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São Gonçalo do Amarante - CE - Quinta-feira 7 de Julho de 2022 - Ano: XIV - Edição: 5.006

Conselho Comunitário do CIPP empossa 13 novos membros e amplia representatividade para 18 comunidades

 

                Ao todo, são 40 conselheiros, que atuam em prol de demandas de comunidades situadas em um raio de até 8 km do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, contemplando os municípios de SGA e Caucaia

                O Conselho Comunitário do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) promoveu solenidade para a apresentação de 13 novos conselheiros durante a 3ª Reunião Ordinária de 2022, realizada em 30 de junho, na sede da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (AECIPP). Com a eleição e posse dos novos membros, o Conselho amplia a sua representatividade para 18 comunidades, com a participação de 40 conselheiros. Eles atuam em prol de demandas de comunidades situadas em um raio de até 8 km do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, contemplando os municípios de São Gonçalo do Amarante (SGA) e Caucaia.

                A programação incluiu palestra e dinâmicas sobre associativismo, conduzidas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Ceará), por meio do consultor Italo Robson. O analista da equipe de Relações com Comunidades da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), Italo Ribeiro, também promoveu um momento de reflexão sobre o propósito e o papel do conselheiro, relembrando a história, trajetória e evolução do Conselho, que foi instituído em 2018. “Desde então, o Conselho tem sido apoiado e assessorado pela CSP, pois acreditamos que, para desenvolver a região, precisamos somar forças entre o poder público, as empresas e a sociedade civil”, destacou Italo Ribeiro.

                O diretor executivo da AECIPP, Ricardo Sabadia, também prestigiou o momento e falou aos presentes sobre a importância dessa união de visões e esforços. “Esse relacionamento entre empresas e comunidades é fundamental. Quando falamos de um Complexo Industrial rico, próspero e crescendo, é preciso destacar que o entorno tem que crescer também. As comunidades têm que amadurecer junto. Nós da Aecipp somos 36 associados, desenvolvendo várias ações de responsabilidade social”, disse.

A voz das comunidades

                Os integrantes do Conselho têm a missão de desenvolver ações mobilizadoras em parceria com a comunidade, o poder público e outras instituições, com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento regional por meio da defesa dos interesses coletivos e do exercício da cidadania. O Daniel Rocha é um dos novos membros do Conselho. Ele representa os moradores do Cumbuco e também o Instituto Cumbuco Bom de Bola. Ele celebrou a oportunidade de contribuir mais com a região onde mora. “Pra mim é um privilégio estar no meio de tantas lideranças. A nossa expectativa é a de ganhar bastante conhecimento e multiplicar isso dentro da minha comunidade. Pra gente é uma coisa grandiosa vermos empresas abrindo as portas do diálogo. A CSP está de parabéns por levar essas lideranças para dentro da empresa na forma de diálogo, buscando soluções para amenizar os problemas da comunidade”, afirmou.

Fortalecer as associações

                A coordenadora executiva do Conselho Comunitário do CIPP, Socorro Silva, compartilhou que o objetivo maior neste novo ciclo será o fortalecimento das associações. “O Conselho trabalha em parceria com as associações das comunidades. E é importante que elas estejam fortalecidas. Muitas delas precisam de regularização. Isso é importante para que elas se beneficiem de projetos que o Conselho busca e de outras parcerias. Durante a pandemia, tivemos vários parceiros, a exemplo da CSP, Aecipp e Serviço Social da Indústria (Sesi), e nós queremos buscar mais. O intuito do Conselho é ser um elo entre as comunidades, a iniciativa privada e o poder público dos dois municípios”, detalhou.

                Durante o período de pandemia, através do apoio da CSP, o conselho comunitário constituiu uma rede de parceiros. Mais de 6.000 famílias foram beneficiadas com doações de cestas básicas e máscaras de proteção individual. Também foi instituído um comitê de crise para avaliar os impactos ocasionados pela pandemia e a situação agravada de vulnerabilidade socioeconômica das famílias da região. Outra ação importante foi a criação de um comitê de projetos sociais para monitorar editais e apoiar as associações comunitárias na elaboração de projetos sociais. Mais de R$ 350.000,00 foram captados em dois projetos de editais nacionais e convertidos em cestas básicas, itens de higiene pessoal e cartões de vale-alimentação.

Trajetória e avanços

                Para resguardar a saúde dos membros conselheiros, as reuniões presenciais estavam suspensas desde o início da pandemia. Os encontros presenciais foram retomados em 2022. A primeira reunião aconteceu em abril, no Centro de Treinamento da CSP. Como pauta principal, houve a indicação e votação de novos membros para representar suas comunidades.

                O Conselho foi instituído em 2018, quando a CSP iniciou algumas rodas de conversa nas comunidades do Complexo. Os moradores da região puderam apontar demandas e eleger lideranças para os representarem. Logo em seguida, em 2019, foi estruturado o regimento interno e o Grupo Gestor foi eleito pelos membros do Conselho Comunitário. Também em 2019, foi elaborado o planejamento estratégico e priorizadas as atividades que seriam executadas até 2020. Com a pandemia de COVID-19, o Conselho se organizou e se reestruturou.

                Agora, em 2022, é hora de retomar os trabalhos presenciais. O Conselho conta, agora, com representantes das seguintes comunidades de SGA: Acende Candeia, Bolso, Caraúbas, Lagoa das Cobras, Parada, Paul, Pecém, Sede, Siupé e Taíba. Participam também conselheiros das seguintes localidades de Caucaia: Angicos, Cahuípe, Cumbuco, Matões, Planalto Cauípe, Primavera, São José e Tabuleiro Grande. 

Conheça, a seguir, os novos membros e as respectivas comunidades que eles representam.

    Siupé – Fernanda Cavalcante Lima

    Siupé – Liduina de Morais Arcanjo

    Bolso (Lagoa Seca) – Francisca Creisiane Moura

    Paul – Jocicleide Martins do Nascimento

    Pecém (ASFAP) – Pamela Cristina Oliveira Sousa

    Pecém (Associação Pecém Eu Te Amo) – Francineide Cunha (Fran)

    Pecém – Conceição Martins

    Caraúbas – Fabiana Cipriano da Silva

    Planalto Cauípe – Francisco Clenilton Barbosa

    Parada (Reassentamento) – Vanessa Lopes de Araújo

    Parada (Tiborna) – Cristina Angélica Mendes

    Cumbuco – Daniel Rocha do Nascimento

    Taíba – Edson Pereira de Sousa

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Walter Casagrande Júnior deixa a Globo após 25 anos

Walter Casagrande Jr (Foto: Reprodução/Instagram)

"Na realidade acho que foi um alívio para os dois lados", afirmou o comentarista esportivo

6 de julho de 2022

247 com RBA - O comentarista esportivo Walter Casagrande não trabalhará mais no Grupo Globo. Ele atuava na emissora há 24 anos, período em que cobriu seis copas do mundo, três olimpíadas, além de um enorme número de campeonatos e nacionais e regionais. Ídolo do Brasil, fez história no Corinthians ao ser um dos líderes da Democracia Corinthiana. Sempre afiado, Casagrande não esconde seu lado crítico e progressista, sempre em defesa da democracia.

Casagrande fez o anúncio através de vídeo postado em rede social. “Olá pessoal. Vim aqui para avisar a vocês que, depois de 25 anos de TV Globo, seis Copas do Mundo, com cinco finais, incluindo a de 2002 com os dois gols do Ronaldo, três Olímpiadas e diversas finais de campeonato por aí, meu ciclo acabou. Tô saindo da Globo hoje, não faço mais parte do grupo de esporte da TV e vou seguir minha estrada. Na realidade acho que foi um alívio para os dois lados. Um beijo a todos”, disse.

Segundo reportagem do UOL Esporte, que afirma ter apurado com pessoas próximas ao comentarista, o alto salário e seus comentários políticos contra o governo de Jair Bolsonaro e em defesa de bandeiras como o combate à desigualdade podem ter influenciado a decisão. Por isso a última frase de sua despedida teria sido “um alívio para os dois lados”.

Casagrande e a emissora

A Globo, por sua vez, confirmou a despedida do ídolo. “Como jogador, Walter Casagrande Júnior escreveu uma história importante dentro de campo: ídolo do Corinthians, onde foi protagonista da Democracia Corintiana, teve passagem pelo futebol europeu e também defendeu a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986”. Em ambiente de tensão política vivida no país, Casagrande tem intensificado seus comentários contundentes sobre o cenário atual, sobretudo episódios de racismo e violência política nas redes. Recentemente, recebeu ataques comandados pelo senador Flávio Bolsonaro, filho 01 do presidente.

A emissora completou, ao dizer que sua saída foi negociada. “Fora dos gramados, a trajetória foi também de sucesso. Há 25 anos ele exerce a função de comentarista, 24 deles na Globo. Um período marcado por grandes momentos, conquistas, emoções, superação e pela autenticidade, uma de suas marcas registradas. Em comum acordo, a parceria entre Globo e Casagrande chega ao fim, mas suas análises estarão para sempre marcadas no almanaque das transmissões de futebol da televisão brasileira”.

Casagrande construiu carreira e amizades sólidas na emissora, como a do narrador Galvão Bueno, que também deve deixar a emissora após a Copa do Mundo do Catar. Casagrande nunca escondeu sua amizade com Galvão, bem como sua luta e exemplo na superação de problemas com as drogas.

“Fiz muito gol, muita coisa boa, e muita m***. Peitei treinador, dirigente, a ditadura militar, capotei de carro, vi demônios, enterrei irmãos, quase morri de overdose e agora só quero morrer de amor”, diz o ex-jogador. O testemunho esta em uma das passagens da série documental sobre Casagrande exibida pela Globoplay.

Brasil 247

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“Bolsonaro jogou a presidência da República numa vala de vulgaridade sem precedentes” | Liana Cirne Lins

(Foto: Guga Matos | Clauber Cleber Caetano/PR)

Segundo a vereadora e jurista, Liana Cirne Lins, a demissão de Pedro Guimarães “está sendo realizada à revelia da intenção do governo”

2 de julho de 2022

A vereadora pelo PT do Recife e jurista Liana Cirne Lins comentou as revelações de crime de assédio sexual e moral cometidos pelo então presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que pediu demissão após as denúncias.

Para Liana, o silêncio do Planalto sobre o escândalo não causa surpresa. “Como o governo ia dizer uma palavra contra o assédio sexual quando essa demissão está sendo realizada à revelia da intenção do governo”, afirmou a jurista.

Liana lembrou do caso 'chega pra lá' de Bolsonaro a vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr. Um vídeo viralizou nas redes sociais que mostra Jair Bolsonaro dizendo "fica para trás" e acenando em direção a Daniela, durante a participação em um ato em Balneário Camboriú, no sábado (25).

“Estamos falando de um presidente da República que no final de semana mandou uma vice-governadora do estado de Santa Catarina ficar atrás. Com Bolsonaro estamos vivendo uma situação sem precedente. O mais alto cargo do país não pode ser conduzido por uma pessoa que não tenha decoro. Hoje, o palavrão é utilizado nos discursos públicos do presidente da República. Bolsonaro vai entrar para o lixo da história como o presidente mais desqualificado”, frisou.

 “Daqui há cem anos as pessoas vão estudar nem que seja uma linha do Bolsonaro apontando que ele fez uma ruptura de paradigma: ele trouxe o cargo mais importante da República para uma esfera de vulgaridade e falta de decoro sem precedentes”, completou.

Brasil 247

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"O fascismo foi plantado pelos lacerdinhas da imprensa" | Rodrigo Vianna

Rodrigo Vianna (Foto: Felipe Gonçalves)

Autor do livro "De Lula a Bolsonaro", o jornalista Rodrigo Vianna explica como se deu a ascensão do fascismo no Brasil

2 de julho de 2022

Âncora do Boa Noite 247, o jornalista Rodrigo Vianna foi entrevistado pelo jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, sobre seu livro "De Lula a Bolsonaro – combates na internet", lançado pela Kotter, que explica dois processos que correram em paralelo: o desenvolvimento da mídia progressista e a ascensão do fascismo no Brasil.

Na entrevista, assim como no livro, Vianna lembra que o ex-governador de São Paulo, José Serra, teve papel central na ascensão da extrema-direita, ao trazer temas da guerra cultural para as eleições presidenciais de 2010. "Sem condições de enfrentar o debate o econômico, Serra disse que queria discutir 'valores' e trouxe temas como aborto para aquela disputa", afirma. Com as gigantescas verbas de propaganda do governo paulista, Serra foi alimentando o antipetismo na sociedade brasileira. "O fascismo foi plantado pelos 'larcedinhas' da imprensa", afirma. Os 'lacerdinhas' eram colunistas da mídia corporativa que imitavam o comportamento de Carlos Lacerda, "o corvo", que liderou a campanha contra Getúlio Vargas nos anos 50.

Mestre em História, Rodrigo também destaca que a questão nacional e do petróleo esteve no centro da campanha golpista contra a ex-presidente Dilma Rousseff, que se intensificou a partir das manifestações de junho de 2013. "Já era possível antever como as ruas estavam sendo tomadas por um discurso de extrema direita, que poderia redundar em Bolsonaro", afirma.

Brasil 247

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Em novo vídeo, bolsolóide Nelson Piquet repete racismo com Lewis Hamilton e dispara homofobia: “neguinho devia estar dando o c*”

Nelson Piquet e Lewis Hamilton (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil | Reuters)

Em novo trecho de vídeo, Piquet repetiu termo racista “neguinho” para se referir a Lewis Hamilton e também disparou ataque homofóbico ao britânico

1 de julho de 2022

Em novo trecho de vídeo divulgado pelo site Grande Prêmio na noite desta quinta-feira (30), Nelson Piquet repetiu termo racista “neguinho” para se referir a Lewis Hamilton e também disparou ataque homofóbico ao britânico, ao avaliar o acidente entre Hamilton e Max Verstappen no GP da Inglaterra de 2021. Verstappen é namorado de sua filha, Kelly.

O ex-piloto tricampeão foi questionado sobre o que achava do campeão Keke Rosberg, campeão na temporada de 1982 e ele chamou o piloto de “um bosta”. Na sequência, comparou com a situação do filho dele, Nico Rosberg, campeão mundial de 2016.

“O Keke? Era um bosta, não tinha valor nenhum. É que nem o filho dele [Nico]. Ganhou um campeonato… O neguinho devia estar dando mais c* naquela época, aí tava meio ruim”, afirmou.

A Fórmula 1 estuda proibir para sempre o ex-piloto brasileiro Nelson Piquet de acessar o paddock das provas da categoria, informa o jornalista Andrew Benson, redator-chefe da Fórmula 1 no jornal britânico BBC.

A decisão seria uma retaliação pelo uso do termo racista "neguinho" por parte do brasileiro para se referir ao piloto britânico Lewis Hamilton.

Brasil 247


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Bolsolóide Nelson Piquet será banido do paddock da F1 após usar expressão de cunho racista contra Lewis Hamilton

Créditos: Reprodução/Band

O ex-piloto bolsonarista se desculpou, mas negou que tenha usado o termo "neguinho" com intenção de ofender, pois disse que a expressão é comum no Brasil

Piquet recebeu críticas do mundo todo.

Ao que parece, o pedido de desculpas de Nelson Piquet ao piloto britânico Lewis Hamilton, após o brasileiro usar expressão de cunho racista, não adiantou. Além de críticas do mundo todo, a Fórmula 1 teria decidido banir o bolsonarista do paddock das provas da categoria. A informação é da BBC, que aponta confirmação por fontes da F1.

Paddock é o local encontrado nos circuitos de automobilismo para abrigar o pessoal das equipes, veículos, oficiais de prova e convidados.

Piquet não aguentou a pressão e pediu desculpas a Hamilton, nesta quarta-feira (29), e a todos os que foram afetados por ter se referido a ele de forma racista.

O ex-piloto ainda negou que tenha usado o termo "neguinho" com intenção de ofender, e afirma que a expressão é comum no Brasil.

"O que eu disse foi mal pensado, e eu não vou me defender por isso, mas eu vou deixar claro que o termo é um daqueles largamente e historicamente usados de forma coloquial no português brasileiro como sinônimo de 'cara' ou 'pessoa' e nunca com intenção de ofender. Eu nunca usaria a palavra que estou sendo acusado em algumas traduções. Condeno veementemente qualquer sugestão de que a palavra tenha sido usada por mim com o objetivo de menosprezar um piloto por causa de sua cor de pele", afirmou.

Ao final, ele acrescentou: "Eu me desculpo com todos que foram afetados, incluindo Lewis, que é um grande piloto, mas a tradução em algumas mídias e que agora circula nas redes sociais não é correta. Discriminação não tem espaço na F1 ou na sociedade e estou feliz em deixar claro meus pensamentos sobre isso".

Expressão não é racista, mas sim o emprego que Piquet deu ao termo, diz professor

Wilson Gomes, doutor em filosofia e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), afirmou em sua conta do Twitter que “neguinho” não é, de fato, um termo racista, mas sim “o emprego que lhe deu Nelson Piquet”.

O professor ainda explica que “semântica é uma coisa, pragmática é outra. Jornalistas têm Semiótica no currículo, então deveriam ter aprendido isso. Obrigado pela distinção”.

Em uma definição mais detalhada, a Semântica lida com o sentido no nível explícito. Para a Pragmática, também concorrem as intenções do falante, que diz além do que diz. Assim, a Pragmática lida com o sentido no nível implícito.

Revista Fórum

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Mais corrupção no governo Bolsonaro: empreiteira é contratada cobrando quase 90% a mais que concorrentes pelo mesmo serviço

Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Números apontam para favorecimento por parte do governo federal à Engefort, campeã de contratos com a estatal Codevasf

30 de junho de 2022

Fica cada vez mais difícil para Jair Bolsonaro (PL) sustentar a bandeira de um governo sem corrupção: reportagem da Folha de S. Paulo desta quinta-feira (30) mostra que "a empreiteira Engefort, campeã de contratos com a estatal Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) sob o governo Bolsonaro, ganhou concorrências de pavimentação em 2021 com valores quase o dobro maiores que os de licitações em estados vizinhos vencidas por outras empresas".

Os dados revelam discrepâncias de 87% no Tocantins, 71% na Bahia e 31% em Minas Gerais. ​​​​

Sob a gestão Bolsonaro, a Engefort tem vencido a maior parte das licitações para pavimentação. Ela costuma participar de licitações sozinha ou contra uma empresa de fachada registrada em nome do irmão de seus sócios.

A Codevasf, responsável por contratar a Engefort, foi entregue por Bolsonaro ao Centrão em troca de apoio político. As disparidades nos preços, de acordo com a reportagem, começam justamente nos mínimos das licitações fixados pela estatal. "As diferenças de valores indicam que a estatal não buscou aproveitar preços de suas próprias concorrências em estados vizinhos ou não fez cotações locais para buscar pagar menos".

A Codevasf alega seguir uma decisão de 2019 do Tribunal de Contas da União (TCU) no sentido de que "o Sinapi deve ter primazia em relação às cotações efetuadas diretamente ao mercado". O Sinapi é um índice oficial de preços de insumos elaborado pela Caixa Econômica Federal.

Outras posições do TCU, no entanto, dizem que a prioridade para licitações é sempre a economia para os cofres públicos. O Sinapi, segundo o órgão, deve ser desconsiderado quando não condizente com a realidade local.

A Engefort enriqueceu durante o governo Bolsonaro, deixando de operar somente em áreas em que tradicionalmente atuava, próximas à sua sede em Imperatriz (MA). Até abril deste ano, a União havia reservado R$ 620 milhões pagamentos à empreiteira. "O valor total quitado a ela já somava R$ 84,6 milhões", destaca a Folha. "A Folha analisou 99 pregões de pavimentação da Codevasf de 2021, e a Engefort venceu 53 delas".

Veja um exemplo da discrepância entre os valores cobrados pela Engefort, empreiteira preferida do governo federal, e outras empresas: para pavimentação com blocos de concreto no Tocantins, a Engefort cobrou R$ 144,40 por metro quadrado. Em licitação do mesmo tipo no Piauí, que foi vencida por outra empresa, o valor cobrado por 87% menor: R$ 77,34.

Presidente do Ibraop (Instituto Brasileiro de Auditoria de Obras Públicas), entidade que reúne profissionais da área de fiscalização de obras públicas, Anderson Rolim critica: "é difícil entender como a Codevasf deixa passar uma diferença de 90%, 70%, em contratos que ela mesmo faz. Não estamos falando do Governo de Sergipe contratando de um lado e do Governo da Bahia contratando de outro, estamos falando da Codevasf contratando nesses estados. Os valores do Sinapi não devem ser usados cegamente. É preciso ter um mínimo de controle e razoabilidade".

A Engefort nega qualquer favorecimento indevido e diz se pautar pela lei. A Codevasf afirma buscar o menor preço nas licitações.

Brasil 247

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Banco Central admite que a inflação, sob o governo Jair Bolsonaro (PL), está fora de controle e fora da meta em 2022

Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, o BC diz que o risco de a inflação estourar o teto da meta neste ano está próximo de 100%

30 de junho de 2022

O Banco Central, comandado por Roberto Campos Neto, admite que a inflação, sob o governo Jair Bolsonaro (PL), está fora de controle e vê o risco de o índice extrapolar o teto da meta de 2022 próximo a 100%, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (30), informa a Folha de S. Paulo.

A meta fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para este ano é de 3,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação, atingiu 11,73% no acumulado de 12 meses até maio, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados em 9 de junho.

Com a entrada dos dados de junho, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), prévia da inflação, passou a acumular alta de 12,04% em 12 meses ao subir 0,69%.

Brasil 247

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Oposição protocola requerimento para criação da CPI do MEC que visa investigar possível esquema de corrupção durante a gestão Milton Ribeiro

Randolfe Rodrigues (Foto: Reprodução/YouTube/TV Senado)

O requerimento foi apresentado com 30 assinaturas, e ganhou mais uma logo na sequência. Segundo Randolfe Rodrigues, há a "expectativa" de contar com mais assinaturas

28 de junho de 2022

Liderada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a oposição protocolou no início da tarde desta terça-feira (28) o requerimento para criação da CPI do MEC, que visa investigar o possível esquema de corrupção na pasta durante a gestão Milton Ribeiro, que contou com a ajuda dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos. Cabe ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), instalar a comissão.

"No dia de hoje, a oposição protocola requerimento para instalação de CPI para averiguar o conjunto de irregularidades de que se tem notícia desde março no âmbito do Ministério da Educação. Este requerimento, que já contou com 29 assinaturas e, a partir de uma ação coordenada do governo ainda no mês de abril, tivemos a retirada de algumas dessas assinaturas, a partir dos últimos acontecimentos, em decorrência da prisão do senhor ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, conseguimos, finalmente, as assinaturas que restavam. Esse requerimento é protocolado no dia de hoje com 30 assinaturas", contou Randolfe Rodrigues. O mínimo necessário para a instalação de uma CPI no Senado são 27 assinaturas.

Segundo o parlamentar, assinaram o requerimento "ainda há pouco" os senadores Marcelo Castro (MDB-PI) e Confúcio Moura (MDB-RO). "Temos ainda a expectativa de contarmos com a assinatura de outros dois colegas senadores", contou.

Enquanto Randolfe Rodrigues ainda concedia entrevista coletiva, o senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) também assinou o pedido de CPI, segundo a CNN Brasil. O requerimento, portanto, chegou a 31 assinaturas.

Brasil 247

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STJ determina que TCU siga investigando Deltan Dallagnol e procuradores pela farra das diárias na Farsa Jato

Deltan Dallagnol (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A apuração havia sido suspensa pela Justiça Federal de Curitiba. O TCU investiga o pagamento de R$ 2,2 milhões em diárias a Dallagnol e outros procuradores da Lava Jato

26 de junho de 2022

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Humberto Martins cassou, segundo Lauro Jardim, do jornal O Globo, decisão da Justiça Federal de Curitiba e ordenou que o Tribunal de Contas da União (TCU) retome as investigações contra o ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos) e mais quatro colegas que atuaram sob sua coordenação na Lava Jato.

O TCU investiga o pagamento de diárias a Dallagnol e outros procuradores que, somadas, chegam ao valor de R$ 2,2 milhões.

Em abril, em decisão unânime, o TCU responsabilizou Dallagnol e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot pelo pagamento das diárias.  À época, o Ministério Público junto ao TCU entendeu que procuradores da força-tarefa poderiam ter usado opções mais econômicas de diárias e passagens. Em vez de serem transferidos para Curitiba, os procuradores recebiam ajuda para trabalhar na capital, como se estivessem em uma situação transitória.

Brasil 247

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