Editora Abril que edita a Veja bandida pede recuperação judicial no dia da virada de Lula

Foto: Brasil 247

 O grupo Abril entrou com um pedido recuperação judicial nesta quarta-feira (15); plano de recuperação judicial será mostrado aos credores em até 60 dias, se aprovado; a partir disso, a dívida, que alcança R$ 1,6 bilhão, é congelada; editora da Veja, que liderou a campanha de ódio contra o ex-presidente Lula vai à lona no dia em que milhares de pessoas tomam Brasília para registrar a candidatura de Lula


15 DE AGOSTO DE 2018

Do Infomoney - O grupo Abril entrou com um pedido recuperação judicial (RJ) nesta quarta-feira (15). O pedido foi formalizado no sistema eletrônico de Justiça e deve ser analisado por um juiz nas próximas semanas. O plano de recuperação judicial será mostrado aos credores em até 60 dias, se aprovado. A partir disso, a dívida, que alcança R$ 1,6 bilhão, é congelada e a empresa entra em um período de proteção judicial de 180 dias, em que não pode ser executada pelos credores que estão sujeitos à RJ.

A situação foi detalhada pela Exame, marca publicada pelo Grupo Abril. Em seu site, a Exame afirmou que a medida serve para a empresa reequilibrar suas contas, que foram muito afetadas nos últimos anos devido a dois fatores principais: a ruptura tecnológica que faz com que seja preciso repensar o modelo de produção e distribuição do conteúdo e a crise econômica que o país vem enfrentando. .

O anúncio acontece quase um mês após a família Civita, controladora da empresa, ter anunciado a contratação da empresa de reestruturação Alvarez & Marsal (A&M). Desde então, presidência executiva da Abril está nas mãos de Marcos Haaland, executivo sócio da A&M.

Haaland já promoveu mudanças para a redução de despesas, incluindo a demissão de boa parte do quadro de funcionários - cerca de 800 pessoas - e a interrupção da produção de algumas revistas e sites. "Vamos sair da recuperação judicial, quanto antes, com a empresa novamente saneada e em condições de ter um longo futuro digital", disse ao site.

Segundo o executivo, a crise econômica realmente afetou o setor. "Do total de investimentos em publicidade das grandes empresas em 2010, uma fatia de 8,4% era dirigida para revistas. Essa participação caiu para 3% em 2017. A circulação de revistas, no mesmo período, baixou de 444 milhões de exemplares por ano para 217 milhões", afirmou.

Ele informou também que a receita da Abril caiu de R$ 1,4 bilhão há quatro anos para R$ 1 bilhão em 2017 - devido principalmente pela redução de publicidade. O faturamento do grupo chegou a quase R$ 1 bilhão líquido, com prejuízo de R$ 300 milhões no passado.

Dada a situação, o grupo mantém cerca de 3 mil funcionários e seu portfólio que fica é composto por Veja, Veja SP, Exame, Você S/A, Você RH, Quatro Rodas, Placar, Capricho, Claudia, Portal M de Mulher, Bebe.com, Saúde, Viagem e Turismo, Superinteressante, Guia do Estudante e Vip.


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Treze anos depois, três condenados pelo furto ao Banco Central de Fortaleza ainda estão foragidos


Adelino Angelim de Sousa Neto, o Amarelo,
foi preso nesta terça-feira (13) no Distrito Federal
(Foto: Polícia Militar do DF)


Quadrilha conseguiu levar R$ 164,7 milhões do caixa-forte do Banco Central em agosto de 2005



15/08/2018 - Dos mais de 100 denunciados por envolvimento no furto ao Banco Central, ocorrido há 13 anos, em Fortaleza, três condenados pela Justiça Federal ainda estão foragidos: Marcos Rogério, que fugiu do Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO 2) em fevereiro de 2011; Antônio Artenho e Juvenal Laurindo, que nunca foram presos, segundo a Justiça Federal no Ceará.

Todos os demais acusados foram julgados, estão presos, respondendo em liberdade ou foram soltos pela progressão do regime, de acordo com a Justiça.

Nesta segunda-feira (13), a polícia do Distrito Federal prendeu Adelino Angelim de Sousa Neto, de 36 anos, um dos integrantes da quadrilha que, em agosto de 2005, furtou R$ 164,7 milhões do Banco Central. Ele tinha um mandato de prisão em aberto e foi localizado depois de uma denúncia anônima. Ele foi preso com uma arma de fogo em Paranoá, Região Administrativa do Distrito Federal.

Como foi o furto

Na madrugada de 5 para 6 de agosto de 2005, a quadrilha entrou no caixa-forte do Banco Central através de um túnel, levando mais de três toneladas em notas de R$ 50. Para retirar o dinheiro, o grupo passou por baixo de uma das mais movimentadas vias do Centro de Fortaleza, a Avenida Dom Manuel. O túnel partia de uma casa alugada pela quadrilha. O crime só foi descoberto no início do expediente da segunda-feira (8). O furto é considerado o maior roubo a banco da história do país e o terceiro no mundo.

Asos 10 anos do futo, em 2015, a Justiça Federal no Ceará contabilizava 28 ações penais sobre o caso, 133 pessoas foram denunciadas por envolvimento no crime e 94 réus condenados, dos quais 10 foram absolvidos, em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), em Recife.

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São Gonçalo do Amarante recebe quase metade de todo o investimento estrangeiro do Ceará

Evilázio Bezerra

Dados do Ceará Global mostram que somente em 2017 o Município recebeu 43,34% dos recursos de fora no CE


15/08/2018 - Em 2017, empresas com capital estrangeiro movimentaram pouco mais de R$ 4,4 bilhões no Ceará. Deste montante, 43,44% foram aplicados, principalmente em indústrias, no município de São Gonçalo do Amarante, onde está localizado o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). Os dados são da plataforma Ceará Global, que mostram muitas oportunidades de negócios ocorrendo no Litoral Oeste e em outros municípios da Região Metropolitana.

Dos 184 municípios cearenses, pelo menos em 103 houve injeção de capital estrangeiro. Ao todo, já são mais de 3,9 mil empresas com capital externo instaladas no Estado e mais de 4,6 mil investidores. Realidade bem diferente da que se tinha na década de 90, quando 27 empresas movimentavam em torno de US$ 480 milhões por ano.

O vice-presidente da Federação de Câmaras de Comércio Exterior no Ceará, Rômulo Alexandre Soares, explica que esta curva de interesse de estrangeiros no Ceará começou a mudar no fim da década de 1990 e começo dos anos 2000, primeiro pelo turismo e depois pelo crescimento de projetos eólicos. A partir de 2008, teve um ponto fora da curva que foram os aportes coreanos para a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Até hoje os principais investidores no Estado.

"Junto com ela, vieram outras importantes indústrias para o Complexo. A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) também tem recebido muito investimento estrangeiro. Parte da Duramental foi adquirida por estrangeiros. E a própria Agropec, empresa de defensivos agrícolas, é outro exemplo: hoje a maior planta da Nufarm (australiana) na América Latina fica em Maracanaú", diz.

 Do ponto de vista de atividades, hoje, o comércio é a que mais recebe este tipo de aporte no Ceará (39%), seguido das indústria (29%) e serviços (19%). Mas esta é uma configuração que pode mudar dependendo do município. No litoral, por exemplo, é grande o potencial de projetos nas áreas do turismo, setor imobiliário e de energias renováveis. Já na RMF, comércio e indústria atraem o investidor estrangeiro. 

Para Rômulo, o processo de internacionalização da economia cearense tende a acelerar nos próximos anos, a partir dos novos voos internacionais no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. "Os investimentos portugueses no Estado cresceram muito a partir dos voos da TAP". 

O movimento de ida dos produtos cearenses ao Exterior também está aumentando. O secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado, César Ribeiro, diz, por exemplo, que a Air France já está transportando em torno de três a quatro toneladas de cargas por semana e a KLM mais de 10 mil. E que houve aumento de demanda no mercado de flores da região da Ibiapaba. 

"A maior dificuldade que se tinha era inserir esta condição. Com este trabalho que estamos fazendo de aproximação da Air France-KLM do setor produtivo, a gente já percebe um aumento das exportações pelo modal aéreo e o mais importante é o crescimento de empregos que este aumento de demanda gera na outra ponta". 

O que é o Ceará Global

O Ceará Global é uma plataforma desenvolvida pela Câmara Temática do Comércio Exterior, Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) e a Câmara Brasil Portugal, com apoio da Junta Comercial, que ajuda a mapear quem são os investidores estrangeiros, áreas de interesse e volume investido. O endereço é http://cearaglobal/page/fdi

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PT protocola hoje convocação dos envolvidos nos atos de abuso de poder contra Lula: Raquel Dodge, Jungman, Thompson Flores e Rogério Galloro

Foto: Brasil 247

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocola oficialmente nesta quarta-feira (15) os requerimentos de convocação, pelo Senado Federal, das autoridades envolvidas nos atos de desvio e abuso de poder contra o ex- presidente Lula, praticados no dia 8 de julho de 2018; esses abusos foram relatados pelo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo; às 11h desta quarta-feira, Gleisi Hoffmann e lideranças do PT darão uma entrevista coletiva para detalhar as ações; serão convocados a dar explicações a procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o presidente do Tribunal Regional Federal da 9ª Região, desembargador Thompson Flores, e o próprio diretor-geral da PF, Rogério Galloro


15 DE AGOSTO DE 2018

- O Partido dos Trabalhadores (PT) protocola oficialmente nesta quarta-feira (15) os requerimentos de convocação, pelo Senado Federal, das autoridades envolvidas nos atos de desvio e abuso de poder contra o ex- presidente Lula, praticados no dia 8 de julho de 2018. Esses abusos foram relatados pelo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. Às 11h desta quarta-feira, Gleisi Hoffmann e lideranças do PT darão uma entrevista coletiva para detalhar as ações. Serão convocados a dar explicações a procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o presidente do Tribunal Regional Federal da 9ª Região, desembargador Thompson Flores, e o próprio diretor-geral da PF, Rogério Galloro.

Por meio da Liderança do Partido no Senado, serão protocolados requerimentos para a convocação da  Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, do presidente do Tribunal Regional Federal da 9ª Região, desembargador Thompson Flores, e do próprio diretor-geral da PF, Rogério Galloro.

Em entrevista coletiva à imprensa, às 11h, na sala de reuniões da Liderança do PT no Senado, a presidenta nacional do Partido, senadora Gleisi Hoffmann, os líderes das bancadas do PT no Congresso Nacional, senador Lindbergh Farias e deputado federal Paulo Pimenta, e o jurista e deputado federal Wadih Damous vão detalhar  as ações que serão movidas concomitantemente no Legislativo.


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Juristas Pela Democracia protocolam representação criminal contra Sérgio Moro

Foto/montagem: Brasil 247

A Associação de Juristas pela Democracia, que reúne os principais juristas do Brasil, protocolou, nesta noite, um pedido de investigação criminal contra Sergio Moro, pela forma como ele atuou no dia 8 de julho, quando, mesmo de férias, entrou em contato com a Polícia Federal para pressionar autoridades a descumprir a ordem judicial do desembargador do TRF-4 Rogério Favreto, que, no pleno gozo de seus direitos, determinou a liberdade do ex-presidente Lula


14 DE AGOSTO DE 2018

Revista Fórum - A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou no Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR), nesta terça-feira (14), uma representação criminal contra o juiz Sérgio Moro, responsável pela operação Lava Jato em Curitiba.

Na notícia crime, os juristas pedem ao órgão que apure os supostos crimes de prevaricação e abuso de autoridade no episódio do dia 8 de julho em que o juiz atuou para manter o ex-presidente Lula preso, desrespeitando uma ordem de soltura despachada por um magistrado hierarquicamente superior, o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

"Como se sabe, pratica o crime de prevaricação, nos termos do art. 319 do Código Penal aquele que retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou o pratica contra a disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal", escreveram os juristas ao contextualizar o crime que Moro, supostamente, cometeu.

"A inapropriada intervenção, através do despacho, contrapondo-se à ordem emanada por Tribunal ao qual se encontra hierarquicamente submetido, constitui-se em retardamento de ato de ofício, visto que o não cumprimento da ordem pela autoridade policial se deu, indubitavelmente, em virtude de tal intromissão", explicou a associação.

Os juristas destacaram ainda, outro aspecto na conduta de Moro que configura o "interesse pessoal" em não cumprir o ato de ofício que sustenta o crime de prevaricação: o juiz deixou suas férias para despachar contra a decisão do desembargador de soltar Lula.

"O comportamento adotado pelo juiz Sérgio Fernando Moro, no curso de toda a Ação Penal que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumindo-se como parceiro do Ministério Público, sem qualquer isonomia de tratamento às partes, além de aponta indubitavelmente para a ausência de isenção exigida ao magistrado que julgar, dão conta que estabeleceu que estabeleceu com o réu uma relação de inimizade, o que motivou seu despacho sem ter jurisdição no caso, e explica a finalidade de sua conduta para satisfazer interesses pessoais e os abusivos atos extrajudiciais, determinando à autoridade policial que não cumprisse a decisão que, como já dito, emanou de autoridade que lhe era hierarquicamente superior", escreveram os juristas, que adicionaram ainda outros fatos que demonstram a parcialidade do juiz.

Confira, aqui, a íntegra da representação.




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Orgulhosamente canalhas



POR FERNANDO BRITO · 14/08/2018

Ontem, o presidente do TRF-4, Carlos Thompson Flores,  admitiu que deu a ordem para descumprir uma ordem judicial, ao telefonar para o chefe da Polícia Federal e mandar que não se atendesse á ordem de soltura do desembargador Rogerio Favreto, não importa se certa ou errada, para soltar Lula. Porque a história de que ligou apenas para “avisar” que despacharia “brevemente” sobre um conflito de  jurisdição que sequer havia sido invocado é, por evidente, um dourar de pílula que não engana a ninguém.

Também seu diligente colega, Gebran Neto, não teve coragem de negar que disse a colegas que atropelou a lei para que Lula, nem por algumas horas, pudesse ver a luz do sol em liberdade. Disse apenas que “ninguém está autorizado” a falar por ele.

E hoje, em O Globo, já que os peixões não têm pudor, a sardinha faz a festa, com a revelação, por Ancelmo Góis, de que o Japonês da Federal, herói da Lava Jato, declarando que foi agente da ditadura infiltrado entre estudantes, nos anos 70. Newton Ishii, o personagem símbolo da onda justiceira, não é apenas um condenado por facilitação de contrabando que continuou ostentando o distintivo e a arma da Polícia Federal mas, desde jovenzinho, um dedo-duro.

Sei que a expressão é meio fora de moda, mas é do meu tempo de “dedurado” e vou usá-la.

Porque ela reflete o padrão moral de nossos “salvadores”.

Não são apenas confessos, no Brasil de hoje, acanalhado, são orgulhosos em confessar.

E a coisa não para aí. Vai a uma presidente do Supremo Tribunal Federal que sugeriu que os bons passassem a ter a ousadia dos canalhas. Não se sabe se seguiu este conselho em manobrar a pauta da Corte para adiar a decisão sobre a prisão em segunda instância.

Fico no meu tempo de garoto, sob a ditadura, onde via proliferar esta fauna de esgoto, genuflexa aos poderosos e orgulhosa do papel de estafeta que isso lhe valia.

Tirar esta gente do comando do país é desacanalhar o Brasil.


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Sérgio Moro perdeu mais uma, STF retira delação sobre Lula e Mantega


Esq.: Lula Marques - Agência PT / Dir.: em cima (Fabio Pozzebom - ABR) 
embaixo (Ueslei Marcelino - Reuters)

Por 3 votos a 1, os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski entenderam que um dos depoimentos nos quais há citações aos nomes do ex-presidente Lula e do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega não tem relação com as investigações da Lava Jato, presidida por Sérgio Moro


14 DE AGOSTO DE 2018

Por André Richter - Repórter da Agência Brasil

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (14) derrubar a decisão individual do ministro Edson Fachin que determinou o envio de um dos depoimentos de delatores da Odebrecht contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para a 13ª Vara Federal em Curitiba, comandada pelo juiz federal Sérgio Moro.

Por 3 votos a 1, os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski entenderam que um dos depoimentos nos quais há citações aos nomes de Lula e Mantega não tem relação com as investigações da Lava Jato, presidida pelo magistrado. Os pedidos para retirar a competência de Moro foram solicitados pela defesa dos acusados.

De acordo com um dos depoimentos de delação premiada de ex-executivos da Odebrecht, foram feitos pagamentos a Guido Mantega, que teriam sido usados por ele na campanha eleitoral do seu partido. Os depoimentos também citam suposta relação pessoal de Emilio Odebrecht com o ex-presidente Lula.

Com a decisão, os depoimentos delações deixarão a 13ª Vara Federal em Curitiba e serão divididas entre a Justiça Eleitoral e a Federal de Brasília.


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RIBAMAR FONSECA | Para perseguir Lula a Justiça se desmoraliza


Stuckert

Ribamar Fonseca é Jornalista e escritor
13 de Agosto de 2018

A cada dia que passa cresce a desmoralização da Justiça, que perdeu a credibilidade e confiança da população por conta de ações dos próprios magistrados. Não bastasse os escandalosos abusos de autoridade denunciados até por um ministro do STF, encarados com suspeita benevolência pelas instâncias superiores, vieram a tona agora informações que revelaram a intensa movimentação de bastidores, que envolveram até um ministro de Estado e a Procuradora Geral da República, para impedir o cumprimento da ordem do desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região, que determinou a libertação de Lula. A revelação é do diretor geral da Policia Federal, Rogerio Galloro, em entrevista à jornalista Andreza Matais. Segundo ele, a determinação para o descumprimento da ordem de soltura foi do presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores, através de um telefonema, alegando "conflito de competência" com o desembargador Gebran Neto, na verdade um argumento falso porque a competência era do plantonista, no caso o desembargador Favreto.

Constata-se, na realidade, que o primeiro a descumprir a ordem judicial de soltura foi o delegado de plantão na Policia Federal de Curitiba que, ao invés de cumprir imediatamente o alvará, primeiro telefonou para o diretor geral Rogerio Galloro, que estava num shopping em Brasilia, o qual, por sua vez, ligou para o ministro da Segurança, Raul Jungmann, contactando também com a procuradora geral da República, Raquel Dodge, que informou estar ingressando com uma ação no Superior Tribunal de Justiça contra a libertação do ex-presidente. Foi, então, que o desembargador Thompson Flores ligou, dizendo: "Eu estou determinando. Não soltem". O diretor geral da PF acrescentou, informando que "o telefonema (de Thompson) veio antes de expirar uma hora". E complementou, aliviado: "Valeu o telefonema". Surge, então, algumas perguntas: Será que os policiais federais adotam esse mesmo procedimento, de consultar os superiores e até o ministro, para cumprir uma ordem judicial mandando prender ou libertar alguém? Ou será que isso só se aplica a Lula? Será que eles teriam coragem de descumprir uma ordem do ministro Gilmar Mendes?

Parece estranho, também, que a Policia Federal tenha deixado de cumprir uma ordem escrita, para soltar o ex-presidente, e cumprido uma determinação verbal, dada por telefone, pelo desembargador Thompson, para mantê-lo preso. A PF costuma cumprir ordens verbais de juizes? As ilegalidades cometidas nesse episódio pelos próprios magistrados, porém, que caracterizam procedimentos adotados num regime de exceção, não ficaram só nisso. Noticia publicada pela revista "Veja" revela que o desembargador Gebran Neto, relator da Lava-Jato no TRF-4, confidenciou a amigos que ignorou a lei para manter Lula preso. Gebran, que mantém estreitos laços de amizade com o juiz Sergio Moro e ampliou a condenação do ex-presidente na segunda instância para 12 anos, também participou da movimentação para impedir a libertação de Lula, alegando que o seu colega Favreto, o plantonista do dia, não tinha competência para soltar o líder petista.

Todo mundo, dentro e fora do Judiciário, reconheceu que a ordem judicial para soltura de Lula foi descumprida pela própria Justiça, mas até hoje as instâncias superiores simplesmente ignoraram a gravidade do fato, não punindo os responsáveis. Depois que a ministra Eliana Calmon se aposentou, o Conselho Nacional de Justiça, sob a presidência da ministra Carmen Lucia, se tornou um órgão meramente decorativo. Só recentemente é que a ministra Carmen, que também é presidente do Supremo Tribunal Federal, tocou de leve no episódio de Curitiba, na sessão de reabertura dos trabalhos da Suprema Corte, ao afirmar que "é absolutamente inaceitável descumprir decisões judiciais". E só. Como a mais alta autoridade do Judiciário, mesmo afirmando ser inaceitável o descumprimento de decisão judicial, não tomou nenhuma providência, o que pode ser interpretado como conivência com a atitude dos desembargadores do TRF-4. Conclui-se, então, que se a própria Justiça descumpre sua decisão, por que os outros pobres mortais devem cumpri-la?

O fato é que as revelações da movimentação nos bastidores do escandaloso episódio, recebidas com surpresa e indignação pelo povo brasileiro, vem confirmar, mais uma vez, a trama montada no Judiciário, com a cumplicidade da mídia golpistas, para prender o ex-presidente e impedi-lo de concorrer às eleições presidenciais deste ano. Não há dúvida de que se depender das vias legais Lula não sairá tão cedo da prisão, porque existe no Judiciário uma decisão, em todos os níveis, para mantê-lo encarcerado, independente da sua legalidade, razão porque todos os seus recursos são negados. Todos sabem, inclusive os próprios magistrados, que a prisão do líder petista foi ilegal, mas isso não importa, porque há uma ordem para que ele seja impedido de voltar ao Palácio do Planalto. Mas de onde partiu tal ordem? Para se chegar até os autores basta responder à seguinte pergunta: A quem interessa manter Lula longe do poder? A resposta é simples: aos Estados Unidos, porque ele é um obstáculo ao domínio norte-americano, e à Globo, porque ele pode cassar a concessão da emissora dos Marinho. Então, o que fazer?

Aparentemente, só um levante popular poderia libertar o grande líder, mas isso resultaria em derramamento de sangue, com a perda de muitas vidas, além de dar motivo para um golpe militar. A única solução pacífica, já que não se pode esperar uma mudança na Justiça, é o pleito de outubro próximo. Os seus perseguidores não deixarão que ele concorra, mas as pesquisas indicam que ele elegerá o seu substituto, o ex-prefeito paulista Fernando Haddad, que será a sua cabeça, as suas ideias e a sua caneta, o que significa que essa escandalosa e covarde perseguição não produzirá o efeito desejado. E, passada a eleição, Lula deverá ser libertado, porque os seus algozes imaginam que terão alcançado o seu objetivo. E ele sairá da prisão muito mais forte do que entrou, porque o povo, antes cego pela campanha sistemática da mídia, hoje enxerga com clareza os verdadeiros inimigos do país. A esquerda, porém, em especial o PT, deverá empenhar-se em eleger não apenas o Presidente mas, também, a maioria dos membros do Poder Legislativo, pois só assim será possível ao novo governante recuperar o país dos danos causados pelo golpista Temer e, inclusive, promover uma reforma no Judiciário.





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Oportunidades de empregos em São Gonçalo do Amarante 14/08/2018


Açougueiro
01
Analista de logistica
01
Auxiliar administrativo
01
Confeiteiro
01
Cozinheiro industrial
01
Técnico em espirometria
01
Técnico em segurança do trabalho
02


Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT

Em São Gonçalo do Amarante
Av. Coronel Neco Martins, 236 – Centro
Fone :(85) 3315.7369

Em Pecém
Rua Francisco Câncio, S/N – Centro
Fone :(85) 3315.1375

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 


Fonte: Sine/IDT

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Bom Paladar SGA - Apresenta Quinta do Carangas - 16/08/2018


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Vigilante que matou jovem que furtou cone em Fortaleza trabalhava em rede de fast food

Foto: Reprodução Instagran

Lucas foi morto a tiros após furtar um cone da rede de fast food McDonald's

14/08/2018

O vigilante que matou jovem após furto de cone, na madrugada da última sexta-feira, 10, trabalhava para a rede de fast food McDonald's, localizada na avenida 13 de Maio, em Fortaleza. Tiago Rodrigo Ferreira Nunes, 33 anos, se apresentou na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) nesta segunda, 13. A informação foi confirmada por uma fonte ligada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

O POVO Online entrou em contato com a rede de fast food e uma mulher, que se identificou inicialmente como gerente do estabelecimento, atendeu e relatou que não sabia nada do ocorrido. Ela afirmou que o gerente que poderia falar sobre o assunto foi embora e desligou o telefone. Informações da DHPP dão conta que a rede de fast food estaria cooperando com a Polícia.

O vigilante foi até a delegacia espontaneamente e confessou o crime, de acordo com a SSPDS. Ele foi indiciado pelo crime de homicídio contra Lucas Gomes.

Jéssika Sisnando | O POVO

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Paulo Pimenta: Thompson Flores, Gebran Neto e Raquel Dodge formaram uma quadrilha contra Lula


Ricardo Stuckert

Líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta comenta o que chama de "fatos estarrecedores" os divulgados pelo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro; "Desde quando um delegado tem que fazer consultas para cumprir uma ordem judicial? Desde quando o Ministério Público tem essas atribuições?", questiona Pimenta, sobre o telefone da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que não soltasse Lula; "Agora a pergunta que não quer calar: quem vai investigar essa quadrilha de togados?", indaga Pimenta; referindo-se a Moro, ele diz que "o chefe do bando é um juiz criminoso"


13 DE AGOSTO DE 2018

O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), fez um discurso na tribuna do plenário nesta segunda-feira 13 em que se mostra indignado com o que chama de "fatos estarrecedores" os divulgados pelo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, em entrevista neste fim de semana ao jornal O Estado de S.Paulo.

"Desde quando um delegado tem que fazer consultas para cumprir uma ordem judicial?", questiona Pimenta, sobre a confissão do delegado, quando recebeu a determinação judicial para soltar o ex-presidente Lula, no dia 8 de julho, pelo desembargador Rogério Favreto, do TRF-4.

"Aí diz que recebeu uma ligação da Raquel Dodge, que dá uma ordem para que a determinação não fosse cumprida. Desde quando o Ministério Público tem essas atribuições?", questiona novamente.

"Mas o mais estarrecedor ainda estava por vir. O delegado recebeu uma ligação do presidente do TRF-4, do desembargador [Carlos Eduardo Thompson] Flores, que anuncia que vai dar um despacho, e até que saia esse despacho, não é para que a ordem judicial seja cumprida", continua Pimenta.

"O delegado faz uma confissão detalhada de um crime e tipifica a conduta de cada um dos agentes criminosos que atuou nesse consórcio. Mas eu pergunto a vossas excelências: se de fato eles sabiam que estavam cometendo um crime, e que se associaram para que a lei não fosse cumprida, mesmo sabendo que era um ato criminoso, e se a nossa legislação diz que a associação de três ou mais pessoas para cometer um crime é bando ou quadrilha, como eu posso caracterizar senão como ação de uma quadrilha que se associou para desrespeitar a lei e usar de seus cargos para perseguir um indivíduo, motivado por interesses pessoais e ideológicos?", indaga o parlamentar em seu discurso.

"Agora a pergunta que não quer calar: quem investigar essa quadrilha de togados?", questiona finalmente. "O chefe do bando é um juiz criminoso", afirma, referindo-se a Sergio Moro.


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Thompson Flores e Gebran Neto tentam consertar estrago do fim de semana

Foto/montagem: Brasil 247

Os desembargadores Carlos Eduardo Thompson Flores e Gebran Neto, pivôs de dois escândalos no fim de semana, divulgaram nota para tentar consertar o estrago; Flores admite que telefonou para o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, para impedir a liberdade de Lula, mas disse que o fez porque soltaria ordem judicial logo em seguida; Gebran, que foi citado por Veja como alguém que teria dito a amigos 'agir à margem da lei', não acusa a publicação de fake news, mas diz que ninguém pode dar declarações em seu nome


13 DE AGOSTO DE 2018

Os desembargadores Carlos Eduardo Thompson Flores e João Pedro Gebran Neto, pivôs de dois escândalos no fim de semana, divulgaram nota para tentar consertar o estrago.

Em nota divulgada pelo TRF-4, o presidente da Corte, Thompson Flores, admite que telefonou para o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, para impedir a liberdade de Lula, mas disse que o fez porque soltaria ordem judicial logo em seguida.

Já Gebran, que foi citado por Veja como alguém que teria dito a amigos 'agir à margem da lei', não acusa a publicação de fake news, mas diz que ninguém pode dar declarações em seu nome.

Leia a nota do TRF-4 na íntegra:

TRF4: NOTA DE ESCLARECIMENTO

1- Sobre a entrevista dada ao jornal O Estado de São Paulo pelo diretor-geral da Policia Federal, publicada no dia 12 de agosto, domingo, o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), desembargador federal Thompson Flores, esclarece que, por ocasião da análise do Conflito Positivo de Jurisdição nº 5025635-16.2018.4.04.0000, proposto pelo Ministério Público Federal (MPF) em regime de plantão no dia 8 de julho, informou à autoridade competente que despacharia nos minutos subsequentes, sem, em momento algum, dar alguma ordem por telefone.

A atuação do presidente do TRF4 nos autos do Conflito Positivo de Jurisdição observou o sistema legal pátrio, bem como o direito constitucional do devido processo legal.

2- A revista Veja deste final de semana, na coluna Radar, publicou nota com o título "Sobre fins e meios", citando como declarações de terceiros palavras atribuídas ao desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do TRF4.

Todavia, a bem de colocar luzes sobre a verdade, o desembargador Gebran não autoriza ninguém a falar em seu nome, nem a imputar-lhe declaração sobre fatos objeto de julgamento. Além disso, suas manifestações como magistrado são nos autos do processo, proferindo decisões fundamentadas nos fatos e na lei, inclusive a decisão proferida no Habeas Corpus objeto da referida nota.


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PAULO MOREIRA LEITE | Pergunta à Polícia Federal: quem vai defender a honra de cancellier?

Foto-montagem: Brasil 247

"Enquanto  o diretor-geral da PF alega 'crime de honra" para justificar perseguição a professores que denunciam autoridades ligadas a Operação Ouvidos Moucos, falta resolver a questão principal e urgente", escreve Paulo Moreira Leite, articulista do 247. "Quem deu as ordens e tomou as decisões que antecederam o suicídio do reitor Cancellier. O país espera há dez meses por essa resposta"


Paulo Moreira Leite é colunista do 247, ocupou postos executivos na VEJA e na Época, foi correspondente na França e nos EUA

13 de Agosto de 2018

Passados dez meses desde que o reitor Luiz Carlos Cancellier se atirou para a morte do último andar de um shopping center em Florianópolis, o país inteiro aguarda os esclarecimentos necessários sobre o caso.

Numa reação esperada numa sociedade que preza o respeito pelos direitos humanos e construiu a democracia na mobilização contra a violência policial, em Florianópolis e vários pontos do país os sindicatos de professores e entidades do movimento estudantil tem se mobilizado para pedir o esclarecimento de uma tragédia que provoca indignação em brasileiras e brasileiras.

No último fim de semana, o comando da Polícia Federal, organização que assinou o pedido da prisão que permitiu que Cancellier fosse retirado de casa em setembro de 2017, para ser conduzido a prisão de onde partiu para o suicídio, deixou claro que possui outra prioridade. Está preocupado em defender a "honra" de delegados e demais autoridades  que tem sido alvo de protestos contra "abuso de poder" em atos públicos.

Num comportamento que reflete a glorificação de juízes, delegados e agentes policiais, que inclui jornais, revistas, telejornais e ainda filmes para cinema e para o Netflix, os protestos deixaram de ter o caráter genérico de denuncia contra o aparelho repressivo  -- e fazem acusações que tem nome e endereço. Apontam para a delegada Erica Macrena e a juíza  Janaína Cassol Machado, responsáveis pela Operação Ouvidos Moucos, que apura de desvios na UFSC, instituição da qual Cancellier era o reitor. 

"É uma acusação seríssima," disse Rogério Galloro, em entrevista a Andreza Matais, do Estado de S. Paulo. Diante da acusação de que a "PF está perseguindo professores da UFSC que fizeram protestos", o diretor-geral esclarece que os manifestantes cometem "crime contra a honra". Numa afirmação fora de lugar para uma autoridade policial, a quem cabe garantir o cumprimento da lei, e não dizer aos cidadãos e cidadãs como devem proceder para defender seus direitos, ele diz ainda: "tem outros meios de protestar que não acusar uma autoridade de abuso".

"Honra" é uma questão séria na existência de todo mundo e sabemos que toda pessoa tem o direito de tomar as providências cabíveis quando se sente atingido. 

Curiosamente, basta reconstruir as circunstâncias da morte de  Cancellier para compreender a importância central da "honra" no caso.

Acusado de obstruir investigações  numa denuncia de desvio de verbas ocorrido quando sequer ocupava a reitoria da UFSC, a prisão de Cancellier foi organizada naquele ambiente de estardalhaço midiático sob medida para destruir reputações e romper a credibilidade de cidadãos acusados em tempos de Lava Jato.

Embora tivesse direito a uma cela especial, o reitor acabou recolhido a carceragem comum. Despido, sofreu revista íntima. Foi algemado nas mãos e nos pés.

A denúncia contra ele era tão frágil que dados básicos de uma acusação -- como o volume desviado -- continham erros grosseiros. Tanto que, dois dias depois uma juíza substituta reexaminou o caso e determinou a soltura imediata do reitor e outros acusados.

Ainda assim, Cancellier foi punido de maneira pública: ficou proibido de ingressar na universidade, que dirigia até o momento da prisão, eleito pelo voto da comunidade. A medida não podia ser mais clara. O reitor até podia ficar solto, como decidiu a juíza substituta. Mas seria desonrado, mais uma vez, através de uma punição humilhante.

"A minha morte foi decretada quando fui banido da universidade!!!", escreveu Cancellier, na sua mensagem de suicida, própria de quem não aceitava ser tratado como trapo humano.

Em maio, na mais completa reportagem sobre o caso, Walter Nunes, na Folha de S. Paulo,  demonstra factualmente que não havia motivo real para prender Cancellier sem lhe dar a chance de prestar esclarecimentos devidos  num depoimento civilizado. Também não havia razão para que, pré-condenado, sem direito a defesa, fosse impedido de voltar à universidade após a soltura. Walter Nunes escreveu: "PF liga reitor a desvio mas não apresenta provas em 817 páginas". Alguma pergunta?

Fica difícil, a partir daí, ignorar que o tratamento dispensado a Luiz Carlos Cancellier nos dias que antecederam o suicídio continua sendo a questão central da Operação Ouvidos Moucos. Precisa ser esclarecido em todos os detalhes, com todos os personagens. 

Se "autoridades se sentiram ofendidas" por serem acusadas sem prova de crime, o que dizer de um reitor preso, algemado e punido sem que nada se demonstrasse contra ele?

Cancellier não teve direito de ficar ofendido. Concluiu que "minha morte foi decretada". Quem permitiu que chegasse a essa conclusão? 

Essa é a pergunta, que envolve uma questão de vida ou morte.

Alguma dúvida?




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PT cobra apuração sobre abusos contra Lula relatados pelo chefe da Polícia Federal


Roque de Sá/MJ


"O PT exige que o Conselho Nacional de Justiça, o Ministério da Justiça e o Senado da República se pronunciem sobre as violações feitas por agentes do Estado contra o ex-presidente Lula. O diretor-geral da PF, Rogério Galloro, afirmou em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo que sofreu e aceitou pressões de Sergio Moro, um alerta da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e uma ordem verbal do presidente do TRF-4, Thompson Flores, para desobedecer a decisão judicial de soltar Lula naquele domingo, 8 de julho", informa o Boletim da Resistência Democrática


13 DE AGOSTO DE 2018 

"O PT exige que o Conselho Nacional de Justiça, o Ministério da Justiça e o Senado da República se pronunciem sobre as violações feitas por agentes do Estado contra o ex-presidente Lula. O diretor-geral da PF, Rogério Galloro, afirmou em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo que sofreu e aceitou pressões de Sergio Moro, um alerta da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e uma ordem verbal do presidente do TRF-4, Thompson Flores, para desobedecer a decisão judicial de soltar Lula naquele domingo, 8 de julho", informa o Boletim da Resistência Democrática. Confira abaixo:

Boletim 175 - Comitê Popular Em Defesa de Lula e da Democracia

Direto de Curitiba - 12/8/2018 – 20h10

1. Em nota divulgada neste domingo (12), o PT exige que o Conselho Nacional de Justiça, o Ministério da Justiça e o Senado da República se pronunciem sobre as violações feitas por agentes do Estado contra o ex-presidente Lula. O diretor-geral da PF, Rogério Galloro, afirmou em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo que sofreu e aceitou pressões de Sergio Moro, um alerta da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e uma ordem verbal do presidente do TRF-4, Thompson Flores, para desobedecer a decisão judicial de soltar Lula naquele domingo, 8 de julho.

2. O "bom dia" ao ex-presidente Lula neste domingo (12), data em que se comemora o dia dos pais, foi festivo e musical. A militância que resiste com muita luta na Vigília #Lula Livre inovou e gritou "bom dia pai Lula", em agradecimento ao muito que o ex-presidente fez pelos brasileiros, especialmente aos mais necessitados, nos seus oito anos de governo. O ativista cultural, João Mello, puxou o "bom dia", e o "Lula eu te amo". O tromPetista Fabiano também participou das atividades com o já tradicional "Olé, Olé, Olé, Olá, Lula lá, Lula lá".

3. O "boa tarde Lula" continuou em clima de comemoração ao dia dos pais com muita música e agradecimento às políticas de inclusão social que tiraram milhões de brasileiros da miséria nos governos do PT. Os ativistas sociais Aguiar e Genival, do Pará, idealizaram uma faixa que esta na tela do artista Elson Lima. A arte retrata Lula no dia do Habes Corpus, 8 de julho, em que a justiça mais uma vez provou que é partidária e descumpriu uma ordem judicial.

4. O deputado federal Marco Maia (PT-RS) participou do "boa noite Lula" e convidou todos os brasileiros para estarem em Brasília no próximo dia 15, para se somar à Marcha Nacional Lula Livre e acompanhar o ato de registro da candidatura de Lula presidente, no Tribunal Superior Eleitoral. "Essa é a vontade do povo brasileiro para que Lula possa desfazer as maldades do governo golpista contra o povo trabalhador, para tirar o País desse caos pós-golpe". Marco Maia pediu ainda que os militantes permaneçam firmes.

5. O décimo terceiro dia de ato extremo em Brasília foi marcado por um ato inter-religioso, com a presença dos sete ativistas que estão em greve de fome, em frente à residência do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, para pedir justiça a Lula e ao povo pobre. "Nós viemos aqui chamar atenção, eles não podem dormir enquanto houver injustiça no Brasil. Para eles saberem que o povo não vai descansar enquanto não libertarmos Lula", afirmou o dirigente do MST, João Pedro Stédile. 

6. Belo Horizonte, cidade onde surgiu o primeiro Lulaço, resolveu inovar mais uma vez. Na manhã deste domingo (12), na Feira Hippie, que acontece no centro da capital mineira, uma multidão cantou o refrão da música "Anunciação", de Alceu Valença, para anunciar a volta de Lula à Presidência da República. "Tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais".

7. Hoje, 12 de agosto, é celebrado o Dia Internacional da Juventude. Oportunidade para lembrar que Lula quer voltar à presidência e colocar em prática uma série de ideias para que os jovens possam ter perspectivas de futuro novamente, a exemplo do que foi realizado durante os 12 anos dos governos do PT.Boletim 175 - Comitê Popular Em Defesa de Lula e da Democracia

Direto de Curitiba - 12/8/2018 – 20h10


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