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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 26 de Junho de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.995

Globo defende política de preços da Petrobrás que suga a renda dos brasileiros

Família Marinho e Petrobrás (Foto: Divulgação)

Mudança foi feita depois do golpe de estado de 2016 com a finalidade de transferir a renda do cidadão brasileiro para os acionistas privados da estatal

17 de junho de 2022

Uma das apoiadoras do golpe de 2016 contra a então presidenta Dilma Rousseff, inocentada naquele ano pelo Ministério Público e por uma perícia do Senado, a Globo passou a defender a política de preços da Petrobrás, com uma matéria publicada nesta sexta-feira (17) pelo portal G1 e intitulada "Alta do preço dos combustíveis é inevitável e estava atrasada, dizem analistas".

De acordo com a política da estatal, os preços de produtos derivados de petróleo no Brasil mudam conforme as variações do dólar no mercado internacional.

A matéria do G1 publicou a entrevista do presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo. "[A Petrobras] fez o que já deveria ter feito há muito tempo atrás. É inevitável e estava atrasado já", disse ele.

Segundo a reportagem, um "levantamento da associação mostra que o preço da gasolina estava nesta sexta-feira, antes do reajuste anunciado pela Petrobras, com uma defasagem de 13% em relação à paridade de importação, e o diesel, de 21%".

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A matéria também afirmou que "o Brasil é deficitário em óleo diesel, tendo importado quase 30% da demanda em 2021".

As variações do dólar têm penalizado principalmente os mais pobres. O número de brasileiros que usaram toneladas de lenha como fonte de energia nas residências, por exemplo, foi de 24 milhões em 2021, o maior patamar desde 2009, de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Brasil 247

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