header ads

65% das vagas ociosas estão na Região Metropolitana

22/01/2012
Segundo o Sine, entre as ocupações com maior número de vagas não preenchidas estão a de supervisor de produção, engenheiro civil, modelista, mestre de obras, pedreiro, secretária executiva, cozinheiro e eletricista

Quem afirma que o mercado de trabalho é concorrido e oferece poucas vagas de emprego pode ser que morda a língua neste início de ano. Isso porque o balanço realizado pelo Sistema Nacional de Emprego do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine/IDT) indica que no Ceará, em 2011, do total de 89.000 vagas disponíveis no Estado, 49.000 não foram preenchidas.

A maioria das vagas que ficaram ociosas, 65%, era de empresas localizadas em Fortaleza e nos municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). As ocupações com maior número de vagas não preenchidas foram de supervisor de produção, engenheiro civil, modelista, mestre de obras, pedreiro, secretária executiva, cozinheiro, eletricista, carpinteiro, operador de empilhadeira, soldador, operador de telemarketing, dentre outras.

Desde novembro de 2011, a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) já adiantava que o comportamento do ano seria esse: o nível de ocupação na RMF vem crescendo em ritmo mais lento do que no mesmo período de 2010.

Do total de vagas ocupadas em novembro do ano na RMF, 41% correspondiam a trabalhadores com carteira assinada. “Esse número de ocupados poderia ser um pouco maior se o pessoal fosse empregado”, explica Ediran Teixeira, coordenador técnico da PED do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/Ceará).

“Os resultados são satisfatórios para a realidade de crises que tivemos em 2011”, afirma Antenor Tenório, coordenador estadual de intermediação de profissões do Sine/IDT. Segundo ele, os principais motivos para o não preenchimento das vagas vão desde a falta e deficiência na qualificação profissional, além da falta de experiência e baixo nível de escolaridade, até as condições de trabalho apresentadas pelas empresas – que podem ser salários baixos ou poucos benefícios trabalhistas.

Antenor aponta que no ano passado houve retração no setor de indústria de transformação (têxtil, confecção e calçados) e que o fenômeno colaborou decisivamente para que as vagas tenham sobrado. “Se a indústria não vai bem, isso repercute nas vagas que oferecemos. Temos boa participação nesse setor”, explica. A meta do Sine/IDT para 2012 no Ceará é inserir 80.000 novos trabalhadores no mercado de trabalho. “Se o setor de indústria de transformação demonstrar reação, no entanto, a expectativa é que o número de vagas preenchidas supere a meta”, destacou.
O Povo

Comentários