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São Gonçalo do Amarante - CE - Sexta-feira 20 de Maio de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.961

Caseiro da ex-mulher de Bolsonaro pede R$ 200 mil para esconder provas da “rachadinha”

Ana Cristina Valle e Marcelo Nogueira dos Santos (Reprodução)

6 de maio de 2022

Ex-assessor do então deputado Flávio Bolsonaro entre 2003 e 2007 e caseiro da advogada Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro (PL), Marcelo Nogueira dos Santos afirma à revista Veja ter provas sobre o famoso esquema da rachadinha, escândalo que persegue a família do chefe do Executivo desde o início de seu mandato.

Ele diz possuir gravações de áudio e vídeo que comprovariam a prática do esquema e pede R$ 200 mil para não revelar os segredos. As imagens mostrariam Ana Cristina contabilizando o dinheiro acumulado com o recolhimento de parte dos salários dos funcionários do gabinete de Flávio. Já os áudios reuniriam conversas informando o verdadeiro papel de alguns dos principais personagens envolvidos na tramoia.

Marcelo está escondido em algum lugar da periferia do Rio e não revela sua exata localização, dizendo temer por sua vida. Ele garante que contará tudo no momento oportuno e que as consequências das revelações serão constrangedoras para todo o clã Bolsonaro.

A chantagem do caseiro começou no ano passado, após ele se desentender com a ex-patroa e deixar o emprego. Um conjunto de mensagens enviadas por Nogueira à família nos últimos meses o mostra pedindo 200.000 reais para não contar o que sabe às autoridades.

Em outra mensagem, ele diz estar disposto a chegar às últimas consequências, tornando público tudo que vivenciou nos vinte anos em que trabalhou com os Bolsonaros. Em uma terceira, ele ameaça Ana Cristina de morte caso as negociações não evoluam.

Marcelo acompanhou de perto momentos importantes da família do presidente. Em 2002, foi cabo eleitoral na campanha vitoriosa de Flávio para deputado. Após cinco anos empregado no gabinete do parlamentar, ele passou a trabalhar exclusivamente com Ana Cristina, em 2008, auxiliando na criação de Jair Renan, o filho caçula de Bolsonaro.

O nome do caseiro já havia aparecido no noticiário em setembro do ano passado, quando um documento do Exército, da época em que Jair era capitão, sugeria a ele “averiguar os passeios” de sua então esposa, Rogéria. O caso foi revelado pelo ex-funcionário e Bolsonaro passou a ser chamado de “corno”.

DCM

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