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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 25 de Janeiro de 2022 - Ano: XIV - Edição: 4.847

"Coisa privada uma ova", diz Reinaldo Azevedo, sobre os lucros de Moro com a destruição da economia brasileira

Reinaldo Azevedo e Sergio Moro (Foto: Reprodução | Reuters)

"Decisões que quebraram as empresas, deram sumiço nos empregos e destruíram um setor da economia foram tomadas por agentes públicos", diz ele

24 de janeiro de 2022

O colunista Reinaldo Azevedo listou 17 pontos para afirmar que é falsa a tese do ex-juiz suspeito Sergio Moro de que seus ganhos na Alvarez & Marsal seriam um tema privado. Confira:

1 - Quando Moro foi trabalhar na A&M, a empresa já fazia a recuperação judicial das empreiteiras que a Lava Jato quebrou;

2 - 75% do que a A&M fatura no país, nessa área, vêm de empresas investigadas pela Lava Jato. A conta já chega a quase R$ 50 milhões;

3 - Moro era o chefe inconteste da operação;

4 - ainda que todas fossem justas, decisões tomadas pelo então juiz levaram as empresas à lona;

5 - a Justiça decide quem fará a recuperação. E daí? Quando Moro aceitou o emprego, ele já conhecia os clientes de seu futuro patrão;

6 - Moro alega que seu contrato com a A&M é coisa privada. Uma ova!;

7 - decisões que quebraram as empresas, deram sumiço nos empregos e destruíram um setor da economia foram tomadas por agentes públicos;

8 - a recuperação judicial é um processo público. A empresa encarregada tem, por exemplo, de ser idônea;

9 - será que parece idôneo que o juiz que comandou as ações que resultaram na quebradeira se torne funcionário da empresa que depois vai lucrar com a recuperação judicial?

10 - é preciso ser muito severo nesse troço. Não basta saber quanto Moro ganhou ao sair da A&M. Também temos de saber se recebeu luvas para entrar na empresa que faturava milhões com as vítimas da Lava Jato;

11 - com tanta empresa no mundo, por que Moro foi escolher justamente a A&M? Porque certamente a coisa lhe foi estupidamente vantajosa e porque se considera acima do bem e do mal;

12 - convenham: segundo o "Método Moro", Moro já teria sido alvo de condução coercitiva, estaria em prisão preventiva, e seus bens, bloqueados;

13 - ainda que a Lava Jato só tivesse feito coisas certas, Justiça e Ministério Público não podem ser trilhas para a riqueza e para o poder político;

14 - achar isso normal é um convite a que tudo se repita;

15 - o ente que pagou Moro é o mesmo que lucra com as empresas que a Lava Jato quebrou;

16 - quanto a A&M pagou a Moro no momento da entrada, durante a sua permanência na empresa e ao sair?

17 - por que Moro considera que essa informação é tão prejudicial à sua carreira?

Brasil 247

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De volta ao Mapa da Fome, o Brasil sofre nas mãos do governo Jair Bolsonaro, um retrocesso inédito no mundo, diz especialista

 (Foto: FOTOS PÚBLICAS)

De acordo com pesquisador em segurança alimentar no Brasil, o cenário de combate à fome mudou em 2015, justamente quando o golpe contra Dilma era ensaiado

24 de janeiro de 2022

De volta ao Mapa da Fome, o Brasil sofre nas mãos do governo Jair Bolsonaro (PL). Segundo um dos criadores do Fome Zero, um dos principais pesquisadores em segurança alimentar no Brasil e professor aposentado do Instituto de Economia da Unicamp, Walter Belik, a atual gestão federal conduz uma política deliberada de desmonte das iniciativas contra a fome no país.

Políticas públicas implementadas nos governos do PT, como o Fome Zero e o Bolsa Família, de acordo com Belik, pavimentaram o caminho para a saída do Brasil do Mapa da Fome da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação da Agricultura) em 2014.

Em 2015, porém, quando as forças políticas - internas e externas - já se articulavam para golpear a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o ​cenário mudou. A inflação disparou, os benefícios sociais foram sendo abandonados e as políticas de segurança alimentar desmontadas, sobretudo no governo Bolsonaro.

Em 2018 o país voltou ao Mapa da Fome e, em 2020, registrou 55,2% da população convivendo com a insegurança alimentar, segundo pesquisa da Rede Penssan.

Para Belik, "não é possível que algum candidato, que tenha algum senso de solidariedade e uma certa empatia pelo povo brasileiro, possa conviver com uma situação como essa. Não é possível. Então não é um problema só do candidato Lula, mas de todos candidatos". O ex-presidente Lula (PT) é mundialmente reconhecido por ter combatido de maneira firme a fome no país.

As informações são da Folha de S. Paulo

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Complica-se a situação do ex-juiz suspeito Sergio Moro TCU deve pedir ao Coaf que revele seus ganhos financeiros

Sérgio Moro e TCU (Foto: ABr)

Ex-juiz suspeito recebeu pagamentos de empresa que lucrou com a quebra das empresas que Moro destruiu

23 de janeiro de 2022

Complica-se a situação do ex-juiz Sergio Moro, declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal e responsável pela quebra de várias construtoras brasileiras e pela destruição de 4,4 milhões de empregos, segundo o Dieese. É o que informa o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no Globo.

"Ainda vai causar muita dor de cabeça a Sergio Moro a investigação aberta no TCU para apurar se houve conflito de interesses no contrato dele com a consultoria Alvarez & Marsal, que atuou como administradora da recuperação judicial do grupo Odebrecht. O Ministério Público junto ao TCU estuda pedir um relatório de inteligência ao Coaf para saber quanto Moro recebeu durante o ano que trabalhou na A&M. Cogita também solicitar essa informação às autoridades americanas. Ao contrário do que parece, o ministro do TCU Bruno Dantas, que abriu a investigação, não determinou à consultoria que entregasse esses dados. Apenas pediu 'a título de cooperação' que a Alvarez o fizesse. Mas o valor da remuneração recebida pelo juiz da Lava-Jato não consta do material já enviado", escreve.

O Globo

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Estadão jornalão golpista agride Lula e mostra que elite do atraso pode fechar novamente com Bolsonaro

Lula e Bolsonaro (Foto: Foto: Marcos Corrêa/PR))

Jornalão golpista e falido diz que ex-presidente faz mal à democracia

23 de janeiro de 2022

O jornal Estado de S. Paulo, que representa os interesses daquilo que o sociólogo Jessé Souza rotulou como "elite do atraso", partiu para o ataque contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sinalizando que pode se aliar mais uma vez a Jair Bolsonaro. "Considerando tudo o que o PT fez e deixou de fazer ao longo de seus 40 anos de existência – muito especialmente, no período em que Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff estiveram no Palácio do Planalto –, uma nova candidatura petista à Presidência da República não deveria suscitar entusiasmo na população", escreveu o editorialista do jornal, neste domingo.

Insatisfeito com pesquisas que mostram chance de vitória de Lula em primeiro turno, o jornal diz que "as sondagens revelam um dado importantíssimo: parte do eleitorado está se esquecendo de quem é Lula". O editorialista também afirma que "o líder petista não tem nenhuma credencial para se apresentar como o salvador da democracia".

A despeito da comprovação de que Lula foi preso político, o jornal tenta sustentar acusações que já foram anuladas pelo Poder Judiciário. "Nos últimos anos, o líder petista dedicou-se a desmoralizar, perante o mundo, o Estado Democrático de Direito brasileiro. Em vez de uma defesa técnica nas várias ações penais em que se viu envolvido, Lula promoveu verdadeira campanha difamatória contra o Judiciário, sugerindo que, por trás de cada condenação, mesmo colegiada e amplamente baseada em provas, havia uma conspiração (internacional!) para prejudicá-lo", aponta ainda o editorial.

Brasil 247

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Tacla Duran estima que Sérgio Moro ganhou mais de R$ 10 milhões como recompensa por ter quebrado empresas brasileiras

Sérgio Moro e Tacla Duran (Foto: REUTERS/Adriano Machado | Lula Marques)

Revelação foi feita pelo jornalista Luís Nassif

22 de janeiro de 2022

O advogado Rodrigo Tacla Duran, que denunciou a tentativa de extorsão por parte do advogado Carlos Zucolotto, amigo do casal Sergio e Rosangela Moro, para ser blindado na Lava Jato, estima que o ex-juiz suspeito recebeu mais de R$ 10 milhões da Alvarez & Marsal, consultoria que recebeu R$ 42 milhões de empresas brasileiras quebradas na Lava Jato. A revelação foi feita pelo jornalista Luís Nassif, que falou em ganhos de oito dígitos, ou seja, mais de R$ 10 milhões.

Confira e leia reportagem do GGN

É destaque na revista Veja deste final de semana: a consultora americana Alvarez & Marsal faturou mais de R$ 42 milhões apenas trabalhando na recuperação judicial de empresas que foram pilhadas pela operação Lava Jato sob a batuta de Sergio Moro.

A Alvarez & Marsal se recusou a informar quanto repassou a Sergio Moro a título de “consultoria” ao longo de 2020 e 2021.

Investigada pelo Tribunal de Contas da União, a empresa informou que o valor faturado sobre as empreiteiras destruídas pela Lava Jato corresponde a 75% de todos os honorários que recebeu no Brasil nos últimos anos.

De acordo com Veja, foram R$ 1 milhão, por mês, da Odebrecht e da Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial); R$ 150 mil da Galvão Engenharia; R$ 115 mil do Estaleiro Enseada (que tem como sócias Odebrecht, OAS e UTC); e R$ 97 mil da OAS.

Brasil 247

A consultoria Alvarez & Marsal faturou R$ 42 milhões com empresas pilhadas por Sergio Moro na Lava Jato. O advogado Tacla Duran especula que o salário de #Moro (mantido em segredo!) passava dos 8 dígitos.

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Sérgio Moro recebeu propina da Alvarez & Marsal, e não salário, diz o deputado Rogério Correia

Rogério Correia e Sergio Moro (Foto: Câmara | Senado)

Deputado afirma que ele recebeu comissão pelo serviço prestado de quebrar empresas brasileiras, que depois contrataram a empresa estadunidense

22 de janeiro de 2022

O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirma que os pagamentos da consultoria estadunidense Alvarez & Marsal ao ex-juiz Sergio Moro, que destruiu 4,4 milhões de empregos no Brasil, foi declarado suspeito pela suprema corte e depois foi contratado por uma empresa paga pelas construtoras que ele próprio quebrou na Lava Jato, devem ser considerados "propina", e não salário.

Confira e leia ainda a reportagem de José Higídio, do Conjur, sobre o caso:

Nesta quinta-feira (20/1), o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), levantou o sigilo de todos os documentos dos autos do processo sobre os honorários recebidos pelo ex-juiz Sergio Moro quando prestou serviços à consultoria Alvarez & Marsal, administradora judicial da construtora Odebrecht.

Nada menos que três quartos de todos os honorários que a consultoria recebe no Brasil são provenientes de empresas investigadas pela "lava jato", na qualidade de administradora judicial dessas recuperandas. Grupos econômicos cuja ruína foi causada pela atuação de Moro à frente da 13ª Vara Federal de Curitiba. Só a Odebrecht paga mensalmente à ex-empregadora de Moro cerca de R$ 1,2 milhão. E já são 30 meses de contrato. Do que se tem notícia, a construtora baiana tem honrado os pagamentos milionários — que estão sendo depositados judicialmente, em razão de uma decisão da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Mas a Odebrecht quer revisar seu acordo de leniência e está inadimplente com a União. A decisão pela publicidade do processo que tramita no TCU foi tomada após pedido do subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao TCU. Na última terça-feira (18/1), Dantas já havia concedido ao MP acesso integral ao contrato de Moro com a empresa.

No despacho, o ministro explica que a documentação da contratação de Moro até o momento não foi apresentada na íntegra. Apenas foram indicados excerto de cláusula contratual e termo de distrato do ex-juiz com uma das empresas que compõem o grupo empresarial no Brasil. Segundo Dantas, não haveria necessidade de tratamento sigiloso aos documentos, e os trechos especificamente sigilosos já estão tarjados.

Quanto às informações relativas aos processos em que a Alvarez & Marsal atua como administradora judicial e aos honorários estabelecidos, o ministro lembrou que são públicas e podem ser obtidas por meio de consultas às respectivas varas de falências e recuperações judiciais.

Dantas ressaltou que a administradora judicial "exerce relevante papel em regime de colaboração com o estado", o que justificaria a classificação dos documentos dos autos como públicos.

O relator do processo ainda frisou que não constam nos autos informações protegidas por sigilo fiscal ou bancário. Com relação às transcrições das mensagens de Moro com os procuradores da autoapelidada "lava jato", compartilhadas pelo Supremo Tribunal Federal, Dantas lembrou que não estão cobertas por segredo de Justiça.

No final do último ano, Dantas determinou que a Alvarez & Marsal revelasse quanto pagou ao ex-juiz depois que ele deixou a empresa, em outubro de 2021. O ministro também ordenou um levantamento de todos os processos de recuperação judicial em que a consultoria atuou no período da "lava jato", em ordem cronológica, para acompanhar a evolução dos negócios da empresa.

Segundo o MP, é preciso investigar o conflito de interesses no fato de o ex-juiz Sergio Moro ter proferido decisões judiciais e orientado as condições para celebração de acordos de leniência da Odebrecht e, logo em seguida, ter ido trabalhar para a consultoria que faz a administração da recuperação judicial da mesma empresa.

Conjur

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Brasil 247

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TCU retira sigilo de documentos sobre salário de Sérgio Moro no contrato para Alvarez & Marsal

Sérgio Moro e TCU (Foto: ABr)

Bruno Dantas, ministro do TCU, atendeu a um pedido do MP para afastar o sigilo de documentos com a remuneração de Moro na Alvarez & Marsal

21 de janeiro de 2022

Guilherme Amado, Metrópoles - O Tribunal de Contas da União (TCU) retirou nesta sexta-feira (21/1) o sigilo de documentos que mostram qual era o salário pago ao ex-juiz Sergio Moro pela consultoria Alvarez & Marsal.

A decisão foi assinada pelo ministro Bruno Dantas, relator da ação que apura irregularidades envolvendo a Lava Jato e a Odebrecht. Dantas também tirou o sigilo de peças relacionadas à empreiteira que até então eram confidenciais.

O pedido foi apresentado pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público de Contas.

Brasil 247

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Valores pagos a Alvarez & Marsal: 75% dos pagamentos são de empresas quebradas pela Lava Jato com decisões de Sérgio Moro

 (Foto: Reuters | Reprodução)

Só a Odebrecht, que entrou em recuperação judicial pelas decisões de Moro, paga mensalmente à consultoria cerca de R$ 1,2 milhão. E já são 30 meses de contrato

21 de janeiro de 2022

O ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), retirou nessa quinta-feira (20) o sigilo de todos os documentos referentes ao processo sobre os valores recebidos pelo ex-juiz Sergio Moro, declarado parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos processos contra o ex-presidente Lula na Lava Jato, quando foi contratado pela consultoria norte-americana Alvarez & Marsal, administradora judicial da construtora Odebrecht.

Segundo a tabela de pagamentos feitos à Alvarez & Marsal no Brasil como administradora judicial, que o Brasil 247 teve acesso, 75% deles são provenientes de empresas quebradas pelas investigações da Lava Jato, que tinha em Sérgio Moro o juiz principal, na 13ª Vara Federal de Curitiba.

O Grupo Odebrecht é o principal cliente. A Alvarez & Marsal recebeu por mês R$ 1 milhão da Odebrecht e da Atvos (antiga Odebrecht Agroindustrial). Além disse, a empresa também auferiu R$ 150 mil da Galvão Engenharia; R$ 115 mil do Estaleiro Enseada (que tem como sócias Odebrecht, OAS e UTC); e R$ 97 mil da OAS.


O assunto não é novidade para os leitores do Brasil 247, que leram reportagem nesta quinta-feira (20) sob o título “Esquema Lava Jato: 75% do que fatura a Alvarez & Marsal vem de empresas quebradas pela operação”.

Com a Odebrecht já são 30 meses de contrato. Do que se tem notícia, a construtora baiana tem honrado os pagamentos milionários — que estão sendo depositados judicialmente, em razão de uma decisão da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Mas a Odebrecht quer revisar seu acordo de leniência e está inadimplente com a União.

A decisão pela publicidade do processo que tramita no TCU foi tomada após pedido do subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao TCU. Na última terça-feira (18/1), Dantas já havia concedido ao MP acesso integral ao contrato de Moro com a empresa.

No despacho, o ministro explica que a documentação da contratação de Moro até o momento não foi apresentada na íntegra. Apenas foram indicados excerto de cláusula contratual e termo de distrato do ex-juiz com uma das empresas que compõem o grupo empresarial no Brasil. Segundo Dantas, não haveria necessidade de tratamento sigiloso aos documentos, e os trechos especificamente sigilosos já estão tarjados.

Quanto às informações relativas aos processos em que a Alvarez & Marsal atua como administradora judicial e aos honorários estabelecidos, o ministro lembrou que são públicas e podem ser obtidas por meio de consultas às respectivas varas de falências e recuperações judiciais. (Com informações do Conjur)

Brasil 247

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Mesmo fora do MPF, Deltan Dallagnol recebeu R$ 207 mil de verba extra | JOAQUIM DE CARVALHO

Deltan Dallagnol (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Parceiros de Dallagnol na Lava Jato, como Diogo Castor e Januário Paludo, também tiveram contracheque bem gordo em dezembro. MPF diz que pagamento foi legal

20 de janeiro de 2022

Mesmo depois de se demitir, Deltan Dallagnol teve rendimentos brutos extras de R$ 207 mil do Ministério Público Federal em dezembro.

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Ele não foi o único da Lava Jato contemplado com um contracheque bem mais gordo no último mês de 2021.

O notório Januário Paludo teve acréscimo de R$ 306 mil brutos em seu salário. Isabel Cristina Groba Vieira, que exigiu que Lula a chamasse de doutora em um dos depoimentos do ex-presidente a Moro, teve vencimentos brutos acrescidos de R$ 174 mi.

Orlando Martello, que Dallagnol considerava um dos estrategistas da Lava Jato, teve um extra de R$ 158 mil.

Letícia Pohl Martello, esposa dele, que como coordenadora da área criminal do MPF de Curitiba criou com Dallagnol a força-tarefa, teve rendimentos brutos a mais de R$ 105 mil.

Diogo Castor de Mattos, que teve a pena de demissão aplicada pelo Conselho Nacional do Ministério Público pelo caso do outdoor que envolve crime de falsidade ideológica, teve um extra bruto de R$ 158 mil.

Outros membros da Lava Jato e de todo o Ministério Público Federal também foram contemplados com essas verbas extras, cujo pagamento foi autorizado pelo procurador-geral, Augusto Aras.

O maior rendimento extraordinário foi pago ao procurador Mário Lúcio de Avelar, da Procuradoria da República de Goiás: R$ 471 mil brutos, conforme revelou o jornal O Estado de S. Paulo — que, no entanto, não citou os lavajatistas.

"Trata-se da quitação de dívidas da União para com membros do MPF, tais como licença-prêmio, abonos e indenizações de férias não usufruídas. Parte dessas dívidas é antiga (algumas da década de 1990) e foi reconhecida por decisões judiciais, que determinaram a respectiva quitação. Referem-se, portanto, a direitos previstos em lei, reconhecidos e disciplinados pelos órgãos superiores e de controle, caso do CNMP”, disse, por meio de nota oficial.

Dallagnol pediu demissão do MPF em novembro e se filiou ao Podemos em dezembro, para disputar um cargo nas próximas eleições, possivelmente o de deputado federal, que tem salário menor do que a média do Ministério Público.

Castor de Mattos tem tentado adiar a pena aplicada pelo CNMP e, portanto, como membro ativo da instituição, continua a usufruir dos mesmos direitos que os demais.

Ele e outros procuradores da força-tarefa estão sendo investigados pelo Tribunal de Contas da União por conta de diárias que receberam ao longo do funcionamento da Lava Jato, mesmo possuindo residência em Curitiba.

Alguns procuradores embolsaram mais de R$ 700 mil ao longo de sete anos a título de diárias.

Nesse caso, há indícios de irregularidades e até mesmo de ilegalidades. Já o contracheque de dezembro, a julgar pelo esclarecimento de Aras, não é ilegal. Mas, em tempo de pandemia e consequente restrição orçamentária, é inegavelmente imoral.

Brasil 247

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Damares da Goiabeira e Pazuello de Jaleco dois ministros de Estado fazendo campanha contra vacinação infantil

Damares Alves (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo concluiu que a parada cardíaca da criança não teve nenhuma relação com o imunizante

21 de janeiro de 2022

Por Ivan Longo na Fórum – A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foram no final da tarde desta quinta-feira (20) à cidade de Butucatu (SP) para visitar a menina de 10 anos que teve uma parada cardíaca e que se especulou que o problema tivesse relação com a vacina contra a Covid-19.

A visita dos ministros foi feita, no entanto, horas após o Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, composto por inúmeros especialistas, concluir que a parada cardíaca da criança não teve nenhuma relação com o imunizante.

Ao divulgar sua ida a Botucatu, onde a menina está internada, Damares Alves citou a vacina contra a Covid, dando a entender que a dose teria sido a responsável pela parada cardíaca.

 Leia a íntegra na Fórum


Acabo de desembarcar na Base Área. Estive hoje à tarde em Botucatu/SP com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em visita à família e à menina de Lençóis Paulista, hospitalizada após suspeita de parada cardíaca no mesmo dia em que recebeu a vacina contra Covid.

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