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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 22 de Maio de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.963

MP junto ao TCU quer apurar os prejuízos causados por Sérgio Moro na Lava Jato

Sergio Moro (Foto: ADRIANO MACHADO - REUTERS)

O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado apresentou requerimento em que pede uma investigação para apurar os danos econômicos causados por Moro na Lava Jato

17 de março de 2022

Com o objetivo de apurar os problemas econômicos e impactos financeiros causados ao País pelos julgamentos do ex-juiz Sergio Moro, considerado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, protocolou uma representação na Corte.

Furtado cita, entre outros pontos, as baixas na arrecadação de impostos oriundos da Odebrecht e os custos de equipamentos e salários – como do próprio Moro – ligados a operações que foram posteriormente anuladas por irregularidades e abusos cometidos pelo juiz.

Segundo o subprocurador, a empreiteira “foi levada a uma situação pré-falimentar em consequência das investigações da Lava Jato conduzidas de forma não condizentes com o direito pátrio”.

Ele argumenta ainda que as anulações de decisões de Moro na Lava Jato indicam práticas ilegais como o lawfare (uso do sistema judicial para perseguir indivíduos).

Moro, que atualmente é pré-candidato à presidência pelo Podemos, é responsável pela destruição de empresas brasileiras e mais de 4 milhões de empregos, de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O subprocurador apresenta ainda diálogos entre Moro e procuradores do Ministério Público (MPF) de Curitiba que evidenciam o conluio com Moro.

“A meu ver, o teor das mensagens (…) revela um escândalo sem precedentes: juiz e acusador combinando as ações processuais e de investigação... Essa conduta absolutamente ilegal é apta, a meu juízo, a comprometer todos os atos processuais que culminaram em sentenças no âmbito da Operação Lava Jato de Curitiba, o que já vem ocorrendo nas instâncias judiciais, situação que afeta, sem sombra de dúvidas, a higidez dos acordos de leniência que foram firmados com empreiteiras da construção civil pesada”, argumenta.

Brasil 247

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