São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil | segunda-feira 29 de agosto de 2016 - Ano: VIII | Edição: 2.864 - Visitas: 10.711.256 - Postagens: 29.556 - Comentários: 10.164

Dilma enquadra Aecím e o chama de "desestabilizador"

Dilma leu a Veja este fim de semana, senador...



Note a progressão da calvície no alto da cabeça do "mais chato", 
e da pança, no Tasso Jereissati


29/08/2016 - Ao responder ao mais chato, segundo delatante, Dilma disse diretamente a ele:

"A partir do dia seguinte da minha eleição, uma série de medidas políticas para desestabilizar o meu governo foram tomadas.

(...)

Jamais imaginaria que, após todos os debates durante a campanha eleitoral, que envolveu o voto de 110 milhões de brasileiros, nos encontrássemos aqui hoje.

Tenho certeza que, ao longo de todo o processo eleitoral, debatemos e nos respeitamos.

O que tenho dito, e reafirmei no meu discurso e reafirmo ao senhor, é que, a partir do dia seguinte à minha eleição, uma série de medidas políticas para desestabilizar meu governo foram adotadas.

Respeito o voto direto nesse país, acho que o voto direto é uma grande conquista. Prefiro o barulho das ruas, das disputas eleitorais, das divergências eleitorais, e por isso respeito todos aqueles que concorreram. Agora, não respeito eleição indireta produto de processo de impeachment sem crime de responsabilidade. Isso eu não posso respeitar".


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Lindbergh: PSDB virou sócio minoritário de um governo de crise


O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirma que os tucanos "começam a perceber que fizeram um mau negócio ao se juntar ao PMDB" e por isso já se distanciam do interino Michel Temer; "O PSDB foi o partido mais prejudicado pelo impeachment. Eles achavam que a eleição de 2018 seria deles. Mas acabaram sócios minoritários de um governo de crise"; segundo ele, Dilma fará um discurso para a História e tem chances de vencer no Senado

29 de Agosto de 2016

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) avalia, em entrevista a Mariana Haubert, que a presidente Dilma Rousseff tem chances de vencer a batalha final no Senado e diz que o PSDB fez um péssimo negócio ao se aliar a um projeto fracassado, o de Michel Temer.

"Ela quer fazer um discurso para o país, para a História. A presença é um fato muito forte. O Brasil vai parar para escutar. Tem muita gente que estava insatisfeito com Dilma mas também não quer o Temer. Ela vai mostrar que não cometeu crime de responsabilidade e aparecer como vítima de um Parlamento muito desgastado", diz ele.

Segundo o senador, Temer "é muito fraco, não aguenta pressão" e, por estar citado em várias delações, será um presidente refém da Lava Jato.

"E o PSDB começa a se diferenciar dele, porque estão muito preocupados com eleições. Começam a perceber que fizeram um mau negócio ao se juntar ao PMDB. O PSDB foi o partido mais prejudicado pelo impeachment. Eles achavam que a eleição de 2018 seria deles. Mas acabaram sócios minoritários de um governo de crise."


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Brasileirão 2016 - Série A - Classificação 22ª Rodada

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Artistas e intelectuais dizem não ao golpe parlamentar de 2016




"Os senadores que defendem o impeachment ficarão marcados na história por protagonizar o ataque mais cruel à nossa democracia desde o golpe militar de 1964. A história cobrará explicações, já que não existe base legal para justificar o impeachment", diz o manifesto assinado por nomes como Wagner Moura, Chico Buarque, Caetano Veloso, Camila Pitanga, Dira Paes, Letícia Sabatella, Aderbal Freire Filho, Marieta Severo e Jurandir Freire Costa, entre muitos outros; leia a íntegra

29 de Agosto de 2016

Os principais nomes da cultura brasileira divulgaram, neste domingo, um manifesto em que pedem que os senadores rechacem o golpe parlamentar de 2016, que foi liderado por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em aliança com os derrotados na eleição presidencial de 2014, e coloca o Brasil numa situação vexatória no plano internacional.

Confira, abaixo, o texto:

Artistas e Intelectuais brasileiros pedem que senadores respeitem o resultado das eleições de 2014 O Brasil vive um dos momentos mais dramáticos de sua história, com a proximidade da votação final sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.  
O mundo assiste com preocupação a essa ameaça à democracia, como no caso de nossos colegas do Reino Unido, Estados Unidos, Canada e Índia, que publicaram uma declaração alertando que o impeachment representaria "um ataque as instituições democráticas", que levaria ao retrocesso econômico e social.  
Os senadores que defendem o impeachment ficarão marcados na história por protagonizar o ataque mais cruel à nossa democracia desde o golpe militar de 1964. A história cobrará explicações, já que não existe base legal para justificar o impeachment.  
De acordo com o Ministério Público Federal, a presidenta Dilma Rousseff não cometeu crime. Por isso, seu afastamento é claramente uma manobra política para tomada de poder sem a aprovação das urnas. Esse ataque aos processos democráticos representa uma ameaça aos direitos humanos e levará o Brasil a uma situação de maior instabilidade política e desigualdade social e econômica.  
O ator Wagner Moura afirmou: "Estamos profundamente agradecidos por essas importantes palavras de apoio de nossos colegas na Grã-Bretanha, Estados Unidos, Canada e Índia. Os políticos corruptos que lideram a articulação para depor Dilma têm de saber que há um holofote internacional iluminando suas ações. Se eles derem continuidade ao seu plano, serão lembrados pela história como os responsáveis pelo mais sinistro ataque à democracia desde o Golpe de 1964".

A manifestação de Wagner Moura contra o impedimento de Dilma recebeu adesões de:

1. Adair Rocha, professor
2. Aderbal Freire Filho, diretor teatral
3, Alice Ruiz, poeta
4. André Lázaro, professor
5.Augusto Sampaio, professor
6. Bete Mendes, atriz
7. Biel Rocha, militante de direitos humanos
8. Caetano Veloso, compositor e cantor
9. Camila Pitanga, atriz
10. Carla Marins, atriz
11. Cecília Boal, psicanalista
12. Cesar Kuzma, teólogo e professor
13. Célia Costa, historiadora e documentarista
14. Charles Fricks, ator
15. Chico Buarque, compositor e cantor
16. Clarisse Sette Troisgros, produtora
17. Cristina Pereira, atriz
18. Dira Paes, atriz
19. Dulce Pandolfi, cientista política
20. Eleny Guimarães-Teixeira, médica
21. Generosa de Oliveira Silva, socióloga
22. Gilberto Miranda, ator
23. Gaudêncio Frigotto - escritor e professor
24. Isaac Bernat, ator
25. José Sérgio Leite Lopes, antropólogo
26 Julia Barreto, produtora Julia Barreto
27. Jurandir Freire Costa, psicanalista e professor
28. Leonardo Vieira, ator
29. Leticia Sabatella, cantora e compositora
30. Luis Carlos Barreto, cineasta e produtor
31. Luiz Fernando Lobo, diretor artístico
32. Marco Luchesi, poeta e professor
33. Maria Luisa Mendonça, professora e jornalista
34. Marieta Severo, atriz
35. Paulo Betti, ator
36. Ricardo Rezende Figueira, padre e professor
37. Roberto Amaral, escritor
38. Sílvia Buarque, atriz
39. Tuca Moraes, atriz e produtora
40. Virginia Dirami Berriel, jornalista
41. Xico Teixeira, jornalista


Brasil 247
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Oportunidades de empregos em São Gonçalo do Amarante 29/08/2016


OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Analista administrativo
01
Mecânico de auto em geral
01
Mecânico eletricista de veículos automotores
01
Operador de empilhadeira
01

PESSOA COM DEFICIÊNCIA
OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Auxiliar de linha de produção
02

Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT

Em São Gonçalo do Amarante
Av. Coronel Neco Martins, 236 - Centro - Fone :(85) 3315.7369

Em Pecém
Rua Rua Francisco Câncio, S/N - Centro - Fone :(85) 3315.1375

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 


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Oportunidades de empregos em Caucaia 29/08/2016


OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Agente de microfinanças
01
Auxiliar de corte (preparação da confecção de roupas)
01
Auxiliar de costura
01
Caldeireiro serralheiro
02
Costureira de máquinas industriais
02
Cozinheiro de restaurante
02
Cozinheiro geral
01
Garçom
01
Inspetor de qualidade
01
Promotor de vendas
02
Supervisor de costura do vestuário
01
Supervisor de vendas no atacado
01
Vendedor pracista
01

PESSOA COM DEFICIÊNCIA
OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Auxiliar de linha de produção
02
Estoquista
01
Operador de caixa
01
Repositor - em supermercados
02
Vendedor interno
01

Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT de Caucaia

Rua Juaci Sampaio Ponte, 2076
(85) 3101.3378

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 



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Lixo da História, traidores da democracia! Golpistas carimbados


Neste espaço vamos perpetuar na memória do povo brasileiro, os nomes dos senadores golpistas que foram derrotados na tentativa de golpe contra a democracia em 2016.


28/08/2016













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Especialista em viradas, Roberto Requião garante: “Já viramos e vamos vencer essa parada”


28/08/2016 - O senador Roberto Requião (PMDB-PR) disse neste domingo (28), véspera da ida da presidente Dilma Rousseff ao Senado, que o golpe será derrotado com margem de segurança.

“Já viramos e vamos vencer essa parada”, comemora o senador, que contabiliza 31 votos contrários ao impeachment.

Requião acredita que após a ida de Dilma ao Senado a vantagem poderá ser ampliada para 40 votos.

“O advogado da defesa José Eduardo Cardozo, bem como as testemunhas, deixaram claro que não houve crime de responsabilidade, logo é natural a absolvição da presidente Dima”, completou o parlamentar que especialista em viradas.

Nesta segunda-feira (29), a partir das 9 horas, Requião colocará no ar sua televisão da resistência, a TV 15, transmitindo ao vivo os bastidores e o plenário do Senado.

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Luis Fernando Verissimo: brasileiros foram feitos de palhaços


"Depois da provável cassação da Dilma pelo Senado, ainda falta um ato para que se possa dizer que la commedia è finita: a absolvição do Eduardo Cunha", diz o escritor Luis Fernando Verissimo, um dos maiores intelectuais brasileiros; "Pela lógica destes dias, depois da cassação da Dilma, o passo seguinte óbvio seria condecorarem o Eduardo Cunha. Manifestantes: às ruas para pedir justiça para Eduardo Cunha!"; neste fim se semana, Le Monde e New York Times ridicularizam o Brasil; no jornal francês, o impeachment foi chamado de golpe ou farsa; no NYT, Dilma é devorada por ratos; Verissimo faz ainda um lembrete: "evite olhar-se no espelho e descobrir que, nesta ópera, o palhaço somos nós"

28 DE AGOSTO DE 2016

A tragicomédia brasileira de 2016, em que a presidente honesta é afastada por políticos corruptos, por meio de um golpe parlamentar, foi retratada pelo escritor Luis Fernando Verissimo, no artigo Ri, palhaço.

"Depois da provável cassação da Dilma pelo Senado, ainda falta um ato para que se possa dizer que la commedia è finita: a absolvição do Eduardo Cunha. Nossa situação é como a ópera “Pagliacci”, uma tragicomédia, burlesca e triste ao mesmo tempo. E acaba mal", diz ele.

"O Eduardo Cunha pode ganhar mais tempo antes de ser julgado, tempo para o corporativismo aflorar, e os parlamentares se darem conta do que estão fazendo, punindo o homem que, afinal, é o herói do impeachment. Foi dele que partiu o processo que está chegando ao seu fim previsível agora. Pela lógica destes dias, depois da cassação da Dilma, o passo seguinte óbvio seria condecorarem o Eduardo Cunha. Manifestantes: às ruas para pedir justiça para Eduardo Cunha!"

Verissimo faz ainda um lembrete: "evite olhar-se no espelho e descobrir que, nesta ópera, o palhaço somos nós."

Neste fim se semana, Le Monde e New York Times ridicularizam o Brasil. No jornal francês, o impeachment foi chamado de golpe ou farsa (leia aqui). No NYT, Dilma é devorada por ratos.


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EMIR SADER | Golpe lançará o Brasil num abismo

Colunista do 247, Emir Sader é um dos principais sociólogos e cientistas políticos brasileiros
28/08/2016

"O golpe não representa o fim da crise, nem econômica, menos ainda social e política, mas sua passagem a um nível mais profundo, mais crítico, mais violento e mais regressivo. Tudo o que o Brasil construiu de positivo neste século não pode ser jogado fora por um golpe", diz o colunista Emir Sader, prevendo que a eventual aprovação do impeachment não será boa nem para o interino Michel Temer; "O presidente golpista será personagem execrado por onde vá", afirma

Um golpe nunca é solução, é problema. Ele rompe com os conflitos de classe de forma violenta e unilateral, impondo os interesses das minorias dominantes sobre o conjunto da sociedade. Joga gasolina na fogueira. Mas sua própria forma brusca e violenta de se impor, só aprofunda as contradições, gerando situações explosivas.

O golpe atualmente em curso no Brasil não sairia dessa regra. Caso logre se impor efetivamente, vai jogar o pais num abismo de proporções inéditas na nossa historia, gerando conflitos, instabilidades, violências, ingovernabilidade.

Uma economia em recessão, aprofundada pela crise política gerada e fomentada pela direita, terá, na aplicação do mais duro ajuste fiscal, um fator que a jogará numa espiral de regressão sem horizonte para sair. A crise econômica europeia, iniciada em 2008, é uma confirmação que ajuste posto em pratica em economia em recessão, só a aprofunda, sem equilibrar as contas públicas – até porque a arrecadação cai verticalmente e os gastos da previdência só aumentam -, perpetuando uma crise se proporções econômicas e sociais gigantescas, eliminando direitos, políticas sociais, empregos e poder aquisitivo dos salários.

Como resultado, o pais ficará imerso na maior crise da sua história. Porque agora o povo tem direitos que não tinha no momento do golpe de 1964 e dos governos neoliberais, nos anos 1990. O povo sabe a que tem direito, será muito mais difícil impor-lhe retrocessos.

Será um governo ilegítimo, repudiado pelo povo, que terá, inevitavelmente, que apelar sistematicamente para a repressão, da polícia e das Forças Armadas. Tratará de blindar aos governantes e aos parlamentares comprometidos com o golpe. O conflito social e politico está instaurado no centro da vida do pais.

A imagem do Brasil no exterior será a pior, desde o fim da ditadura militar. Rebaixado a agente subalterno dos EUA na região, será rejeitado e se verá reduzido à imagem de governo sem autonomia, sem soberania, conflitivo, ausente da política internacional.

O presidente golpista será personagem execrado por onde vá. Será a própria expressão do golpe: medíocre, comprometido com a corrupção, sem nada a dizer, fará o Brasil passar vergonha em todo o mundo.

Em um mundo tomado pela recessão, pelas guerras, o Brasil será relegado a um pais mais sem expressão, sem importância, lutando para sobreviver, imerso na mediocridade de uma casta política corrupta, com um governo que impõe sofrimentos a todo o povo, em função da maximização dos lucros dos bancos.

O pais será conhecido pela crise permanente, pela falta de legitimidade do seu governo, pela recessão e pelo desemprego, pelos conflitos sociais sem saída. O golpe terá levado o Brasil ao momento mais negativo da sua história. Como todo governo que impõe programas antipopulares, a eleição será o diabo para as elites dominantes, porque sabem que só tendem a perder e as coisas se reverterem. Por isso apelam a um sistema político cada vez menos democrático, cada vez mais autoritário.

As lutas populares ganharão expressão cada vez mais amplas, sem soluções por parte do governo.  O povo tendo na figura do Lula, a imagem mesma dos avanços conquistados neste século, será perseguido e, ao mesmo tempo, transformado na imagem mesma da esperança, do melhor momento vivido por todos.

O golpe significará não apenas a ruptura da democracia que tivemos, mas também a submissão do povo e do pais ao mais antipopular dos governos. Deter o golpe é impedir que o Brasil volte à fama de pais mais desigual do mundo, de pais da violência descontrolada, das crises econômicas e da falta de democracia.

O golpe não representa o fim da crise, nem econômica, menos ainda social e política, mas sua passagem a um nível mais profundo, mais crítico, mais violento e mais regressivo. Tudo o que o Brasil construiu de positivo neste século não pode ser jogado fora por um golpe. É retomando os avanços e aprofundando-os que podemos corrigir os erros construir um pais menos desigual, mais solidário e soberano.


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