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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 22 de Maio de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.963

Desesperado com pesquisas, Bolsonaro monta comitê de campanha à reeleição

Onyx Lorenzoni, Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O grupo seria formado por Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, Ciro Nogueira e o Onix Lorenzoni

15 de janeiro de 2022

Com as pesquisas apontando larga vantagem do ex-presidente Lula na corrida eleitoral de 2022 e uma rejeição ao governo que supera 60%, Jair Bolsonaro já iniciou a montagem do comitê de campanha com um núcleo de aliados. O grupo seria formado por Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto (comandante-ministro-PL), Ciro Nogueira (ministro-cacique do PP) e o ministro do Trabalho, Onix Lorenzoni.

O filho primogênito de Bolsonaro, Flávio, teria a função de liderança por ser uma pessoa de maior confiança de Bolsonaro e por ter ajudado na negociação com partidos da base do governo. De acordo com a reportagem, ao filho de Bolsonaro caberia a interlocução entre o tempo político e outros grupos que apoiam Bolsonaro.

Valdemar Costa Neto, por sua vez, assumiu a coordenação dos palanques nos estados. "O cacique do Centrão tem atuado próximo a Ciro Nogueira, com quem se encontrou última na terça-feira no Planalto. A Ciro cabe fazer as pesquisas de intenção de voto e mapear as ações do Executivo que podem ser exploradas positivamente", destaca o jornal.

O grupo procura um marqueteiro que possa "retocar Bolsonaro e minimizar os danos causados ​​à imagem de pesquisas pelo seu discurso antivacina".

De acordo com o núcleo da campanha de Bolsonaro, diferentemente das eleições em 2018, a campanha terá uma disputa mais ferrenha nas redes sociais. O comitê já teria mantido contato com o pernambucano Paulo Moura.

A equipe deve aumentar e incluir personagens como os ministros Fabio Faria (Comunicações) e Walter Braga Netto (Defesa), além de líderes de partidos.

Outro filho, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), assim como em 2018, deve assumir a atuação paralela da equipe principal, com o comando das redes sociais no engajamento da milícia digital.

O GLOBO

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