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São Gonçalo do Amarante - CE - Segunda-feira 29 de novembro de 2021 - Ano: XIV - Edição: 4.790

Prisão de traficante conhecida como "Majestade" deu origem à maior operação da Polícia Civil contra facção no Ceará

(foto: Reprodução)

Segundo o delegado geral da Polícia Civil, Sérgio Pereira, as prisões irão gerar um enfraquecimento da organização criminosa

Por Euziane Bastos | 19 de novembro de 2021

A Polícia Civil do Ceará (PC-CE) deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira, 19, uma megaoperação de combate à facção criminosa. A operação é chamada “Anullare” e atua contra uma organização criminosa com origem no Rio de Janeiro e atuante no Ceará. Ao todo, estão sendo cumpridos 800 mandados judiciais de prisão e busca e apreensão. É a maior operação da Polícia Civil do Estado contra uma organização criminosa e tem o objetivo de enfraquecer as lideranças.

O trabalho investigativo iniciou após a captura de Valeska Pereira Monteiro, conhecida como "Majestade", presa no mês de agosto em Gramado, no Rio Grande do Sul. A partir dela, a PC-CE, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), mapeou outros integrantes do grupo criminoso. Eles seriam, segundo as investigações, responsáveis pela gerência da facção e do tráfico de drogas, atuando na parte financeira da organização.

Além de Fortaleza, outras 50 cidades do Ceará - na Região Metropolitana da Capital e Interior do Estado -, bem como o estado de Pernambuco, estiveram dentro da área da operação.

Até o momento, 186 mandados de prisão preventiva foram cumpridos no Ceará. Além das prisões, foram apreendidas dezenas de aparelhos celulares, drogas, armas e uma quantia em dinheiro.

De acordo com a Polícia, a prisão do segundo escalão desse grupo impacta porque esses alvos são os chamados 'gerentes', integrantes de confiança dos líderes do grupo criminoso que lidam com a parte financeira e estavam na rua praticando diretamente os homicídios e os ordenando.

Enfraquecimento financeiro

O secretário da segurança do Ceará, Sandro Caron, explicou durante entrevista à rádio O POVO CBN, na manhã desta sexta, 19, que a operação é baseada na estratégia de asfixia financeira. De acordo com ele, corta-se a principal fonte de recurso das facções e faz-se algumas investigações sobre o patrimônio para conseguir apreender valores e bens que elas obtiveram do crime. Dessa forma, o grupo criminoso perde a estabilidade.

O Povo

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