São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - sexta-feira 24 de junho de 2016 - Ano: VIII - Edição: 2.798 - Visitas: 9.892.352 - Postagens: 28.639 - Comentários: 10.065

Polícia Civil suspende perícia em motel de Olinda onde Morato morreu, é a ditadura do Temer

Essa é a "polícia" do Dudu Campos, viu Marina Bláblá?


Papiloscopistas chegaram ao motel às 10h52, mas nem pisaram na cena do crime


24/06/2016 - A Polícia Civil não fez a perícia prevista para a manhã desta quinta-feira (23) no motel Tititi, em Olinda, onde foi encontrado o corpo do empresário Paulo Cesar de Barros Morato na noite de quarta (22). Foragido da Operação Turbulência, Morato era suspeito de ser "testa de ferro" de uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro para financiar as campanhas do ex-governador Eduardo Campos, em 2010 e 2014.

Os papiloscopistas chegaram ao motel às 10h52, mas nem pisaram na cena do crime. Partiram poucos minutos depois, ao receber um telefonema da chefia da Divisão de Crimes da Polícia Civil, orientando que não fizessem a perícia. Nenhuma outra explicação foi dada. O motel está aberto mas segue com a cena do crime interditada. Havia intensa movimentação na porta e nenhum cliente durante a manhã. O advogado do motel, Higínio Marinsalta, passou pouco mais de meia hora no local, saindo pouco depois das 11h. Segundo ele, o estabelecimento aguarda instruções da Polícia, que ainda não confirmou se fará perícia e quem fará.

De acordo com Marinsalta, Morato entrou sozinho no motel ao meio-dia da terça-feira (21). Consumiu apenas uma água do frigobar. As imagens da câmera de segurança serão liberadas ainda nesta quinta (23) de acordo com ele. O advogado disse também que o empresário chegou em um Jeep Renegade preto. Como não renovou a diária, os funcionários do estabelecimento entraram no quarto utilizando a chave-mestra, encontrando o corpo em cima da cama, sem sinais de violência, sangue ou arma.

Como o empreendimento exige discrição, não se sabe se Morato era cliente assíduo. Os funcionários sseguram que ninguém esteve no quarto. No quarto de Morato, muitos remédios, pendrives e até um Homem Aranha.

Autópsia
Uma autópsia no corpo de Paulo Cesar de Barros Morato acontece, na manhã desta quinta-feira (23), no Instituto de Medicina Legal (IML) do Recife. O corpo deve permanecer no local até a segunda (27). O objetivo é esperar até sair o laudo do exame toxicológico.


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José Serra é vaiado, enfrenta apitaço, foge e é escoltado em feira da indústria de petróleo no Rio de Janeiro


24/06/2016 - O senador José Serra (PSDB-SP) foi vaiado, enfrentou um “apitaço“ e precisou ser escoltado pela guarda municipal para deixar o local nesta terça-feira durante a 8ª edição da Brasil Offshore, a Feira e Conferência da Indústria de Petróleo e Gás, realizada entre hoje e a próxima sexta-feira, em Macaé, no Norte Fluminense. A manifestação, realizada por petroleiros, foi em protesto ao Projeto de Lei 12.351/2010, de autoria do tucano, que propõe o fim da exclusividade da Petrobras na operação de regime de partilha no pré-sal.

Um  grupo subiu no palco onde estavam os palestrantes, entre eles Serra. Com faixas de “Fora Serra, o petróleo é nosso” e “Somos 200 milhões de petroleiros por uma Petrobras 100% pública” e usando nariz de palhaço, eles interromperam o discurso de Serra e gritavam “fora entregista“ e “direita sem vergonha”.

No discurso, José Serra  atacou a Petrobras, a principal patrocinadora da feira, disse que  da Operação Lava-Jato, que investiga a empresa, que  a empresa passou a ser utilizada pelo governo federal como um “instrumento de política partidária e eleitoral”:

Serra defendeu ainda seu projeto de lei, que já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, agora, aguarda para entrar em votação. De acordo com o tucano, a implantação desse modelo de partilha “é consenso entre especialistas”.

No fim do encontro, Serra precisou ser escoltado por guardas municipais até a saída do Centro de Exposição de Macaé. A plateia, formada por representantes da cadeia fornecedora do setor de petróleo, que vaiou os manifestantes e gritaram “fora PT”.

O evento é organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), pela Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE) e pela Reed Exhibitions Alcântara Machado. A feira é a terceira maior do mundo e a primeira do país. Segundo os organizadores, a expectativa é de que o evento gere cerca de R$ 1 bilhão em negócios. Na última edição, em 2013, recebeu 51 mil visitantes e contou com a participação de 700 expositores.


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Morre empresário cearense Ivens Dias Branco aos 81 anos



O cearense listado entre os 10 mais ricos do Brasil completaria 82 anos em agosto


24/06/2016 – Morreu, nesta sexta-feira (24), o empresário Ivens Dias Branco. O falecimento aconteceu duramente uma cirurgia cardíaca em São Paulo.

O cearense listado entre os 10 mais ricos do Brasil completaria 82 anos em agosto. Natural de Cedro, fez da padaria do pai um gigante dos negócios, que hoje reúne milhares de funcionários em instalações em diferentes estados. Em 1953, Ivens começou a trabalhar com Manuel, seu pai, imigrante português, e, em menos de três décadas, transformou a Padaria Fortaleza em um dos maiores complexos industriais da América Latina.

Perfil

Francisco Ivens de Sá Dias Branco nasceu em 1934, tinha 81 anos. Em um estado pobre, Ivens construiu um mar de oportunidades e capitaneou o crescimento industrial e econômico. As raízes do grupo atravessaram o Atlântico.

De Portugal, onde nasceu o pai, Manuel Dias Branco, veio para o Brasil. Anos depois, a família se instalou em Fortaleza e fincou as bases do desenvolvimento de um dos maiores conglomerados econômicos da América Latina a partir de uma pequena padaria. Hoje, o grupo M. Dias Branco é um dos dez maiores produtores de massas e de biscoitos em todo o mundo.

Líder nacional no setor, as marcas e os produtos, como a Fábrica Fortaleza e a Richester, fazem parte da vida do cearense. No primeiro trimestre de 2016, o grupo teve receita de R$ 1,1 bilhão.

Casado com Maria Consuelo, teve cinco filhos. Visionário, é considerado o primeiro bilionário da região Nordeste. A fortuna de quase R$ 10 bilhões foi apontada pela revista Forbes como uma das 20 maiores do Brasil.


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Romário trocou voto no impeachment por cargo no governo golpista de Temer


Postado em 24 de junho de 2016

A deputada Mara Gabrilli não gostou da forma como ocorreu a nomeação da ex-deputada Rosinha da Adefal para a Secretaria da Pessoa com Deficiência.

Sem frear as palavras, Mara afirma que a nomeação foi um acordo do Palácio do Planalto com o senador Romário em troca do voto dele no impeachment de Dilma Rousseff.

A nomeação foi publicada na segunda-feira no Diário Oficial da União.

Diz Mara Gabrilli:

— Romário trocou o voto no impeachment por este cargo. Ele, que se diz honesto, está fazendo o jogo mais podre da política. Fez barganha de voto. Depois de dizer publicamente que poderia votar a favor de Dilma, foi ao Planalto, esteve com o presidente Temer e pediu o cargo. Logo depois, como recompensa, a indicada dele se torna secretária.

Mara também coloca em xeque o envolvimento de Romário com a causa das pessoas com deficiência:

— Ele é um militante porque tem uma filha com síndrome de Down. Mas não é um militante técnico, não tem conhecimento aprofundado sobre o assunto. Quando se pergunta uma coisa para ele, ele não sabe. Romário usa a causa das pessoas com deficiência para autopromoção.

Mara também mira em Michel Temer:

— Ao aceitar esse tipo de jogo, o presidente mostra pouca sensibilidade para a causa das pessoas com deficiência. É lamentável.


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Carta aberta a Sérgio Moro


Por Paulo Nogueira

Caro Moro:

Me desculpe a franqueza, mas o senhor é uma desgraça nacional. Simboliza a justiça partidária que tanto mal faz ao país.

O senhor é um antiexemplo. No futuro, quando formos uma sociedade mais avançada, ficará a pergunta: como pudemos tolerar um juiz tão parcial?

Sequer as aparências o senhor respeitou. São abjetas as imagens em que o senhor aparece ao lado de barões da mídia como João Roberto Marinho e de políticos da direita como João Dória.

O senhor tem ideia do que aconteceria na Inglaterra se um juiz com tanto poder como o senhor confraternizasse com caciques da política e da mídia?

Mas o pior não foram as aparências: foram e são os atos práticos.

Como o senhor não se envergonhou de participar dos espetáculos circenses em que o objetivo era criminalizar um e apenas um partido, o PT?

Como o senhor não se envergonhou em passar para a Globo conversas criminosamente gravadas entre Lula e Dilma?

Caro Moro: como o senhor consegue dormir?

Vejamos os fatos destes últimos dias. O senhor e sua Lava Jato foram fulminantes em prender um ex-ministro de Lula e embaraçar o editor de um site que representa um tipo de visão completamente ignorado pelas grandes empresas jornalísticas.

Funcionários da PF, em extravagantes uniformes de camuflagem e fortemente armados, se deixaram também fotografar em frente à sede do PT em São Paulo.

O senhor tem noção do ridículo, do patético disso? Parecia que os policiais estavam indo desbaratar uma célula dos Estados Islâmicos.

Mas, ao mesmo tempo, ficamos todos sabendo que vocês fracassaram miseravelmente não uma, mas duas vezes em intimar a mulher de Eduardo Cunha, Claudia Cruz.

Vocês não sabem sequer onde ela fica para entregar a intimação? Ou o empenho frenético em investigar e atacar um lado é contrabalançado pela negligência obscena em tratar casos ligados ao outro lado?

O senhor tem ideia do desgaste que este tipo de coisa provoca em sua imagem em milhões de brasileiros?

Um homem pode ser medido pelos admiradores que semeia. O senhor é hoje venerado pelo mesmo público que idolatra Bolsonaro: são pessoas essencialmente racistas, homóficas, raivosas, altamente conservadoras e brutalmente desinformadas.

O senhor não combateu, verdadeiramente, a corrupção. O senhor combateu e combate o PT. São duas coisas distintas. Falo isso com a tranquilidade de quem jamais pertenceu ao PT ou teve qualquer vínculo com o partido.  Meu pai se elegeu presidente do sindicato dos jornalistas de SP, no começo dos anos 1980, numa disputa épica contra o representante do PT, Rui Falcão. Jamais superei certas mágoas do PT até porque meu pai era meu norte e meu sul, meu leste e meu oeste.

Não fossem os delatores, as roubalheiras de gente como Aécio, Temer e Jucá prmaneceriam desconhecidas e intocadas.

Não fossem as autoridades suíças, as contas secretas que finalmente liquidaram a maior vocação corrupta das últimas décadas no Brasil não seriam conhecidas, e Eduardo Cunha continuaria a cometer seus crimes.

Caro Moro: o senhor há de ter o mesmo destino de um homem que teve um papel igual ao seu na política brasileira, Joaquim Barbosa.

A mídia o usou e espremeu ao máximo, e depois o descartou. JB não é nota sequer de rodapé dos jornais e revistas. Não é ouvido para nada.

O senhor, como JB no Mensalão, está tendo seus dias de Cinderela, porque é útil à plutocracia. Mas Gata Borralheira sempre ronda a Cinderela, como o senhor sabe.

Sinceramente.

Paulo


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Lula vai ao Supremo por direito de resposta no Jornal NaZional da Globo Golpista


O ex-presidente Lula apresentou reclamação no Supremo Tribunal Federal contra a TV Globo, mais especificamente contra uma reportagem do Jornal Nacional exibida no dia 10 de março, que tratou sobre a denúncia feita por três promotores de Justiça do Ministério Público de São Paulo de que ele teria ocultado patrimônio no caso do triplex no Guarujá (SP) e informava sobre o pedido de prisão preventiva do petista; segundo a defesa de Lula, a reportagem “sequer deu a oportunidade ao reclamante de apresentar sua versão dos fatos”; ao STF, Lula pede que seja concedida a liminar para determinar à TV Globo que divulgue, no Jornal Nacional, a sua resposta; a reclamação será analisada pelo ministro Edson Fachin

23 DE JUNHO DE 2016

O ex-presidente Lula apresentou reclamação no Supremo Tribunal Federal contra a TV Globo, mais especificamente contra uma reportagem do Jornal Nacional. A defesa do ex-presidente afirma que ele não teve direito de resposta numa reportagem exibida em 10 de março. A reclamação será analisada pelo ministro Edson Fachin.

A matéria tratava de uma denúncia feita por três promotores de Justiça do Ministério Público de São Paulo contra Lula, a mulher dele, Marisa Letícia e mais 14 pessoas. A reportagem narrava a acusação do MP de que Lula ocultou patrimônio no caso do triplex no Guarujá (SP) e informava sobre o pedido de prisão preventiva do ex-presidente feito pelos três promotores.

Segundo a defesa de Lula, a reportagem “sequer deu a oportunidade ao reclamante de apresentar sua versão dos fatos”. Ao STF, Lula pede que seja concedida a liminar para determinar à TV Globo que divulgue, no Jornal Nacional, a sua resposta.

Os advogados de Lula citam a decisão do STF na ADPF 130 que, em 2009, declarou inconstitucional a Lei de Imprensa e, com isso, eliminou também a regulação infraconstitucional do direito de resposta. “O direito de resposta não garante apenas os direitos da personalidade, mas assegura a todos o exercício do direito à informação exata e precisa”, afirmou.


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A coincidência total da reunião de Moraes e Moro e a nova prisão de Petistas


Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, prende Paulo Bernardo e dá alívio ao governo golpista


Por Kiko Nogueira | 23062016

Pode ser absoluta coincidência que a operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, cuja alvo foram lideranças do PT com destaque para o ex-ministro de Lula e Dilma Paulo Bernardo, tenha ocorrido dois dias após uma visita de Alexandre de Moraes a Sergio Moro.
Mas há, por outro lado, um desprezo completo em manter as aparências que acaba sendo revelador do viés partidário.

O ministro da Justiça esteve em Curitiba num compromisso fora de sua agenda (alô, Marco Antonio Villa). Reuniu-se com Moro e seu time para, oficialmente, declarar suporte irrestrito. Um dos presentes era o delegado Igor Romário de Paula, aquele que foi flagrado postando mensagens pró Aécio em 2014.

Na quinta, questionado, Moraes acusou o golpe. “Não há nenhuma relação da minha visita institucional de apoio à Lava Jato. Provavelmente seja isso que tenha deixado desconfortável essas pessoas, é que o governo anterior jamais apoiou institucionalmente a Lava Jato, porque o governo anterior jamais apoiou o combate à corrupção”, afirmou.

Vendeu seu peixe. A gestão do interino “apoia totalmente o combate à corrupção, apoia totalmente a Operação Lava Jato, e não tem vergonha, como o governo anterior tinha, de dizer isso”.

O momento não poderia ser melhor para Temer. Com três ministros a menos em dois meses, o chefe citado diretamente por Sérgio Machado, Cunha na roça, o PT volta a ser o vilão nacional.

A velha propensão dos agentes para dar espetáculo voltou com tudo. Os homens escalados para a blitz na sede petista em São Paulo eram do Grupo de Pronta Intervenção, GPI, um batalhão de elite treinado para distúrbios civis.

Vestem-se com uniformes camuflados e usam rifles de assalto. Tudo numa manhã gelada paulistana para invadir um sobrado numa rua estreita do centro.

A diretora de comunicação contou à Folha que eles sabem que “há riscos de tumultos e manifestações” quando as operações acontecem “em sedes de partidos políticos”. Qual? Quando? Onde?

A ideia, na verdade, é mesmo ficar bem na foto. O ciclo se fecha com a coletiva dos investigadores orgulhosos, transmitida ao vivo na GloboNews, com discursos pretensiosos sobre o “câncer” da corrupção (a escola Deltan Dallagnol).

É evidente que, se Bernardo e os demais cometeram crimes, têm de ser punidos. A questão, aqui, é outra: sempre os mesmos? Sempre do mesmo jeito? E os outros? E o timing?

Enfim, um espetáculo como o brasileiro já estava sentindo falta, com o velho e bom script. O único pecado, talvez, seja o ensaio tão competente. Moro e seus amigos podiam fingir que erram um pouco para ver se conferem mais credibilidade ao negócio.


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Brasileirão 2016 - Série A - Classificação 10ª Rodada

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RIBAMAR FONSECA | O pior ainda está por vir

Ribamar Fonseca - Jornalista e escritor
24/06/2016

Em entrevista ao jornalista Roberto D'Ávila, da Globo News, o presidente interino Michel Temer desnudou-se. Talvez pela falta de experiência – ou discernimento – no exercício de cargos executivos mais elevados (em sua única experiência executiva como Secretário de Segurança só aprendeu a lidar com bandidos, conforme ele próprio afirmou), acabou revelando que o pior do seu governo ainda está por vir, pois está deixando as medidas mais duras para depois da sua efetivação na Presidência da República, como a reforma da Previdência, com a elevação da idade-limite para aposentadoria, e o aumento de impostos. Cabe, então, uma perguntinha: se como interino ele tem desmontado quase todas as conquistas sociais dos últimos tempos, ao mesmo tempo em que prepara a dilapidação do resto do patrimônio nacional deixado pelo ex-presidente FHC, do que será capaz como presidente efetivo, mesmo sem a legitimidade do voto popular?

Sobre as limitações que impôs à presidenta afastada Dilma Roussef, inclusive quanto ao uso do avião presidencial, Temer justificou a proibição afirmando que ela "utiliza o avião – ou utilizaria – para fazer campanha denunciando o golpe". A resposta expôs a certeza que ele tem do golpe que praticou, registrada no seu inconsciente. E explicou: "A senhora presidente tem o palácio da Alvorada, tem o palácio do Torto, tem avião para se locomover para o seu estado. Sim, porque, convenhamos, ela não está no exercício da presidência, portanto não tem atividades de natureza governamental". Ele dá a impressão de que está fazendo um favor a ela, deixando-a ficar no Palácio da Alvorada. Na verdade, além do fato de que ela ainda é a Presidente da República, o presidente interino deve cumprir as determinações do Senado quanto aos direitos dela enquanto não for julgado o impeachment. Não existe, portanto, nenhum gesto de generosidade da sua parte.

Percebe-se ainda, da entrevista, que o presidente interino e os irmãos Marinho estão perfeitamente afinados. Confirmando editorial do jornal "O Globo", que condenou a proposta de plebiscito para a antecipação de eleições, Temer disse: "Eu não acho útil para a senhora presidente. Porque, no instante em que ela diz que aceita um plebiscito para eleições, é porque ela deseja voltar para depois não governar". Estranho raciocínio, quando todos sabem que a Presidenta deseja apenas dar ao povo o direito de se manifestar de novo, já que os golpistas ignoraram a sua vontade expressa, nas eleições de 2014, nos 54 milhões de votos. O "Globo", no entanto, entendeu que o objetivo é dar a Lula a oportunidade de voltar ao Planalto antes de 2018, mas ameaçou o ex-presidente operário com a Operação Lava-Jato. "Depende do que a Lava-Jato reserva para o ex-presidente", diz o editorial do jornalão carioca. Aparentemente os Marinho estão sabendo alguma coisa que os mortais não sabem.

O editorial do jornal dos Marinho, que vem se esforçando para salvar o governo de Temer, sob o título de "Não há saída da crise fora da Constituição", começa com um parágrafo que se encaixa como uma luva no processo do impeachment: "A política brasileira é incansável na busca de atalhos para contornar crises, mas que costumam atropelar a Constituição. Quase sempre expressam apenas interesses de grupos, apresentados à sociedade como ações em defesa da "democracia" e do "povo". E termina afirmando:"É preciso cumprir a Constituição, deixando-se de lado jeitinhos, fórmulas tiradas da manga da camisa. Aplicar o que está escrito reforça a segurança jurídica, sem a qual nenhuma sociedade se desenvolve". Esse editorial bem que poderia ser publicado antes da votação da Câmara dos Deputados, naquele deprimente espetáculo que aprovou o impeachment de Dilma, quando a Constituição foi atropelada justamente pela falta de base legal, já que não existe crime de responsabilidade, o que, obviamente, caracteriza o golpe.

Mas voltando a Temer, o presidente interino perdeu, com a entrevista, uma excelente oportunidade para esclarecer as acusações do ex-diretor da Transpetro, Sergio Machado. Ao contrário do esperado, porém, Temer informou que não vai processar Machado, como havia prometido, porque "é isso o que ele mais deseja", ou seja, "polarizar com o presidente da República". Essa justificativa pegou muito mal, pois deixou a impressão de que ele não pretende mexer em vespeiro, ou seja, não quer provocar o ex-diretor da Transpetro porque certamente não sabe o que a nova versão do índio Juruna tem guardado em seu gravador. Como cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém, melhor não cutucar a onça para não agravar a situação. Ele também foi prudente quando falou do deputado Eduardo Cunha, considerando-o um "batalhador no campo político e no campo jurídico". Ele deve conhecer muito bem o presidente afastado da Câmara dos Deputados, que já responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal.

De qualquer modo, parece que a única maneira de impedir Temer de destroçar o país, inclusive destruindo todo o trabalho realizado pela diplomacia brasileira no fortalecimento do Mercosul e nas relações com os demais países, é derrubar o impeachment no Senado. Se a decisão dos senadores for estribada em sua consciência, diante do depoimento das testemunhas de defesa que comprovaram a inexistência de crime de responsabilidade, não há dúvida de que o impeachment será arquivado, com o consequente retorno da presidenta Dilma Roussef ao Planalto e o estancamento de todas as ações deletérias do governo interino. Caso contrário, só restará ao povo brasileiro sair às ruas para reivindicar seus direitos e salvar a democracia. Ou rezar, para que o país sobreviva após a curta passagem de Temer, embora o ministro Gilmar Mendes tenha dito que não adianta apelar ao Papa, a Deus ou ao diabo.


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A Globo cortou a coletiva de Cunha, mas o retrato dele nunca sairá da parede da emissora


Por Kiko Nogueira | 23062016

A Globo encontrou um jeito maroto de justificar o ato de tirar do ar o pronunciamento de Cunha em sua defesa pública na terça (21).

Cunha convocou uma coletiva num hotel de Brasília. Em mais um abuso flagrante de suas prerrogativas, a TV Câmara fez a cobertura ao vivo.

O diretor, um pau mandado de EC chamado Cláudio Lessa, acabaria sendo demitido por Waldir Maranhão.

A GloboNews, sabendo de tudo isso de antemão, transmitiu o capitão do golpe tranqüilamente. Deu tempo de sobra de Cunha  acusar Jaques Wagner de tentar compra-lo, se gabar de destruir o PT etc — até que falou mal da emissora.

“Todos os dias, o William Bonner arranja alguém para falar de mim. Se eu pegar as matérias do ‘Jornal Nacional’, em cada dia tem uma pessoa diferente, mas elas acabam se repetindo. Acho que fazem um revezamento”, disse sozinho, ao centro da grande mesa vazia.

A GloboNews interrompeu o sinal pouco depois. O ex-presidente da Câmara ainda seguiu: “O jornal me pede notas faltando poucos minutos para exibir as reportagens. Quando a minha defesa entrega uma resposta, eles decidem restringir minha defesa a uma frase, quando anteriormente usaram minutos e mais minutos para me acusar”, afirmou.

Repito o que escrevi aqui:

Cunha é uma lembrança incômoda para a Globo. Aquele tio que organizou o churrasco durante anos e anos, fez vários serviços sujos, ganhou salvo conduto, mas que tornou-se um problema grande demais e precisa ser queimado.

É o mesmo tratamento dispensado a ex-sócios caídos em desgraça, como Ricardo Teixeira, da CBF, poupado até a roubalheira ficar insustentável.

No começo de 2015, sua eleição para a presidência da Câmara foi festejada. “Aborto e regulação da mídia, só pode cima do meu cadáver”, declarou ele, deixando claro que estava ali pelos amigos e para os amigos.

Numa matéria do Globo chamada “Os Passos de Cunha”, assim é descrita a maneira como ele conheceu a mulher:

A dedicação de Cunha a Collor rendeu-lhe a presidência da Telerj, antiga companhia telefônica do Estado do Rio. Foi na época que conheceu a atual mulher Cláudia Cruz. Comandou a Telerj até 1993, quando foi exonerado após o impeachment de Fernando Collor.

Pronto.

Cunha começou a carreira na bandidagem no Rio de Janeiro. Não virou o que é por causa do lulopetismo. Nunca mereceu um minuto da atenção que a Globo dispensa aos meliantes petistas.

E, embora não esteja sendo mais mencionado atualmente, Cláudia, que pode ser presa também, foi funcionária entre 1989 e 2001. Apresentou Bom Dia Rio, Jornal Hoje, RJTV, Globo Ciência, Globo Comunidade, Jornal da Globo e Fantástico.

Em 10 de abril de 2000, deu a notícia da demissão de seu marido da presidência da Companhia Estadual de Habitação, Cehab, por causa de denúncias de fraudes em contratos. Meses depois, seria defenestrada.

Segundo matéria da Folha, em 1992 o então presidente da extinta Telerj assinou um aditivo de 92 milhões de dólares a um contrato de 1989 com a NEC Brasil — fornecedora de equipamentos para telefonia controlada, na ocasião, por Roberto Marinho.

Não houve licitação. O aditivo serviria para ampliar o número de terminais para 40 mil celulares (em 1993, um segundo aditivo foi assinado por 30 milhões de dólares por mais 40 mil terminais — 62 milhões a menos do que pagou Cunha).

Em julho de 2015, a colunista da Época Ruth de Aquino relatou o envolvimento dele num caso de violência doméstica. Se ela está contando a verdade, por que ninguém de sua revista foi atrás de um boletim de ocorrência?

Diz a jornalista que, quando dirigia O Dia, em 1996, ele teria ido parar numa delegacia da Barra da Tijuca com a ex-mulher Cristina Dytz depois de uma briga. “Cunha”, segundo Ruth, “fez de tudo para impedir a publicação. Telefonou primeiro para um editor, depois telefonou para o dono do jornal.

A reportagem saiu. Cunha travou com o jornalista um diálogo pesado ao telefone. E o levou à Justiça. Perdeu, porque nada havia ali que configurasse difamação ou injúria. Apenas fatos.”

Enquanto Cunha não foi apanhado com a boca na botija, Cláudia voou à vontade. Ele dançou na Cehab, ela dançou também. Cunha nadou de braçada na corrupção. A Globo não moveu um dedo de seu arsenal jornalístico para mostrar quem era EC.

Cunha deu o golpe, Janot pediu sua prisão, tornou-se o homem mais odiado do Brasil, virou radioativo — e agora pode ser suspenso das transmissões oficiais. Mas é uma fotografia na parede de seus comparsas e, já lembrou o poeta, como doi.


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Dois bandidos morrem após roubar carro e colidir contra poste em Fortaleza


Segundo a PM, homens haviam roubado carro no Bairro Aldeota. Houve perseguição policial. Carro atingiu muro de casa e fiação


23/06/2016 - Dois homens morreram na madrugada desta quinta-feira (23) em um acidente de carro no Bairro José Bonifácio, em Fortaleza. A Polícia Militar informou que eles haviam roubado um carro no Bairro Aldeota e, durante a fuga, bateram em um poste.

O acidente aconteceu por volta de 4 horas, no cruzamento da Rua Jaime Benévolo com a Avenida Domingos Olímpio. Os homens morreram na hora.

A polícia informou ainda que a dupla seguia em alta velocidade quando atingiu o poste. O carro também atingiu o muro de uma casa. A fiação do poste caiu. A perícia esteve no local e retirou os corpos.


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Oportunidades de empregos em São Gonçalo do Amarante 23/06/2016



OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Mecânico de manutenção de máquinas, em geral
01
Técnico de gestão do meio ambiente
02

OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Operador de caldeira
01
PESSOA COM DEFICIÊNCIA
OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Auxiliar administrativo
03


Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT

Em São Gonçalo do Amarante
Av. Coronel Neco Martins, 236 - Centro - Fone :(85) 3315.7369

Em Pecém
Rua Rua Francisco Câncio, S/N - Centro - Fone :(85) 3315.1375

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 



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Oportunidades de empregos em Caucaia 23/06/2016


OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Assistente de compras
01
Assistente de logística de transporte
01
Auxiliar de corte (preparação da confecção de roupas)
01
Chefe de manutenção eletroeletrônica veicular
01
Churrasqueiro
02
Costureira de máquinas industriais
17
Desenhista de páginas da internet (web designer)
01
Encarregado de almoxarifado
01
Projetista de móveis
02
Representante comercial autônomo
03
Salgadeiro
01

PESSOA COM DEFICIÊNCIA
OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Caixa (supermercado)
02
Empacotador, a mão
02
Repositor - em supermercados
01

Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT de Caucaia

Rua Juaci Sampaio Ponte, 2076
(85) 3101.3378

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 



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