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São Gonçalo do Amarante - CE - Segunda-feira 15 de Agosto de 2022 - Ano: XIV - Edição: 5.045

“Medida mais eficaz contra Bolsonaro é negar o seu registro eleitoral”

Wadih Damous e Jair Bolsonaro (Foto: Ederson Casartelli/247 | REUTERS/Adriano Machado)

Advogado e pré-candidato a deputado federal Wadih Damous diz que instituições foram excessivamente cuidadosas ao reagir a Bolsonaro

24 de julho de 2022

O advogado e pré-candidato a deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro, Wadih Damous, criticou a complacência das instituições de poder diante das declarações de Jair Bolsonaro durante uma reunião com embaixadores, em que o chefe de governo atacou as urnas eletrônicas em uma tentativa de colocar em dúvida a credibilidade do sistema de votação.

Segundo Wadih, há um excesso de “cálculo político” entre os presidentes da Câmara, Arthur Lira; do Senado, Rodrigo Pacheco; e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. “Deveria haver uma ação imediata articulada dos chefes de Poderes. Mas é difícil que isso aconteça com Fux, na Presidência do STF, Lira, na Presidência da Câmara, e Pacheco, na Presidência do Senado. Eles são excessivamente diplomáticos e cuidadosos. É sempre a condenação do gesto e não do autor do crime. Tem que ser dito à população brasileira que o Presidente da República está mentindo e praticando crimes. É um traidor da pátria. Não compactuo com esse comportamento dócil, que fica no meio do caminho e não vai além, nos termos da Constituição”, defendeu.

Nesse contexto, são necessárias ações eficazes e rápidas para impedir que Bolsonaro continue cometendo crimes. Wadih defendeu uma medida simples: negar o registro eleitoral do chefe de governo.

 “Não adianta falar que não há mais tempo para o devido processo legal. A medida mais eficaz contra Bolsonaro é negar o seu registro eleitoral. É o que pode ser adotado imediatamente. Obviamente, não há tempo para impeachment. Mas acho muito difícil que isso aconteça, porque tem o cálculo político movido pelo excesso de cautela, ou, melhor dizendo, pelo medo”, disse. “Não se pode admitir que o Presidente da República pratique crimes se valendo dos mecanismos oficiais da Presidência da República”, enfatizou.

Brasil 247

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