Bolsonaro monta time de empresários milionários para destruir os direitos dos trabalhadores

Esquerda Diário


A equipe do reacionário Bolsonaro já está reunindo apoio do setor privado para levar executivos ao governo. Só isso já escancara para quem Bolsonaro quer governar, mas pra além disso demonstra muito bem que o programa do candidato à presidência não tem interesse algum nos trabalhadores e setores oprimidos


19/10/2018

Dentre esses empresários já estão amigos do escravista Paulo Guedes, o economista escolhido por Bolsonaro para continuar com os cortes e as reformas iniciadas pelo governo golpista de Michel Temer.

A lista de empresários é composta por Alexandre Bettamio, presidente executivo para a América Latina do Bank Of America, João Cox presidente do conselho de administração da TIM, e Sergio Eraldo de Salles Pinto, da Bozanno Investimentos (gestora de investimentos presidida por Guedes). Toda uma nova cúpula se forma, reconfirmando um sistema de acordos entre os de cima para garantirem seus privilégios às custas dos direitos dos trabalhadores. Lembremos o que Bolsonaro declarou em Debate na Rede Band em 09/08/2018: “Os empresários tem dito pra mim, que o trabalhador vai ter que decidir um dia menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego”. Um escravista miserável. Provas suficientes de para quem Bolsonaro pretende governar: para os grandes capitalistas e o capital financeiro estrangeiro, arrancando até a última gota de suor dos trabalhadores e todos os direitos trabalhistas.

O programa está não só de ouvidos abertos para os empresários mas de portas abertas para que eles estejam dentro do governo tomando as decisões, que sempre vão defender seus privilégios contra os direitos básicos da maioria da população.

Não à toa o candidato vem angariando apoio da classe empresarial, que inclusive chantageia seus funcionários a declarar voto nele ou a opção são as demissões, como já foi o caso de Luciano Hang da Havan. À maneira de Macri, que transformou seu governo em uma verdadeira CEOcracia, recheando o governo com seus pares empresários , para gerir o Estado da maneira deles e descarregar os ajustes sob a população, com o retorno do FMI e a persistência de uma grave crise na Argentina.

Dono da Cosan, Ometto Mello, também disse apoiar Bolsonaro no segundo turno, para facilitar "a aplicação da reforma da previdência". "Vou votar no (Jair) Bolsonaro, do PSL [...] A prioridade zero tem de ser a reforma da Previdência, sem a qual o País vai ficar insolvente no médio prazo."

Ainda existem outros empresários na lista do candidato da extrema direita, representantes do setor financeiro como Roberto Campos Neto, diretor do Santander, como um símbolo dos chamados liberais autênticos ao poder. Bolsonaro atrai esse setor com o discurso que não contarão com interferência política para trabalhar. Ora, ao não interferir nas decisões do setor que detêm a matéria prima e os meios de produção é dar carta branca a qualquer tipo de ataque, exploração e opressão dos patrões.

Paulo Guedes, também poderá aproveitar membros da atual equipe econômica (base do governo golpista de Temer). O governo proposto pelo candidato Bolsonaro não tem nada de novo, nem inovador, é a cara mais tenebrosa que o golpe institucional consolidou, e já mostra na sua campanha que pretende governar junto de empresários e economistas burgueses para acentuar ainda mais a desigualdade entre em classes da forma mais opressora possível.

Bolsonaro, Paulo Guedes e Mourão representam os desejos mais escravistas da classe dominante contra a classe trabalhadora. São a continuidade selvagem de Temer, com um programa que busca aplicar as reformas que Temer não conseguiu. Bolsonaro já prometeu privatizar 50 estatais em seu eventual primeiro ano de gestão, além de "tirar o peso dos custos trabalhistas" das costas do empresariado – um aval à ameaça de Mourão de abolir o 13º dos trabalhadores. Estes defensores de torturadores, que entusiasmam oficiais de alta patente do Exército e o reacionário Clube Militar, e que foram beneficiados pelas manobras autoritárias do judiciário, odeiam as mulheres, os negros, os indígenas, os LGBTs. As bancadas da bala, do boi e da bíblia depositam suas esperanças de ajustes sangrentos contra a população na vitória de Bolsonaro, que tem apoio de setores das finanças e dos mercados.

Só a força da organização independente dos trabalhadores pode construir uma real força para se enfrentar com a odiosa extrema direita bolsonarista, e contra todos os ataques previstos para o próximo período, sendo Bolsonaro ou não o ganhador do cargo a presidência do Brasil. A estratégia de conciliação do PT mostrou que é incapaz de enfrentar seriamente a extrema direita. É necessário organizar uma grande força material dos trabalhadores, das mulheres, dos negros e dos LGBTs, em cada local de trabalho e estudo, capaz de articular uma poderosa frente única operária para a ação contra o avanço do bolsonarismo, que retome as entidades sindicais e estudantis das mãos das burocracias traidoras e as converta em instrumentos a serviço da luta de classes. O Esquerda Diário e o MRT dispõem todas as suas energias para essa batalha intransigente.


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Rosa Weber dará entrevista hoje para explicar punição ao “BOLSALÃO” o Caixa 2 de Jair Bolsonaro


Foto: Dorivan Marinho/SCO/STF

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) dará uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira para explicarem as medidas que serão adotadas em vista das acusações de fraude no primeiro turno das eleições; cobrada por vários setores da sociedade civil, a ministra Rosa Weber se pronunciará ao lado do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), general Sérgio Etchegoyen e da procuradora-geral da República, Raquel Dodge; uma das cobranças mais emblemáticas à corte foi a da atriz Sonia Braga, que gravou vídeo pedindo uma posição do TSE a respeito do crime eleitoral cometido pela campanha de Jair Bolsonaro


19 DE OUTUBRO DE 2018

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) dará uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira para explicarem as medidas que serão adotadas em vista das acusações de fraude no primeiro turno das eleições. Cobrada por vários setores da sociedade civil, a ministra Rosa Weber se pronunciará ao lado do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), general Sérgio Etchegoyen e da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Uma das cobranças mais emblemáticas à corte foi a da atriz Sonia Braga, que gravou vídeo pedindo uma posição do TSE a respeito do crime eleitoral cometido pela campanha de Jair Bolsonaro.

Ao lado de Rosa Weber ainda deverão estar a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, delegado Rogério Galloro.

Local: Auditório I do TSE (subsolo)
Data: 19/10/2018
Horário: 16h
Credenciamento: Não haverá credenciamento prévio de jornalistas





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Globo se submete à censura de Bolsonaro e não repercute denúncia da Folha



O ambiente está tenso na redação da Globo, na GloboNews e nos sites. A esperança é que a chamada "Fake News" no espelho do JN de hoje signifique mais do que uma matéria genérica sobre o tema


Por Renato Rovai | 18/10/2018

O assunto se tornou o mais comentado nos trending topics do Twitter, foi abordado em quase todos os blogues e sites do Brasil, levou o candidato Bolsonaro a se explicar nas redes, mas foi completamente ignorado pelos jornais da TV Globo, pela GloboNews e pelos portais G1 e o Globo.com.

Mas por que a Globo decidiu silenciar a respeito da mais completa denúncia de manipulação e corrupção desta campanha eleitoral que envolve diretamente um candidato a presidência da República e ao menos 156 empresários que teriam financiado de forma ilegal não só o candidato a presidente do PSL, como também candidatos aos governos de vários estados, como os de Minas Gerais e do Rio de Janeiro?

O blogue conversou com duas fontes que trabalham em veículos da família Marinho e descobriu que neste momento há um VT com o título “fake news” que entrou no espelho do Jornal Nacional. Mas que não há nenhuma menção a Bolsonaro nesta matéria.

Ou seja, o tema pode vir a ser tratado de forma ampla e citar a denúncia de hoje da Folha, mas dificilmente será uma reportagem dedicada a mostrar que as ações de Bolsonaro além de criminosas modificaram a correlação de forças entre os candidatos no primeiro turno. Alguns deles. inclusive, podem ter se elegido pelas fake news pagas com dinheiro de caixa 2 e outros podem ter perdido por isso. 

A Globo não se decidiu por esse caminho de bom mocismo com Bolsonaro hoje. A decisão se deu na semana passada. Durante alguns dias ela permitiu reportagens como essa e como essa aqui. E a orientação era a de que elas deveriam “puxar pelas polêmicas”. E que não havia restrição a “bater em Bolsonaro”.

Depois disso, veio uma contra-ordem com o seguinte teor: a linha política seria dada pelo Jornal Nacional. E nada de polêmico sobre o candidato deveria ser noticiado antes de sair no JN. 

Aos diretores desses veículos, a explicação dada foi a de que as pesquisas feitas pela Globo já apontavam a eleição como definida e que por este motivo não era hora de atacar Bolsonaro que já escolhera a Record como sua aliada principal.

Em resumo, a Globo teria capitulado por medo. A auto-censura teria sido o caminho de menor risco. Pode ser uma explicação falsa. A direção pode ter feito um acordo com as Forças Armadas e com a coordenação da campanha de Bolsonaro, mas o fato é que hoje a ordem foi cumprida a risca. Nada foi dito até às 17h15 quando esta matéria foi publicada. 

O ambiente não está tranquilo nem na redação da Globo e muito menos na GloboNews e nos sites. A esperança é que a chamada “Fake News” no espelho do JN de hoje signifique mais do que uma matéria genérica sobre o tema, mas que seja um código para a Globo se livrar das amarras ou do acordo que fez com Bolsonaro.

Porque o constrangimento dos jornalistas que até agora não puderam sequer tratar do caso é razoável. Um deles disse que o ar está “irrespirável no Globo.com e no G1”. E que na Globo News alguns estão considerando seriamente deixar a emissora caso Bolsonaro venha a vencer a eleição. “Se antes de ele ganhar as coisas já estão assim, imagina depois”, ponderou.


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#Caixa2doBolsonaro é 1º lugar nos Trending Topics do Twitter no mundo inteiro


Foto Fernando Frazão/Agencia Brasil

18/10/2018   
Com a denúncia feita pelo jornal Folha de S. Paulo, nesta quinta-feira, 18, de que empresas teriam financiado pacotes de disparo de mensagens contra o PT no WhatsApp, a hashtag #Caixa2doBolsonaro ocupou o primeiro lugar nos Trending Topics mundiais do Twitter na tarde de hoje.

A hashtag #Bolsolão é o quarto assunto mais citado na rede social, seguido por #MarqueteirosDoJair. Já #CiroXHaddad, em referência à afirmação do candidato do PT sobre eventual anulação da candidatura de Jair Bolsonaro e a entrada de Ciro Gomes no segundo turno, ocupa a oitava posição dos trends mundiais.



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Caixa 2 de Bolsonaro é destaque na imprensa internacional, no Brasil silêncio total



18/10/2018

A Globo não tem ideia da fatura que lhe será cobrada. 

Os principais jornais do mundo, entre eles o The New York Times (EUA) e o The Guardian (Reino Unido), deram destaque às revelações feitas hoje de que dezenas de empresários estão envolvidos em um esquema de caixa 2 na campanha de Bolsonaro para disseminar fake news contra Haddad

O esquema milionário e ilegal de caixa 2 envolvendo empresários e a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) para a disseminação de fake news no Whatsapp contra seu adversário, Fernando Haddad (PT), já é notícia mundial. 

O fato, revelado pela Folha de S. Paulo na manhã desta quinta-feira (18), ganhou espaço nos principais jornais do mundo, entre eles o The Guardian, do Reino Unido, e o The New York Times, dos Estados Unidos.

O The Guardian replicou as informações do jornal brasileiro e chamou Bolsonaro de “representante da extrema-direita”, além de “populista pró-tortura que elogia a ditadura”. 

“O Brasil luta contra uma tsunâmi de notícias falsas em meio a uma eleição presidencial polarizada. De acordo com as alegações em uma matéria de capa da Folha de São Paulo, um dos principais jornais do Brasil, Bolsonaro tem recebido ajuda ilegal de um grupo de empresários brasileiros que estão patrocinando uma campanha para bombardear usuários do WhatsApp com notícias falsas contra Haddad”, diz a matéria do jornal inglês.

O norte-americano The New York Times foi pela mesma linha. Na matéria, o jornal traz a denúncia da Folha e afirma que o que foi feito pelo candidato viola as leis brasileiras. “A disseminação de informações falsas nas redes sociais se generalizou nos preparativos para o segundo turno presidencial do dia 28 de outubro”, diz o artigo.


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Caetano Veloso: Todo cidadão deve agir para que Bolsonaro não se eleja



POR FERNANDO BRITO · 15/10/2018

De Caetano Veloso, na Folha, sobre as postagens do “guru”de Bolsonaro, o charlatão Olavo de Carvalho, que acenam até com a eliminação física da esquerda no caso de uma eventual chegada de Jair Bolsonaro ao poder.

Olavo faz incitação à violência; convoco
meus concidadãos a repudiá-lo
Olavo de Carvalho sugere em texto que, caso Bolsonaro se eleja, imediatamente à sua posse seus opositores sejam não apenas derrotados mas totalmente destruídos enquanto grupos, organizações e até indivíduos.

Ele diz que os que consideram Bolsonaro uma ameaça à democracia não estão lutando para vencer uma eleição e sim “pela sobrevivência política, social e até física”. Isso é anúncio de autoritarismo matador.

Escritor e filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, representante do conservadorismo.

Bolsonaro já disse que a ditadura matou pouco, já apareceu usando tripé de câmera como fuzil a metralhar petistas, já louvou o torturador e assassino coronel Brilhante Ustra. Quando atacado a faca por um maníaco, todos os outros concorrentes à presidência condenaram veementemente o atentado e seu autor; quando um eleitor seu matou um artista baiano que declarara voto no PT, Bolsonaro disse que não tinha nada a ver com isso.

Esse texto de Olavo anuncia uma escalada de ações violentas e conclama seus seguidores a perpetrá-las tão logo Bolsonaro chegue (se ele chegar) ao Alvorada.

É evidente que todo cidadão brasileiro que mereça esse nome –seja ele Fernando Henrique Cardoso, Roberto Carlos, Roberto Schwartz, Suzana Vieira, Chico Buarque, Luiz Tenório de Oliveira Lima, Letícia Sabatela, Fernando Haddad, Zezé de Camargo, Miriam Leitão ou ACM Neto– deve agir contra a possibilidade de eleição de Bolsonaro. A não ser que este desautorize publicamente o texto de Olavo. Único modo, aliás, de dar credibilidade a suas tentativas de amenizar o sentido de seus antigos brados.

Olavo, o sub-Heidegger do nosso sub-Hitler (ou sub-Spengler do nosso sub-Goebels), diz que petistas, artistas, mídia, professores, jornalistas e intelectuais apelam a recursos ilícitos e imorais para obter vitória. No entanto, acabo de ler um texto em letras grandes, produzido pelos correligionários do capitão, que diz: “O PT QUEBRA IMAGENS, ESFREGA O CRUCIFIXO NOS ÓRGÃOS GENITAIS, URINAM (sic) NA BÍBLIA E AGORA QUER APOIO CATÓLICO”.

Deve ser a milionésima fake news expedida pela campanha bolsonarista. Olavo é figura histórica da anti-esquerda. Catequizou gerações de jovens brasileiros a um anticomunismo delirante e ressentido.
islamismo através dos ensinamentos de Olavo, seu carismático professor. A força dos parágrafos de Fritjof Schuon, autor que li fascinado, devem ter chegado com beleza aos ouvidos da moça, através das explanações brilhantes de Olavo. Mas desconfio de que o que o animava não era a beleza do Islã, sua tradição, sua riqueza espiritual. O que o entusiasmava eram as teocracias tardias que o desfiguram.

Olavo hoje posa nos EUA segurando arma pesada. Quão útil será sua cruzada para a indústria armamentista? É-se inocente útil mesmo quando se torna paranoicamente suspicaz. Para ele, o que há na aventura da modernidade é necessariamente o mal.

Intelectual erudito e mente insana, nem sabe que eu só sei de um caso de artista que masturbava-se com um crucifixo (ele o declarou em entrevista na TV) –e era justamente um que hoje aparece ao seu lado.

Eu nunca fui petista. Nunca fui comunista. Odeio ter ouvido de Dirceu que o caso não é de ganhar eleição mas de tomar o poder. Meu pai me ensinou a ser anti-stalinista e, vendo a discrepância entre a vida real dos trabalhadores e os planos das “vanguardas” políticas, aprendi a ser anti-leninista (diante das filas para ver a múmia de Lenin em Moscou, reafirmou-se meu desprezo: detesto o mais ínfimo resquício de culto à personalidade que ronda Lula). Mas farei o que me for possível para vencer o crescimento da desigualdade e, acima de tudo, defenderei os direitos da pessoa humana.

Considero o texto de Olavo incitação à violência. Convoco meus concidadãos a repudiá-lo. Ou vamos fingir que o candidato dele já venceu a eleição e, por isso, pode mandar matar quem não votou nele? Respeitarei como presidente quem quer que se eleja. Mas exijo dele que exiba compromisso com os direitos da pessoa humana e, como os outros cidadãos, rejeite o que foi sugerido por Olavo de Carvalho.


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ALEX SOLNIK | Eleição com Bolsonaro é fraude

Editora 247

Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"

18 de Outubro de 2018

A máquina de propaganda de Bolsonaro não é brasileira. Os filmes utilizam estética mais próxima aos documentários nazistas ou dos filmes americanos da Segunda Guerra. São sombrios, provocam sensações de medo e de tristeza. A narração é soturna. A tipologia dos letreiros não é nacional. Nem a trilha sonora.

A campanha de Bolsonaro é tão anti-brasileira que nem jingle tem. Alguém já viu uma campanha presidencial brasileira sem música?

É muito mais parecida com a campanha de Donald Trump do que com outras campanhas nossas.

Eu já desconfiava que ele estava agindo nas sombras, que o custo de campanha que declarou – 1,9 milhão – não correspondia ao movimento que ele conseguiu criar nas redes sociais, que ele estava trapaceando.

A reportagem de Patrícia Campos Mello, hoje, na Folha, confirma as suspeitas de caixa 2 e de abuso de poder econômico da sua campanha. Um escândalo gigante que a Polícia Federal tem que apurar: muitos e graúdos empresários comprando impulsionamentos de mensagens ilegais anti-PT nas redes sociais que montam a muitos milhões de dólares – somente um dos contratos é de R$12 milhões.

E a reportagem denuncia que o grupo se prepara para fazer uma mega blitz às vésperas da eleição para garantir o ódio aos petistas nas urnas.

Não são métodos democráticos. E uma campanha que não se insere nos usos e costumes da democracia é a ponta do iceberg de um governo à sua imagem e semelhança.

Agora está ficando mais fácil entender a sua súbita popularidade, a sua rápida e irresistível transformação em "Lula da direita" apesar do comportamento antissocial, hostil, misógino e sua insignificância como deputado.

E a transformação do PT no grande bode expiatório.

Está ficando mais fácil entender o milagre de ele tripudiar de nordestinos e conseguir boa votação no Nordeste, xingar mulheres e ainda assim ser bem votado entre as eleitoras, abominar gays e ter votos gay.

Também deu para entender as súbitas viradas dos candidatos de Bolsonaro no Rio e em Minas: eles utilizam os mesmos métodos de impulsionamentos ilegais que invadem o whatsapp como numa blitzkrieg, sem respeitar as regras eleitorais e que influenciam eleitores, inclusive além do prazo de propaganda permitido, o que é mais uma ilegalidade.

Isso tudo é o resultado de uma máquina de propaganda montada fora do Brasil, por Steve Bannon e financiada por empresários daqui e de fora com objetivo de implantar ditaduras no maior número de países possível, com a destruição da classe política e da imprensa.

A máquina de propaganda montada por Bannon se inspira em Goebbels, o primeiro a perceber que a mentira repetida inúmeras vezes vira verdade, e que convenceu os alemães de que Hitler era um cara legal, mas suas armas são muito mais sofisticadas graças aos meios de comunicação de que os nazistas não dispunham, só havia jornais, rádio e cinema para fazer a cabeça.

Bannon falou na semana passada, em Londres, a respeito da organização que dirige atualmente, chamada O Movimento:

"O Movimento é uma organização de natureza global. Eu estou vendo o que acontece no Brasil como parte desse movimento populista".

Na mesma reportagem do The Guardian, o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro, que é cogitado para ser o próximo presidente da Câmara Federal afirma que é "um movimento global de pessoas que procuram por ordem e que não acreditam mais na classe política".

O que ele está sugerindo é que a classe política é dispensável. Daí a seu pai fechar o Congresso Nacional é um pulo. Nesse clima de descrédito em que a Lava Jato colocou a classe política, quem vai reclamar se o Congresso for fechado?

Os brasileiros, do jeito que as coisas estão, vão até comemorar, até perceberem que essa é a primeira etapa de uma ditadura: acabar com os políticos para acabar com a oposição.

A segunda é rasgar a constituição e fazer uma nova.

A terceira, censurar a imprensa e as artes em geral.

A quarta é prender quem não obedecer, pois sem políticos e sem imprensa a população não terá quem a defenda do tirano.

A quarta é governar por whatsapp.

Alguém tem que avisar aos brasileiros que eles estão elegendo uma fraude.


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156 empresários estão envolvidos no escândalo de Caixa 2 de Jair Bolsonaro


 Foto Fernando Frazão/Agencia Brasil

"As pessoas vão ser chamadas a depor. Ele deixou rastro e nós vamos atrás”, afirmou o deputado reeleito Paulo Teixeira (PT/SP)

18/10/2018

O deputado federal reeleito Paulo Teixeira (PT/SP) afirmou em sua conta no Twitter que 156 empresários estão envolvidos no pagamento de empresas para divulgar fake news para a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). “Temos a informação de que 156 empresários estão envolvidos nesse escândalo. As pessoas vão ser chamadas a depor. Ele deixou rastro e nós vamos atrás”, afirmou o petista, que é formado em Direito.

Reportagem de Patrícia Campos Mello, na Folha de S.Paulo desta quinta-feira (18), que revela que um grupo de empresários – entre eles Luciano Hang, dono da Havan – está contratanto empresas para disparar fake news contra o PT para beneficiar a campanha de Bolsonaro está provocando uma avalanche de representações na Justiça contra a candidatura do capitão da reserva.

Fernando Haddad (PT), candidato à Presidência da República, afirmou pelo Twitter que vai pedir a abertura de investigação sobre o suposto caixa 2 usado por Jair Bolsonaro (PSL) para financiar a disseminação de fake news pelo Whatsapp. Um grupo de juristas pela democracia também já está trabalhando em um processo. Pelas redes sociais, o deputado Jean Wyllys (PSol/RJ) afirmou que já protocolou representação junto ao TSE. O PDT, de Ciro Gomes, também deve pedir a impugnação da candidatura de Bolsonaro na Justiça Eleitoral.


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Record e Band são denunciadas ao MP por favorecer ilegalmente Bolsonaro

Agencia 247

Concessionárias de serviço público que são obrigadas por lei a conceder espaço semelhante às candidaturas presidenciais, as emissoras Record e Bandeirantes, dos empresários Edir Macedo e Johnny Saad, foram denunciadas ao Ministério Público por favorecer ilegalmente a candidatura de extrema-direita de Jair Bolsonaro


18 DE OUTUBRO DE 2018

O Coletivo Intervozes ingressou nessa quarta-feira, 17, no Ministério Público Federal, com pedido de investigação contra as redes de TV Record, Bandeirantes, a rádio Joven Pan e a TV Cidade/SBT no Pará por quebra da lei eleitoral e favorecimento à candidatura de extrema-direita a presidente de Jair Bolsonaro (PSL).

Na petição, o Intervozes argumenta que as duas emissoras são concessionárias de serviço público e são obrigadas por lei a conceder espaço semelhante às candidaturas presidenciais.

"No dia 28 de setembro, a Rede TV veiculou entrevista exclusiva, por 26 minutos, no programa RedeTV News, com candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). No mesmo dia, a TV Bandeirantes exibiu conteúdo semelhante por 45 minutos, no programa Brasil Urgente. PSOL e PT entraram com representações junto ao TSE sobre a entrevista na Tv Bandeirantes. Para o PSOL, além das 'opiniões elogiosas' a respeito do candidato, a reportagem continha inúmeras 'falas que configuram propaganda eleitoral'", diz trecho da petição, assinada por Olívia Bandeira de Melo Carvalho, representante do Intervozes, e Renata Vicentini Mielli, representante do Fórum Nacional pela Democratização Comunicação (FNDC).


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Haddad pede ao TSE inelegibilidade de Bolsonaro por crime eleitoral

Brasil 247
Coligação de Fernando Haddad ingressou há pouco no TSE com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), por tentar fraudar as eleições pela compra, feitas por empresas apoiadoras da campanha, de pacotes de disparos em massa de notícias falsas contra Haddad e o PT; "Resta evidente claro o abuso de poder econômico na medida em que a campanha do candidato representado ganha reforço financeiro que não está demonstrado nos gastos oficiais de arrecadação eleitoral e, possivelmente têm origem vedada (Pessoa Jurídica), todavia os resultados do abuso perpetrado serão por ele usufruídos"; ação deve ser relatada pelo ministro Jorge Mussi

18 DE OUTUBRO DE 2018

A coligação O Povo Feliz de Novo, do candidato a presidente Fernando Haddad, protocolou nesta quinta-feira, 18, no Tribunal Superior Eleitoral, com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), pelo crime de abuso de poder econômico, por conta da disseminação em massa de notícias falsas pelo WhtsApp.

A ação protocolada é contra Jair Bolsonaro, seu candidato a vice-presidente, Hamilton Mourão, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, e as empresas Quick Mobile Desenvolvimento e Serviços Ltda., Yacows Desenvolvimento de Software Ltda., Croc Services Soluções de Informática Ltda., Smsmarket Soluções Inteligentes Ltda., e do próprio Whatsapp Inc, que pertence ao Facebbok.

Diz trecho da ação: 'Os representados contrataram empresas de disparos de mensagens em massa, conforme reportagem publicada pelo Jornal Folha de São Paulo, em 18 de outubro de 2018, há indícios de que foram comprados pacotes de disparos em massa de mensagens contra o Partido dos Trabalhadores, e a Coligação 'O Povo Feliz de Novo', pelo aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp, consubstanciando doação de pessoa jurídica, utilização de perfis falsos para propaganda eleitoral e compra irregular de cadastros de usuários".

Segundo petição, "resta evidente claro o abuso de poder econômico na medida em que a campanha do candidato representado ganha reforço financeiro que não está demonstrado nos gastos oficiais de arrecadação eleitoral e, possivelmente têm origem vedada (Pessoa Jurídica), todavia os resultados do abuso perpetrado serão por ele usufruídos".

"10. Ademais, no presente caso, há flagrante prova da tendenciosa intenção de beneficiar o candidato Jair Bolsonaro. Pretende-se, assim, coibir abuso de poder econômico capaz de causar desequilíbrio das eleições, decorrente da prática supracitada. 11. Inclusive, este favorecimento das redes vem sendo uma marca da campanha de Jair Bolsonaro, sendo que, no que tange ao uso de mentiras como estratégia de propaganda, segundo indica a Agência Lupa, as candidaturas de Bolsonaro e Mourão vem se demonstrando como as principais beneficiárias".


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Quando a Globo fará autocrítica por criar o fascista Bolsonaro?

A Postagem

Por Carlos Henrique | 18/10/2018

Três pilares dominam o momento que o Brasil vive. O caráter manipulador da Globo, a ganância de poder do PSDB e a subserviência do STF a ambos.

Esses três trabalharam na última década em compasso para atacar o PT, ao mesmo tempo em que não permitissem que a população visualizasse o que o outro lado tinha a dizer sobre esses ataques. E se a falta do saber e a falta de informações são os princípios da manipulação, o prato a ser servido à classe média brasileira, já estava pronto.

O negócio era só massificar. Não precisaram sequer usar a imaginação com uma parcela da sociedade, sobretudo na classe média, com déficit intelectual gritante, bastava usar as técnicas mais burlescas de manipulação que o serviço já estaria feito.

Hoje, a Globo se tornou uma máquina de manipulação na sociedade brasileira. Sendo assim, ela, a pedido do PSDB, ditou a maneira do povo entender a justiça a partir de sua régua e de suas regras. Isso fez o STF se acovardar e muito, como bem disse Lula.

A Globo foi fazendo das leis e da constituição o que ela quis, além de exigir do STF que ele dissesse o que ela queria. O resultado nós sentimos na pele, mas ser cruel ao extremo de querer eleger um fascista e destruir o próprio ninho tucano que sempre foi lugar quente para os Marinho, foi um gigantesco erro de cálculo Até agora ela, a Globo, não fez autocrítica e, pelo jeito, jamais fará.


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Diretor do Datafolha confirma: salto de Bolsonaro nas pesquisas indica fraude


Editora 247

Um twitter bombástico: o próprio diretor do Datafolha, Mauro Paulino, usando seu olhar técnico como analista de pesquisas, admite que a subida de Bolsonaro foi impulsionada por uma fraude; ele explica que a onda na reta final do primeiro turno foi patrocinada por práticas ilegais de uso massivo do WhatsApp com caixa dois digital patrocinado ilegalmente por empresas 


18 DE OUTUBRO DE 2018

Um twitter bombástico: o próprio diretor do Datafolha, Mauro Paulino, usando seu olhar técnico como analista de pesquisas, admite que a subida de Bolsonaro foi impulsionada por uma fraude. Ele explica que a onda na reta final do primeiro turno foi patrocinada por práticas ilegais de uso massivo do WhatsApp com caixa dois digital patrocinado ilegalmente por empresas.

"PESQUISAS ELEITORAIS evidenciaram a impulsão da onda nos momentos finais. RJ, MG e DF são claros exemplos. Ao se comparar as fotos das vésperas, registradas por Ibope e Datafolha, em comparação com a foto das urnas, o fenômeno é claramente explicitado." A seguir, no tuíte, o link para a manchete da Folha desta quinta-feira: "Empresários bancam campanha contra PT pelo WhatsApp".

PESQUISAS ELEITORAIS evidenciaram a impulsão da onda nos momentos finais. RJ, MG e DF são claros exemplos. Ao se comparar as fotos das vésperas, registradas por Ibope e Datafolha, em comparação com a foto das urnas, o fenômeno é claramente explicitado. 

Da manhã e no início da tarde, Fernando Haddad também usou o Twitter para denunciar o esquema milionário de Jair Bolsonaro bancado por empresas para fraudar as eleições e anunciou que sua campanha vai acionar a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral. Segundo Haddad, o PT tem informações segundo as quais há 156 empresários envolvidos na fraude.


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PDT vai pedir anulação das eleições

Editora 247
Partido do presidenciável Ciro Gomes anunciou nesta quinta-feira 18 que irá pedir a anulação das eleições presidenciais de 2018, após a revelação das fraudes da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) de divulgação em massa de mensagens contra o PT no Whatsapp; "O problema das fake news é muito grave, mas agora a compra do envio em massa de fake news contra o PT foi para um outro patamar. É crime. É abuso do poder econômico. Vamos pedir a nulidade das eleições", disse o presidente do partido, Carlos Lupi, que está reunido com outros integrantes do partido para definir o formato dessa ação

18 DE OUTUBRO DE 2018

O PDT anunciou nesta quinta-feira, 18, que irá pedir a nulidade das eleições presidenciais de 2018 por conta da denúncia publicada no jornal "Folha de S.Paulo" nesta quinta-feira de que empresas estariam comprando pacotes de divulgação em massa de mensagens contra o PT no Whatsapp.

O presidente do PDT,Carlos Lupi , está reunido com outros integrantes do partido para definir o formato dessa ação. Ele pondera que as fake news têm se transformado no grande problema desta eleição.

"O problema das fake news é muito grave, mas agora a compra do envio em massa de fake news contra o PT foi para um outro patamar. É crime. É abuso do poder econômico. Vamos pedir a nulidade das eleições, isso aí vai dar um oba-oba bom", disse Lupi ao jornal O Globo.


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Oportunidades de empregos em São Gonçalo do Amarante 18/10/2018


OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Agente de ação social
01
Analista administrativo
04
Chefe de serviço de limpeza
01
Chefe de serviços de coordenação de contratos
01
Confeccionador de pneumáticos
03
Encarregado de setor de borracha
04
Jardineiro
01
Mecânico de máquinas pesadas (manutenção)
01
Motorista de caminhão-guincho pesado com munk
01
Operador de processo de produção
15
Porteiro
01
Técnico em espirometria
01
Tecnólogo em gestão da tecnologia da informação
01


Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT

Em São Gonçalo do Amarante
Av. Coronel Neco Martins, 236 – Centro
Fone :(85) 3315.7369

Em Pecém
Rua Francisco Câncio, S/N – Centro
Fone :(85) 3315.1375

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 


Fonte: Sine/IDT

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“Crianças precisam de ensino presencial, precisam de merenda”, diz Fernando Haddad

Exame
O candidato do PT à Presidência criticou a proposta de ensino à distância de Jair Bolsonaro

18/10/2018

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, criticou nesta terça-feira, 16, a proposta de ensino à distância para crianças no ensino fundamental feita por seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL).

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“Crianças precisam de ensino presencial, precisam de merenda. Se ficarem em casa, vão ficar sozinhas, porque a mãe não vai ter dinheiro para contratar cuidador”, disse Haddad, que foi ministro da Educação dos governos Lula.

Para o petista, a proposta de Bolsonaro é “esdrúxula”. “O Bolsonaro falou que não conhece de economia, mas de educação ele mostra que conhece menos ainda”, disparou.


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