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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 2 de Julho de 2022 - Ano: XIV - Edição: 5.001

Aécio Neves que liderou o golpe de 2016, virou um peso para os tucanos, critica Doria, Alckmin, Moro e Bolsonaro

Aécio Neves (Foto: GERALDO MAGELA/ AGÊNCIA SENADO)

Ex-presidenciável que liderou o golpe de 2016, o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) também afirmou que irá continuar no PSDB

3 de dezembro de 2021

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), que perdeu a disputa presidencial de 2014 e na sequência liderou a campanha pelo golpe de 2016, concedeu entrevista ao jornalista Bruno Góes, do jornal O Globo, em que deixou claro que não irá trabalhar pela campanha de João Doria, que venceu as prévias do partido. "Estou construindo o PSDB ao longo de 33 anos. Não é uma circunstância de uma eventual candidatura que vai nos fazer abandonar aquilo que acreditamos. Isso serve para mim e para outras lideranças do partido. Estamos e ficaremos no PSDB. Isso é apenas uma etapa. E se o governador Doria conseguir viabilizar a sua candidatura e quiser o apoio do conjunto do partido, acho que ele tem condições de buscar. Mas, agora, os gestos são muito mais dele do que nosso", disse o deputado, que se tornou um peso para os tucanos, após ser flagrado pedindo dinheiro para a JBS.

Aécio também criticou o ex-governador paulista Geraldo Alckmin, que deve se filiar ao PSB. "Vejo com muito estranhamento. Eu lamento muito que o governador Geraldo Alckmin, pela sua história dentro do partido, não tenha escolhido o partido como seu campo de luta", afirmou. O tucano também negou a intenção de se aliar a Jair Bolsonaro. "Bolsonaro não representa ideia de país mais. Na verdade, ele representa hoje um segmento de pensamento da sociedade conservador, de extrema-direita, que não é o nosso sentimento", afirmou.

Aécio também alfinetou o ex-juiz suspeito Sergio Moro. "Ele próprio pode pedir para tornar públicas todas as gravações que foram parcialmente divulgadas. Acho que seria uma forma de mostrar realmente aqueles que o veem como uma alternativa que ele não utilizou da sua função pública para viabilizar um projeto político. Isso faria bem à sua própria candidatura. Porque é uma curiosidade de conhecer o próprio Moro. Eu não conheço as opiniões políticas do Moro, o que ele pensa de economia, do mundo, em relação ao agronegócio, Amazônia. Eu não conheço essas propostas."

O Globo

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