São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - terça-feira 24 de maio de 2016 - Ano: VIII - Edição: 2.768 - Visitas: 9.426.598 - Postagens: 28.222 - Comentários: 9.995

Por do Sol Instrumental na Taíba neste sábado

24/05/2016
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A Globo pode economizar 50 anos e pedir desculpas já pelo golpe


‘Tese do golpe é alucinação e conto da carochinha’, disse um editorial recente dos Marinhos


24/05/2016 - A Globo não tem que esperar mais 50 anos para se desculpar pelo seu papel no golpe.

Pode pedir desculpas agora.

Veja o que um editorial seu afirmou pouco antes que Jucá descrevesse involuntariamente, em detalhes, a traa sinistra que derrubou Dilma.

O título era: “A farsa do ‘golpe’ construída pelo lulopetismo’. (Lulopetismo é uma típica expressão dos direitistas fanáticos. É o equivalente ao ‘comunismo leninismo’ dos anos 60.)
“Acreditar no conto da carochinha do ‘golpe’ é aceitar a participação do STF numa operação para defenestrar Dilma. Só numa alucinação.”

Ora, ora, ora: alucinação.

Isto quer dizer, então, que Romero Jucá, um dos líderes do golpe, teve uma alucinação ao citar, na já histórica conversa gravada com um investigado na Lava Jato, os contatos com integrantes do Supremo.

Gilmar Mendes, para ficar num caso, jamais se prestaria a debater o golpe com os golpistas. Foi alucinaçãocoletiva a visão infame da foto em que Gilmar aparecia com Serra no curso do golpe.

Também foi alucinação coletiva uma declaração do superlativo conservador Celso Mello destacada pela Globo: “Dilma comete um gravíssimo equívoco ao tratar impeachment como golpe.”

Ora, ora, ora: gravíssimo.

Quem cometia um gravíssimo equívoco, eminente juiz: Dilma ou vossa excelência?
Tudo isso – o editorial do Globo, a afirmação terminante de Mello – apanhei no Twitter de Romero Jucá. É divertido, sob muitos aspectos, ver como os golpistas se comportaram nos últimos meses.

Jucá escreveu coisas assim:
•         “A presidente Dilma está apelando para um enredo já ultrapassado. Falar em golpe é o que falou o Collor há muitos anos.”

•         “Dilma mancha imagem do Brasil com tese do golpe.”

•         “O Eduardo Cunha não é o PMDB. Ele é um quadro e vai ser investigado. Não somos contra a Lava Jato. Nós apoiamos a Lava Jato.”

•         “Se o PMDB assumir o governo, apoiará e cobrará rapidez na investigação e no julgamento da Operação Lava Jato.”

Aqui, no item 4, a frase foi extraída de uma entrevista foi concedida a um dos jornalistas mais envolvidos no golpe, Josias de Souza, do uol, aquele blogueiro que em pleno 2016 copia o texto da Veja da década de 80.

No Twitter de Jucá, você tem a reconstrução da narrativa falsa, indecente, criminosa do golpe de acordo com os golpistas.

Há uma completa manipulação e inversão dos fatos. Dilma, como escreveu Jucá, é quem teria manchado a reputação do Brasil no exterior – e não ele mesmo e seus comparsas na conspiração plutocrata.

Mas nada se compara, neste capítulo, ao que a Globo fez neste tempo todo para iludir os brasileiros, suprimir 54 milhões de votos e chacinar a democracia.

Os Marinhos e, acrescente-se, seus servos – os jornalistas que se prestaram a um papel indescritivelmente sujo. Há aí uma diferença sobre 1964: lá, o golpe na Globo foi obra de Roberto Marinho. Agora, foi um trabalho coletivo de patrões e empregados como Merval, Sardenberg, Míriam Leitão, Kamel, Waack e por aí vai.

Todos estes golpistas da Globo, a começar pelos três irmãos Marinhos, estarão mortos daqui a 50 anos.

É bom que eles se desculpem agora, portanto.


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Secretaria confirma 18 mortes de presos durante rebeliões no Ceará


Assassinatos ocorreram durante conflitos entre os próprios detentos. Dez corpos ainda precisam ser identificados por meio de exame de DNA


24/05/2016 - A Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) confirmou, nesta terça-feira (24), a morte de 18 presos durante as rebeliões ocorridas nos presídios cearenses no fim de semana. O número de óbitos confirmados pela pasta subiu de 14 para 18 após análises da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Já o juiz corregedor dos presídios César Belmino informou na segunda (23) que o número de mortes chega a 26.

Conforme a Sejus, os assassinatos foram decorrentes de conflitos entre os internos. Oito corpos tiveram a identificação revelada e outros 10 serão submetidos a exames de DNA. 

A crise nos presídios cearenses chegou ao quarto dia consecutivo. Após diversas rebeliões registradas entre o sábado e a segunda-feira, a situação ainda é de instabilidade nesta terça-feira (24).

Greve e rebeliões

As rebeliões ocorreram durante e após a greve dos agentes penitenciários. Segundo a Secretaria da Justiça, a motivação dos conflitos foi a suspensão das visitas nas unidades prisionais. De acordo com a Polícia Militar, os detentos quebraram cadeiras, grades, armários e queimaram colchões em diversos presídios.

A rebelião mais recente ocorreu na noite de segunda-feira, naUnidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. No local foram registradas três mortes e nenhum ferido. Policiais militares e agentes penitenciários entraram na unidade para fazer a contenção dos detentos. Segundo os agentes, o local teve grades arrancadas e parte das alas destruídas.

A Sejus comunicou que o Departamento de Arquitetura e Engenharia avalia os danos e faz encaminhamentos para os reparos necessários. Não houve interrupção no fornecimento de água nem comida e a pasta enviou assistentes sociais para a entrada dos complexos e nos prédios para oferecer apoio aos familiares dos presos.


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Saiba o que funciona ou não durante o feriado de Corpus Christi em Fortaleza


Em razão do feriado, muitos estabelecimentos não funcionam na quinta-feira, devendo reabrir normalmente na sexta-feira, 27


24/05/2016 - Nesta quinta-feira, 26, é feriado de Corpus Christi. Para os católicos, a data é de celebração do corpo e do sangue de Jesus, representados na eucaristia.

Em razão do feriado, muitos estabelecimentos não funcionam na quinta-feira, devendo reabrir normalmente na sexta-feira, 27.

Confira o que funciona ou não no feriado de Corpus Christi

Postos de combustíveis
De acordo com convenção coletiva, o Sindipostos informa que os postos de combustível abrem normalmente no feriado

Bancos
De acordo com o calendário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), não há expediente no feriado de Corpus Christi

Postos de Saúde
Os postos de saúde estarão fechados, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS)

Lojas
De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza (Sindilojas), a abertura dos estabelecimentos é considerado facultativo.

Supermercados
A Associação Cearense de Supermercados (Acesu) informa que os Supermercados da Capital funcionam normalmente no feriado.

Padarias
Lauro Martins, presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Ceará (Sindipan), afirma que as padarias funcionam normalmente no feriado.


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Oportunidades de empregos em São Gonçalo do Amarante 24/05/2016


OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Eletricista
01
Motorista de caminhão-guindaste
05
Operador de empilhadeira
03
Operador de escavadeira
02

Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT

Em São Gonçalo do Amarante
Av. Coronel Neco Martins, 236 - Centro - Fone :(85) 3315.7369

Em Pecém
Rua Rua Francisco Câncio, S/N - Centro - Fone :(85) 3315.1375

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 


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Oportunidades de empregos em Caucaia 24/05/2016



OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Agente de microfinanças
01
Auxiliar de costura
08
Auxiliar de cozinha
01
Chapista de lanchonete
02
Confeiteiro
01
Costureira de máquinas industriais
17
Garçom
02
Gerente de mercearia
01
Gerente de restaurante
01
Manicure
01
Marteleteiro de rocha
01
Motofretista
02
Panfleteiro
06
Representante técnico de vendas
01
Saladeiro
01
Supervisor de vendas comercial
01
Vendedor interno
02
Vendedor pracista
01

PESSOA COM DEFICIÊNCIA
OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Assistente de vendas
01

Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT de Caucaia

Rua Juaci Sampaio Ponte, 2076
(85) 3101.3378

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 



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Operação Sertão da polícia prende bandido que vinha aterrorizando a região do Cágado em SGA


24/05/2016 - Operação da polícia em São Gonçalo tira de circulação um elemento perigoso que vinha aterrorizando o distrito de Cágado. Guilherme foi preso nesta madrugada com um revólver 38 e maconha por equipes do FTA e Sertão. Acusado desde adolescente de cometer crimes na região. Tendo inclusive um mandado de prisão em aberto.

Fonte: PM de SGA - Major Everton

Com Luiz Martins – Jornal Online
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O silêncio ensurdecer de Aécio Neves, do PSDB e de Sérgio Moro sobre a gravação de Romero Jucá


Por Kiko Nogueira | 24/06/2016

“Esse negócio que você vai ser o primeiro a ser comido foi no sentido figurado, fera”

Aécio Neves foi mais uma vez citado num escândalo de corrupção e mais uma vez de maneira humilhante. Como em outras ocasiões, o presidente do PSDB está quieto, num silêncio ensurdecedor.

Estará esperando seu porta voz, Gilmar Mendes, se manifestar?

Num trecho da conversa do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o ainda ministro do Planejamento, Romero Jucá, avisa que “caiu a ficha” dos tucanos sobre o potencial de danos que a Lava Jato pode causar em vários partidos.

“Todo mundo na bandeja para ser comido”, diz Machado. “O primeiro a ser comido vai ser o Aécio”.

Completa: “O Aécio não tem condição, a gente sabe disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…”.
Resposta do Aécio: …

Machado lembrou do apoio de Jucá ao PSDB, quando Aécio Neves presidiu a Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002. “O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele [Aécio] ser presidente da Câmara?”

Resposta do Aécio: …

Ele prossegue afirmando que “a situação é grave” porque “eles” — a força tarefa da Lava Jato — “querem pegar todo mundo”. Jucá concorda, apocalíptico: “Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura”.

O máximo a que o costumeiramente falastrão Aécio se permitiu foi, através da assessoria, declarar que “desconhece e estranha os termos dessa conversa”.

“Ele foi eleito presidente da Câmara em 2001 por maioria absoluta dos votos em uma disputa que contou com outros nove candidatos, tendo sido essa eleição amplamente acompanhada pela imprensa”, afirma a nota.

Sergio Moro, também rápido no gatilho sobre qualquer coisa relativa a Dilma, Lula (ele quer ‘intimidar’ e ‘obstruir’ as investigações, segundo o juiz), está adotando um tom cuidadoso que nunca o caracterizou.

“Não tenho comentário específico sobre essa situação porque não estou totalmente a par”, disse ele, num fórum organizado pela Veja.”Não deve haver nenhuma interferência do governo. Os trabalhos devem ser independentes”, pontuou ele, acacianamente.

Não passou disso. A plateia de trouxas fica agora aguardando, inutilmente, o jogral estúpido de William Bonner e Renata Vasconcelos do grampo no Jornal Nacional. A admissão de que se tratou de um golpe, explicitado pelo delinquente Jucá, virá daqui a 30 anos.

E o Aécio? O Aécio não ganha porra nenhuma.


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STF só tem uma saída: anular o impeachment


Há duas semanas, quando o então ministro José Eduardo Cardozo pediu que o Supremo Tribunal Federal anulasse o impeachment, alegando que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) agiu com desvio de finalidade, o ministro Teori Zavascki negou a liminar, alegando que seria impossível provar as intenções do então presidente da Câmara; agora, no entanto, a questão é objetiva – e não mais subjetiva; Romero Jucá confessou que a motivação do impeachment era trocar o governo para deter a Lava Jato e salvar uma elite política corrupta, num acordo que envolveria integrantes do próprio STF; depois da bomba atômica desta segunda-feira, que provocou a demissão do próprio Jucá, só há uma saída: anular um impeachment com desvio de finalidade comprovado

24 DE MAIO DE 2016

No dia 11 de maio deste ano, o então ministro José Eduardo Cardozo tentou uma liminar para suspender o impeachment da presidente Dilma Rousseff, alegando que o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), havia agido com "desvio de finalidade" ao abrir o processo. Seu objetivo seria promover uma troca de governo para que pudesse se safar da Lava Jato, alegava Cardozo.

Teori negou a liminar, apontando que não seria possível comprovar as motivações de Cunha naquele instante. A questão seria, portanto, de natureza subjetiva.

No entanto, nesta segunda-feira, o que era subjetivo se tornou cristalinamente objetivo. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), um dos braços direitos do presidente interino Michel Temer, confessou que o impeachment nada mais foi do que uma tentativa de uma elite corrupta de deter a Lava Jato. Para "parar essa porra" e "estancar a sangria", seria preciso retirar a presidente Dilma Rousseff do poder, colocando no poder o vice-presidente Michel Temer – e o mais grave, segundo Jucá, é que esse acordão envolveria até integrantes do Supremo Tribunal Federal.

Agora, diante dessa bomba atômica, os integrantes têm uma única saída: anular um processo de impeachment aberto na Câmara por razões espúrias e aprovado no Senado para deter a Lava Jato, num escândalo que envergonha o Brasil diante do mundo.



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Temer é alvo de protestos no Rio de Janeiro e em São Paulo


Duas manifestações contra o governo interino de Michel Temer (PMDB) ocorreram nesta segunda (23) - uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro; um grupo de manifestantes protestou contra Temer na região Central de São Paulo; eles reuniram no vão livre do Masp e bloquearam um trecho da Avenida Paulista; no Rio, a manifestação ocupou a escadaria da Câmara Municipal do Rio e parte da Praça Floriano, a Cinelândia; convocado por meio das redes sociais, o protesto se uniu a um ato da CUT; outras centrais sindicais e coletivos como a Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo também participaram do ato, porém, a maioria das pessoas aparentava não ter qualquer vinculação a entidades de classe; a conversa entre Romero Jucá e Sérgio Machado deu o tom dos discursos contra Temer

24 DE MAIO DE 2016

Duas manifestações contra o governo interino de Michel Temer (PMDB) ocorreram nesta segunda-feira (23) - uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro.

Um grupo de manifestantes protestou contra Temer na região Central de São Paulo. Eles reuniram no vão livre do Masp e bloquearam um trecho da Avenida Paulista.Segundo os organizadores, este foi o 4° protesto denominado “Fora Temer” na capital paulista. Organizado pelas redes sociais, os manifestantes dizem não reconhecer a legitimidade do novo governo. “O áudio vazado hoje é um escândalo, revela que o verdadeiro motivo do impeachment de Dilma Rousseff era parar a Lava Jato, antes que chegasse no PMDB”, diz texto do evento no Facebook.

No Rio, a manifestação ocupou a escadaria da Câmara Municipal do Rio e parte da Praça Floriano, a Cinelândia."Golpe" era a palavra mais destacada em cartazes levantados pelos manifestantes que com palavras de ordem criticavam o governo interino. "Fora Temer" e "Temer Jamais" também marcavam os cartazes.

Convocado por meio das redes sociais, o protesto se uniu a um ato da Central Única dos Trabalhadores (CUT-Rio), que disponibilizou um carro de som com microfone aberto para que quem quisesse se manifestasse.

Outras centrais sindicais e coletivos como a Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo também participaram do ato. Porém, a maioria das pessoas aparentava não ter qualquer vinculação a entidades de classe.

A mobilização foi pautada pela divulgação da gravação do áudio de Jucá e Sérgio Machado.

Vaias eram direcionadas pela grande maioria dos presentes quando eram citados nomes como do deputado federal Eduardo Cunha, do senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, e, principalmente, de Michel Temer - todos citados no diálogo divulgado pela Folha.

Salvas de palmas foram entoadas quando era citado o nome da presidente afastada Dilma Rousseff. Os manifestantes também ovacionaram a mobilização mantida há uma semana no Palácio Gustavo Capanema e sua relação com o recuo de Michel Temer em recriar o Ministério da Cultura.


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Após expansão, ZPE do Ceará quer atrair novas empresas


A legislação brasileira determina que, no mínimo, 80% da receita das empresas instaladas em ZPEs sejam oriundas de exportações. Um projeto de lei em tramitação no Congresso propõe reduzir esse percentual para 60%

24/06/2016 - A Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE) está em campanha para atrair novos investidores desde que sua área de 4,2 mil hectares foi acrescida de 1,9 mil hectares. Localizada em São Gonçalo do Amarante e integrante do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), a ZPE já tem quatro indústrias instaladas em sua área. Uma delas é a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que deve começar a operar em junho e é a maior instalada na zona, com investimento de US$ 5,4 bilhões.

Para a área agregada no começo deste mês, via decretona gestão da presidenta Dilma Rousseff (atualmente afastada do cargo), os executivos da ZPE prospectam novos negócios nos setores têxtil, calçadista e petroquímico. Segundo o assessor especial para Assuntos Internacionais do Governo do Ceará, Antônio Balhmann, cerca de 20 empresas já assinaram cartas de interesse solicitando reserva de espaço na nova área.

“Estamos divulgando a ZPE pelo Brasil nos setores industriais que são essencialmente exportadores e hoje não têm uma ambiência que favoreça a competitividade do produto brasileiro e oferecendo uma zona como a macro-localização, [que é] novidade no Brasil, já que todos os impostos são suspensos e é um instrumento específico para quem é exportador.”

A legislação brasileira determina que, no mínimo, 80% da receita das empresas instaladas em ZPEs sejam oriundas de exportações. Um projeto de lei em tramitação no Congresso propõe reduzir esse percentual para 60%.

Um dos setores cuja proposta está mais avançada é o de rochas ornamentais que, segundo Balhmann, movimenta US$ 1 bilhão em exportações. Entre os dias 31 de maio e 3 de junho, Fortaleza sedia a Brazil Stone Fair, que reúne empresas desse setor.

Para o presidente da Companhia Administradora da ZPE, Mário Lima Júnior, a atração de novos investimentos para a zona e o interesse por parte de diferentes indústrias demonstram que a situação é favorável, a despeito da situação econômica do país.

“As contabilidades são feitas internacionalmente e a movimentação financeira das empresas pode ser feita em bancos internacionais. Isso cria uma certa condição de segurança maior contra eventuais mudanças econômicas que ocorram fora dos muros da ZPE”, disse Lima Júnior.

Refinaria

Os 1,9 mil hectares que a ZPE incorporou seriam destinados à instalação da Refinaria Premium II. O projeto da Petrobras foi cancelado em janeiro de 2015 e virou alvo de investigação parlamentar na Câmara dos Deputados. Apesar disso, a diretoria da ZPE ainda quer uma nova refinaria no Ceará e destinou cerca de 740 hectares para atrair o investimento.

“Nós continuamos em articulações. Não abrimos mão do sonho da refinaria. Estamos trabalhando na construção de uma alternativa, que não é mais com a Petrobras”, afirma Balhmann. Segundo o assessor, uma dessas articulações envolve o acordo Brasil-China, assinado em maio de 2015, em que está sendo formado um fundo de financiamento de projetos.

“Já temos empresas prospectadas na China tanto na área de petróleo como na de petroquímica e estamos aguardando a operacionalização desse fundo para ter mais força e capacidade para financiar esses projetos.”


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Jaques Wagner: o dia em que o golpe foi desmascarado


O ex-ministro Jaques Wagner (PT) afirmou que as conversas entre o senador Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, divulgadas nesta segunda (23), pela Folha, "revelaram, de forma cristalina, as lamentáveis razões que levaram aos afastamento da presidente Dilma Rousseff"; segundo ele, hoje, 23 de maio de 2016, "entrará para a História como o dia em que o golpe contra Dilma foi definitivamente desmoralizado, desmascarado"; Wagner ainda ressaltou que "é sempre tempo de lutar para recolocar no poder a única pessoa q possui legitimidade para governar o país: Dilma Rousseff"

23 DE MAIO DE 2016

O ex-ministro Jaques Wagner (PT) afirmou, no Twitter, nesta segunda-feira (23), que as conversas entre o senador Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo, "revelaram, de forma cristalina, as lamentáveis razões que levaram aos afastamento da presidente Dilma Rousseff".

Segundo ele, hoje, 23 de maio de 2016 "entrará para a História como o dia em que o golpe contra Dilma foi definitivamente desmoralizado, desmascarado". "Uma presidenta honesta e comprometida com a independência dos órgãos de investigação foi retirada para q o PMDB pudesse conter a Lava Jato", complementou.

Wagner ainda ressaltou que "a democracia foi violada e saiu enfraquecida desse processo, mas é sempre tempo de lutar por ela, de lutar para que a justiça seja feita". "É sempre tempo de lutar para recolocar no poder a única pessoa q possui legitimidade para governar o país: Dilma Rousseff", afirmou.


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Globo golpista manda Temer demitir Romero jucá para salvar o impeachment


Assustada com a repercussão devastadora das gravações de Romero Jucá, em que o braço direito de Michel Temer revela que o impeachment nada mais foi do que uma trama para deter a Operação Lava Jato ("parar essa porra" e "estancar essa sangria"), a Globo, principal fiadora desse processo, publica um editorial extemporâneo para cobrar do presidente interino a demissão do ministro; "Até para não dar razão aos lulopetistas que denunciam uma trama contra a Lava-Jato por trás do impeachment de Dilma, o presidente não pode demorar para afastar o auxiliar. Ou o próprio Jucá deve entregar o cargo, para poupar Temer de mais dissabores. O tempo corre contra o governo"; áudio caiu como uma bomba e comprovou que o impeachment foi uma "assembleia de bandidos, presidida por um bandido, para afastar uma presidente honesta" e, em seguida, impor a agenda econômica defendida pelos irmãos Marinho

23 DE MAIO DE 2016

Assustada com a repercussão devastadora das gravações de Romero Jucá, em que o braço direito de Michel Temer revela que o impeachment nada mais foi do que uma trama para deter a Operação Lava Jato ("parar essa porra" e "estancar essa sangria"), a Globo, principal fiadora desse processo, publica um editorial extemporâneo para cobrar do presidente interino a demissão do ministro.

"Até para não dar razão aos lulopetistas que denunciam uma trama contra a Lava-Jato por trás do impeachment de Dilma, o presidente não pode demorar para afastar o auxiliar. Ou o próprio Jucá deve entregar o cargo, para poupar Temer de mais dissabores. O tempo corre contra o governo", diz o texto.

O áudio caiu como uma bomba e comprovou que o impeachment foi uma "assembleia de bandidos, presidida por um bandido, para afastar uma presidente honesta", como definiu o escritor português Miguel Souza Tavares, e, em seguida, impor a agenda econômica defendida pelos irmãos Marinho.

Leia, abaixo, a íntegra do editorial:

Editorial: A hora de Temer

NÃO SE DISCUTE a legitimidade do governo interino de Michel Temer, eleito pelos mesmos votos que mantiveram a presidente Dilma no Planalto, hoje afastada à espera do julgamento do seu impeachment.

TEMER, porém, precisa entender a delicadeza do momento político e econômico, que lhe exige ações duras, rápidas, sem tergiversações. Na economia, a partir da qualidade da equipe que tem conseguido montar e das análises já feitas em público, o governo parece bem encaminhado.

NA POLÍTICA, nem tanto. Entende-se que Temer necessita de sólido apoio no Congresso para conseguir aprovar reformas imprescindíveis, sem as quais o país não superará a crise fiscal. Mas tudo tem limites.

COMO É O CASO DA REVELAÇÃO, feita pela “Folha de S.Paulo”, de diálogos do braço-direito do presidente, o senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), ministro do Planejamento, com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, gravados por este.

O CONTEÚDO do que foi revelado, e não desmentido pelo ministro em entrevista coletiva, torna inviável a sua permanência no governo. O presidente interino pode inviabilizar sua gestão caso decida manter Jucá.

O MINISTRO dá explicações clássicas, reclamando de que frases estão fora de contexto e assim por diante. Mas fica translúcido que Jucá e Machado, dois apanhados nas malhas da Lava-Jato — o ministro ainda sendo investigado —, tramavam barrar a Operação num eventual governo Temer. O contrário do que o próprio presidente se comprometeu a fazer ao assumir. Os diálogos, portanto, também atingem Temer.

ATÉ PARA NÃO DAR RAZÃO aos lulopetistas que denunciam uma trama contra a Lava-Jato por trás do impeachment de Dilma, o presidente não pode demorar para afastar o auxiliar. Ou o próprio Jucá deve entregar o cargo, para poupar Temer de mais dissabores. O tempo corre contra o governo.


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