25/02/2012
Termina à 0h deste domingo (26) o horário de verão, o que
obrigará moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além da Bahia, a
atrasar seus relógios em uma hora. Entre 16 de outubro e 26 de fevereiro, de
acordo com o governo federal, houve economia de 4,6% da demanda de energia
nesses locais durante o horário de pico, entre 18h e 21h.
A ONS (Operadora Nacional do Sistema) informou que R$ 160
milhões foram poupados por conta do uso menor de energia termelétrica –que é
mais cara. “Essa economia tem como consequência a redução da tarifa de energia
elétrica para o consumidor”, disse o diretor-geral Hermes Chipp. Segundo ele,
no ano passado as temperaturas foram mais fortes nesse período e permitiram
economia de R$ 30 milhões com termelétricas.
No subsistema Sudeste/Centro-Oeste a redução é equivalente a
55% da carga no horário de ponta no Rio de Janeiro (6,4 milhões de habitantes)
ou o dobro da carga de Brasília (2,6 milhões). No Sul, isso significa 75% da
carga de energia em Curitiba (1,8 milhão) no horário de ponta. No Nordeste,
sempre de acordo com a ONS, a economia equivale a 65% da carga no horário de
ponta em Feira de Santana (700 mil).
Para Chipp, “o aumento da segurança e a diminuição dos custos
de operação são as principais consequências da redução de demanda no horário de
ponta, com a implantação do horário de verão no Sistema Interligado Nacional
(SIN)”. “Esse aumento da segurança operacional decorre da diminuição dos
carregamentos na rede de transmissão; da maior flexibilidade operativa para
realização de manutenções em equipamentos, e da redução de cortes de carga em
situações de emergência neste horário”, afirmou .
Nos últimos dez anos, o horário de
verão trouxe redução média de cerca de 5% ao ano na demanda por energia no
horário de pico. Com isso as usinas deixam de gerar cerca de dois mil megawatts
a cada ano.
UOL


0 comentários:
[ Deixe-nos seu Comentário ]