São Gonçalo do Amarante primeiro lugar no ranking de municípios exportadores do CE, só no ano passado exportou US$ 1,1 bi; alta de 362%


O município tem parte do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp),
onde estão localizados grandes empreendimentos como a
Companhia Siderúrgica do Pecém, em seu território

A participação do município nas vendas externas do Ceará passou de 18% em 2016 para 52,2% em 2017


09/03/2018 - Mais da metade dos valores de exportação no Estado do Ceará em 2017 partiu da produção realizada no município de São Gonçalo do Amarante, onde está localizada parte do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). Somente de lá, foi exportado o equivalente a US$ 1,1 bilhão, 362,8% a mais que em 2016, quando a soma das exportações não ultrapassava US$ 238,2 milhões.

O crescimento súbito se deu em razão, principalmente, por ter sido o primeiro ano completo de produção de placas de aço pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que começou a operar em junho de 2016. Isso fez com que a participação das exportações de São Gonçalo no valor total exportado pelo Estado saltasse de 18%, em 2016, para 52,2% no ano passado. Em 2017, o Ceará exportou US$ 2,1 bilhão, um aumento de 59,9%.

Os dados são de estudo realizado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). De acordo com Karina Frota, gerente do CIN, como a performance do município nas exportações é reflexo principalmente da exportação de placas de aço, a recente decisão dos Estados Unidos em sobretaxar esses produtos pode vir a prejudicar os resultados das exportações estaduais.

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Calçados

Em segundo lugar no ranking de municípios exportadores, a cidade de Sobral também apresentou crescimento em 2017. Foram US$ 177,7 milhões em valor de exportação a partir do município no ano passado, 16,3% a mais que no ano anterior (R$ 152,8 milhões). Ainda assim, dado o crescimento exponencial de São Gonçalo, a participação de Sobral nas exportações do Estado caiu de 11,6% a 8,4% no período. As exportações do município correspondem principalmente à indústria de calçados. De acordo com Karina Frota, dos US$ 177,7 milhões exportados, cerca de US$ 174 milhões corresponderam à produtos desse segmento. "A expectativa é que o setor exporte em torno de R$ 1 bilhão, o que é uma meta ousada, mas cremos que com o trabalho que vem sendo feito, e incluindo a ZPE e a recuperação do setor, possamos alcançá-la", destacou a gerente.

A Capital, Fortaleza, em outros tempos líder do ranking de exportações do Estado do Ceará, ocupou em 2017 a terceira colocação. Foram aproximadamente US$ 159,4 milhões exportados no ano passado, 3,1% a menos que no ano anterior, quando o valor de exportação chegou a US$ 164,5 milhões. A participação das exportações do município no valor total do Estado também caiu, passando a representar de 12,4% em 2016 para 7,5% em 2017.

A Capital, Fortaleza, em outros tempos líder do ranking de exportações do Estado do Ceará, ocupou em 2017 a terceira colocação. Foram aproximadamente US$ 159,4 milhões exportados no ano passado, 3,1% a menos que no ano anterior, quando o valor de exportação chegou a US$ 164,5 milhões. A participação das exportações do município no valor total do Estado também caiu, passando a representar de 12,4% em 2016 para 7,5% em 2017.

Variedade

"Diferentemente dos outros dois municípios, em que há uma concentração em torno de um produto, em Fortaleza temos um mix mais variado nas exportações", explica a gerente do CIN. Do total, US$ 65,8 milhões correspondem à exportação de cocos ou castanhas de caju. Ela avalia que a queda nas exportações da capital, que avalia ser pequena, tem relação com um período de vulnerabilidade do segmento no ano passado.

Peles e couros

Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), ficou em quarto lugar no ranking, com US$ 107,1 milhões em volume exportado. O resultado representa um crescimento de 17% em relação ao ano anterior, quando US$ 91,5 milhões tinham sido comercializados para o exterior. A participação do município no total do Estado, entretanto, também recuou, passando de 6,9% em 2016 a 5,1% no ano passado.

Segundo Karina Frota, o destaque do setor nas exportações fica para o segmento de couros e peles, o mesmo do quinto lugar no ranking: Cascavel. No município, que também fica na RMF, o nível de exportação observou uma queda de 25,1%, caindo de US$ 116,8 milhões em 2016 para US$ 87,5 milhões em exportações no ano passado. A queda foi efeito, segundo a gerente, da Operação Carne Fraca sobre empresas do ramo.


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