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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 20 de outubro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.385

MOISÉS MENDES | A extrema direita só prospera no Brasil

(Foto: Reprodução)

"A extrema direita com suporte massivo da classe média e uma estrutura ‘institucional’ de peso, com lastro religioso e militar, só existe no Brasil", escreve Moisés Mendes, do Jornalistas pela Democracia

19 de outubro de 2020

Moisés Mendes é jornalista, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim). Foi editor especial e colunista de Zero hora, de Porto Alegre.

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A extrema direita com suporte massivo da classe média e uma estrutura ‘institucional’ de peso, com lastro religioso e militar, só existe no Brasil. Bolsonaro, seus garotos, suas milícias e seus generais são um fenômeno verde-amarelo, um caso único na América do Sul.

O avanço do fascismo não chegou a produzir outras figuras do porte de Bolsonaro. A Bolívia que elegeu Luis Arce e derrotou o golpe apresenta mais uma prova de que o espaço de atuação e de convencimento da extrema direita tem limites.

O candidato Luis Fernando Camacho (foto), da Unidade Cívica Solidária (UCS), o Bolsonaro deles, com diferenças de detalhes não muito relevantes, pode ter ficado com apenas 14% dos votos, pelas projeções feitas até agora.

Camacho é tudo o que Bolsonaro pensa ser: rico, fazendeiro, empresário e representante legítimo dos latifundiários e milionários. Foi um dos líderes do golpe que derrubou Morales. Fez um fiasco na eleição, sempre agarrado a uma Bíblia.

Na Argentina, nas eleições do ano passado, dois representantes da extrema direita também pagaram um mico dos grandes.

O major Gómez Centurión, do Partido Conservador Popular (com 1,7% dos votos), e o economista José Luis Espert, do Unite (com 1,7%), foram o vexame da eleição vencida por Alberto Fernández.

O que acontece agora na Argentina é a bolsonarização de Mauricio Macri e o crescimento da extrema direita ‘alternativa’ à margem dos partidos, usada para ataques nas redes sociais e como massa de manobra do macrismo nos atos de rua que ensaiam uma tentativa de golpe.

No Chile, a cara do fascismo organizado é a do advogado José Antonio Kast, outro que foi mal na eleição de 2017, quando Sebastián Piñera retornou ao governo. Como candidato avulso, Kast teve apenas 7,9% dos votos.

Kast é um saudosista da ditadura, adorador de torturadores e defensor da anistia para criminosos pinochetistas condenados, se esses tiverem alguma doença associada à velhice. Um torturador com reumatismo, por exemplo, deveria ser indultado.

O caso mais interessante hoje talvez seja o do Uruguai, onde o general e senador Guido Manini Rios concorreu no ano passado à presidência, pelo Cabildo Abierto, e teve 11% dos votos. Ele é a extrema direita uruguaia.

Manini Rios, ex-chefe do Exército do último governo da Frente Ampla, enfrenta uma situação que seria inimaginável no Brasil: o Ministério Público tentou processá-lo por acobertar da Justiça a confissão de assassinato de um criminoso da ditadura.

Há três semanas, com os votos da maioria de direita, o Senado rejeitou o pedido do MP para que o general fosse liberado, sem proteções do foro privilegiado, e ouvido em inquérito sobre o caso.

Mas Manini Rios continua nas manchetes, com ameaças de processo contra o promotor Rodrigo Morosoli, que tentou enquadrá-lo.

Há no Uruguai o ensaio do retorno de entidades extremistas, como a JUP, da juventude estudantil pró-militares, que atuou durante a ditadura, nos anos 70 e 80. Mas o próprio Manini Rios não quer vincular seu nome ao grupo.

Não há na Bolívia, no Chile, na Argentina e no Uruguai, para citar apenas esses (e sem precisar fazer referência ao bufão venezuelano Juan Guaidó) nenhum líder de extrema de direita com chances de chegar ao poder.

Não há nada parecido com a expressão política do bolsonarismo, nem no Equador, na Colômbia ou no Paraguai, por mais extremado que seja o populismo de direita. Há assemelhados, mas nunca iguais.

O que essas constatações revelam é que nós, que tivemos gerações e gerações rindo dos países vizinhos – como se eles fossem os atrasados e ‘inferiores’ –, somos a verdadeira ralé política da América Latina.

Somos o único país em que medos, mentiras, ostentação de ignorância e os ressentimentos da classe média levaram ao poder uma família e seus generais amigos.

Bolsonaro é a nossa jabuticaba bichada. Nenhum outro país tem um Bolsonaro, por mais que se esforce. Aqui, pelo voto, o fascismo deu certo.

Brasil 247

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CSP é aprovada na certificação IATF e ISO 9001, atestando aços de alta qualidade para a indústria automotiva

A certificação está alinhada com a estratégia da empresa de atuar mais fortemente em mercados com maior exigência de qualidade do aço   

São Gonçalo do Amarante, 19 de outubro de 2020. A Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) foi aprovada nas rigorosas auditorias para as certificações IATF e ISO 9001. Com a IATF, a siderúrgica cearense está apta a fornecer aço para o setor automotivo, atestando uma série de requisitos internos, além de ter um produto premium.    

Já a ISO 9001 atesta o sistema de gestão de qualidade da empresa, que estabelece diretrizes para a produção do aço, com o objetivo de tornar a siderúrgica do Pecém uma referência mundial em segurança, qualidade, custo, desenvolvimento tecnológico e sustentável.   

A auditoria final foi realizada de 13 a 16 de outubro, quando os auditores visitaram a CSP para analisar os processos da empresa. Com o método atual de trabalho, as etapas da auditoria foram realizadas de forma mista: presenciais e online.   

Por quê a IATF é importante?  

1 – Os produtos do setor automotivo têm um preço maior que os demais produtos; 

2 – A CSP pode estabelecer um relacionamento de fornecimento de longo prazo; 

3 – A indústria automotiva é uma das mais importantes na economia mundial.   

A certificação traz os seguintes benefícios: 

1 - Práticas reconhecidas internacionalmente para gestão da qualidade; 

2 - Melhoria da eficiência e eficácia, por meio do uso de ferramentas estatísticas para controle de processo e de gestão de risco; 

3 - Melhoria no sistema de documentação;  

4 – Obtenção de reconhecimento maior por parte dos clientes.   

Origem 

Foi criada em 1999 pela International Automotive Task Force (IATF), com o objetivo de unificar os diferentes sistemas de avaliação e certificação em todo o mundo na cadeia de fornecimento ao setor automotivo. 

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Com desemprego recorde, Paulo Guedes diz que Brasil se saiu bem na crise e perdeu só "1 milhão de empregos"

(Foto: Carolina Antunes/PR | Reuters)

De acordo com o IBGE, em apenas um trimestre, 7,214 milhões de pessoas perderam o emprego no Brasil. Em um ano, o total de vagas perdidas foi de 11,5 milhões

19 de outubro de 2020

Sputnik - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (19) que o governo conseguiu diminuir o impacto da pandemia e o Brasil perdeu "apenas 1 milhão de empregos".

A declaração foi feita em conferência virtual da Cúpula da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. O ministro comparou a situação dos dois países, afirmando que o Brasil conseguiu preservar "11 milhões de empregos".

"No mesmo período em que os Estados Unidos demitiu 33 milhões de pessoas, o Brasil preservou 11 milhões de empregos, digitalmente registrados, pelo nosso sistema de proteção, e perdemos apenas um milhão de empregos. No mês passado já recuperamos 250 mil empregos", disse, segundo o portal UOL.

Além disso, o ministro afirmou que o Brasil conseguiu "preservar os sinais vitais da economia com o auxílio emergencial", que, segundo ele, encontrou "36 milhões de invisíveis".

'Sem arrependimentos'

Guedes disse também que o país gastou "sem arrependimentos" 10% do PIB para diminuir os efeitos da crise do coronavírus. Por outro lado, essa gasto terá que ser compensado em algum momento, apontou o ministro.

"Nós temos que pagar as despesas extraordinárias com o coronavírus. É como uma guerra, temos que pagar pela guerra. Vamos desinvestir para pagar isso".

Ao falar sobre os postos de trabalho, Guedes levou em consideração o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda e números divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) no dia 30 de setembro, que se referem apenas aos empregos formais, e não ao impacto no mercado informal.

Para IBGE, 11,5 milhões perderam emprego

Segundo o último boletim do Caged, foram contratados 1,239 milhão de formais e demitidos 990 mil em agosto, saldo positivo de 249.388. Nos oito primeiros meses do ano, as demissões superaram as contratações em 849.387. O número aproximado de 1 milhão apontado por Guedes corresponde às vagas perdidas nos meses de maior impacto na pandemia.

De acordo com o IBGE, no entanto, os índices são diferentes.  Em apenas um trimestre, 7,214 milhões de pessoas perderam o emprego no Brasil. Em um ano, o total de vagas perdidas foi de 11,5 milhões. A instituição considera vagas formas e informais.

Brasil 247

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Médico cumpre promessa e tem cabelo raspado por menino de 8 anos que retirou tumor. Foto: Reprodução/Instagram


Foto: Reprodução/Instagram

19 de outubro de 2020

Cumprindo uma promessa que fez ao pequeno Pedro, de 8 anos, o neurocirurgião Caio Nuto teve a cabeça raspada pelo menino e uma outra criança internada no Hospital do Mandaqui, em São Paulo (SP).

Caio acompanha Pedro desde o ano passado, quando ele foi diagnosticado com um tumor benigno na cabeça. Infelizmente, a massa de células se comporta como um tumor maligno devido ao seu alto grau de proliferação.

“A gente tira e ele cresce. Ele já passou por 11 cirurgias desde 2019. Na última, eu disse que ia ter que cortar o cabelo dele de novo e se ele quisesse eu cortaria o meu também“, disse o neurocirurgião de 28 anos.

Ao término da cirurgia, Caio disse ao menino: “se você ficar bem, eu vou cortar o meu cabelo”.

Dito e feito. Na sexta-feira passada (9), Pedro cobrou e o médico cumpriu a promessa. Ele compartilhou o vídeo em que o menino de 8 anos e Nicollas, de 5, raspam sua cabeça e depois pintam uma cicatriz em seu couro cabeludo para o neurocirurgião ficar “parecido” com os pacientes.

A filmagem viralizou rapidamente nas redes sociais, emocionando milhares de internautas, que exaltaram a empatia e solidariedade de Caio.

Queria alegrar as crianças

O médico conta que sua intenção era “fazer a alegria” de Pedro e Nicollas, que passariam o Dia das Crianças internados.

Enquanto Pedro se recupera da cirurgia de remoção do tumor, o pequeno Nicollas aguarda alta após corrigir um afundamento craniano grave provocado por um trauma.

“Fui lá no centro cirúrgico, peguei a maquininha de cortar cabelos e fizemos. Foi espontâneo”, disse o médico residente.

DCM

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Clima de guerra na Globo depois de confronto entre Casagrande e Caio no caso Robinho

Os confrontos entre Casagrande e Caio na Globo estão criando um clima de tensão na emissora. Caio defendeu Robinho e Casagrande foi contundente na crítica ao jogador condenado por estupro na Itália. Em abril, os dois comentaristas já haviam se chocado

19 de outubro de 2020

Há uma tensão cada vez maior entre os comentaristas esportivos Walter Casagrande Jr e Caio Ribeiro, com envolvimento de pessoas da área de esportes e do jornalismo da Globo. O clima é de guerra depois que Casagrande e Caio apresentaram visões opostas sobre o caso Robinho: Casagrande condenou de maneira enfática o estupro e pediu punição severa ao jogador, enquanto Caio  saiu em defesa do atleta agora desligado do Santos.

Em abril, os dois estiveram em posições opostas publicamente. Casagrande defendeu Raí e ficou contra Caio, no debate sobre a volta do futebol após a pandemia do coronavírus e as ações do governo Bolsonaro no frente à crise sanitária. Caio atacou Raí, que defendeu a postergação da volta dos jogos e afirmou que ele não deveria tratar de assuntos políticos, sendo criticado abertamente por Casagrande.

Caio Ribeiro e Casagrande voltarão a se encontrar nesta próxima segunda-feira (19) no "Bem, Amigos!', do Sportv. O caso Robinho está na pauta de discussão do programa comandado por Galvão Bueno e nos corredores da emissora fala-se na possibilidade de um confronto público.

A emissora se dividiu. Alguns profissionais pediram esclarecimentos e ações diretas, a chefia de esporte da emissora precisou acalmar ânimos e explicar que cada um tem seu espaço, segundo o jornalista Gabriel Vaquer em reportagem para o UOL.

Diversos nomes do Esporte da Globo não gostaram do que Caio falou durante sua participação no programa "Tá na Área", do Sportv, na última sexta, informa Vaquer. Ele foi acusado de relativizar a situação do ex-atacante do Santos, condenado em primeira instância na Itália por estupro contra uma jovem de origem albanesa.

"A gente tem que tomar cuidado até ter todas as informações e até a Justiça, que tem tudo isso, decretar que ele é culpado ou inocente. Se ele for culpado, não é porque ele é um ídolo ou jogou muito... Tem que ser punido como qualquer pessoa, porque estupro é uma coisa muito grave. Sou pai de uma menina e não imagino o que eu faria se alguém encostasse um dedo na minha filha. Mas acho que todo mundo merece o benefício da dúvida. A gente não tem todas as informações, então vamos esperar. Quem tem que julgar é a Justiça. Isso é a primeira coisa e a minha forma de analisar os fatos", afirmou Caio no programa.

Vaquer escreveu que “as reclamações vieram principalmente das mulheres da redação do esporte da Globo, já que existe a condenação em primeira instância. (...) Algumas pessoas citaram, inclusive, que não é a primeira vez que Caio Ribeiro fala algo que prejudica a imagem da cobertura da emissora em casos delicados”.

No lado oposto, a opinião de Casagrande no "Globo Esporte SP", também na última sexta (16), viralizou positivamente. No programa, Casagrande se mostrou indignado com a situação e disse que não dá para achar "qualquer sacanagem normal". Casagrande recebeu parabéns do público e de muitos colegas de Globo, diferentemente de Caio Ribeiro.

"Eu estou assustado com a sociedade brasileira. Não é o apedrejamento do Robinho, é o apedrejamento da moral da sociedade brasileiro. Não podem se inverter os valores. O Robinho está condenado a nove anos de prisão por violência sexual na Itália. Recorreu, mas, neste momento, é condenado. Eu fico assustado com o que acontece no Brasil", disse Casagrande.

Brasil 247

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Candidata a vereadora de São Luís do Curu morre em acidente de carro em Umirim

18/10/2020

Morreu, na madrugada deste domingo (18), em um acidente de carro na cidade de Umirim, no interior do Ceará, a candidata a vereadora de São Luís do Curu, Neffer Mara Rodrigues de Oliveira Nascimento Ramalho, conhecida como Neffer da Mara. O caso foi confirmado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Neffer da Mara é filha dos ex prefeitos de São Luís do Curu, Henrique César Nascimento Ramalho e Mara Rodrigues. Segundo a PRF, agentes foram acionados por volta das 1h50 para atenderem o caso, no quilômetro 87 da rodovia federal BR-222. O carro da vítima ficou destruído.

Diário do Nordeste

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Chacina em Quiterianópolis deixa cinco mortos e um ferido, neste domingo (18)

(Foto: via WhatsApp O POVO )

A morte do dentista informação foi confirmada pelo irmão dele, o jornalista Nathan Loiola, por meio de redes sociais, neste domingo, 18. Um adolescente identificado como Léo também foi vítima da ação. Ainda não há informação oficial sobre identidade das vítimas

Por Jéssika Sisnando | 18/10/2020

O cirurgião-dentista Gionnar Loiola está entre as vítimas da chacina de Quiterianópolis. A informação foi confirmada pelo irmão dele, o jornalista Nathan Loiola, por meio de redes sociais, neste domingo, 18. O dentista atuava na cidade de Novo Oriente.

A chacina deixou cinco pessoas mortas nesta tarde. Todos estavam em um alpendre quando criminosos armados com armas de grosso calibre chegaram no local, mandaram todos deitar no chão e efetuaram os disparos.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) ainda não divulgou o nome das vítimas. Moradores da região informam que as vítimas são um adolescente de nome Léo, que trabalhava num bar e estaria no local para entregar bebidas; e outros homens identificados apenas como Ratinho, Reinaik e Pirineu, além do dentista Gionnar Loiola, cuja identidade foi confirmada pelo irmão.

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Os alvos dos executores seriam, conforme testemunhas, Reinaik e Pirineu. Os demais teriam sido assassinados por estarem no local no momento do crime.

Uma sexta vítima foi baleada, sobreviveu e foi levada ao hospital.

Moradores utilizaram as redes sociais para comentar sobre o crime que assustou todos da vizinhança. A Polícia Militar está no local e o veículo da Perícia Forense para realização dos primeiros levantamentos. Na ocorrência foram cinco mortos e uma sexta pessoa foi baleada mas sobreviveu.  Um dos mortos utilizava tornozeleira eletrônica, mas ainda não foi informado qual das pessoas seria.

O Povo

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MOISÉS MENDES | Alienados e machistas, mas com Deus no coração

Foto: Reprodução/Blog do Moisés Mendes

18 de outubro de 2020

Na Argentina, as estrelas do futebol que revelam posições firmes geralmente são progressistas e até assumidamente peronistas. Muitos admiram Che Guevara, os casos de Maradona e de Messi.

Todos os anos, a cada 24 de março, os clubes argentinos emitem notas pelo Dia Nacional da Memória pela Verdade e pela Justiça, em homenagem aos torturados e mortos pela ditadura. Algo inimaginável no Brasil.

No Chile, grandes jogadores foram às ruas no ano passado e se misturaram aos estudantes em manifestações contra o governo fascista de Sebastián Piñera. O time do Colo-Colo, do líder Esteban Efraín Paredes Quintanilla, é antifascista.

A voz uruguaia que se ouve na Europa é a do craque Edinson Roberto Cavani, um humanista saído de um país em que o futebol sempre teve vínculos com os movimentos sociais.

Foi no Uruguai, nos anos 70, que Julio Filippini, atacante de 19 anos, do Defensor, deu uma entrevista a uma rádio, ao final de um jogo, e dedicou um gol ao irmão Eduardo, que havia sido encarcerado pela ditadura. O Uruguai tinha técnicos assumidamente comunistas.

No Brasil, jogadores, técnicos e dirigentes nos deixaram poucos exemplos de bravura. São sempre os mesmos, nem vale a pena repetir seus nomes outra vez. A regra aqui é a subserviência.

Hoje, a maioria é de omissos ou bolsonaristas. O Rio Grande do Sul tem um caso nacional: Renato Portaluppi apoderou-se do Grêmio e conseguiu bolzonarizar o clube de Alcindo, Airton e Everaldo.

Robinho, processado por estupro, é o exemplo mais recente do bolsonarista que vira criminoso. Parecia fofinho, com o lustro que ganhou na Europa, mas é um ogro que tenta se defender agredindo as feministas, para assim atacar todas as mulheres.

Antes de serem bolsonaristas, ele e a maioria dos machistas e homofóbicos são alienados. Por isso mesmo são bolsonaristas.

Robinho comparou-se a Bolsonaro, tentou politizar seu caso e, num recurso clássico da direita vulgar e ‘religiosa’, citou Deus e o demônio para se defender da acusação de violência sexual contra uma mulher embriagada.

A frase é de alguém que tem fé: “No deserto, é nesses ataques que você se aproxima de Deus”.

Bolsonaristas, dentro e fora do futebol, têm ótimas relações com o Deus deles e problemas sérios com as mulheres que eles não entendem direito.

O próprio Bolsonaro está sendo processado por fazer a apologia do estupro, numa série de ataques covardes à deputada Maria do Rosário.

O caso está parado no Supremo, enquanto o sujeito ocupa a presidência e finge que governa. Mas uma hora, quando ele sair, será levado adiante.

As mulheres podem derrubar Bolsonaro, assim como tentam acabar com o ditador Aleksandr Lukashenko, na Bielorrússia.

Mas teriam que contar pelo menos com a ajuda dos homens, e os homens brasileiros estão acovardados.

O homem brasileiro, em todas as faixas de idade e classes sociais, deve ser um dos mais covardes do mundo hoje diante das garras do fascismo.

O homem brasileiro encaramujou-se na sua covardia e não abandona o conforto dessa resignação. As mulheres não podem fazer tudo, carregando o peso morto de tanto acovardamento.

x.x.x.x.

Luis Arce, o candidato do Movimento ao Socialismo (MAS) e de Evo Morales, será eleito hoje presidente da Bolívia.

A extrema direita tentará mais um golpe na terra em que assassinaram Che Guevara. Mas desta vez será mais difícil.

Blog do Moisés Mendes

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Cloroquina econômica: ajudar a importar o que se exporta

Por Fernando Brito | 18/10/2020

A decisão do governo brasileiro de “facilitar” a importação de soja e de milho, zerando a alíquota de importação destes dois grãos (e seus farelos e óleos) é algo que parece descrever o dito popular de que a situação é daquela de “vaca não reconhecer bezerro”.

Afinal, somos o maior exportador de soja do mundo e alternamos entre 1° e 2° lugar no mundo como o maior vendedor mundial de milho, trocando de posição com os EUA, na faixa entre os 40 e 50 milhões de toneladas vendidos globalmente.

Imaginem o que diriam, por exemplo, da Venezuela importar petróleo…

A alegação de que a desvalorização cambial é a responsável pela elevação dos preços internos destes produtos é verdadeira, mas é absolutamente falso que, como aconteceu com o arroz, liberar importações vá fazer com que se force, assim, uma queda nos preços ao consumidor.

Os preços internacionais subiram desde o início da pandemia, é verdade, impulsionados pelas compras recorde dos chineses, mas ainda assim estão muito longe do que já estiveram na última década. De 2010 a 2014, os preços estiveram até 70% maiores, no caso da soja, e 100%, no caso do milho.

A questão é que não há produto exportável que, com quase 48% de desvalorização cambial desde o início do ano que não vá ter um repique nos preços internos e, neste caso, pela participação deles na cadeia de produção de proteína animal, também não vá se disseminar neste outro setor.

A tabela do Índice Geral de Preços da Fundação Getúlio Vargas, divulgado na sexta-feira e que reproduzo na imagem do post mostra o impacto disso nos preços do atacado destes três grupos. Note que não se deve considerar os valores isoladamente, mas lembrar que é “aumento sobre aumento” e a exportação representa uma “porta” para que a inevitável queda no consumo interno evite a pressão baixista pela redução da demanda.

O estímulo à importação de milho e soja é uma das provas mais evidentes que a “eficiência”, a “competitividade” e a “liberdade” comerciais não são, necessariamente, garantia de abundância e modicidade nos preços, muito menos de racionalidade econômica.

Imagine, por exemplo, o ilustre leitor e a atenta leitora um destes imensos graneleiros aportando em Paranaguá (PR) para descarregar uma carga de soja importada dos EUA e carregar outras tantas de soja brasileira para ser vendida na Ásia…

É evidente que isso não terá, como não teve no caso do arroz, efeito senão pontual e folclórico sobre o comércio destes produtos.

Muito menor que as pressões, em sentido inverso, que não cessam de aumentar: o valor do dólar, os juros (os efetivos, não os declarados na taxa Selic) e as incertezas quanto ao desempenho da economia global, sublinhados pelo repique do coronavírus na Europa e nos EUA.

Tijolaço

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O caos provocado na economia após o golpe de 2016 já alimenta receios, Miriam Leitão alerta para o risco de crise da dívida pública

(Foto: Divulgação)

"Se houver uma crise de confiança na capacidade do Tesouro de honrá-la desmancham-se as empresas, os fundos de pensão, as aplicações das famílias, a economia brasileira", afirma

18 de outubro de 2020

O caos provocado na economia brasileira após o golpe de 2016 já alimenta receios em relação à capacidade do governo brasileiro de honrar a dívida interna. Em sua coluna deste domingo, a jornalista Miriam Leitão alerta para o risco de calote. "Um fantasma ronda o Brasil. A dívida pública. Alta demais, alimentada por um déficit persistente, a dívida é a espinha dorsal da economia. Se houver uma crise de confiança na capacidade do Tesouro de honrá-la desmancham-se as empresas, os fundos de pensão, as aplicações das famílias, a economia brasileira", diz ela.

"É por isso, e não pelo humor do mercado, que o assunto precisa ser encarado com um plano crível, de longo prazo, de equilíbrio nas contas públicas", afirma. "É preciso um plano que restaure a confiança de que no longo prazo o Tesouro vai equilibrar a dívida, o Brasil ficará menos desigual, a economia será sustentável do ponto de vista ambiental e mais integrada ao mundo. Um programa sério que enfrente a crise e aponte para o futuro e não ideias malucas que nos visitam por algumas horas até serem negadas."

Brasil 247

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Caio Ribeiro diz que estupro é “assunto delicado” e Robinho “merece o benefício da dúvida”


Caio Ribeiro e Robinho (Montagem)

"Quem tem que julgar é a Justiça", disse Caio Ribeiro no programa Tá na Área, no SporTV, sobre condenação de Robinho por estupro. Declaração recebeu avalanche de críticas: "Querendo passar pano pro amiguinho"

Por Plinio Teodoro | 18/10/2020

O ex-jogador Caio Ribeiro provocou uma avalanche de críticas nas redes sociais ao tratar a condenação por estupro do atacante Robinho como “assunto super delicado” e dizer que o atleta, que teve o contrato rompido com o Santos, “merece o benefício da dúvida”, durante comentário sobre o assunto no programa Tá na Área, no Sportv, nesta sexta-feira (17).

“Acho um assunto super delicado e fico muito chateado porque conheço o Robinho. Torço ainda pela absolvição dele. O Robinho que eu conheço, que tem três filhos e é casado, eu nunca imaginei que faria. Torço para que as informações cheguem e ele não tenha feito o que parece ser a notícia”, disse.

Mesmo após a divulgação dos áudios que comprovam que o jogador participou de estupro coletivo na Itália, Caio disse que Robinho, que já foi condenado pelo crime, “merece o benefício da dúvida” e que “quem tem que julgar é a Justiça”.

“A gente tem que tomar cuidado até ter todas as informações e até a Justiça que tem tudo isso decretar que ele é culpado ou inocente. Se ele for culpado, não é porque ele é um ídolo ou jogou muito… Tem que ser punido como qualquer pessoa porque estupro é uma coisa muito grave. Sou pai de uma menina e não imagino o que eu faria se alguém encostasse um dedo na minha filha. Mas acho que todo mundo merece o benefício da dúvida. A gente não tem todas as informações, então vamos esperar. Quem tem que julgar é a Justiça. Isso é a primeira coisa e a minha forma de analisar os fatos”.

Fórum

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MILTON ALVES | Fome e insegurança alimentar aumentam com política neoliberal de Bolsonaro

(Foto: REUTERS/Adriano Machado)

"O crescimento da fome e da insegurança alimentar são provocadas também por uma política que prioriza o agronegócio exportador e com o desmonte sistemático das políticas de fomento da agricultura familiar e cooperativada voltadas para o consumo interno", diz o colunista Milton Alves

18 de outubro de 2020

Jornalista e sociólogo

Ativista político e social. Autor do livro ‘A Política Além da Notícia e a Guerra Declarada Contra Lula e o PT’.

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Um dos efeitos mais perversos da política neoliberal do governo Bolsonaro é o aumento da fome, quadro agravado também pela escalada do desemprego, a carestia e da pandemia com origem na disseminação do Sars-Cov-2.

Segundo dados divulgados no mês de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a fome já atinge 10,3 milhões de brasileiros: 7,7 milhões nas áreas urbanas e 2,6 milhões em zonas rurais (Dados colhidos em 2018). Além disso, a insegurança alimentar grave, condição na qual as pessoas relatam passar fome, atingiu 4,6% dos domicílios brasileiros, o equivalente a 3,1 milhões de lares. A fome aumentou 43,7% nos últimos cinco anos.

A pesquisa revela que a insegurança alimentar grave havia recuado de 8,2% da população em 2004 para 5,8% em 2009. Em 2013, a proporção havia cedido para 3,6%. A melhora registrada ao longo de uma década tirou o Brasil do Mapa Mundial da Fome, segundo o relatório global divulgado em 2014 pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A situação atual de prolongada crise econômica e social aponta para a volta do Brasil ao Mapa da Fome, com a disparada da inflação nos preços dos produtos de amplo consumo – arroz, feijão, leite, óleo de cozinha e massas – e do avanço sem precedentes do desemprego e da precarização, que atingem mais de 60 milhões de brasileiros.

O crescimento da fome e da insegurança alimentar são provocadas também por uma política que prioriza o agronegócio exportador e com o desmonte sistemático das políticas de fomento da agricultura familiar e cooperativada voltadas para o consumo interno.

Em pronunciamento feito por ocasião do Dia Mundial da Alimentação, na sexta-feira (16), o ex-presidente Lula alertou para a urgência do combate à fome no país, denunciando a irresponsabilidade do governo Bolsonaro com a eliminação dos estoques reguladores dos armazéns estatais e a ausência de medidas para controlar a alta dos preços dos alimentos.

Neste sentido, é necessário lutar pelo imediato tabelamento dos produtos de amplo consumo popular, defender a extensão do auxílio emergencial de R$ 600 reais enquanto durar a pandemia e por medidas emergenciais de distribuição de alimentos para os setores já afetados pela fome nas áreas metropolitanas das grandes cidades.

E, principalmente, criar as condições políticas para pôr fim ao governo Bolsonaro – que joga, cada vez mais, milhões de brasileiros na pobreza e na miséria.

Brasil 247

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Pesquisa Datafolha Fortaleza: Capitão Wagner 33%, Luizianne 24% e Sarto 15%

(Foto: O POVO)

Primeira rodada da pesquisa O POVO/Datafolha para a eleição de Fortaleza foi divulgada neste sábado, 17 de outubro (17/10) e mostra Capitão Wagner (Pros) na liderança

Por Carlos Mazza | 18/10/2020

 Primeira pesquisa O POVO/Datafolha para a eleição em Fortaleza foi divulgada neste sábado, 17 de outubro (17/10), e mostra Capitão Wagner (Pros) com 33% das intenções de voto. Ele é seguido pela ex-prefeita Luizianne Lins (PT), com 24%, e por José Sarto (PDT), com 15%.

Na sequência, aparecem os candidatos Heitor Férrer (Solidariedade), com 5%, Renato Roseno (Psol), com 4%, e Célio Studart (PV), com 4%. Os candidatos Anizio (PCdoB), Samuel Braga (Patriota), José Loureto (PCO), Paula Colares (UP) e Heitor Freire (PSL) não pontuaram. 10% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo e 4% disseram não saber em quem votarão.

Leia mais em O POVO

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Nádegas a declarar: Rodrigo Vianna resume a semana

Vanessa Nicolav

Jornalista apresentou os principais fatos da semana, como o caso do aliado de Bolsonaro com dinheiro na cueca

18 de Outubro de 2020

Nesta edição do Tempero da Notícia, o jornalista Rodrigo Vianna, "deixa de lado as metáforas sobre culinária", já que as notícias "bizarras", que marcaram nesta semana, estão mais para indigestão. No quadro Receita da Semana, o caso do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do governo Bolsonaro, que escondeu R$ 30 mil nas nádegas, enquanto era abordado pela Polícia Federal.

Depois a bola rolou para o jogo da Seleção Brasileira contra o Peru, transmitido pela TV Brasil, em que o locutor mandou um "abraço" para o presidente. O "show do intervalo" contou com uma "propaganda do governo federal", como definiu o jornalista, e não com os melhores momentos da partida, que terminou 4x2 para o Brasil.

"Parecia rádio de Sucupira, cidade do lendário Odorico Paraguaçu. Mas lembrou também Médici, ditador militar que usou Copa de 1970 para se promover", afirma Vianna, ao questionar quem pagou e quanto pagou pela transmissão das eliminatórias da Copa, que estava mais para marketing pessoal de Bolsonaro.

A TV Globo, que perdeu o direito de transmissão dos jogos da Seleção canarinho, foi para a Panela de Pressão. A emissora tinha praticamente um lugar cativo com Confederação Brasileira de Futebol (CBF), agora vê seu espaço ser diminuído.

O brinde do Cafezinho foi para o primeiro piloto negro da Fórmula 1, Lewis Hamilton, que defende abertamente a campanha “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam). O britânico da Mercedes igualou o recorde de vitórias de Michael Schumacher com 91º títulos na competição, mas ainda sim o ex-chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, critica modo como Hamilton "age e se veste".

O programa do Brasil de Fato vai ao ar todo sábado, às 11h, no canal do Youtube. Com duração de 12 minutos, o Tempero da Notícia também é veiculado pela TVT em dois horários: às 10h45 aos sábados e 17h45 aos domingos. A Grande SP pode acompanhar o programa pela Rádio Brasil Atual (98,9 FM na Capital Paulista e 93,3 FM na Baixada Santista), nos mesmos horários do sábado e domingo.

Brasil de Fato

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Leonardo Boff diz que Robinho poderá aprender na prisão a não usar o nome de Deus para se justificar

(Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Teólogo também afirmou que não se pode esperar muita coisa de quem admira Jair Bolsonaro

17 de outubro de 2020

O teólogo Leonardo Boff se manifestou no twitter sobre o caso do jogador Robinho, condenado por estupro e afastado do Santos. "A justiça italiana condenou o Robinho. Na prisão, se ocorrer, terá tempo de aprender a não ofender as mulheres e a não usar o nome de Deus para se justificar. Não basta ser bom em futebol, tem que ser bom na vida. Não se deve esperar muito de quem admira o atual presidente", afirmou. Confira também reações de lideranças feministas:

A entrevista em que o jogador Robinho, condenado por estupro e dispensado pelo Santos, disse que "infelizmente existe esse movimento feminista" e que "muitas mulhres nem são mulheres", provocou reações imediatas de lideranças feministas, que expuseram o machismo perverso do atleta. “Felizmente existe esse movimento contra o estupro coletivo”, disse a candidata Manuela D'Ávila, que lidera as pesquisas em Porto Alegre. “Homens como você serão cada vez mais expostos e pagarão por seus crimes”, afirmou a cantora Zélia Duncan.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também criticou o jogador. "Mostrar ódio e desprezo para com as mulheres é sua melhor defesa? Essas ideias são a base de toda cultura e violência de gênero", pontuou. "Ler os diálogos de Robinho no processo judicial é como olhar pelo buraco da fechadura para a masculinidade perversa. Homens entre si exercitando a pedagogia da violência contra as mulheres", afirmou a professora Débora Diniz.

Brasil 247

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MOISÉS MENDES | O que há em comum entre a primeira-dama e o senador da cueca?


OS DINHEIRINHOS DE MICHELLE E DE CHICO DA CUECA

17 de Outubro de 2020

O que há em comum entre a primeira-dama e o senador da cueca? Os dois conseguiram folclorizar a corrupção da extrema direita com seus casos envolvendo ‘trocados’.

Michelle Bolsonaro recebeu R$ 89 mil depositados em sua conta por Fabrício Queiroz e a mulher dele. Chico Rodrigues foi flagrado com R$ 33 mil enfiados na cueca.

Vistos assim, os trocadinhos para gastos diários não significam quase nada. Mas encobrem cifras e negócios milionários que ainda estão em sua maior parte encobertos.

Será que, na média, as pessoas estão interessadas em saber o que há além disso? Talvez seja bom não saber que elas na verdade não querem saber. E que basta a história de Michelle e o causo do senador.

A denúncia do caso de Michelle é de agosto. De lá até agora já se expôs quase tudo sobre as movimentações milionárias, e em dinheiro vivo, de Flavio Bolsonaro, no esquema que era gerido em parte do Fabrício Queiroz.

Mas também é evidente há horas que Fabrício Queiroz era um operador do varejo, o chinelão que captava o dinheiro de assessores fantasmas do então deputado empreendedor da família.

O dinheiro grosso, da lavagem de dinheiro, envolve mais de R$ 15 milhões em imóveis e outros negócios.

O dinheiro de Queiroz para Michelle era o troquinho para gastos do dia a dia. Eram depósitos mensais de R$ 2 mil a R$ 3 mil e foram feitos entre 2011 e 2016.

O dinheiro do senador das cuecas deve ser, na mesma linha, de trocados que a quadrilha por ele financiada enviava para gastos diários. Era dinheiro para ter na carteira, para pequenos prazeres, cigarro, pão e leite.

Cuecas não escondem tudo. O rolo do senador também é grande. Ele integrava a comissão parlamentar do Senado responsável pela execução orçamentária e financeira das medidas de combate à pandemia. É de onde saíam as previsões de dinheiro para os políticos.

A Polícia Federal já sabe que ele se envolveu com o superfaturamento de kits de testes rápidos da Covid-19 em Roraima. O conluio era com uma empresa de amigos contratada sem licitação.

O que há além dos 89 mil de Michelle e os R$ 33 de Chico das Cuecas? O esquema de Flavio Bolsonaro está exposto e só espera a denúncia do Ministério Público.

Foi sustentado pelas rachadinhas e pela lavagem (talvez também com dinheiro de campanha) em imóveis e na fantástica loja de chocolate.

O esquema de Chico ainda precisa ser melhor entendido. Mas não só o dele. As verbas para o combate à pandemia eram liberadas por emenda dos congressistas. Chico era o cara que abria a primeira porta das dotações.

Além de Chico, outros devem estar envolvidos em casos semelhantes. A polícia, o Ministério Público e o Judiciário sabem que há muito mais dinheiro do que a bunda do sujeito escondia.

Só que aí vem aquela pergunta incômoda: o dinheirinho de Michelle e o dinheirinho do Chico da Cueca não ficarão apenas como folclore? Talvez fiquem, ao lado de outros casos que ainda vão surgir.

Blog do Moisés Mendes

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O Globo, um dos principais responsáveis pela ascensão do neofascismo no Brasil ataca 247 pela defesa dos direitos políticos de Lula

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)

Em sua coluna, o jornalista Ascânio Sêleme voltou a defender que a esquerda esqueça o ex-presidente e criticou o presidente do PCO por defender, em entrevista à TV 247, a devolução da cidadania política a Lula

17 de outubro de 2020

O jornal O Globo, que foi um dos principais responsáveis pela ascensão do neofascismo no Brasil, por ter feito campanha pelo golpe de 2016 e pela prisão política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atacou, neste sábado, o Brasil 247 e o presidente do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta. O motivo foi uma entrevista de Rui à TV 247, em que ele defendeu os direitos políticos do ex-presidente Lula e afirmou que muitos na esquerda não têm dado a importância necessária a esta questão. Em razão desta entrevista, o jornalista Ascânio Sêleme, o mesmo que defendeu o "perdão ao PT", mas não a Lula, criticou o que chamou de "naniquismo" da esquerda brasileira e também classificou o 247 como "site companheiro". Ascânio também fez uma defesa da "frente ampla" contra Bolsonaro – desde que este movimento seja uma frente sem Lula.

Brasil 247

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Atriz Bruna Marquezine é flagrada curtindo Praia da Taíba em São Gonçalo do Amarante

Veja o vídeo:

Legenda: Bruna Marquezine curtindo o pôr do sol na Praia da Taíba
Foto: Divulgação

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Foto: Divulgação

A atriz Bruna Marquezine passou a última semana curtindo algumas prais do litoral cearense. Sempre atendendo os fãs, Marquezine foi flagrada nas praias da Taíba em São Gonçalo do Amarante.

Em um dos vídeos postados nas redes sociais, a atriz foi filmada pilotando um quadriciclo pelas ruas da Taíba. Em uma foto, é possível ver Bruna com um grupo de guia turísticos.

Diário do Nordeste

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