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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 21 de Maio de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.962

Perdendo nas pesquisas, Jair Bolsonaro "vai se desesperar", diz Renan Calheiros, em alerta para nova tentativa de golpe

(Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado | REUTERS/Adriano Machado)

“Ele vai se desesperar e a gente tem que estar desde logo preparado para o enfrentamento dessa situação”, destacou o senador na TV 247

20 de fevereiro de 2022

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou à TV 247 que, com as pesquisas desfavoráveis para Jair Bolsonaro (PL), uma nova tentativa de golpe está por vir. O ex-presidente Lula (PT) lidera todos os levantamentos e Bolsonaro perde para todos os candidatos no segundo turno, lembrou o parlamentar.

Esse cenário, segundo Calheiros, causará “desespero” em Bolsonaro, que sinaliza novamente estar disposto a tentar um golpe de Estado. “Há sete meses as projeções estão engessadas. Ele perde, com isso, a possibilidade de ganhar a eleição. No segundo turno ele perde para todos os concorrentes. E o desespero vai começar. Ele vai voltar a fazer o que sabe fazer. O governo ele já entregou, o país não tem políticas públicas, todas ele inviabilizou. Ele vai se desesperar e a gente tem que estar desde logo preparado para o enfrentamento dessa situação”, alertou.

O senador destacou que o chefe do governo federal voltou a colocar em dúvida a lisura do processo eleitoral brasileiro, desta vez por meio das Forças Armadas. “O presidente Bolsonaro, durante um determinado momento, largou as mobilizações para sua reeleição e passou a canalizar suas energias para um golpe de Estado, o que acabou fracassando, no dia 7 de setembro [de 2021]. Ele fez uma pausa, mas agora claramente voltou à tentativa de golpe, novamente contra o Supremo Tribunal Federal (STF), contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandando que as Forças Armadas, através do Braga Netto, façam 80 perguntas ao TSE para criar uma expectativa de que, não havendo o convencimento das repostas dadas pelo TSE, vai haver uma reação das Forças Armadas, em uma tentativa de colocar as Forças Armadas no processo eleitoral”.

Brasil 234

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