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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 21 de Maio de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.962

“Escolha difícil”: O Estado de S. Paulo deu na íntegra “importante” discurso antissemita do “sr. Hitler”

A íntegra do discurso antissemita do “sr. Hitler” em 1935 no Estadão

O fascismo sempre pôde contar com o vetusto O Estado de S. Paulo, eternamente preocupado com a polarização

Por Kiko Nogueira - 6 de fevereiro de 2022

O Estadão nunca escondeu suas posições ao longo de sua história.

Um recorte do centenário jornal com a data de 17 de setembro de 1935, que viralizou, mostra que a questão da “escolha muito difícil” é antiga e o próprio diário nunca titubeou em optar pelo pior.

A matéria intitulada “Importante discurso do sr. Hitler perante o ‘Reichstag'” cita a “firmeza do Partido Nacional-Socialista” e “medidas contra o bolchevismo e os judeus”.

Está lá reproduzido, na íntegra, o libelo racista do Führer, proibindo, entre outras coisas, o casamento “misto”. O Estadão também abriu generoso espaço para Goering, ministro e braço direito do líder nazista.

Hitler estava anunciando as infames Leis de Nuremberg, a legislação antissemita do Reich. Estavam vetadas relações sexuais fora do casamento entre judeus e alemães e o emprego de mulheres alemãs com menos de 45 anos de idade em casas de judeus. 


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Apenas pessoas com sangue alemão eram cidadãos. Os demais não tinham direitos. Em novembro daquele ano, ciganos e negros foram excluídos como “inimigos do estado racial”.

Judeus passaram a ser perseguido sistematicamente e sujeitos a pogroms. A sua atividade profissional foi suspensa. Quem violava essa regulamentação era preso e enviado a campos de concentração. A emigração era cara e os judeus não eram aceitos em muitos países (entre os quais, o Brasil).

O caminho para a solução final estava aberto.

O Estadão destacou Goering elogiando a suástica como “símbolo da liberdade”. Era necessário “proteger a pureza da raça ariana” e “tomar medidas que preservem as mulheres e crianças e as coloquem ao abrigo da lubricidade da raça, que não sabe dominar-se”.

E vai ladeira abaixo. Isso já era inadmissível à época. Mas era necessário, para os Mesquistas, defender as nações do perigo do comunismo e seus agentes hebreus.

O fascismo sempre pôde contar com o vetusto O Estado de S. Paulo, eternamente preocupado com a polarização.

DCM

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