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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 22 de Maio de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.963

Greve dos caminhoneiros ameaça reeleição de Jair Bolsonaro

Por Esmael Morais | 12 de março de 2022

O Palácio do Planalto teme que a deflagração da greve dos caminhoneiros por causa do mega aumento nos preços dos combustíveis comprometa a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). A partir desta sexta-feira (11/03), o diesel vai subir 25% nos postos.

Wanderlei Alves, o Dedeco, um dos líderes dos caminhoneiros em 2018, agora promete parar os companheiros de boleia em São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Pará.

O protesto é contra o aumento abusivo praticado pela Petrobras, que manteve a política de paridade internacional de preços.

Wallace Landim, o Chorão, outro líder das manifestações dos caminhoneiros contra o preço dos combustíveis, há quatro anos, disse que se arrependeu de apoiar o presidente Jair Bolsonaro (PL).

– O preço tá caro. Tem muito caminhoneiro aí que vai parar. Eu sei disso, lamento isso daí – disse Bolsonaro nesta quinta-feira (10/03) durante live semanal.

Bolsonaro tentou driblar a situação dizendo que os caminhoneiros vão parar porque eles não suportam mais essa carga tributária, atribuindo os preços dos combustivos a impostos dos governos estaduais.

– E é uma questão mundial. Digo a vocês que o diesel aqui agora, mesmo com tudo isso, está mais barato que nos Estados Unidos – soluçou.

O presidente Bolsonaro e o Congresso Nacional tentam enganar os consumidores brasileiros aprovando uma lei que estabelece uma espécie de “bandeiras” com promessa de redução dos combustíveis. No entanto, a experiência com a conta de luz não é a melhor…

Os subsídios não resolvem os preços abusivos dos combustíveis, nem a retirada de impostos. Essas duas formas de renúncia fiscal significam tirar recursos da sociedade para manter os lucros dos acionistas privados.

O caminho mais eficiente seria revogar a política de paridade estabelecida em 2016, após o golpe que derrubou Dilma Rousseff (PT).

Apressados, hoje mesmo os postos de combustíveis tungaram os consumidores por ordem de Bolsonaro e da Petrobras: gasolina, 18%; diesel, 25%; e gás de cozinha, 16%.

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