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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 26 de Junho de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.995

Prisão de Milton Ribeiro ignora mandante | ALEX SOLNIK

Milton Ribeiro (Foto: Clauber Cleber Caetano/PR)

"A prisão do bode expiatório também serve para blindar os dois principais aliados civis de Bolsonaro, Ciro Nogueira e Arthur Lira", escreve Alex Solnik

22 de junho de 2022

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"

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Milton Ribeiro caiu em desgraça com Bolsonaro assim que veio à luz o áudio em que o então ministro da Educação disse estar atendendo os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura a pedido do presidente da República. Dias depois ele caiu.

Assim que o ex-ministro foi preso, hoje, Bolsonaro lavou as mãos. Ele que se explique à Justiça. Não tenho nada a ver com isso. A tentativa de se descolar do escândalo é pública e notória. Bolsonaro nem se recorda que quando as denúncias explodiram ele botou as mãos e o rosto no fogo por ele.

A prisão do bode expiatório também serve para blindar os dois principais aliados civis de Bolsonaro, Ciro Nogueira e Arthur Lira, que têm digitais na farra com dinheiro do FNDE, por meio de prepostos.

Tal como no caso do assassinato de Bruno e Dom, a Polícia Federal encerrou o caso sem investigar sequer se havia mandante, como o ministro apontou no áudio, pivô do escândalo.

Brasil 247

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