Terça

São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - Quinta-feira 30 de Outubro de 2014 - Ano: VII - Edição: 2.204 - Visitas: 6.015.248 - Postagens: 23.939 - Comentários: 9.200

PIZZOLATO: JUSTIÇA ITALIANA ALEGOU TRÊS RAZÕES PARA NÃO EXTRADITÁ-LO, MAS IMPRENSA BRASILEIRA SÓ FALA UMA


30/10/2014 - por Tereza Cruvinel

Imprensa brasileira só tem falado em uma

Foram três as alegações da justiça italiana para negar a extradição de Henrique Pizzolato para o Brasil mas a grande imprensa só tem se referido a uma delas, as péssimas condições dos presídios brasileiros, que apresentariam “risco de o preso receber tratamento degradante”. As outras duas têm a ver com as anomalias do julgamento da Ação Penal 470, a do mensalão mas têm sido omitidas.  Os magistrados italianos apontaram também o fato de não ter sido observado, no julgamento de Pizzolato pelo STF (bem como para os demais réus) o direito universal ao duplo grau de jurisdição e a ocorrência de omissão de provas apresentadas pela defesa.

Como qualquer um sabe, não houve duplo grau de jurisdição porque o julgamento foi transferido para o Supremo Tribunal Federal em função do foro especial para os que tinham mandato eletivo. O tribunal negou o pedido de desmembramento para o julgamento daqueles que, não tendo direito ao chamado foro privilegiado, poderiam ser julgados inicialmente por instâncias inferiores, podendo recorrer depois às superiores, chegando ao próprio Supremo. Já a referência à omissão de provas da defesa diz respeito a uma das maiores anomalias do julgamento: a não inclusão, nos autos da Ação Penal 470, do inquérito 2474. Nele, a defesa de Pizzolato apresentou provas de que os serviços contratados à agência DNA para divulgação dos cartões Ourocard bandeira Visa foram efetivamente realizados. Os famosos R$ 71 milhões de reais transferidos do fundo Visanet para a agência de Marcos Valério destinavam-se, segundo a acusação (Ministério Público e Joaquim Barbosa) a abastecer o valerioduto e dele serem distribuídos aos chamados “mensaleiros”. Pizzolato teria reapresentado à justiça italiana documentos sobre a veiculação de peças publicitárias dos cartões nas grandes emissoras de televisão do Brasil, em grandes revistas nacionais, sobre a realização de campanhas de mobiliário urbano (shoppings, placas de rua, outdoors etc) e até de patrocínios a eventos, entre os quais um encontro de magistrados na Bahia. Como o inquérito 2474 ficou fora do processo principal (e seria preciso saber onde está trancado no STF), tais documentos não foram acessados pelo conjunto dos ministros nem pela defesa de outros réus.Segundo um advogado que atuou na defesa de outro réu, Pizzolato levou consigo um grande volume de documentos de defesa quando fugiu do Brasil. Vinha se preparando para isso há alguns meses e municiou-se. Eles teriam sido mais determinantes que as condições dos presídios brasileiros para que ele obtivesse a recusa da extradição e a liberdade de que agora desfrutará na Itália, onde tem a segunda cidadania.

Das três alegações da justiça italiana, a imprensa brasileira só tem mencionado uma. Por que será?


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'SEM INTERNET, AÉCIO TERIA VENCIDO ELEIÇÃO', DIZ CIENTISTA POLÍTICO

Amadeu defende reforma política para se alcançar uma
 legislação mais democrática dos meios de comunicação

Para Sérgio Amadeu, PSDB adota 'estratégia do cinismo'. Ele considera inaceitável que a bandeira de combate à corrupção seja conduzida por 'forças da corrupção'


por Renato Brandão, especial para RBA publicado 30/10/2014

São Paulo – Carro-chefe da editora Abril, a revista Veja lançada na última sexta-feira (24) divulgou como matéria de capa uma acusação de que a presidenta reeleita Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, tinham conhecimento de um esquema de corrupção na Petrobras. Sem apresentar qualquer prova, o conteúdo da reportagem era baseado em suposto depoimento do doleiro Alberto Youssef à Polícia Federal, que foi desmentido por seu advogado logo após a publicação.

Considerada a última “bala de prata” da oposição para tentar impedir uma nova vitória petista sobre os tucanos, a reportagem foi contestada duramente pela presidenta durante seu último programa eleitoral na TV na mesma sexta-feira. Ainda naquele dia, a Justiça considerou a publicidade da revista como “propaganda eleitoral” e também concedeu direito de resposta ao PT no site da revista.

Ainda assim, o estrago já estava feito. A campanha e simpatizantes do PSDB distribuíram panfletos com a capa impressa da revista da Abril em várias cidades do Brasil. Já na madrugada de sábado (25) para domingo (26), circulavam boatos de que Alberto Youssef havia sido envenenado, algo que teve de ser desmentido com rapidez pela Polícia Federal.

“Essa operação da Veja mostra que ela não é um órgão de comunicação, o que ela mostrou claramente é que ela é uma sala do comitê político do PSDB no Brasil. A revista operou de maneira a desinformar. Ela desinformou”, disse o sociólogo Sérgio Amadeu, doutor em Ciência Política pela USP. Comparando o caso à ação midiática que ajudou a decidir o pleito presidencial de 1989, com a eleição de Fernando Collor de Mello, Amadeu acredita que o plano da editora Abril só não se concretizou nas urnas pela existência da internet. “Existe hoje a internet, que não tinha naquela época. Então, se não houvesse a internet, certamente o candidato Aécio Neves tinha ganho a eleição.”

Para o cientista político, as redes sociais apontaram um acirramento muito grande e deixaram claro que “a linha política e o conteúdo discursivo das forças comandadas pelo PSDB” é baseada na “estratégia do cinismo”. Amadeu também defendeu uma reforma política para se alcançar uma legislação mais democrática dos meios de comunicação.

Qual foi a influência da capa da revista Veja às vésperas do segundo turno presidencial entre Dilma e Aécio?

A capa da Veja foi feita justamente para influenciar o resultado eleitoral. Ela normalmente está nas bancas no sábado, mas saiu na sexta-feira. E era uma capa para, inclusive, ser impressa, tanto é que a campanha do candidato Aécio Neves (PSDB) imprimiu essa capa justamente para manter aquele clima que eles criaram no Brasil de demonização do outro. O grupo Abril, em particular a revista Veja, já há muito tempo é organização que defende interesses econômicos a partir da gestão da política. Não há como dizer agora o quanto impactou, mas eles influíram claramente na votação de domingo, porque o Aécio conseguiu, a partir desse tipo de ação, crescer e encostar na candidata Dilma Rousseff no segundo turno das eleições.

Como o sr. avalia o papel da internet nessas eleições?

Uma coisa que chama atenção nesse processo é que essa operação já tinha sido feito nas eleições de 1989, com sucesso, mas não teve desta vez. E por quê? Porque desta vez – além das pessoas já conhecerem a manobra de grupos de comunicação misturadas à elite política econômica no caso da vitória do Collor – também existe hoje a internet, que não tinha naquela época. Então, se não houvesse a internet, certamente, o candidato Aécio Neves tinha ganho a eleição, porque era o candidato preferido pelos grupos econômicos, pelos banqueiros, pelo mercado de capitais. Inclusive oscilava a Bolsa e, se você for ver, é muito curioso, quando as pesquisas davam a Dilma crescendo, a Bolsa caía, o que mostra o humor desses especuladores financeiros. A internet foi decisiva para a garantia de um debate que não existiria se fossem apenas os meios de comunicação de massa atuando nessas eleições. Isso é bastante nítido no processo eleitoral que ocorreu em 2014.

E as redes sociais?

As redes sociais, em particular, tiveram um papel grande e mostraram, na verdade, um acirramento muito grande. Deixou claro, e é importante que tudo fica registrado, qual é a linha política e o conteúdo discursivo das forças comandadas pelo PSDB, que é baseada em preconceito, em mentira e numa estratégia que podemos chamar de “estratégia do cinismo”. Eles chegam a afirmar que nenhum corrupto ligado ao PSDB está preso ou foi julgado por incompetência do PT, o que é uma coisa completamente cínica. Esse tipo de ação, as pessoas não têm clareza de como vão lidar com isso. Agora, minha opinião é bastante clara: é preciso mostrar concretamente o que é o PSDB do ponto de vista da corrupção. É inaceitável que a bandeira da corrupção seja tomada por forças da corrupção. É inaceitável.

Não tenho nenhuma dúvida do aparelhamento que (governador de São Paulo) Geraldo Alckmin faz na Sabesp. Isso ficou nítido nas gravações mostrando que eles são capazes de ganhar a eleição, inclusive se for para deixar uma cidade em situação de calamidade. Nós temos que mostrar que eles são uma junção de descompromisso com a democracia, de má gestão de recursos públicos e de corrupção em larga escala, como foi feito em São Paulo. Réus confessos entregaram as provas e o Ministério Público não faz nada. Então, temos que ir para cima disso.

Temos que ir para cima do crime eleitoral cometido pela revista Veja, temos que exigir o julgamento do mensalão mineiro antes que ele prescreva e temos que mostrar toda a ligação que o PSDB tem com crime, com práticas absurdas. Não podemos aceitar. E não vai ser falando “pessoal, o clima de ódio é ruim”. Não. O clima de ódio só vai ser reduzido com argumentos verdadeiros e racionais. Não é pedindo paz e amor, não, mas colocando claramente para as pessoas, insistentemente, as falácias do discurso que eles reproduzem para o Brasil. A gente tem que ser muito claro com isso, porque disso depende a democracia, né?

O sr. acredita que o novo governo possa mudar artigos que dizem respeito à comunicação?

Eu acho que um dos principais pontos da reforma política para o Brasil é a reforma da comunicação. Essa operação da Veja mostra que ela não é um órgão de comunicação, o que ela mostrou claramente é que é uma sala do comitê político do PSDB no Brasil. A revista operou de maneira a desinformar. Ela desinformou. Ela já havia feito isso se ligando a um criminoso chamado Carlos Cachoeira e não aconteceu nada. O cara continua lá na sucursal de Brasília, não foi preso, não foi condenado. Nós precisamos mexer nessas estruturas de concentração econômica de poder, fazer uma reforma da comunicação, uma lei de meios, como a da Argentina. E nós precisamos também de uma reforma política que retire o poder do capital, que retire o financiamento privado de campanha, mas que permita também à gente avançar em questões cruciais da sociedade brasileira. Com uma Constituinte que não possa ser com estes deputados, que tenha que ser exclusiva. O deputado que quiser fazer essa Constituinte só poderá se candidatar para isso, para discutir as ideias e o futuro do país, e não para vir com esquemas que a gente sabe que eles articulam, de grandes corporações, de forças que bancam campanhas milionárias. Precisamos de uma reforma política com uma Constituinte exclusiva e, nesse contexto, uma reforma das comunicações.

Por que os partidos têm tido certa dificuldade em atingir os jovens na internet?

A internet não é contraposta aos partidos, mas é que a velocidade das comunicações e as relações intensas que existem na internet geram muitas dificuldades para os partidos, principalmente para legendas partidárias que são estruturas mais orgânicas. Por exemplo, o PSDB adotou e atuou como estratégia na internet, e não é de agora, de desconstruir seus opositores, no caso o governo federal e o PT.

E os tucanos fazem isso destilando preconceitos e coisas absurdas. Se for ver o que dizem dos nordestinos, dos gays e das opções políticas das pessoas, beira ao fascismo. Agora temos que ver o que os partidos que são propostas democráticas e de esquerda podem refazer utilizando a internet, mas é muito difícil fazer política só pelas estruturas partidárias. Hoje, está muito claro que não é só o partido o elemento que faz política. Há outras formas de se fazer política, inclusive com conexões, grupos e coletivos de ativistas na internet.


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REFINARIA: CID GOMES MINIMIZA NOTÍCIA DA AGÊNCIA REUTERS


30/10/2014 - O governador do Ceará, Cid Gomes, disse estar surpreso com as informações divulgadas na última terça-feira (28) pela Agência Reuters, a partir das declarações de uma fonte anônima, que cogitavam um provável adiamento no cronograma de instalação da Refinaria Premium II. Em contraponto a esta informação, o chefe do Executivo estadual disse da relação contínua com a Petrobras e de demandas repassadas ao Estado, para prover a infraestrutura necessária à recepção do empreendimento. "Eu estou surpreendido com essa notícia. Li, não tem fonte. Acho estranho que o Brasil, que hoje já é deficitário em combustível e tem uma tendência de descobrir mais petróleo bruto e ampliar sua margem de exportação de petróleo, vá abrir mão de um empreendimento como este", afirmou, ontem, ao Diário do Nordeste, durante a inauguração do Shopping RioMar Fortaleza.

O governador disse acreditar que pelo fato de o País ser deficitário em combustível a refinaria "já se justifica hoje" e "se justifica ainda mais por conta do crescimento da exploração de petróleo" pela Petrobras, responsável pela implantação da Premium II, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp).

Outro argumento usado pelo chefe do Executivo estadual foi direcionado ao "auto-endividamento da Petrobras". Para Cid, "é um círculo vicioso que a Petrobras tem de se livrar dele". "(A estatal) se endivida porque está importando derivado de Petróleo e vendendo mais barato do que compra. Se permanecer nisso, a tendência é piorar", disse.

Burocracia acabou

O governador garantiu ainda que "tudo que era de burocracia (em relação ao empreendimento de refino para o Ceará) já foi feito". Questionado sobre o termo de compromisso que deveria ser assinado até o fim de outubro deste ano, ele afirmou que "não há mais nada a ser assinado". "O terreno já é 100% da Petrobras. A área reservada aos (índios) Anacé já foi adquirida e o Estado já fez mais este investimento", disse o governador.

Ponte redimensionada

Além dos compromissos com o espaço físico da Premium II, o governador revelou também sobre nova demanda repassada pela Petrobras ao Estado. "Estamos hoje, por exemplo, redimensionando a nova ponte de acesso ao porto do Pecém e estamos mudando o projeto original para atender uma demanda de um equipamento que vai chegar para a refinaria, mas que a ponte não estava preparada para recebê-lo", explicou.

Os equipamentos são as chamadas torres de fusão, que pesam cerca de duas mil toneladas e serão utilizadas no refino dos óleos crus da refinaria. A mudança na ponte deve implicar, segundo a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), em mais R$ 57 milhões no projeto original de ampliação do Porto do Pecém.

Futuro no BID

Sobre as especulações de que iria assumir um ministério no próximo governo da presidente reeleita Dilma Rousseff, Cid Gomes afirmou que mantém os planos que tinha antes das eleições e busca assumir um cargo no Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID). Para isso, contou ter contactado o presidente da instituição já nesta semana.

Regina Carvalho/Armando de Oliveira Lima | Diário do Nordeste
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KOTSCHO RELACIONA VITÓRIA DE DILMA AO “FATOR LOBÃO” E A CAPA DA “VEJA-PANFLETO”


Colunista Ricardo Kotscho ironiza o cantor que prometeu deixar o Brasil em caso de reeleição de Dilma Rousseff: “Ainda não se tem um levantamento científico sobre os votos dados a Dilma pelo eleitorado que queria aproveitar a chance para se livrar desta figura patética, meio quarta-feira, com aparência de doentinho fora da casinha, mas como a decisão aconteceu por estreitíssima margem de votos, sempre é bom levar em consideração todos os fatores possíveis de terem interferido no resultado, além da capa-panfleto daquela revista”

30 DE OUTUBRO DE 2014

O colunista Ricardo Kotscho ironizou o cantor Lobão que prometeu deixar o Brasil se Aécio Neves (PSDB) não fosse eleito à Presidência. Segundo ele, o “fator Lobão” pode ter causado um efeito inverso e reeleito Dilma. Leia:

Exclusivo: Quem elegeu a Dilma foi o Lobão?

Juro que este é meu último comentário sobre as razões que levaram à reeleição de Dilma Rousseff. É minha contribuição para os analistas que ainda estão quebrando a cabeça para entender o que aconteceu no último domingo.

Como ninguém ainda pensou nisso, sugiro que se leve em conta também o "fator Lobão" _ o cantor, vejam bem, não o ministro.

Entusiasmado cabo eleitoral de Aécio Neves no meio artístico, algumas semanas antes da eleição, como vocês se recordam, Lobão anunciou que deixaria o país se Dilma fosse eleita. Teve gente nas redes sociais que até convocou uma festa de despedida para o cantor, no agora famoso aeroporto de Cláudio.

Ainda não se tem um levantamento científico sobre os votos dados a Dilma pelo eleitorado que queria aproveitar a chance para se livrar desta figura patética, meio quarta-feira, com aparência de doentinho fora da casinha, mas como a decisão aconteceu por estreitíssima margem de votos, sempre é bom levar em consideração todos os fatores possíveis de terem interferido no resultado, além da capa-panfleto daquela revista.

Pois não é que apenas algumas horas após a vitória de Dilma, feito um D. Pedro redivivo, Lobão voltou atrás e anunciou que, para o bem do povo, não irá mais embora do Brasil? Que poderemos fazer agora para que ele cumpra sua promessa, ou vamos ter que esperar quatro anos pela próxima eleição? Vamos ter que continuar vendo e ouvindo Lobão?

Sem paciência para tanto, já tem colunistas inconformados com o resultado discutindo os rumos do "terceiro turno", e alguns mais aloprados propondo abertamente o impeachment de Dilma, alegando que o país foi vítima da propaganda enganosa de Lobão.

Como os amigos podem reparar, estou urgentemente precisando de uma folguinha, depois deste verdadeiro massacre que foi acompanhar a campanha eleitoral. A partir de amanhã, vou dar também um descanso aos caros comentaristas do Balaio: estarei em Ouro Preto, Minas, para participar do tradicional Fórum das Letras, onde poderei tratar de outros assuntos mais amenos, além de reencontrar velhos amigos "feirantes", habitués destes eventos livrescos, que reúnem escritores e leitores e estão se espalhando como febre por todo o país, o que é muito bom.

A vida não pode ser feita só de política. É fundamental que a gente não perca o bom humor para não perder a fé.


Até a volta.

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LULA MIRANDA | É A INTOLERÂNCIA QUE ATRAVANCA O PROGRESSO

Lula Miranda
29 DE OUTUBRO DE 2014 ÀS 18:35

Só um ignorante seria capaz de manifestar, sem o menor pudor ou vergonha, as diatribes e preconceitos pavorosos que foram publicados nas redes sociais contra o Bolsa Família – ou seja, contra os pobres –, contra os nordestinos e contra os petistas


Quem já está aí pela faixa dos 40 anos, ou mais, certamente se lembra desse bordão que bem ilustrava na época o estereótipo de uma elite pretensamente culta e letrada, mas, em verdade, ignorante e corrupta: "É a ignorância que atravanca o progresso".

Esse bordão hoje, devidamente atualizado ou "repaginado", parece ceder lugar à sentença acima, que dá título a esse texto.

Nos dias que correm, mesmo depois de tantos investimentos em educação, distribuição de milhões de livros às escolas públicas do país e demais incentivos do governo federal, bem como também ações de alguns poucos governos estaduais e municipais mais progressistas, a "ignorância" continua sendo uma praga endêmica e um entrave ao pleno desenvolvimento do país.

Mas o que estorva mesmo, de forma paralisante, é a intolerância (essa filha bastarda da ignorância) de certa parte de nossa elite e de nossa classe média mais conservadora. Ressalte-se que escrevi "parte de nossa elite e da nossa classe média". Pois, é bom que se faça justiça e não se tome parte pelo todo, pois boa parte da nossa elite e da nossa classe média constitui-se de pessoas bem educadas, esclarecidas, humanistas, tolerantes, respeitosas e respeitáveis, e de bem com a vida.

Sim, vale repetir e asseverar, à guisa de precário diagnóstico: a intolerância é cria bastarda da ignorância.

Só um ignorante, aquele que ignora a essência das coisas do mundo, para além das sombras da caverna, das manifestações e fenômenos do conhecimento, da cultura universal, da História, da Economia, da Política, da Filosofia, da vida enfim, seria capaz de manifestar, sem o menor pudor ou vergonha, as diatribes e preconceitos pavorosos que foram publicados nas redes sociais contra o Bolsa Família – ou seja, contra os pobres –, contra os nordestinos e contra os petistas.

Vamos, por partes, de forma esquemática, para não nausear, ou mesmo cansar, o estimado leitor, estripando (ou extirpando) as vergonhas desses pobres ignorantes em público.

Pergunto: por que condenar o Bolsa Família?!

Ato contínuo, arriscaria resposta possível: por ignorância. Simples assim.

Só um ignorante, um mal-intencionado ou um perverso, um sádico poderia condenar, de forma tão preconceituosa, gratuita e agressiva, um programa que é reconhecido e elogiado por diversos sociólogos, economistas, diversas autoridades, estadistas e também, diga-se, por organismos multilaterais. Gente que, certamente, nunca leu algo sobre "renda básica de cidadania" [salve, Suplicy!] ou "rendimento de cidadania" – pois essa garantia de uma renda mínima/básica existe em diversos países civilizados, cada qual batiza de uma maneira (até mesmo em países onde a desigualdade social não é tão gritante e vergonhosa como é aqui no Brasil). No Brasil, aliás, é vexatória.

Só mesmo gente que não procura entender sequer o "bê-á-bá" da Economia e, em face disso, não tem a mínima noção dos virtuosos efeitos multiplicadores que essa ação do Estado, ou "o Bolsa", como é chamado por aqueles que lhe tem respeito e carinho, proporciona na vida das pessoas, na economia e na sociedade.

Preconceito contra os nordestinos?! Ignorância. Xenofobia "fora de lugar", visto que um concidadão originário de outro estado não é um estrangeiro. E mesmo que fosse. Injustificável. Abjeto. Sem sentido.

As qualidades e os méritos de um povo não se justificam ou medem com o esquadro do seu enquadramento geográfico, num infame e suposto mapa de segregação, onde os bons, os "eleitos" estão de um lado, e os ruins ou os "desgraçados", no outro. Quem nasce no Sul tem o mesmo valor e os mesmos direitos de quem nasce no Norte, no Nordeste ou no Sudeste.

Somos todos humanos, apesar do caráter aparentemente desumano de alguns encastelados confortavelmente no topo da pirâmide.

Por vezes, o que é cristalino para uns é invisível diante da cegueira de outros. E o que causaria essa "cegueira"?

Só mesmo o crescimento regional desequilibrado e segregacionista do passado poderia, a princípio e apenas em tese, explicar, aclarar, mas não pode justificar jamais, tamanha soberba de uns e descabido preconceito de outros.

Mas, agora, e creio que isso já é de conhecimento de muitos, alguns estados no Nordeste crescem e se desenvolvem até mais que estados do Sul ou do Sudeste. Agora, você deve também saber, o fluxo migratório se inverteu: são os paulistas que buscam oportunidades de emprego em Pernambuco, na Bahia e no Ceará. Mas, ao menos que eu saiba, baianos, pernambucanos e cearenses não demonstram ter qualquer tipo de preconceito contra paulistas. Ao contrário, até os recebem com a hospitalidade e urbanidade própria dos nordestinos.

Preconceito, que chega ao ódio, à exasperação, à histeria contra os petistas?! Injustificável. Injusto. Mais um fruto apodrecido da ignorância.

Como é possível um cidadão, ciente e cioso da história contemporânea do Brasil, ter "ódio" do Partido dos Trabalhadores?! Ódio?! Por quê?! Não faz o menor sentido! A não ser pela campanha negativa massiva dos grandes veículos de imprensa, nitidamente contrários a esse partido – a despeito de seus inegáveis e eventuais erros, que em nada diferem dos erros cometidos pelos demais, mas nem por isso o redime, tampouco o condena em definitivo.

O PT teve um papel fundamental, de modo inequívoco, inquestionável, nos últimos 35 anos da nossa história, na luta por um novo sindicalismo, nos embates e debates pelos direitos dos trabalhadores organizados – mas também na luta pelos desassistidos, nas demandas dos sem terra, dos sem-teto, dos aposentados etc.

Chamar os petistas, de forma histérica e injustificada, exagerada, repito, de "ladrão", "bandido" e outros epítetos desrespeitosos parece-me rematado exagero ou equívoco, nem sempre calculado.

Assustou-me assistir a um vídeo no qual uma jovem (uma moça de uns vinte e poucos anos), com indisfarçável exasperação, na passeata realizada em SP a favor do candidato Aécio Neves, dizia e repetia que "a coisa que ela mais tem ódio na vida é o PT". Como assim?! Por quê?!

Onde já se viu?! Um senador, disputando a Presidência, chamar uma presidente da República, num debate ao vivo na TV, de "mentirosa" – e por 3 vezes seguidas! – e depois de "leviana". Mentirosa todo mundo sabe o que é, já leviana...

Onde já se viu?! O candidato da oposição, também em um dos debates, de modo desbragadamente agressivo e arrogante, dizer que a presidente teria que procurar emprego a partir do dia 02 de janeiro do próximo ano, porque estaria, também ela, desempregada?!

Onde já se viu?! Agredir com ofensas verbais impublicáveis, e, insisto, de maneira histérica, o jovem prefeito eleito da maior cidade do país, na hora em que este se dirigia à sua cabine de votação no dia da eleição?!

Onde já se viu?! Dirigir-se, com ofensas e impropérios, ao governador da Bahia, tentando expulsá-lo de um restaurante em que jantava, com sua esposa e enteado, no "elegante" bairro dos Jardins em São Paulo. Quanta deselegância! Não se respeita nem a privacidade e uma sagrada reunião em família de uma autoridade constituída, democraticamente eleita?

Onde já se viu?! Uma jovem "jornalista" vociferar impropérios dirigidos aos pobres e aos nordestinos, num vídeo que "viralizou" na internet e nas redes sociais? Redes sociais ou antissociais?

É essa a democracia que desejamos construir?

É essa a civilização que desejamos erigir?

Não lhes parece, honesta e sinceramente, um comportamento autoritário e intolerante que nos aproxima, perigosamente, das injustiças, aberrações e atentados aos direitos humanos e à dignidade da pessoa humana perpetrados pelo nazifascismo e outros regimes totalitários?

Não deveríamos todos ter vergonha por agirmos assim dessa maneira?

Por isso, insisto aqui, novamente, por uma reeducação dos espíritos para o humanismo e para a civilidade.

Vamos, todos, procurar refletir um pouco mais, antes de agir de modo intempestivo, impensado, irracional.

Vamos, todos, buscar refrear/reprimir os nossos impulsos primevos, inconfessáveis, criminosos.

Vamos, todos, lembrar e louvar/exaltar conceitos como SOLIDARIEDADE, FRATERNIDADE, AMOR AO PRÓXIMO, COMPREENSÃO, COMPAIXÃO etc.

Exorto aos meus colegas escritores e jornalistas (notadamente os colunistas da grande imprensa, mas também os blogueiros), aos educadores, aos artistas, aos padres, pastores e demais líderes espirituais, aos promotores, juízes e magistrados, que nos ajudem, cada qual na sua tribuna, nessa reeducação para a cidadania por intermédio dos valores essenciais e fundamentais do Humanismo.


Antes que nos tornemos, em definitivo, apenas um ajuntamento de bestas-feras, incontroláveis, que agem por impulso, em meio à violência, à barbárie e ao caos.
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HULK DETONA O IMBECIL E PRECONCEITUOSO DIOGO MAINARDI


Em sua conta no Instagram, jogador paraibano respondeu às ofensas do jornalista em relação ao Nordeste

29/10/2014 - Nesta terça-feira (28), o jogador paraibano Hulk utilizou seu perfil no Instagram para responder às críticas do jornalista Diogo Mainardi ao Nordeste. Segundo o atleta, que atualmente joga pelo clube russo Zenit St. Petesburg, “Mainardi demostra ignorância e arrogância quando critica o Nordeste”.

O colunista da GloboNews integrou o coro preconceituoso contra os nordestinos após a confirmação da reeleição de Dilma Rousseff (PT). Na noite de domingo (28), durante o programa Manhattan Connection, ele teceu comentários bastante discriminatórios sobre a região. “Essa eleição é a prova de que o Brasil ficou no passado. Não é Bolsa Família, não é marquetagem. O Nordeste sempre foi retrógrado, sempre foi governista, sempre foi bovino, sempre foi subalterno durante a ditadura militar, depois com o reinado do PFL e agora com o PT. É uma região atrasada, pouco educada, pouco construída, que tem uma grande dificuldade para se modernizar na linguagem. A imprensa livre só existe da metade do Brasil para baixo. Tudo que representa a modernidade está do outro lado”, atacou.

Hulk, que é natural de Campina Grande e frequentemente manifesta orgulho de suas raízes em entrevistas à imprensa, não deixou barato. “Morando tanto tempo fora do Brasil, o jornalista Diogo Mainardi não demonstra conhecimento pela importância do Nordeste ao País e principalmente respeito com a população nordestina”, cravou o jogador. Ele termina o texto com um aviso ao jornalista: “Mainardi, respeite o Nordeste!”.


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Só depois das eleições, Estadão conta que irmão da Dilma é tão simples que seu carro é um fusca



29/10/2014 - Até domingo não interessava desmentir Aécio. Depois que passou as eleições o jornal Estadão resolveu desengavetar uma reportagem sobre Igor Rousseff, irmão da presidenta Dilma adepto da vida simples como Pepe Mujica, acusado de forma mentirosa por Aécio Neves em um debate de ter sido funcionário fantasma na prefeitura de BH.

Eis a matéria:

IRMÃO DA PRESIDENTE, O EX-HIPPIE DE PASSA TEMPO

Morador do interior mineiro, Igor Rousseff saiu do anonimato após acusação de ter sido servidor fantasma.

Diego Zanchetta - Enviado especial a Passa Tempo

Adepto da filosofia budista e ex-hippie, Igor Rousseff, advogado de 67 anos que agora tenta criar tilápias, é o único irmão da presidente reeleita. Ele mora há quase duas décadas na pequena e
bucólica Passa Tempo, cidade no interior de Minas Gerais com cerca de 8 mil habitantes e duas dezenas de cachoeiras. Ontem à noite ele recebia, em sua pequena casa com portão baixo de
madeira e um fusca verde na garagem, amigos que entravam sem bater para cumprimentá-lo pela vitória da irmã.

Igor estava com Valquiria Faleiro, de 47 anos, chefe do setor de contabilidade da prefeitura de Passa Tempo, sua mulher desde 2006. Ele voltou no sábado de Brasília para poder votar na irmã. Durante a semana, com Dilma em seus últimos compromissos de campanha, resolveu ficar com a mãe de 91 anos, que está doente, no Palácio do Planalto. Lá assistiu, sozinho em um quarto de hóspede, ao último debate presidencial. Menos de 24 horas depois estava no centrinho de Passa Tempo de chinelos e bermuda, comprando uma caixinha de cervejas no único mercado da cidade. “Achei que era fantasma e não me enxergavam”, disse ao ser abordado pela reportagem do Estado no fim da tarde de sábado, tentando ironizar as acusações, feitas pela campanha de Aécio Neves (PSDB), de que teria sido funcionário fantasma da prefeitura de Belo Horizonte entre 2003 e 2009. Em seguida,
aceitou conceder entrevista exclusiva no “puxadinho” com churrasqueira que construiu no quintal de casa. “Demorei quatro anos pra fazer esse ‘puxado’, pedreiro aqui tá muito caro. Custa R$ 120 por dia de serviço”, contou.

Aposentado há dois anos, Igor busca incrementar a renda com um projeto para tentar entrar no mercado de criação de tilápias. “Tem gente que vende por R$ 50 o quilo do filé da tilápia. Estou com outro colega em um negócio que pode render 300 toneladas (por mês)”, afirma. Antes, ele ocupou funções diversas - já foi desde controlador de voo em São José dos Campos a porteiro de hotel de
luxo em Quebec, no Canadá.

Ele garante nunca ter pedido nenhum tipo de favor à irmã dez meses mais nova. E até faz críticas ao papel de guerrilheira de Dilma durante a juventude. “Eu achava errado (ela ir para a luta armada contra a ditadura). Os dois lados (militares e estudantes) estavam errados. Não se ganha nada impondo a violência”, disse o irmão da presidente.

Na mesma época que a irmã militava na clandestinidade, ele morava nos Estados Unidos e estava em contato com líderes do movimento hippie dos anos 70. “Quando eu voltei e ela estava na cadeia, no presídio Tiradentes, eu ia com minha mãe visitá-la.” O irmão diz também que não gostava de Leonel Brizola, o líder político que inspirava Dilma. Enquanto a irmã seguia carreira política dentro do PDT e já era secretária no governo do Rio Grande do Sul, Igor morava em um trailer na Bahia.

Quando a irmã se tornou ministra, em 2003, ele ainda morava no mesmo trailer, em um terreno cedido por um amigo em Passa Tempo, onde acabou construindo sua casa. “Eu sempre gostei mais
da iniciativa privada, tive boas oportunidades”, argumenta. Advogado, Igor também cursou jornalismo e história. Fala francês e inglês fluentes.

Ele defende a reeleição da irmã. Mas de jeito nenhum pede votos aos amigos ou faz campanha. Igor sorri quando questionado se dava expediente na prefeitura de Belo Horizonte, entre 2003 e 2009, quando já morava em Passa Tempo. “Esse menino (Aécio Neves) tá exagerando”, afirmou, sorrindo, o adepto da filosofia budista. Ele afirma nunca ter faltado ao serviço enquanto esteve na função de assessor especial da Secretaria de Planejamento. “Eu só voltava aqui (Passa Tempo) nos finais de semana. Sempre fui muito próximo do Fernando (Pimentel, ex-prefeito da capital mineira)”, relata, com voz pausada.

As acusações, porém, revoltam a mulher de Igor e seu filho, o médico cardiologista Pedro Rousseff, de 45 anos, que tem casa de veraneio e consultório em Passa Tempo. Foi o filho quem comprou para o pai a maior parte dos móveis de sua casa. “A gente sempre tá percebendo uma piadinha, uma alfinetada até de quem era nosso amigo. Foi muita calúnia contra meu pai. E meu filho também fica sofrendo bullying na escola em Belo Horizonte por conta disso”, disparou Pedro.

Em meio ao clima de “Fla-Flu” entre petistas e tucanos que também contagiou a pequena cidade mineira, a cunhada de Dilma passou a última semana reclusa. Só saía para trabalhar ou ir à padaria. Na sexta-feira, a reportagem encontrou Valquiria indo pra casa a pé, carregando uma sacola de plástico que tinha ricota caseira e um litro de Sukita. “Foi-se o nosso sossego, que a gente tanto gostava, com essas denúncias todas, o anonimato que o Igor lutou tanto para preservar”, lamentou.

Ufologia. O jeitão simplório e caipira de Igor, nascido e criado na capital Belo Horizonte, o tornou rapidamente querido entre os moradores de Passa Tempo. Ele chegou na cidade pela primeira vez em 1989, acompanhando um amigo que pretendia conhecer o ufólogo Antonio Faleiros. Hoje com 73 anos, o especialista em disco voadores se tornou a pessoa mais próxima do irmão de Dilma na cidade.

“Mas o Igor não acredita em ETs, como o amigo dele. Veio aqui tirar um barato e acabou ficando. Uma vez ele perdeu a carteira na pracinha e menos de cinco minutos depois um rapaz achou e foi
devolver. O Igor gostou tanto daquilo, falou na mesma hora que ia morar em Passa Tempo para sempre”, recorda o ufólogo. Faleiro construiu, em 1981, no alto de uma serra de Passa Tempo, o
primeiro observatório de óvnis da América Latina. O amigo de Igor queria conhecer o local, por onde passavam à época mochileiros do mundo inteiro. Esse mesmo amigo também mudou para Passa
Tempo e mora lá até hoje. Só que Igor perdeu a amizade de mais de 30 anos, no ano passado, após o amigo lhe pedir um favor na prefeitura de Belo Horizonte.

“Ele tem pavor de qualquer pessoa que venha pedir favor a ele por causa da irmã ou pelo sobrenome. Quem fizer isso vai perder a amizade de uma pessoa maravilhosa, simples de tudo. Não adianta, ele não gosta dessa coisa de ‘irmão da Dilma’ de jeito nenhum”, avisa Faleiro sobre o amigo. Foi ele quem arrumou o terreno onde Igor colocou seu trailer quando resolveu se fixar em Passa Tempo.

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MARINA, POR ONDE ELA PASSA NÃO NASCE NEM GRAMA


29 de outubro de 2014 | Autor: Fernando Brito

Leio no Estadão que Marina Silva já se prepara para deixar o PSB e retornar à formação de sua Rede.

O PSB, por sua vez, prepara-se para se fundir ao PPS de Roberto Freire, pernambucano corrido pelos eleitores para São Paulo, onde a Prefeitura paulistana, com José Serra, o acolheu nos conselhos da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e da SPTurismo e o ajudou a voltar à Câmara, para onde agora não se reelegeu.

Marina sai deixando um partido em frangalhos, fadado a se unir ao PPS como sublegenda tucana, o que já é em São Paulo e no Paraná.

Volta para sua Rede, onde os “sonháticos” tiveram pesadelos com Aécio e na qual, agora, vai desfilar como atração pelas mãos da herdeira do Itaú e do tucano Walter Feldman, como o ser exótico e domesticado, sempre pronto a ser lançado contra a esquerda, embora sem o charme que tinha.

Precisa, claro, de uma “reciclagem” em sua “cara de povo” e dela fazem parte os cabelos soltos e rebeldes, que agora brotam de uma cabeça aprisionada pelo ódio e já nada rebelde ao sistema.

Marina não deixa nada, por onde passa, senão destruição, decepções e rancores.

É uma pena porque, já disse outra vez, teve uma trajetória de lutas e de superação, vinda da pobreza.

Mas destruiu, como um mata-pau, todos aqueles que lhes serviram de apoio.

Marina Silva, que se diz a mulher da sustentabilidade e da preservação, semeia apenas a devastação,  quando se trata de convívio.

Duas vezes o povo brasileiro foi-lhe generoso e generosos foram os que acharam que ela poderia vir a ser, de fato, uma nova forma de fazer política.

Ao atirar-se à campanha de Aécio, com o mesmo ódio no olhar, Marina perdeu o que tinha diante dos olhos de milhões de brasileiros que um dia imaginaram que ela fosse o caminho do novo.

O povo brasileiro não a odeia e engana-se quem pensar assim.

O povão apenas a despreza, como desprezou seu apelo para votar nos inimigos deste povo, domingo passado.

A antiga “fada da floresta” só deixa atrás de seus passos a terra arrasada.


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GOL anuncia voo direto entre São Paulo e Juazeiro do Norte


Esse será o primeiro direto da empresa para o destino com origem na região sudeste do País

29/10/2014 - A GOL Linhas Aéreas Inteligentes inicia, a partir de 15 de novembro, as operações do novo trecho, que ligará o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo ao aeroporto de Juazeiro do Norte. Esse será o primeiro direto da empresa para o destino com origem na região sudeste do País.

O trecho terá, diariamente, um voo saindo de Guarulhos às 00h30min, com chegada em Juazeiro do Norte prevista para às 2h20min, e a volta às 2h50min, com chegada em São Paulo para às 6h45min.

As viagens serão realizadas em aeronaves modelo Boeing 737-700 e configuração GOL+, que garante maior espaço entre as poltronas. O serviço de bordo contará com um cardápio de serviço de venda a bordo com sopas, snacks e sanduíches preparados com ingredientes orgânicos, integrais e naturais, além de opções vegetarianas.


As passagens já estão sendo vendidas no site da GOL.

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Senai firma parceria com termelétricas do CE e do MA


29/10/2014 - O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e as usinas termelétricas Energia Pecém e Pecém II, em São Gonçalo do Amarante no Ceará, e Itaqui, no Maranhão, firmam amanhã, às 8h30, uma parceria para o desenvolvimento de aplicações industriais das cinzas de carvão mineral produzidas pelas usinas. Na ocasião, que se dará na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), será realizado também um workshop sobre o tema.

Conforme divulgou o Senai, os estudos serão coordenados pelo Instituto Senai de Inovação em Tecnologias Construtivas (ISI-TC) e irão utilizar as cinzas - um dos subprodutos oriundos da queima do carvão mineral - das usinas instaladas no Complexo Industrial e Portuário do Pecém e Itaqui. As cinzas representam um material alternativo que poderá ser utilizado em diversos segmentos da construção, como aterros estruturais, rodovias, blocos de cinza e cal, cerâmicas, materiais para remediação de solos, entre outras aplicações.

O órgão aponta ainda que as cinzas também podem substituir o material hoje importado para a fabricação do cimento, trazendo maior economia na construção de casas, rodovias e demais construções.

Alternativas

O estudo que será coordenado pelo Senai, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Fundação de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Cientec), visa estabelecer alternativas para a utilização desse subproduto.

Características

De acordo com informações divulgadas pelo Senai, a produção de energia elétrica por meio de térmicas a carvão mineral representa 39% da geração do mundo e deverá crescer cerca de 2% ao ano até 2030, segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE). No Brasil, apesar de haver predominância da matriz energética hídrica, correspondendo a 79% da geração de energia, o uso de carvão mineral como insumo para as termelétricas deve ser considerado como opção estratégica para garantir a segurança energética, principalmente em períodos de secas prolongadas, como o país está vivenciado agora.

As usinas termelétricas Energia Pecém (720 MW), Pecém II (365 MW) e Itaqui (360 MW) geram energia segura para o País, totalizando 1.445 MW de capacidade instalada em operação comercial.


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PREFEITURA LEVA PAVIMENTAÇÃO EM BLOQUETES AO ARAPIXI



28/10/2014 - Arapixi famoso bairro, um dos mais antigos de São Gonçalo do Amarante, mais precisamente a Rua Major João Martins vive um momento de euforia, com as obras de pavimentação com bloquetes que dar um novo visual ao bairro.


O prefeito Cláudio Pinho esteve vistoriando a obra que está em ritmo acelerado em etapa de terraplanagem e ao mesmo tempo está recebendo a fixação de bloquetes intertravados de concreto, com uma faixa para ciclovia e padronização das calçadas.

A obra atende uma antiga reivindicação dos moradores que sofria com a péssima condição do calçamento e com suas calçadas estreitas e irregulares que obrigava os pedestres a andarem no meio da rua, disputando espaço com os veículos.

 “É gratificante ver esse antigo sonho dos moradores do Bairro Arapixi se tornando realidade, disse um morador que já pensa em mudar nome do bairro para Arapixique”.


Várias ruas da cidade já receberam recape asfaltico feio com concreto betuminoso usinado quente o mesmo utilizado em rodovias. O material é de alta qualidade e de grande durabilidade e de alta qualidade.

SGA Notícias

Fotos: Antonio Cordeiro
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Camilo promete ouvir ainda este ano desde oficiais a praças, a fim de unificar polícias do Ceará


Em entrevista à Rádio O POVO/CBN, o governador eleito se comprometeu a abrir diálogo para "unir" polícias do Ceará e contornar problema da violência no Estado. Ele promete ouvir este ano desde oficiais a praças


28/10/2014 - De olho em área mais crítica da gestão Cid Gomes (Pros), o governador eleito Camilo Santana (PT) elencou ontem como prioridade fazer “apelo e chamamento” de toda força policial do Ceará para diálogo. Um dia após eleito, o petista se comprometeu em convocar desde oficiais até praças para “unificar” as polícias e contornar problema da Segurança no Estado. A ação ocorreria já nos próximos meses, antes mesmo da posse do governador, em janeiro.

“Vou fazer apelo, um chamamento de toda a área, porque ninguém pode olhar para o lado de ninguém na Segurança, tem que olhar para o povo (...) vou chamar as pessoas da área da Segurança Pública, as que trabalham no dia a dia, os policiais militares e civis, todos que cumprem esse papel”, disse, em entrevista à rádio O POVO/CBN.

Nos últimos meses, a relação entre Polícia Militar e Cid tem sido conflituosa. Durante a eleição deste ano, foram diversas as críticas e acusações entre o grupo do governador e lideranças de associações militares, como Capitão Wagner (PR) – deputado estadual mais votado da história do Ceará.

Enquanto Cid acusa Wagner de comandar “milícia” na PM para beneficiar o candidato derrotado Eunício Oliveira (PMDB), o deputado eleito o acusava de perseguir e cercear atividade policial. Em meio a isso, foram abertos processos na Controladoria de Disciplina contra 13 oficiais que declararam voto a Wagner.

Questionado sobre a possibilidade de dialogar com Wagner, Camilo não confirmou nem vetou: “vou chamar todos os segmentos”. Junto com Saúde e Cultura, a Segurança é classificada pelo futuro governador como principais “desafios” no governo.

Elogios a Servilho
Sobre o perfil do secretário de Segurança de seu governo, Camilo ainda irá discutir o assunto. Apesar disso, não poupou elogios ao atual titular da pasta, Servilho Paiva.

“O Estado vem implementando programa que é importante e vem dando bons resultados, o Em Defesa da Vida. Tem que destacar que Servilho foi quem implantou o Pacto Pela Vida em Pernambuco, Estado que conseguiu avanço significativo na Segurança”.

O governador eleito disse ainda que deve procurar governadores do Nordeste para cobrar maior financiamento da Saúde Pública na região, bem como ampliar investimentos em logística.

Conversa com Dilma
Camilo Santana dedicou sua primeira manhã como governador a conceder entrevistas em rádios e TVs. Logo cedo, no entanto, ele conversou por telefone com a presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo assessoria do petista, os dois se parabenizaram pela vitória e comprometeram-se a ampliar parcerias com entre Governo Federal no Ceará.

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