxima semana.

Em entrevista à rádio CBN, Renan citou que há elementos, entre todas as provas e informações colhidas ao longo do funcionamento da CPI, para indiciar Bolsonaro pelos crime de prevaricação, epidemia com resultado morte, emprego irregular de verba pública, infração de medidas sanitárias e incitação ao crime, além de falsificação de documento particular, crimes contra a humanidade e de responsabilidade, entre outros.

"Há uma evidente caracterização a partir de provas colhidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito, a partir da existência de vários atos normativos que caracterizam o crime de genocídio com relação à população indígena, crime este que vinha desde antes da pandemia por vários atos do governo, por práticas do governo. Então não há dúvida para ninguém da caracterização do genocídio com relação às populações indígenas no Brasil", disse o senador à CBN.

"Além do mais, ele será indiciado em outros crimes comuns, crime de epidemia com resultado morte, crime de infração de medidas sanitárias, emprego irregular de verba pública, incitação ao crime, falsificação de documento particular, crime de charlatanismo, prevaricação, que foi aquele que ocorreu por ocasião da conversa com os irmãos Miranda, crime de genocídio de indígenas, crimes contra a humanidade, crimes de responsabilidade e homicídio omissivo por omissão, que significa, em outras palavras, o presidente ter descumprido seu dever legal de evitar a morte de milhares de brasileiros durante a pandemia", explicou Calheiros.

O relator lembrou que outros 40 personagens com atuações decisivas durante a pandemia devem ser indiciados e destacou que o parecer também deve abordar as fake news disseminadas nesse período.

"Todos esses crimes serão utilizados no indiciamento. Eles terão uma descrição a partir dos fatos caracterizados pelas condutas e igualmente mais de 40 outros personagens que tiveram óbvias participações no enfrentamento da pandemia, das fake news, também do gabinete do ódio, também que funcionou durante o enfrentamento da pandemia, eles serão igualmente indiciados", afirmou.

Veja

1 comments:

Unknown disse...

Vivas à CPI! Enfim, a justiça irá prevalecer contra o mal!

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