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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 26 de Junho de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.995

Lemann, Itaú e fundos internacionais estão por trás da privatização da Eletrobrás. No Ceará a Enel privatizada deu um aumento de 25%

Jorge Paulo Lemann, Eletrobrás e Alfredo Setubal (Foto: Reuters | Reprodução)

Bilionários brasileiros e fundos internacionais devem comprar o controle da empresa na privatização a ser feita pelo governo Bolsonaro

19 de maio de 2022

A privatização da Eletrobrás chegou de maneira definitiva ao mercado de capitais após a aprovação da operação pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por 7 votos a 1.

A venda da empresa foi modelada para ocorrer por meio de capitalização em bolsa. Serão emitidas ações e recibos de ações no Brasil e nos Estados Unidos.

O governo buscou atrair fundos de previdência e fundos soberanos, e agora trabalha para garantir a participação desses atores. O GIC (fundo soberano de Cingapura) e o CPPIB (fundo de pensão do Canadá)  já teriam manifestado interesse em participar da operação.

Segundo a Folha de S.Paulo, entre os grandes investidores que teriam interesse em atuar na oferta, estaria o fundo 3G, gestora de recursos dos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles.

Há sinalizações positivas também da Itaúsa, que tem entre seus negócios o Itaú Unibanco e indústrias como Alpargatas. Em fevereiro deste ano, o presidente, Alfredo Setubal, chegou a comentar que possibilidades de negócios na área de saúde e de energias renováveis estavam sendo avaliadas pelo conglomerado.

CEO da gestora Logos Capital, Ricardo Vieira pretende aumentar sua posição na oferta de ações a ser realizada no âmbito da capitalização da companhia. "A depender do preço", ressalta.

Brasil 247

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