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São Gonçalo do Amarante - CE - Segunda-feira 29 de novembro de 2021 - Ano: XIV - Edição: 4.790

"Sérgio Moro e Deltan Dallagnol atuavam sob a toga com vestes partidárias", acusa Gilmar Mendes

Gilmar critica Lava Jato no STF (Foto: STF)

O ministro do STF diz que Moro, condenado por parcialidade nos processos contra Lula, e Dallagnol terão que discutir suas atuações partidárias no tempo que estavam no Judiciário e MP "quando e se essas candidaturas se colocarem"

16 de novembro de 2021

Sputnik - Gilmar Mendes tem talento para agregar pessoas e até reunir desafetos em um mesmo ambiente. Foi assim com Davi Alcolumbre e André Mendonça no primeiro dia do IX Fórum Jurídico de Lisboa, coordenado pelo ministro do STF. Mendes é o segundo sabatinado na série de entrevistas exclusivas da Sputnik Brasil.

Enquanto Mendonça aguarda há mais de quatro meses Alcolumbre pautar, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a sabatina para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), os dois até se cruzaram no auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa durante a abertura do fórum, nesta segunda-feira (15). Mas não se falaram.

Aliás, Alcolumbre também fugiu da imprensa, como fizera Roberto Campos Neto na última sexta-feira (12), após a ministra Rosa Weber pedir manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a possível abertura de inquérito para apurar crime de insider trading, supostamente praticado pelo presidente do Banco Central e pelo banqueiro André Esteves.

Mas o silêncio de Alcolumbre após Sputnik Brasil abordá-lo diz mais sobre ele do que sobre Mendonça. O senador do DEM-AP está acuado com as denúncias da revista Veja sobre um suposto esquema de rachadinha em seu gabinete, com um valor aproximado de R$ 2 milhões em cinco anos.

Questionado se atenderia ao "esforço concentrado" anunciado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para que a Casa analise e vote indicações de autoridades para cargos públicos entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro, Alcolumbre saiu pela tangente.

"Vamos aguardar. Vim ver a palestra", limitou-se a responder o presidente da CCJ.

Indagado pelo correspondente da Sputnik Brasil se estava preocupado com o pedido do partido Podemos para que fosse afastado da presidência da comissão, ele silenciou e foi embora acompanhado de sua esposa e de seu advogado.

Por outro lado, Mendonça, que já dissera a jornalistas, pela manhã, que não falaria com a imprensa, foi solícito com a Sputnik Brasil na parte da tarde. Já tratado por interlocutores como (futuro) ministro do STF, declinou o convite de um editor "terrivelmente evangélico" para escrever um livro, sob o argumento de que está focado na sabatina, e ouviu de uma professora de Direito que, "mais do que torcendo, está tentando ajudá-lo".

Entretanto, foi do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que chegou a ter 18 clientes na Lava Jato, que Mendonça recebeu o comentário mais entusiasmado de que já estava demorando demais para ele assumir a vaga do STF, após a indicação do presidente Jair Bolsonaro. Questionado pela Sputnik Brasil se estava ansioso e se esperava ser sabatinado entre 30 de novembro e 2 de dezembro, como prometera Pacheco, o ex-ministro da Justiça foi sereno na resposta.

Brasil 247

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