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São Gonçalo do Amarante - CE - Segunda-feira 17 de Janeiro de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.839

Miriam Leitão alerta: Jair Bolsonaro tentará melar o jogo democrático

(Foto: ABr | Reprodução)

Jornalista, que apoiou o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, diz que nenhum governo mereceu tanto o impeachment como o atual

2 de janeiro de 2022

A jornalista Miriam Leitão, que apoiou o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, a partir da farsa das "pedaladas fiscais", hoje alerta para o risco de Jair Bolsonaro, consequência da quebra do pacto democrático mele as eleições de 2022. "Este ano é de travessia. É grande a chance de encerrarmos o governo deletério que deveria ter sido encurtado por impeachment. Nenhuma outra administração mereceu tanto o remédio do impedimento. Mas para que futuro iremos neste ano do nosso bicentenário? O Brasil nos últimos anos pareceu um coração com a artéria principal entupida e que criou atalhos para a circulação do sangue e a sobrevivência. Nesses caminhos alternativos o país foi ficando independente do próprio governo. Essa capacidade de resistência será testada em 2022, porque a natureza deste governo é antidemocrática. Bolsonaro tentará, como fez Donald Trump, melar o jogo democrático. Será preciso estar, como diz a minha geração, atento e forte", escreve ela, em sua coluna no Globo.

Miriam faz um balanço positivo de 2021. "O presidente apostou no pior, jogou no conflito, investiu em pautas nefastas. Mas o saldo do ano passado é positivo, principalmente porque o socorro veio da ciência. Nos institutos brasileiros de produção de vacinas trabalhou-se duramente. Brasileiros em centros internacionais conectaram o país nas redes de desenvolvimento da imunização. O Sistema Único de Saúde venceu um ministro general que dizia não saber o que era o SUS, e um ministro sabujo que até o último dia do ano tentava retardar a vacinação de crianças. O governo foi sórdido. A sociedade resistiu. Com alta taxa de vacinação, os brasileiros aguardam a onda ômicrom mais seguros, mas ainda vigilantes", escreve.

Brasil 247

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