A comemoração de Witzel da morte de sequestrador é o símbolo de um país nas trevas



Por Marcos Sacramento -  20 de agosto de 2019
Há fartura de imagens para resumir a miséria política que tomou conta do país, mas poucas serão tão simbólicas e eloquentes quanto a comemoração do Witzel depois que atiradores de elite mataram o autor do sequestro de um ônibus na ponte Rio-Niterói.

A cena do governador do Rio de Janeiro descendo do helicóptero sorrindo e erguendo os braços como se celebrasse um gol simbolizam o período nebuloso em que governantes perderam a vergonha de exibir suas credenciais de facínoras.

Witzel e seu confrade Bolsonaro louvam a morte, a tortura, as execuções. Elegeram-se com a promessa de destruir, eliminar. Um falou em exterminar a “petralhada”, outro prometeu a execução sumária de narcotraficantes. 

Nenhum deles fala em promover bem-estar, saúde e educação, discurso básico de dez entre dez políticos, de todos os lados do espectro político. Ambos chegaram ao poder prometendo a morte e quando esta ocorre, comemoram com a empolgação de um torcedor de futebol.

São entusiastas da violência e se aproveitam das exceções legais de emprego da força para expressar o sadismo.

A princípio, a operação que matou o sequestrador de 37 pessoas foi legítima e dentro das técnicas policiais.

Bastaria ao governador se limitar à nota publicada no Twitter, onde disse que o ideal era que todos saíssem vivos e informou que a Secretaria de Vitimização irá dar atendimentos aos reféns e à família do infrator.


Mas o post sóbrio, possivelmente obra da assessoria de comunicação, não condiz com o homem que posa com metralhadora e defende a eliminação de criminosos sem o devido amparo legal.

Este Witzel, sem verniz, desceu do helicóptero esfuziante como candidato em campanha. A cena levou Gulherme Boulos a definir com precisão o governador do Rio de Janeiro: “a pior mistura de sociopatia com oportunismo”.

Para as pessoas providas de humanidade que duvidam que o país está nas trevas, ver a comemoração de Witzel será útil para suprimir quaisquer dúvidas.


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Lava Jato blindou Paulo Guedes e fingiu não ver repasse para empresa de fachada, usada para pagar propinas no Paraná


O ministro da Economia, Paulo Guedes.
(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Surge mais uma prova de parcialidade da Lava Jato, que há 500 dias prendeu, sem provas, o ex-presidente Lula para solapar a democracia brasileira, fraudar o processo eleitoral e abrir espaço para a ascensão do neofascismo. Um repasse de uma empresa de Paulo Guedes a uma empresa de fachada, usada para pagar propinas no Paraná, foi solenemente ignorado pela operação

20 de agosto de 2019

"A Lava Jato descobriu que uma empresa do atual ministro da Economia, Paulo Guedes, fez pagamento a um escritório de fachada, suspeito de lavar dinheiro para esquema de distribuição de propinas a agentes públicos no governo do Paraná", revela o jornalista Fábio Fabrini, em reportagem publicada na Folha de S. Paulo. "A força-tarefa da operação em Curitiba apresentou denúncia sobre o caso em abril de 2018 e não incluiu no rol de acusados Guedes ou outros representantes de sua empresa. Na época, o agora ministro integrava a pré-campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República", prossegue ainda o jornalista.

É mais uma prova do viés político da operação, que prendeu o ex-presidente Lula sem provas há exatos 500 dias, para que ele fosse impedido de disputar a presidência da República e vencer as eleições, como indicavam todas as pesquisas. Com a exclusão artificial de Lula do processo político, Jair Bolsonaro pôde assumir o poder e implantar um programa de extrema-direita no Brasil. 

"Os responsáveis por outras duas companhias que destinaram recursos ao escritório suspeito foram presos, denunciados e viraram réus de ação penal aberta pelo então juiz Sergio Moro", diz Fábio Fabrini. Guedes não foi incomodado. Questionado pela reportagem, ele não conseguiu justificar o repasse.

O repasse de R$ 560,8 mil foi feito em 2007 pela GPG Consultoria, de Guedes, à Power Marketing Assessoria e Planejamento, operada por um assessor do ex-governador Beto Richa (PSDB-PR).


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Sérgio Moro cometeu crime e deve ser preso, diz professor de Direito da USP


 

19/08/2019 - Professor titular de Direito Penal da USP, Sérgio Salomão Shecaira afirmou, na noite desta quinta (17), que o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, cometeu um crime ao divulgar os grampos envolvendo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff e deve ser preso. Em uma fala repleta de críticas ao judiciário, ele participou, ao lado de outros juristas de ato em defesa da democracia, realizado em São Paulo, na Faculdade de Direito da USP.
   
“O poder judiciário está, sim, acovardado, a ponto de ter modificado o princípio de presunção da inocência”, disse criticando a decisão do Supremo que autorizou a prisão de pessoas condenadas em segunda instância. Shecaira destacou trecho do artigo que o juiz Sérgio Moro escreveu sobre a Operação Mãos Limpas, da Itália, no qual ele ressaltou que os responsáveis pelas investigações fizeram largo uso de vazamentos para imprensa.

“Então ele [Moro] já sabia qual era o caminho: ele dá uma decisão e vaza para a imprensa simpatizante, das seis famílias que dominam a mídia”, criticou, lembrando que o golpe civil-militar de 1964 também foi midiático. “E hoje um golpe está em curso no país. E não nos resta outra saída a não ser irmos às trincheiras em defesa do estado democrático de Direito”.

Depois de citar parte da lei de interceptação telefônica, ele foi enfático ao defender que a quebra do segredo de Justiça é crime. Um dia após Moro tornar públicas conversas pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a presidenta Dilma Rousseff, Shecaira defendeu que o “todo poderoso” juiz de Curitiba cometeu, sim, um crime, e deve ser punido por isso.

“O sigilo ser quebrado pelo próprio juiz, invocando o interesse da nação – e não é ele que interpreta os interesses da nação, pois nem foi eleito pelo povo – significa que ele cometeu um crime e isso tem que ser levado às barras dos tribunais”, pregou, sob aplausos efusivos da plateia, que gritava “Moro na cadeira”.

Segundo o professor, na “manifestação branca” do último domingo na Avenida Paulista, não estava a verdadeira população brasileira, porque a população negra não estava lá. “Quem aqui está ao lado da verdadeira população brasileira, estamos pela legalidade e pela prisão do juiz Sérgio Moro”, encerrou.


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Bolsonaro abriu a “caixa-preta” do BNDES atrás de petistas e adivinha quem estava lá? O tucano João Doria



A disputa na direita brasileira acaba de ganhar um novo capítulo. Ao abrir a "caixa-preta do BNDES", o atual presidente da instituição, Gustavo Montezano, vazou a relação dos dez maiores negócios de compra e venda de jatinhos que contaram com financiamento do banco. Um dos princpipais compradores é ninguém menos do que o governador de São Paulo, João Doria, que foi aliado de Jair Bolsonaro em 2018 e agora vem tentando se distanciar do governo federal

19/08/2019 - Está aberta a guerra entre Jair Bolsonaro e João Doria pela condução da direita brasileira. Ao abrir o que considera ser a "caixa-preta do BNDES", Bolsonaro decidiu disparar contra empresários que compraram jatinhos contando com financiamento subsidiado da instituição. Um dos principais compradores é ninguém menos do que o atual governador de São Paulo, João Doria, que pretende disputar a presidência da República em 2022, contra Bolsonaro, e que vem atraindo ex-aliados do PSL, como Alexandre Frota.
Confira a relação dos proprietários das dez aeronaves mais caras bancadas pelo BNDES, que foi divulgada pelo site Antagonista:

Doria Administração de Bens Ltda – R$ 44,03 milhões (2010)

JBS S/A – R$ 39,78 milhões (2009)

Neo Táxi Aéreo – R$ 44,97 milhões (2011)

Construtora Estrutural – R$ 64,01 milhões (2012)

Brasil Warrant Adm de Bens – R$ 75,46 milhões (2013)

Lojas Riachuelo – R$ 55,52 milhões (2013)

Sumatera Participações – R$ 65,96 milhões (2013)

Industrial e Comercial Brasileira – R$ 59,11 milhões (2013)

CB Air Taxi Aéreo – R$ 77,78 milhões (2013)

Eurofarma Laboratórios – R$ 43,99 milhões (2014)


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Crise econômica se agrava e estrangeiros tiram quase R$ 20 bi do Brasil


POR FERNANDO BRITO · 19/08/2019 
Os jornais tratam quase como uma “curiosidade”, quando tratam.
Mas é grave.
Até o dia 15 passado, as saídas de capital estrangeiro da Bolsa de Valores somaram R$ 19,16 bilhões.
É a maior fuga de capitais do mercado acionário brasileiro, desde que se passou a medir sua participação na Bovespa, em 1996.
Supera, inclusive, a ocorrida no mesmo período de 2008, ano da supercrise mundial, que foi de R$ 16,5 bi, de janeiro até a metade de agosto.
Quase a metade destas saídas se deram em agosto e o ânimo parece continuar o mesmo, com uma contínua pressão de compra sobre a moeda norte-americana – que hoje foi a R$ 4,07 – mesmo com o anúncio do Banco Central de que venderá dólares a partir de quarta-feira.
Em 30 dias, uma desvalorização de 9,1% da moeda brasileira.
Claro que não são só as “bozonarices” que estão provocando este movimento (embora o ajudem), mas a piora de perspectivas da economia mundial.
Mas o cenário interno pode se agravar, com a crise que se anuncia na Receita Federal, com Bolsonaro “metendo o pé na porta” da Receita Federal e demitindo o “N° 2” do órgão, o subsecretário-geral José Paulo Ramos Fachada Martins da Silva.
Como se sabe, a solução para o Brasil era a aprovação da Reforma da Previdência, não é mesmo?

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Oportunidades de empregos em São Gonçalo do Amarante 20/08/2019



OCUPAÇÕES    QTDE.VAGAS
Analista ambiental      01
Analista de planejamento financeiro      01
Assistente Jurídico      01
Barman     03
Borracheiro        01
Chefe de recepção     01
Consultor de tecnologia da informação 01
Cozinheiro geral 01
Enfermeiro do trabalho        01
Governanta de hotelaria      02
Massoterapeuta 02
Mensageiro        02
Porteiro (hotel)   02
Supervisor de hospedagem 01
Técnico de planejamento de obras       01
Técnico de tributos estadual         01
Técnico mecânico       01
Tecnólogo em meio ambiente      01
Vendedor pracista       01
Total 25

Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT

Em São Gonçalo do Amarante
Av. Coronel Neco Martins, 236 - Centro - Fone: (85) 3315.7309

Em Pecém
Rua Francisco Câncio, S/N - Centro - Fone: (85) 3315.1375

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 


Fonte: SINE/IDT

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Bolsonaro não tem votos no Senado para fazer do filho Zero 3 embaixador em Washington


(Foto: Reprodução/Twitter)

Jair Bolsonaro deve ver frustrado seu plano de indicar o filho Eduardo, de apenas 35 anos e sem formação técnica ou cultural ou politica como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Dos 81 senadores, 30 dizem que pretendem votar contra o nome do “filho 03”. Apenas 15 disseram ser a favor, em pesquisa de O Estado de S.Paulo. São necessários 41 votos

19 de agosto de 2019 

São remotas as chances de que Eduardo Bolsonaro se torne embaixador do Brasil nos Estados Unidos, segundo levantamento feito pelo jornal Estado de S. Paulo. "Hoje, ele não teria o mínimo de 41 votos no plenário do Senado para ser aprovado para o comando da representação diplomática mais importante do País no exterior", aponta a reportagem. 

Dos 81 senadores, 30 responderam que pretendem votar contra o nome do “filho 03”. Só 15 disseram ser a favor. Outros 28 não quiseram responder e 7 se colocaram como indecisos. "Sem votos certos, Bolsonaro afirmou na semana passada que só irá oficializar a escolha quando Eduardo 'sentir' que tem o apoio majoritário dos senadores", apontam os jornalistas. 

Pelas regras em vigor, primeiro Eduardo terá de ser sabatinado na Comissão de Relações Exteriores da Casa. Depois, seu nome precisa passar por uma votação secreta no colegiado, seguida de outra votação, também secreta, no plenário do Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) – que tem trabalhado pela aprovação do deputado – não vota.

Maior bancada do Senado, com 13 parlamentares, o MDB é quase unânime na rejeição a Eduardo.


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Lula foi alvo de uma conspiração, mensagens da Vaza Jato confirmam a condenação do ex-presidente sem prova


Foto: Reprodução/YouTube
18/08/2019

O DCM recebeu a seguinte informação:

Mensagens divulgadas hoje (18/08/2019) pelo The Intercept e pela Folha de S. Paulo reforçam que o ex-presidente da República Luiz Inacio Lula da Silva é vítima de uma conspiração por partes de alguns agentes públicos que atuaram para condená-lo sem que ele tenha praticado qualquer crime — objetivando tentar retirá-lo da vida pública e prejudicar sua honra e sua reputação.

As mensagens estão diretamente relacionadas aos dois processos nitidamente corrompidos que tiveram origem na 13ª. Vara Federal de Curitiba (casos “triplex” e “sítio”) e nos quais foram impostas injustas condenações a Lula, uma delas usada para privá-lo de sua liberdade por meio de execução antecipada da pena — incompatível com o que dispõe a Constituição Federal (art. 5º, LVII) e a lei (CPP, art. 283) —, e também para retirá-lo das eleições presidenciais de 2018 mesmo após termos obtido duas decisões liminares do Comitê de Direitos Humanos da ONU em 2018 para que o ex-presidente pudesse concorrer até que lhe fosse assegurado o direito a um processo justo.

Mensagens divulgadas em 12/06/2019 pelo The Intercept mostram que as investigações contra Lula e pessoas relacionadas ao ex-presidente foram iniciadas a partir de um comando emitido pelo ex-juiz Sérgio Moro para o procurador da República Deltan Dallagnol em 07/12/2015. A Lava Jato de Curitiba efetivamente passou a investigar Lula formalmente nesse momento por meio de uma devassa na vida do ex-presidente, seus funcionários, colaboradores, pessoas relacionadas e até advogados — com a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de inúmeras pessoas sem a presença de qualquer das hipóteses autorizadas em lei, em situação que pode configurar abuso de autoridade. 

Para além disso, a mensagens divulgadas nesta data permitem saber que antes de qualquer decisão judicial de quebra dos sigilos os procuradores da Lava Jato e ocupantes de elevados cargos da Receita Federal acessavam informal e permanentemente informações e dados protegidos pelo sigilo constitucional e legal contra alvos previamente eleitos e todas as pessoas a ele relacionadas, incluindo um caseiro e os assessores de Lula. O quadro demonstra que tais autoridades agiam sem qualquer apreço às garantias fundamentais, à margem do devido processo legal e orientadas por uma prática intimidatória e arbitrária visando a aniquilar o direito de defesa.

A quebra do sigilo fiscal de qualquer cidadão sem prévia autorização judicial e nas hipóteses estabelecidas na Lei nº 105/2001 configura crime (art. 10 da mesma lei) punível com reclusão de 1 a 4 anos para cada conduta ilícita.

Mesmo após toda essa devassa por meios ilegais, a Lava Jato não conseguiu provar qualquer ato ilícito praticado por Lula e desprezou as provas de inocência que levamos ao processo. Lula foi condenado e está preso mesmo após o ex-juiz Sergio Moro ter reconhecido que nenhum valor proveniente da Petrobras foi dirigido ao ex-presidente e que ele jamais solicitou ou recebeu a posse ou a propriedade do “triplex” ou de qualquer outro imóvel que lhe foi atribuído pelo Sistema de Justiça.

Há real necessidade de essa situação, que revela a prática de “lawfare” e que já foi objeto de diversos pronunciamentos da comunidade jurídica nacional e internacional, seja revertida o mais breve possível pelos Tribunais Superiores, por meio dos recursos e habeas corpus pendentes de julgamento, especialmente porque no caso do ex-presidente se fazem presentes diversas preferências legais e regimentais para o julgamento desses procedimentos.

Tomaremos todas as medidas jurídicas cabíveis no Brasil e no procedimento aberto deste 2016 perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU para reforçar a necessidade de que os processos abertos contra Lula sejam declarados nulos, para que seja restabelecida a liberdade plena do ex-presidente e, ainda, para que os agentes públicos envolvidos na prática de atos ilícitos sejam investigados e, se o caso, punidos, com as consequências decorrentes da lei.

Cristiano Zanin Martins
Valeska T. Zanin Martins


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Brasileirão 2019 - Série A - Classificação 15ª Rodada

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18/08/2019

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Sérgio Moro e Deltan Dallagnol montaram uma Organização Criminosa para perseguir Lula, diz deputado Rogério Correia


18/08/2019

O deputado Rogério Correia (PT-MG), neste domingo (18), disse que o ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol montaram uma ORCRIM (organização criminosa) com a finalidade de perseguir política e ideologicamente o ex-presidente Lula.

 “NOVAS MENSAGENS provam cabalmente que Moro e Dallagnol montaram uma ORCRIM que perseguiu Lula”, disparou o parlamentar mineiro.

Correia ainda questiona se o Supremo Tribunal Federal (STF) continuará se acovardando ou se irá anular todas as ações ilegais da força-tarefa Lava Jato.

 “A pergunta é, STF continuará acovardado ou vai anular as ações ilegais?”

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), defendeu a instalação de uma CPI para investigar o vazamento de informações sigilosas da Receita Federal.


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Prejudicado pela arbitragem, Ceará é derrotado pelo São Paulo. Para que serve mesmo o tal de VAR?


Felippe Cardoso foi derrubado por Thiago Volpi, mas árbitro não marcou pênalti

Tricolor Paulista bateu o Alvinegro, na noite deste domingo, no Morumbi. Mas, mais um vez na Série A do Brasileirão, o árbitro de vídeo prejudicou a equipe cearense

18/08/2019

Aguerrido, buscando o ataque, organizado nas linhas de defesa, o Ceará merecia um resultado mais positivo contra o São Paulo, e quase veio. Com apenas um gol, de Daniel Alves, em sua estreia, o Tricolor Paulista bateu o Alvinegro, na noite deste domingo, no Morumbi. Mas, mais um vez na Série A do Brasileirão, o árbitro de vídeo prejudicou a equipe cearense. Em lance da segunda etapa, Felippe Cardoso foi derrubado na grande área pelo goleiro Tiago Volpi. O árbitro pernambucano Gilberto Rodrigues Castro Júnior deixou a penalidade que poderia representar o empate do Ceará, e o VAR Rodrigo Nunes de Sá endossou a decisão de campo.

Com o resultado, o Alvinegro caiu duas posições e fica agora na 11ª posição da tabela, com os mesmos 20 pontos. Já o São Paulo, com 27 pontos, está na 5ª colocação.

O jogo

Com Morumbi cheio e estreia de Daniel Alves e Juanfran, a pressão de ganhar era toda do São Paulo. Por isso, o time da casa começou com ritmo agudo de pressão. Organizado, o Alvinegro conseguiu se segurar, e também construir jogadas. Mesmo com menos posse de bola, (61% para o Tricolor paulista, e 39% para o Vovô), e Ceará finalizou mais: cinco vezes, contra quatro do São Paulo. O Ceará quase marca, aos 12 minutos, em jogada pela direita de Fabinho, que tocou para Samuel Xavier que, da entrada da área, chutou para grande defesaça de Tiago Volpi.

Aos 39, depois de parada técnica aos 30, Ricardinho quase abre placar para o Ceará em cobrança de escanteio direto para o gol. Volpi espalmou para afastar o perigo do quase gol olímpico.

Logo em seguida, no minuto seguinte, o São Paulo aproveitou falha da defesa do Alvinegro de Porangabuçu e marcou. Juanfran avançou pela direita, tocou rasteiro, a bola passou entre os marcadores, até Raniel que ajeitou para Daniel Alves abrir o placar.

Após marcar, o São Paulo deixou espaços para o Ceará trabalhar. Aos 42, Samuel Xavier da entrada da área chutou preciso, mas Volpi fez nova boa defesa. Aos 48, em cobrança de falta, Dani Alves quase amplia, em bola que passou perto da trave esquerda de e morre na rede pelo lado de fora.

Na segunda etapa, o São Paulo já nos três minutos colocou uma bola no travessão. Após cruzamento de Reinaldo, Raniel chutou, forçando defesa de Diogo Silva. Na sequência, bola bateu no travessão.

Luiz Otávio, em disputa de bola com Bruno Alves, machucou o tornozelo direito e teve de ser substituído por Tiago Alves. Aos 11, Thiago Galhardo cruzou direto para o gol passando com perigo pelo gol. Na sequência, Lima dominou e mandou uma bomba para defesa de Volpi, que espalmou para escanteio.

O lance mais polêmico da partida, e que poderia ter levado ao empate do Ceará, aconteceu aos 15 minutos. Mais um lance que gerou reclamação da comissão técnica do Ceará - como tem acontecido em questões relacionadas ao VAR. Na grande área, Felippe Cardoso tocou para o gol e depois foi derrubado pelo goleiro Thiago Volpi, que não chegou a tocar na bola. Apesar de, claramente, o goleiro impedir a conclusão da jogada por Cardoso, mesmo que não houvesse intenção, o árbitro de vídeo analisou como lance normal, confirmando decisão do árbitro de campo, para protestos do time do Ceará.

Galhardo, aos 18, bateu no cantinho, para mais uma defesa de Volpi. Aos 29, Raniel marcou, mas o bandeirinha marcou o impedimento. Aos 45, Samuel Xavier mandou na área, a chegou com perigo pela área e Mateus Gonçalves, sozinho, quase consegue chegar para marcar.

Aos 47, o clima ainda esquentou e Samuel Xavier e Luan, após jogada, se desentenderam.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 X 0 CEARÁ

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 18 de agosto de 2019
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE)
Assistentes: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Clóvis Amaral da Silva (PE)
Cartões amarelos: Everton, Bruno Alves, Luan (SP); Lima, Samuel Xavier (CEA)
Público/Renda: 47.705 / R$ 3.353.610,00

GOL:
São Paulo: Daniel Alves, aos 39 minutos do 1T.

SÃO PAULO: Tiago Volpi, Juanfran, Bruno Alves, Anderson Martins e Reinaldo; Liziero (Luan), Tchê Tchê e Daniel Alves; Everton (Helinho), Antony (Vitor Bueno) e Raniel
Técnico: Cuca

CEARÁ: Diogo Silva; Samuel Xavier, Valdo, Luiz Otávio (Tiago Alves), João Lucas; Fabinho, Ricardinho e Thiago Galhardo; Lima (Wescley)), Leandro Carvalho (Matheus Gonçalves) e Felippe Cardoso
Técnico: Enderson Moreira


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Paulo Pimenta defende CPI e aponta quadrilha da Lava Jato para violar sigilos fiscais


Paulo Pimenta e Deltan Dallagnol
(Foto: Câmara dos Deputados | ABr)

"Vazamento de informações sigilosas da receita federal é crime. Quando o crime é praticado por auditores da receita e procuradores federais é crime qualificado. Quando reúnem 3 ou mais para praticar um crime é formação de quadrilha. CPI já para esclarecer a Vaza Jato!!", defender o líder do PT na Câmara

18 de agosto de 2019

O deputado federal Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, defende CPI para apurar as informações vazadas pelo site The Intercept sobre a Lava Jato, que publicou novo capítulo neste domingo 18 em parceria com a Folha de S.Paulo.

De acordo com as novas mensagens reveladas, integrantes da força-tarefa recebiam dados sigilosos da Receita Federal por meio de aplicativos de mensagens, sem autorização judicial. Dados foram vazados por auditor da Receita até mesmo sem haver suspeita de ilegalidade.

"Vazamento de informações sigilosas da receita federal é crime. Quando o crime é praticado por auditores da receita e procuradores federais é crime qualificado. Quando reúnem 3 ou mais para praticar um crime é formação de quadrilha. CPI já para esclarecer a Vaza Jato!!", apontou Pimenta.

Os pedidos eram feitos ao então auditor fiscal Roberto Leonel, que chefiava a área de inteligência da Receita em Curitiba. Hoje ele é chefe do Coaf, colocado no cargo por Sergio Moro, ministro da Justiça do governo Bolsonaro.

 "A relação entre Leonel e a força-tarefa era tão próxima que eles pediram para o auditor informações sigilosas de contribuintes até mesmo para verificar hipóteses sem indícios mínimos. A Lava Jato, como o Intercept mostrou em parceria com o El País, já se movimentou contra seus inimigos declarados motivada apenas por boatos", diz trecho da reportagem.

Em uma das mensagens enviadas ao chefe da força-tarefa, Deltan Dallagnol, Leonel revela ter sido questionado por seu superior sobre o repasse de informações sigilosas. "Ele quis saber pq fiz etc e se tinha passado está inf a vcs ... Disse q NUNCA passei pois não tem origem ilícita suspeita !!! Por favor delete este assunto por enquanto".


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Farsa Jato comandada por Moro e Dallagnol investigou ilegalmente até o Maradona, revela Folha de S. Paulo


 
18/08/2019

O caseiro Elcio Pereira Vieira, conhecido como Maradona, sofreu uma devassa em seus dados fiscais a partir de um pedido informal do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa Lava Jato.

As solicitações informais eram requisitadas diretamente a Roberto Leonel, atual presidente do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), então auditor-fiscal que chefiava a área de inteligência da Receita Federal em Curitiba.

Segundo reportagem da Folha e do Intercept, neste domingo (18), Deltan pediu ilegalmente para Leonel os dados do Imposto de Renda de Maradona e, uma semana depois, o juiz Sérgio Moro “esquentou” o pedido autorizando a quebra do sigilo fiscal do caseiro no sítio de Atibaia (SP), que era frequentado pelo ex-presidente Lula.

“Vcs checaram o IR de Maradona? Não me surpreenderia se ele fosse funcionário fantasma de algum órgão público. (comissionado)”, escreveu Deltan no aplicativo Telegram, cujo teor foi obtido pelo Intercept por meio de uma fonte anônima.

Lula foi condenado no caso do sítio de Atibaia em 12 anos e 11 meses pela juíza substituta Gabriela Hardt, substituta de Moro, quando ele foi para o governo Jair Bolsonaro (PSL).

Maradona apelido do caseiro do sítio de Atibaia, Elcio Pereira Vieira

Nunca é demais recordar que o ex-ministro Antonio Palocci, pupilo dos procuradores da Lava Jato, em Curitiba, entre os anos 2005 e 2006, caiu do governo Lula justamente porque quebrou o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Se o delator tivesse sido consultado pelos integrantes da força-tarefa, muito provavelmente, teria dito que iria dar M…

De acordo com a legislação brasileira, a Receita e o Coaf podem e devem fornecer informações de contribuintes sempre que houver movimentação financeira suspeita. No entanto, essas requisições devem ser pleiteadas formalmente de maneira motivada pelo Ministério Público Federal, sob pena de cometimento de quebra ilegal de sigilo fiscal.

O acesso amplo e irrestrito ao banco de dados da Receita não é permitido para resguardar informações sigilosas.


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Lava Jato agia fora da lei para obter dados fiscais de suspeitos mostra o novo capítulo da Vaza Jato



Um estado policial clandestino foi montado para investigar suspeitos na Lava Jato, conduzida por Sergio Moro e Deltan Dallagnol. Com a colaboração do auditor fiscal Roberto Leonel, atual presidente do Coaf, sigilos fiscais eram quebrados sem autorização judicial – especialmente de pessoas próximas ao ex-presidente Lula. É o que mostra o novo capítulo da Vaza Jato

18 de agosto de 2019

O novo capítulo da Vaza Jato revela que a Lava Jato agia fora da lei para obter dados fiscais de suspeitos. Isso aconteceu diversas vezes e teve como alvos principais pessoas ligadas aos processos que envolviam o ex-presidente Lula, que vem sendo mantido como preso político há quase 500 dias. “Os procuradores da operação Lava Jato também usaram o Telegram para obter informalmente dados sigilosos da Receita Federal – ou seja, sem nenhum controle da Justiça.

O coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, e seus colegas em Curitiba recorreram em diversas ocasiões a um informante graduado dentro da Receita para levantar o sigilo fiscal de cidadãos sem que a Justiça tivesse autorizado a quebra”, revelam os jornalistas Leandro Demori e Paula Bianchi, no Intercept.

"Para obter os dados sigilosos, os procuradores recorreram ao auditor fiscal Roberto Leonel, que chefiava a área de inteligência da Receita em Curitiba, onde trabalhava. Leonel é hoje presidente do Coaf”, informam ainda os repórteres. Ou seja: um dos principais aliados do ministro Sergio Moro era o responsável por repassar clandestinamente dados fiscais de suspeitos.

Foco no ex-presidente Lula

Em agosto de 2015, diante das notícias de que um sobrinho de Lula fizera negócios em Angola com ajuda do político e da Odebrecht, a primeira coisa que ocorreu ao procurador Roberson Pozzobon foi chamar Leonel, aponta a reportagem do Intercept. “Quero pedir via Leonel para não dar muito na cara, tipo pescador de pesque e pague rsrsrs”, disse numa mensagem a Dallagnol no grupo Chat FT MPF Curitiba 2.

"No ano seguinte, entre janeiro e março, a força-tarefa pediu a Leonel que levantasse informações sobre uma nora de Lula e sobre o caseiro do sítio de Atibaia”, aponta ainda a reportagem. "A investigação informal contra Lula e pessoas que o cercavam também incluiu o pedido, feito pelos procuradores, a informações sobre o patrimônio dos antigos donos do sítio. Na mesma época, os procuradores também solicitaram ao auditor informações sobre compras que a ex-primeira dama Marisa Letícia e os seguranças do casal teriam feito."


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Campanha repugnante contra Marisa Letícia foi tramada por Sérgio Moro e Deltan Dallagnol


(foto Ricardo Stuckert – divulgação)
18/8/2019

Os advogados de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificaram como “estarrecedor, inimaginável e repugnante” o conteúdo de novo vazamento do The Intercept, mostrando como o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro atuou declaradamente contra a defesa.

As conversas se referem ao depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo relativo ao tríplex de Guarujá, em 10 de maio de 2017. Após a audiência, Moro provocou o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima para que divulgasse uma nota à imprensa para rebater o que ele denominou como “showzinho” da defesa de Lula na ocasião. (Da RBA)

Confira nota dos advogados do ex-Presidente Lula

É estarrecedor constatar que o juiz da causa, após auxiliar os procuradores da Lava Jato a construir uma acusação artificial contra Lula, os tenha orientado a desconstruir a atuação da defesa técnica do ex-Presidente e a própria defesa pessoal por ele realizada durante seu interrogatório (10/05/2017). As novas mensagens reveladas ontem (14/06/2019) pelo “The Intercept”, para além de afastar qualquer dúvida de que o ex-juiz Sérgio Moro jamais teve um olhar imparcial em relação a Lula, mostram o patrocínio estatal de uma perseguição pessoal e profissional, respectivamente, ao ex-Presidente e aos advogados por ele constituídos.

É inimaginável dentro de um Estado de Direito que o Estado-juiz e o Estado-acusador se unam em um bloco monolítico para atacar o acusado e seus advogados com o objetivo de impor condenações a pessoa que sabem não ter praticado qualquer crime.

É repugnante, ainda, constatar que a campanha midiática ocorrida em maio de 2017 objetivando atacar a memória de D. Marisa Letícia Lula da Silva tenha sido tramada pela Lava Jato, como também revelam as mensagens do “The Intercept”.

Tais fatos, públicos e notórios, reforçam o que sempre defendemos nos processos e no comunicado encaminhado em julho de 2016 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU: Lula é vítima de “lawfare” e o ataque aos seus advogados é uma das táticas utilizadas para essa prática nefasta.



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