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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 14 de Agosto de 2022 - Ano: XIV - Edição: 5.044

'Reeleger Bolsonaro é decretar o extermínio da Amazônia', diz Marina Silva ao criticar desmatamento recorde

Segundo dados do Inpe, a destruição da floresta cresceu 5,5% em junho, para 1.120 quilômetros quadrados

9 de julho de 2022

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, pré-candidata a deputada federal pela Rede em São Paulo, criticou nesta sexta-feira (8) o governo de Jair Bolsonaro pelo aumento no desmatamento na Amazônia.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A derrubada da floresta amazônica bateu recorde nos primeiros seis meses do ano, com 3.988 quilômetros quadrados devastados.

"Divulgado hoje novo recorde da política antiambiental do governo: pelo terceiro ano consecutivo o desmatamento do mês de junho supera o ano anterior e é o maior dos últimos 6 anos, 1.120km², conforme dados do INPE. A reeleição dessa gestão é decretar o extermínio da Amazônia", disse Marina.

O desmatamento está ocorrendo cada vez mais fundo na floresta. Nos primeiros seis meses do ano, o Estado do Amazonas, no coração da floresta tropical, registrou mais destruição do que qualquer outro Estado pela primeira vez.

O Brasil registrou o maior número de focos de incêndios na Amazônia no mês de junho em 15 anos, embora esses focos sejam uma pequena fração do que geralmente é visto quando atingem o pico em agosto e setembro, segundo dados do Inpe.

Ativistas e especialistas no Brasil culpam o presidente Jair Bolsonaro (PL) por reverter as proteções ambientais e encorajar madeireiros, fazendeiros e especuladores de terras que desmatam terras públicas com fins lucrativos.

Brasil 247

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