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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 26 de Junho de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.995

FUP: 'Bolsonaro quer destruir a imagem da Petrobrás para justificar privatização'

Deyvid Bacelar (Foto: ABr | Reprodução)

De acordo com Deyvid Bacelar, da FUP, Jair Bolsonaro e Arthur Lira querem "criar narrativa mentirosa de que a Petrobrás é o problema" por conta dos altos preços de combustíveis

20 de junho de 2022

O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, criticou Jair Bolsonaro (PL) e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), nesta segunda-feira (20). De acordo com o dirigente, os dois "tentam destruir a imagem da Petrobrás com o objetivo de privatizá-la".

"A ameaça de CPI da Petrobrás é mais uma pauta bomba de Bolsonaro/Lira, direcionada à empresa, com objetivo definido: criar narrativa mentirosa de que a Petrobrás é o problema. Trocas sucessivas de presidente e diretoria da estatal fazem parte da mesma estratégia em busca de destruição da imagem da empresa", afirmou Bacelar.

A empresa trabalha com preço de paridade de importação (PPI), que reajusta valores de produtos com base na cotação internacional do petróleo, variação cambial e custos de importação, mesmo o Brasil sendo autossuficiente.

De acordo com o integrante da FUP, "o problema não é a Petrobrás", mas sim "a gestão" da empresa no governo Bolsonaro, "quando a companhia deixou de ter função social para se render aos interesses exclusivos do mercado e dos acionistas, voltados para geração de lucros e dividendos recordes, garantidos pelo PPI".

Bolsonaro defendeu a abertura de uma CPI, na sexta-feira (17), depois que a Petrobrás anunciou um reajuste de 5,18% para o litro da gasolina e de 14,21% para o litro do diesel.

"Se Bolsonaro quisesse, já teria mudado a política danosa do PPI. Ele teve mais de três anos para isso. O PPI não é lei, pode ser abolido com a orientação do Presidente da República, da mesma forma como foi criado em outubro de 2016, no governo Michel Temer", disse o coordenador da FUP.

Bolsonaro tentou fugir da responsabilidade sobre a política de preços da Petrobrás ao defender uma CPI, mas o governo federal indicou seis dos 11 membros que estão no conselho da empresa.

José Mauro Coelho deixou a presidência da Petrobrás. Fernando Borges, diretor-executivo de Exploração e Produção, será o presidente da empresa até a eleição de Caio Paes de Andrade.

Antes de Mauro Coelho, o governo já havia demitido dois antecessores: Roberto Castello Branco e Joaquim Silva e Luna.

Brasil 247

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