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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 26 de Junho de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.995

Lula ainda não ganhou, mas Bolsonaro já perdeu | ALEX SOLNIK

"Ninguém se elege com rejeição acima de 50%", escreve Alex Solnik

28 de maio de 2022

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"

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Desde a primeira campanha de reeleição, em 1998, um fenômeno se repete: a seis meses das eleições, os que a tentavam estavam em primeiro lugar nas pesquisas e com larga vantagem sobre o segundo colocado.

O último Datafolha dá 21 pontos de vantagem para Lula - 48% a 27% -, no Ipespe de hoje a diferença é de 11 pontos - 45% a 34% - mas as colocações não mudam. É sempre Lula em primeiro e Bolsonaro em segundo. Lula se aproximando dos 50% e Bolsonaro patinando nos 30%, no caso mais otimista para ele.

O que também torna a derrota de Bolsonaro inevitável é a alta rejeição, também recorde entre ex-presidentes a cinco meses das eleições.

Ninguém se elege com rejeição acima de 50%. Se a maioria não vota nele de jeito nenhum, não tem como ganhar a maioria indispensável no segundo turno.

Lula ainda não ganhou, mas Bolsonaro já perdeu.

Brasil 247

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