São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sábado 30 de julho de 2016 - Ano: VIII - Edição: 2.834 - Visitas: 10.307.985 - Postagens: 28.891 - Comentários: 10.121

PDT confirma candidatura de Cláudio Pinho à prefeitura de São Gonçalo do Amarante


Candidatura foi homologada durante convenção na noite desta sexta-feira, 20 partidos formam a maior coligação da história do município

29/07/2016 - O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou nesta noite de sexta-feira a candidatura de Cláudio Pinho para prefeito de São Gonçalo do Amarante, e do seu vice, Arnaldo Forte (PSDB). A confirmação dos dois nomes à candidatura foi anunciada durante a convenção dos partidos que formam a coligação e aconteceu na Escola Socorro Gouveia.


Candidato a reeleição Cláudio Pinho afirmou “deixo de viver com minha família, dedico 24h da minha vida a este povo, na tentativa de tornar esta terra um lugar mais digno de se viver, porque este povo merece”. Destacou ainda a classificação de São Gonçalo do Amarante em segundo lugar no ranking de eficiência de Gestão Fiscal de todos os municípios do Brasil, conforme metodologia apurada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), “aqui nós só gastamos o que arrecadamos”, disse o prefeito.


Em seu discurso o candidato a vice Arnaldo Forte destacou as realizações do atual prefeito que em três anos e meio está fazendo a diferença em São Gonçalo do Amarante e que ele se junta ao grupo para ser o garçom de Cláudio, que ele chegou para servir e para unir cada vez mais, prometeu fidelidade e trabalho ao grupo.


O deputado federal André Figueiredo presidente estadual do PDT destacou seu orgulho de ver Cláudio Pinho administrar esta cidade com tanto carinho e com tanta vontade de garantir que São Gonçalo seja o município que mais cresce no Ceará.




As dependências da Escola Socorro Gouveia ficaram pequenas, para a convenção, distribuídas em cinco blocos de quatro partidos cada. No final foi aprovada por unanimidade dos filiados a chapa Cláudio Pinho e Arnaldo Forte para prefeito e vice respectivamente.



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RIBAMAR FONSECA | Vergonha: Lula busca Justiça fora do Brasil

Jornalista e escritor
30/07/2016

"Isso é uma vergonha", diria o apresentador Boris Casoy. O ex-presidente Lula foi obrigado a recorrer ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, denunciando a violação dos direitos humanos, a falta de imparcialidade e o abuso de poder do juiz Sergio Moro porque no Brasil, infelizmente, não há justiça. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) imediatamente divulgou nota manifestando repudio à petição de Lula, sob a alegação de que a entidade internacional não "deve ser utilizada para constranger o andamento de quaisquer investigações em curso no país e, principalmente, aquelas que têm como prioridade o combate à corrupção". E acrescentou que o país tem órgãos de controle, tanto interno quanto externo, que acompanham o trabalho dos magistrados e que não se deve admitir o uso de outros meios para "tentar inibir o trabalho" de agentes públicos.

Como entidade corporativa a AMB está no seu papel de defender seus associados mas, lamentavelmente, está equivocada nos argumentos. O Brasil possui, efetivamente, organismo de controle das atividades dos magistrados – mais precisamente o Conselho Nacional de Justiça e o Supremo Tribunal Federal – mas acontece que esses órgãos não estão cumprindo o papel para o qual foram criados, simplesmente assistindo indiferentes aos abusos do juiz Moro, sem um gesto capaz de conter os seus excessos ou mesmo qualquer ato que reflita seu desagrado diante do comportamento político-partidário do comandante da operação Lava-Jato. Ele não recebeu sequer uma advertência quando grampeou a Presidenta da República e divulgou o conteúdo dos grampos, um crime previsto na própria Constituição. Tem-se a nítida impressão de que o STF e o CNJ temem a reação da grande imprensa, que transformou Moro em celebridade.

A AMB, por outro lado, deveria ser mais imparcial no seu julgamento – tanto quanto o juiz Moro e outros magistrados – pois ao recorrer à ONU Lula não pretendeu, obviamente, constranger o andamento das investigações ou quem quer que seja, muito menos inibir o trabalho dos agentes públicos, mas única e exclusivamente defender-se da perseguição de que vem sendo vítima por parte desses agentes públicos, incluindo membros do Judiciário, que estão visivelmente empenhados em encontrar algo que possa incriminá-lo e justificar a sua prisão. Embora a sua vida e de seus familiares tenham sido reviradas pelo avesso, sem que até hoje tenha sido encontrado o mais leve indício da prática de qualquer irregularidade, Policia Federal, Ministério Público e Judiciário buscam, de maneira escandalosamente parcial, um motivo subjetivo como, por exemplo, a INTENÇÃO de obstruir a Justiça, para levá-lo à prisão. Na verdade, tudo isso faz parte de um plano destinado a bani-lo da vida pública, impedindo-o de concorrer à Presidência da República.

A Associação dos Magistrados vê na petição de Lula parte das "manobras para intimidar a atividade desempenhada pelos juízes brasileiros", o que é um absurdo, e não enxerga as manobras do Ministério Público e da Operação Lava-Jato para criminalizar o ex-presidente operário. Só um cego – ou quem assumiu posições político-partidárias e está comprometido com projetos de poder – não vê a completa falta de isenção na condução das investigações que envolvem Lula. O combate à corrupção, que se tornou realidade graças aos governos petistas, não pode servir de pretexto para arbitrariedades. Enquanto corruptos confessos e outros contra os quais existem montanhas de provas continuam incólumes, inclusive integrando o governo interino sem serem incomodados, persegue-se encarniçadamente um ex-presidente da República contra quem não existe absolutamente nada. Diante disso, para ele não restou outra alternativa senão buscar justiça num organismo internacional, já que os nacionais não mais merecem confiança.


A AMB aproveitou a oportunidade para incluir em sua nota uma critica ao projeto de lei, em tramitação no Senado, destinado a por um freio no abuso de autoridade que se tornou rotina em vários setores, inclusive no Judiciário. Diz a associação que o texto do projeto "é uma clara tentativa de amordaçar a magistratura brasileira. Nas entrelinhas, o projeto prevê uma série de penalidades para tentar paralisar juízes e juízas, além de procuradores e policias, por desempenharem o seu ofício como determina a legislação". É claro que a proposta não tem o objetivo de amordaçar ou paralisar a magistratura mas, apenas, de impedir excessos e abusos que, hoje, saltam aos olhos inclusive de renomados juristas. Já que o CNJ e o STF não tomam nenhuma providência para conter injustiças ou estrelismos de magistrados que se tornaram celebridades, porque fazem precisamente o que a grande imprensa deseja, nada mais justo que o Legislativo, que faz as leis, corrija essa falha ou negligência. Os magistrados, afinal, não são deuses, perfeitos, mas seres humanos como qualquer outro, com as mesmas emoções e sentimentos e, portanto, sujeitos a mesmas falhas. Por que os demais mortais podem ser punidos por seus erros e os magistrados não? Além disso, se não cometem abusos por que devem temer a nova lei?
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RENATO ROVAI | Eles querem acabar com Lula, mas podem torná-lo ainda mais forte

Renato Rovai é editor da Revista Fórum
30/07/2016

A transformação de Lula em réu por suposta tentativa de obstruir a justiça que foi encaminhada hoje pelo juiz Ricardo Leite, de Brasília, é mais uma gota no copo do golpe que está em curso no Brasil. A sentença se baseia tão somente na narrativa de Delcídio Amaral, ex-senador da República.

Não há uma prova sequer que demonstre que o ex-presidente Lula tenha tido qualquer participação na operação que Delcídio diz ter sido realizada para silenciar Bernardo Cerveró.

Diferentemente da imensidão de provas existentes, por exemplo, nas denúncias do ex-senador Sérgio Machado, que incluem entre outros Aécio Neves, na apreensão dos 500 quilos de cocaína no helicóptero da família Perrela ou mesmo nas denúncias contra os governos Serra e Alckmin no caso dos trens da Alston.

Mas isso não importa.

O importante é tirar Lula da frente. É utilizar qualquer coisa que seja para impedi-lo de disputar eleições nos próximos anos. Se houver possibilidade, inclusive, prendendo-o.

Mas as coisas não serão tão simples como eles imaginam.

Hoje, estive com Lula no evento da Contraf-CUT onde foi lançado o livro “O Brasil que Queremos”, organizado pelo professor Emir Sader e que conta com artigos de pesos pesados como Marilena Chaui, Leonardo Boff, Márcio Pochmann, Luiz Gonzaga Belluzzo, Celso Amorim, Márcia Tiburi, Ladislau Dowbor e Dalmo Dallari. E no qual este blogueiro sujo teve o prazer de contribuir com um artigo sobre o tema das comunicações.

Lula estava lá e estava como sempre. Nada abatido, nada emburrado, nada amargurado. Ao contrário, sorridente, tirando fotos, dando tapinha no rosto daqueles com quem tem mais intimidade e sacaneando os amigos.

Nas poucas palavras que trocamos, Lula falou da denúncia que encaminhou à ONU apontando parcialidade e abuso de poder do juiz Sérgio Moro no julgamento do seu caso.

E deu sinais de que sabe que essa denúnciapode ampliar ainda mais a perseguição que já sofre no Brasil.

Mas Lula não parece estar preocupado com isso. Quer preservar sua honra.

E sabe que não conseguirá fazer isso se ficar quieto esperando o tempo passar.

E por isso está à toda. Além da denúncia na ONU Lula entrou de cabeça nas próximas eleições municipais.

Na semana que vem, por exemplo, me falou de cor as dezenas de atividades que têm até quinta-feira, quando vai a Santos para o lançamento da candidatura da Carina Vitral, presidenta da UNE, à prefeitura da cidade. E disse que de lá ainda vai dar um pulo em Cubatão.

Ou seja, mesmo se conseguirem torná-lo ficha suja para impedir sua candidatura em 2018, por exemplo, eles não conseguiram impedi-lo de continuar fazendo o que fez a vida inteira, política.

Não vão conseguir impedi-lo de oferecer sua voz, seu carisma e seu conhecimento a novas lideranças.

Não vai impedir de continuar sendo a imensa liderança que ainda é e que só irá aumentar se o golpe seguir seu curso no Senado com a cassação de Dilma.

O golpe terá em Lula sua outra face da moeda. Lula será o anti-golpe, A esperança do povo. De novo.

Odeio dizer isso, mas neste caso o farei: podem anotar.


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Poços na região do Pecém abastecerão área oeste da Região Metropolitana de Fortaleza


Na cidade de São Gonçalo do Amarante, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), 13 poços profundos foram perfurados

30/07/2016 - Para um terreno do Estado localizado entre Caucaia e São Gonçalo do Amarante está prevista a abertura de 38 poços, destes, 13 já foram perfurados. A água subterrânea irá complementar o abastecimento do lado oeste da RMF, reduzindo, desta forma, a retirada de água do Açude Gavião.

O terreno fica situado nas proximidades do Reservatório Apoiado (RAP) do trecho V do Eixão das Águas e também da Siderúrgica do Pecém.

A estimativa do Governo, conforme informou o diretor de planejamento da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), Ubirajara Patrício, presente no local, é que em operação, os 38 poços gerem uma vazão de 170 litros por segundo. Esta quantidade de água, equivale à demanda de abastecimento de uma cidade como Itapipoca, explica Ubirajara.


Diário do Nordeste
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Apelo de Lula à ONU contra o juiz partidário Sérgio Moro mostra risco de ditadura no Brasil


A gravidade da denúncia de Lula contra o juiz Sérgio Moro no Conselho de Direitos Humanos da ONU não deve ser minimizada


Por: Paulo Moreira Leite | 29/07/2016

Mostra uma verdade importante, que é preciso encarar, ainda que seja dolorosa de reconhecer: a defesa dos direitos e garantias individuais no Brasil da Lava Jato tornou-se uma luta travada em situação desesperadora, na qual uma vítima, mesmo o cidadão que ocupou a presidência da República por dois mandatos, não tem a quem recorrer e precisa buscar auxílio internacional para proteger seus direitos.

A situação atual do país foi bem definida pelo professor Paulo Sérgio Pinheiro, com formação em História e Direito, que foi ministro da Secretaria de Estado de Direitos Humanos no governo Fernando Henrique Cardoso. 

"Para piorar as coisas, nessa situação de crise as duas forças que seriam cruciais para garantir o espaço democrático dão mostras de total conivência com a degradação em curso. O Judiciário alterna omissão e intervenções deliberadas a favor do pacto elitista. A grande mídia dispensa qualquer análise crítica, pois abraçou e adulou o golpe (contra Dilma) desde o primeiro dia." (Le Monde Diplomatique, julho de 2016).

Neste ambiente, a acusação do mais popular presidente da história brasileira, numa tribuna tradicionalmente destinada a vítimas de ditaduras escancaradas, excluídas de todo direito político que  deveriam usufruir em sua própria terra, expõe o estado de desmantelamento daquilo que, muito penosamente, os brasileiros aprenderam a respeitar como Estado Democrático de Direito. (Na realidade, em vez de degradação ou desmantelamento talvez fosse adequado falar de "instituições  em frangalhos", empregando a linguagem sem rodeios de um editorial do Estado de S. Paulo no dia em que a ditadura militar deu início a treva do AI-5. Como se recorda, aquela decisão maligna foi sustentada sem rodeios por um ex-coronel do Exército,  que, promovido a ministro civil, sugeriu que o governo militar  mandasse "às favas todos os escrúpulos de consciência.")

Ao bater às portas da ONU, Lula segue uma trilha aberta, seis anos atrás, com o auxílio do mesmo advogado Geoffrey Robertson, agora engajado em sua defesa,  pelo ativista revolucionário Julian Assange, cidadão australiano que acusou o governo inglês de perseguição. Há diversas lições úteis neste caso.

Criador do Wikileaks, responsável pela divulgação a partir de 2006  de segredos diplomáticos de importância histórica gigantesca, rapidamente Assange tornou-se alvo de uma caçada internacional. Com o pretexto jurídico de que deveria responder a uma denúncia de estupro em Estocolmo, frágil e inconclusiva, a operação tinha a utilidade óbvia de alcançar um objetivo maior: facilitar sua extradição para os Estados Unidos, onde um aliado acabou condenado a 30 anos de regime fechado por um tribunal militar.

Refugiado na embaixada do Equador, em Londres, Assange conseguiu que o governo de Rafael Correa lhe desse asilo. Embora se tratasse de um direito líquido e certo do ponto de vista da jurisprudência internacional, não pode ir ao aeroporto tomar avião. Apoiado num  contingente policial, o governo britânico montou um certo permanente à embaixada, por todos estes anos, deixando claro que ele seria preso caso se atrevesse a colocar os pés na rua. Após dois anos e meio, o grupo de trabalho formado pela ONU  chegou a um veredito sobre Assange. Reconheceu que pai do Wikileaks "foi detido arbitrariamente pela Suécia e pelo Reino Unido desde sua prisão em Londres em 2010". Indo além, sugeriu que fosse libertado e recebesse uma indenização em dinheiro como de reparação.

Cinco meses depois da decisão, Assange continua detido na embaixada. Não há a menor perspectiva de ser libertado em prazo curto, nem mesmo depois que o primeiro David Cameron, principal responsável pelo cativeiro londrino, perdeu o emprego, enxovalhado pela repulsa popular manifestada no Brexit. Assange ganhou mas não levou. Como  no caso de Lula, essas deliberações não tem caráter mandatório, equivalem a sugestões.

Alimentado pelo conhecido complexo de vira-latas, que não se manifesta apenas na relação com os países ricos, mas também na convivência entre classes sociais, uma parcela reconhecida de brasileiros sempre demonstrou uma dificuldade imensa para reconhecer a importância fundamental de  Lula na história do país. 

Podemos apostar que essa postura será mantida diante da denúncia feita a ONU, através de tentativas de rebaixar o debate e fingir que tudo não passa de encenação. A divulgação, no mesmo dia, com o estardalhaço de sempre, de acusações sobre o apartamento do Guarujá e o sítio de Atibaia, que acrescenta novos lances a um mesmo enredo sem oferecer nada de conclusivo, destina-se a alimentar um espetáculo previsível,  deprimente e conhecido -- cujo destino é embelezar uma injustiça em curso, aquela mesma que os advogados de Lula denunciaram a ONU.

Referindo-se, sem dar nomes próprios, ao papel essencial que a televisão cumpre nessa empreitada daninha contra a democracia e a Justiça, o advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira, insuspeito de qualquer simpatia pelo Partido dos Trabalhadores, registra o nascimento no país aquilo que chama de "A sociedade da Lava Jato". Mariz, cuja crítica a Lava Jato impediu que assumisse o Ministério da Justiça no governo interino,  explica:  "ao contrário de cumprir suas responsabilidades de informar com isenção, a mídia televisada explora à exaustão, com cenas de sangue, crueldade e extrema violência, de um lado, e execração, humilhação e violação da dignidade do acusado, de outro, abstraindo todo seu conteúdo humano e suas marcantes consequências sociais." (Estadão, 27/7/2016)

É uma questão de pura honestidade intelectual reconhecer que no Brasil de 2016 Lula tem o direito -- na realidade, sua liderança política transforma essa prerrogativa em dever   -- de denunciar a situação que enfrenta, cobrando o cumprimento de garantias que as Nações Unidas sistematizaram no Pacto por Direitos Políticos e Civis.

Ali, o artigo 9  condena prisões e detenções arbitrárias. O 14 recorda a presunção da inocência como uma garantia fundamental. Também se define o direito de ser julgado por um tribunal independente e imparcial. No 17, fala-se na proteção contra invasão de privacidade e contra ofensas ilegais a honra e a reputação.

Após dois anos e três meses de Lava Jato, ninguém tem o direito de não enxergar o que acontece. Se o combate a corrupção envolve um esforço necessário, indispensável até, não pode se transformar numa ameaça a democracia e servir de alimento à perseguição política.

Ninguém tem o direito, também, de fingir que não está vendo nada -- como ocorrer nas instâncias superiores do Judiciário, inclusive no STF.

A dificuldade para se encontrar provas de corrupção não pode servir de desculpa para que a Justiça, o Ministério Público e a policia não cumpram a obrigação de apontar elementos concretos, acima de qualquer dúvida razoável, para se incriminar uma pessoa -- este é o sentido do artigo 14. A divulgação, com técnicas stalinistas, de gravações telefônicas ilegais, desrespeita a privacidade defendida no artigo 17. Também ofende a honra e a reputação de cidadãos, ainda mais quando envolve diálogos de natureza pessoal entre mãe e filho. É puro absurdo falar em "tribunal independente e imparcial" sob comando de um juiz que defende o vazamento sistemático de informações aos jornais como forma de "deslegitimar" autoridades envolvidas, num indício claro de que assume a presunção da culpa desde o início. Um juiz não pode fazer parte da acusação, recordam os advogados de Lula.

Cabe lembrar, ainda, que nenhuma das cláusulas do Pacto da ONU, do qual o Brasil é signatário, chega a ser um novidade. Estão alinhadas, de forma até mais clara e detalhada, na Carta de 1988. Deveriam ser cumpridas automaticamente.

Três décadas depois da democratização, 28 anos após a promulgação de uma Constituição chamada  Cidadã, o presidente que colocou o país em novo patamar internacional, afirmando durante seu governo uma liderança que nenhum antecessor foi capaz de exibir, foi ao centro da diplomacia  internacional para apontar um risco -- o país está sob ameaça de se tornar uma ditadura. A mensagem final, que dispensa palavras, é esta. Desde o século XVIII a luta contra toda tirania se inicia com a defesa dos direitos e garantias do indivíduo contra o Estado. É neste esforço, mais do que em qualquer outra  iniciativa, que se trava a primeira das batalhas em defesa das liberdades e direitos. Uma das primeiras providências dos engenheiros do AI-5, como se sabe, foi suspender o habeas-corpus.

É bom que os democratas sinceros de hoje, e os golpistas envergonhados, lacrimosos, de amanhã, tenham coragem de refletir a respeito. O futuro dos brasileiros agradece.


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Escolhido pelo governo golpista Temer, novo diretor da Cinemateca é réu por estelionato


29/07/2016 - Oswaldo Massaini Filho trabalhava na SLW, corretora de valores que pertencia a apresentadora de televisão Márcia Goldschmidt. O advogado de Márcia disse que sua cliente investiu cerca de R$ 200 mil na corretora entre 2001 e 2002, mas afirma que o dinheiro “evaporou”.

Anunciado pelo ministro da Cultura, Marcelo Calero, nesta quinta-feira (28), como novo diretor da Cinemateca, Oswaldo Massaini Filho é réu em um processo de estelionato e o crime pode dar de um até cinco anos de prisão, além de multa.

Massaini trabalhava na SLW, corretora de valores que pertencia a apresentadora de televisão Márcia Goldschmidt. Segundo a reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, o advogado de Márcia disse que sua cliente investiu cerca de R$ 200 mil na corretora entre 2001 e 2002, mas afirma que o dinheiro “evaporou”.

Nas alegações finais apresentadas pelo Ministério Público em 2015, Massaini falsificou extratos de investimentos com dados falsos para que ela não percebesse “a subtração”. Massaini disse que não estava “a par” do processo, mas que realmente prestou serviços para a SLW.


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São Gonçalo do Amarante é o segundo município do Brasil no ranking de eficiência de Gestão Fiscal


São Gonçalo do Amarante classificado em segundo lugar, melhores municípios do Brasil, no ranking de eficiência de Gestão Fiscal, conforme metodologia apurada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan)

28/07/2016 - A Firjan levantou em conta fatores da administração pública para julgar o grau de eficiência dos municípios. São eles: 1º) receita própria, que é a capacidade de arrecadação; 2º) gastos com pessoal, indicativo do grau de rigidez do orçamento; 3º) investimentos, é a capacidade do município em investir; 4º) custo da dívida, a longo prazo e 5º) liquidez, alocação de restos a pagar sem cobertura.

A diferença entre receita e despesa dos municípios avaliados pela Firjan foi de R$ 45 bilhões ao fim de 2015, reflexo da pior situação fiscal em dez anos: 87% das cidades avaliadas encerraram o ano passado em situação crítica ou difícil, o mais elevado percentual desde 2006 (75%). Em 2014, eram 80%. Para 2016, a Firjan projeta um déficit de R$ 60 bilhões.

Apenas 42 prefeituras — menos de 1% dos 5.568 municípios brasileiros — conseguiram pagar a folha com recursos próprios em 2015. As outras mais de cinco mil cidades dependem de transferências de União ou estados para isso.


O Globo
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Petição de Lula à ONU ganha destaque na mídia internacional. Globo silenciou, Jornal NaZional emudeceu


Recurso do ex-presidente Lula apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, contra abuso de poder do juiz Sérgio Moro, na Lava Jato, tem repercussão nos principais jornais do mundo: “A ONU pode fazer recomendações sobre o caso de Lula, aconselhando as autoridades brasileiras a rever e corrigir procedimentos, de acordo com os advogados”, diz a Bloomberg; “Caso de direitos humanos do ex- presidente do Brasil procura colocar métodos dos promotores em julgamento”, destaca o Financial Times; já o Guardian destaca alegações do advogado Geoffrey Robertson, que aponta o problema das detenções feitas sem julgamento e critica a forma como vem sendo feitos acordos de delação premiada no Brasil: "O juiz tem o poder de deter o suspeito indefinidamente até obter uma confissão e uma delação premiada. Claro que isso leva a condenações equivocadas baseadas nas confissões que o suspeito tem que fazer porque quer sair da prisão"

29 DE JULHO DE 2016

O recurso do ex-presidente Lula apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, contra abuso de poder do juiz Sérgio Moro, na Lava Jato, ganhou repercussão nos principais jornais do mundo.

A petição foi apresentada nesta quinta-feira, 28, na sede do Comitê da ONU, em Genebra (Suíça), pelos advogados Geoffrey Robertson e Cristiano Zanin.

“A ONU pode fazer recomendações sobre o caso de Lula, aconselhando as autoridades brasileiras a rever e corrigir procedimentos, de acordo com os advogados”, diz a Bloomberg.

“Caso de direitos humanos do ex- presidente do Brasil procura colocar métodos dos promotores em julgamento”, destaca o Financial Times.

Já o Guardian destaca alegações de Robertson, que aponta o problema das detenções feitas sem julgamento e critica a forma como vem sendo feitos acordos de delação premiada no Brasil: "O juiz tem o poder de deter o suspeito indefinidamente até obter uma confissão e uma delação premiada. Claro que isso leva a condenações equivocadas baseadas nas confissões que o suspeito tem que fazer porque quer sair da prisão".


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Oportunidades de empregos em São Gonçalo do Amarante 29/07/2016



OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Borracheiro
01
Gerente de planejamento e manutenção
01
Operador de patrol (niveladora)
01
Professores de cursos livres
01
Técnico eletricista
06
Técnico em eletromecânica
01

Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT

Em São Gonçalo do Amarante
Av. Coronel Neco Martins, 236 - Centro - Fone :(85) 3315.7369

Em Pecém
Rua Rua Francisco Câncio, S/N - Centro - Fone :(85) 3315.1375

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 


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Oportunidades de empregos em Caucaia 29/07/2016



OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Auxiliar de corte (preparação da confecção de roupas)
01
Auxiliar de costura
01
Churrasqueiro
01
Confeiteiro
01
Costureira de máquinas industriais
08
Cozinheiro de restaurante
03
Inspetor de qualidade
01
Mestre padeiro
01
Motorista entregador
02
Operador de caldeira
01
Operador de telemarketing ativo e receptivo
01
Padeiro
01
Pizzaiolo
02
Retificador de motores de veículos
01
Supervisor de costura do vestuário
01
Supervisor de vendas no varejo
01
Vendedor pracista
10

Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT de Caucaia

Rua Juaci Sampaio Ponte, 2076
(85) 3101.3378

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 



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A vaia vai ser medalha de ouro: Temer levará filho, sogra e 42 convidados para Olimpíadas


Cerimônia de abertura dos Jogos acontecerá no dia 5 de agosto, no Maracanã e contará com a presença de 42 convidados da Presidência do Brasil; além da primeira-dama, Marcela Temer, seu filho, Michelzinho, e a sogra, Norma Tedeschi, também estão confirmados para a festa

28 DE JULHO DE 2016

A cerimônia de abertura dos Jogos, no dia 5 de agosto, no Maracanã, terá a presença de 42 convidados da Presidência do Brasil. A lista ainda não foi definida, mas deve ser preenchida em sua maioria por ministros do governo. 

O presidente interino Michel Temer também levará sua família para a abertura. Além da primeira-dama, Marcela Temer, seu filho, Michelzinho, e a sogra, Norma Tedeschi, também estão confirmados para a festa. Segundo a organização, apenas Marcela poderá ficar na tribuna de honra. Haverá um espaço especial para parentes, no mesmo andar.


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Melena Albuquerque de São Gonçalo do Amarante vence o Miss Ceará Turismo


29/06/2016 - São Gonçalo, vence o Miss Ceará Turismo, realizado na noite desta quinta feira 28 de julho no Shopping Benfica. A estudante de Artes Cênicas, de 18 anos do distrito de Croatá, Melena Albuquerque agora vai disputar o nacional em Mato Grosso do Sul, Melena foi aclamada pela atual Miss São Gonçalo, Yagha Dresch. Melena Albuquerque foi uma das finalistas no concurso municipal.

Raquel Souza
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O mundo agora vai saber que espécie de juiz Sérgio Moro é

Sérgio Moro tendencioso, partidário, injusto, acusador

Lula fez muito bem em denunciar Moro ao mundo

Por Paulo Nogueira | 29/07/2016 

Num mundo menos imperfeito, Lula jamais teria que recorrer a um tribunal internacional para se defender de acusações que lhe são feitas no Brasil.

Mas este mundo em que vivemos é muito imperfeito — e isto quer dizer que Lula agiu muito bem em bater nas portas da Comissão de Direitos Humanos da ONU.

No centro do apelo de Lula está o que todos sabem, embora poucos falem: Moro é um juiz parcial, tendencioso, inconfiável.

É um juiz da plutocracia, um homem que não faz cerimônia nenhuma em aparecer ao lado de homens como os irmãos Marinhos em celebrações.

É evidente que ele vai condenar Lula, quaisquer que sejam as circunstâncias, se puder. Condenar e prender.

Os fatos não contarão nada, assim como no julgamento de Dilma pelo Senado.

Moro é um juiz da linha de Gilmar Mendes. Você consegue ver Gilmar julgando qualquer causa relativa ao PT que não seja com uma tonitruante condenação?

É uma medida extrema a de Lula, mas tempos excepcionais demandam ações igualmente excepcionais, para lembrar a grande frase do rebelde britânico Guy Fawkes.

Fingir que Moro e a Lava Jato são neutros só serve à plutocracia e a ambos, Moro e Lava Jato.

Um dos erros graves de Dilma e do PT não foi, lá para trás, ter reagido à altura quando se caracterizaram os abusos da Lava Jato. Não tardou que ficasse claro que o objetivo de Moro era extirpar Lula, Dilma e o PT — e não a corrupção.

Dilma, Lula e o PT sempre contemporizaram com a farsa de Moro e da Lava Jato, dentro de uma estratégia fracassada de republicanismo suicida.

Coube a Lula, ainda que com atraso, dizer verdades sobre Moro, primeiro no plano interno e agora no cenário internacional.

As pessoas lá fora desconhecem o que se passa no Brasil. O jornalista americano Glenn Greenwald disse nunca ter visto uma mídia como a brasileira. Ele só viu o horror por viver aqui. O advogado australiano contratado por Lula foi na mesma linha: disse ser inconcebível, em sua terra, um juiz como Moro.

Vivemos uma guerra movida pela plutocracia. O jornalismo que se pratica nas corporações é de guerra. A justiça que se faz nos tribunais mais elevados é de guerra.

Que essa guerra seja, ao menos, reconhecida e denunciada por suas vítimas.

O recurso de Lula está impregnado de um forte componente simbólico. A direita brasileira tradicionalmente aumenta a violência contra a democracia quando não há resposta a seus ataques.

Lula respondeu. Jogou em escala mundial luzes sobre o caráter de Moro e da Lava Jato.

Moro vai ter que ser mais cuidadoso com seus passos, para não dar completa razão a Lula.

Ele será observado pelo mundo, uma situação nova e desconfortável para quem jamais recebeu nenhum tipo de fiscalização no Brasil e por isso pôde cometer abusos em série.


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