Treze ministros de Bolsonaro participaram da farra do jatinho da FAB para viagens internacionais, só um foi demitido até agora


Avião da FAB e Ernesto Araújo
 Avião da FAB e Ernesto Araújo (Foto: PR | ABr)

Não foi uma exceção o uso de um avião da FAB no exterior pelo ex-secretário executivo da Casa Civil, Vicente Santini, que levou à sua demissão. Nada menos que 13 ministros do governo Bolsonaro já usaram os jatinhos no exterior. O campeão é Ernesto Araújo, com 22 viagens

29 de janeiro de 2020 

A viagem que motivou a demissão do secretário executivo da Casa Civil, Vicente Santini, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) não foi uma exceção no governo Bolsonaro. Há uma verdadeira orgia de voos internacionais em jatos da FAB pelos ministros bolsonaristas. Desde o início do governo, 13 ministros utilizaram os jatos para deslocamentos ao exterior. O campeão de uso é o chanceler Ernesto Araújo, que viajou 22 vezes, seguido de Ricardo Salles (Meio Ambiente), Osmar Terra (Cidadania), Tereza Cristina (Agricultura) e Fernando Azevedo (Defesa) – três viagens cada um. O levantamento é dos jornalistas Tânia Monteiro e Mateus Vargas, de O Estado de S.Paulo.


Veja a lista completa com o número de voos em aviões da FAB por ministro:

Ernesto Araújo (Relações Exteriores) - 22 viagens

Ricardo Salles (Meio Ambiente) - 3 viagens

Osmar Terra (Cidadania) - 3 viagens

Tereza Cristina (Agricultura) - 3 viagens


Fernando Azevedo (Defesa) - 3 viagens

Damares Alves (Mulher e Direitos Humanos) - 2 viagens

Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) - 1 viagem


Henrique Mandetta (Saúde) - 1 viagem

Paulo Guedes (Economia) - 1 viagem

Sérgio Moro (Justiça) - 1 viagem

Marcelo Álvaro (Turismo) - 1 viagem

Onyx Lorenzoni (Casa Civil) - 1 viagem

Jorge Oliveira (Secretária-Geral da Presidência) - 1 viagem

Brasil 247

[ Leia completa ]

Elio Gaspari: O que acontecerá se Sérgio Moro e Bolsonaro se separarem?


Jair Bolsonaro e Sergio Moro
Jair Bolsonaro e Sergio Moro (Foto: PR)

O jornalista Elio Gaspari comenta que as relações entre Jair Bolsonaro e seu ministro da Justiça, Sergio Moro, se deterioraram. De acordo com o colunista da Folha, "não há sinal de que eles voltem a se encantar"

29 de janeiro de 2020

"A ideia de que, como ministro do Supremo ou mesmo como candidato, o xerife da Lava Jato sofreria as inclemências do sol e do sereno pode parecer estranha, mas olhando-se para o outro lado, nenhum presidente pagou caro pela dispensa de um ministro indemissível", escreve Gaspari.

"Pelo contrário, a conta ficou cara para o presidente que não usou a caneta".



[ Leia completa ]

Oportunidades de empregos em São Gonçalo do Amarante 29/01/2020




OCUPAÇÕES    QTDE.VAGAS
Analista de controle de qualidade 01
Analista de custos       01
Auxiliar de almoxarifado       01
Auxiliar de cozinha      16
Auxiliar de enfermagem do trabalho      01
Auxiliar de estoque     02
Auxiliar de linha de produção       20
Confeiteiro 01
Controlador de produção     01
Engenheiro de processos    01
Engenheiro mecânico 01
Garçom     15
Líder de manutenção mecânica   01
Motorista de caminhão        01
Recepcionista atendente     15
Técnico de controle de qualidade 01
Técnico de manutenção elétrica   02
Técnico de planejamento de produção 01
Técnico em borracha  01
Técnico em segurança do trabalho       04
Total 87

Os interessados devem procurar pessoalmente uma das unidades do SINE/IDT em:

São Gonçalo do Amarante
Av. Coronel Neco Martins, 236 - Centro - Fone: (85) 3315.7309

Pecém
Rua Francisco Câncio, S/N - Centro - Fone: (85) 3315.1375

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone e nem por e-mail. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 


Fonte: SINE/IDT

[ Leia completa ]

“Bolsonaro tentará se livrar de Sérgio Moro sem indicá-lo ao STF. Ele o jogou às traças”, diz Bebianno


Bolsonaro tem medo de Moro.
Bolsonaro tem medo de Moro. (Foto: Divulgação)

“Bolsonaro tentará se livrar de Moro sem indicá-lo ao STF. Ele o jogou às traças”, diz o ex-ministro Gustavo Bebianno em entrevista ao DCM

28 de janeiro de 2020

Por Jose Cassio, do DCM - Gustavo Bebianno diz que Bolsonaro está próximo de trocar a indicação de Sergio Moro no STF por um ex-assessor de gabinete de Eduardo Bolsonaro sem nenhuma experiência jurídica.

“Seria um deboche com a Corte, com os outros Ministros e com a sociedade”, diz sobre o ministro Jorge Oliveira, que ocupa o seu lugar como chefe da secretaria-Geral da presidência.

Bebianno, que sentiu na pele a fúria do clã Bolsonaro, ao ser fritado logo no início do governo, diz que o capitão está jogando Moro às traças.

“Não se faz isso com uma pessoa, induzi-la a abandonar uma carreira estável como tinha para, logo depois, sem qualquer motivo plausível, jogá-la às traças. Moro sabe que, sem pestanejar, o presidente o descarta, especialmente se tiver interesse pessoal envolvido”.

Nesta entrevista exclusiva ao DCM, Bebianno fala também de Olavo de Carvalho, Regina Duarte e, entre outros assuntos, da chance de alguém do campo conservador ocupar o lugar no capitão junto ao eleitorado de direita em 2022.

Leia a íntegra no DCM

[ Leia completa ]

Apagão na previdência 2.000.000 de pessoas na fila, faz Bolsonaro demitir presidente do INSS


Renato Vieira afirmou que os problemas com as filas do INSS só seriam resolvidos em seis meses.
(Foto: Agência Brasil)

Ministério da Economia anuncia a demissão de Renato Vieira, que ficou um ano no cargo. Leonardo Rolim será o substituto e terá de comandar a crise da fila do INSS, que tem quase 2 milhões de pedidos represados e foi o epicentro de um apagão no governo
28 de janeiro de 2020

O secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, demitiu o presidente do INSS, Renato Vieira. O atual secretário de Previdência, Leonardo Rolim, será o substituto e terá de comandar a crise da fila com quase 2 milhões de pedidos represados.

O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes. "Ele consolidou sua disposição de sair do INSS a pedido. Foi uma conversa amadurecida ao longo dos últimos 15 dias", afirmou Rogério Marinho.

No último dia 10 de janeiro, o então presidente do INSS Renato Vieira afirmou que os problemas com as filas do INSS só seriam resolvidos em seis meses. O governo chegou a anunciar a convocação de militares da reserva, gerando críticas, por serem pessoas pouco familiarizadas com o trabalho.


[ Leia completa ]

TEREZA CRUVINEL | Weintraub, um caso de impeachment


Em qualquer governo com um mínimo de respeito aos governados, Abraham Weintraub já teria sido demitido.
 (Foto: Agência Brasil - EBC) 

"Em qualquer governo com um mínimo de respeito aos governados, Abraham Weintraub já teria sido demitido", crava a colunista Tereza Cruvinel. "A incompetência do ministro e seus gestores amadores está comprometendo toda a cadeia de passagem do ensino médio para o superior. Ela está assentada nos resultados do Enem", conclui

28 de janeiro de 2020

Colunista do 247, Tereza Cruvinel é uma das mais respeitadas jornalistas políticas do País

X-X-X 

Em qualquer governo com um mínimo de respeito aos governados, Abraham Weintraub já teria sido demitido. Um deputado, Alexandre Frota (PSDB) pediu seu afastamento ao Ministério Público. UNE e UBES anunciam ação judicial, agora pelo vazamento da classificação no SISU, apesar da proibição da Justiça. Mas a solução para o caso de Weintraub está ao alcance do Congresso. É seu impeachment. Ministros de Estado também são sujeitos a impedimento por afrontas à Constituição, como fez ele ao violar a regra da impessoalidade, atendendo a pedido indidividual de apoiador por rede social. E agora, ao desobedecer à Justiça, deixando vazar um resultado embargado por conta da lambança no Enem.

A incompetência do ministro e seus gestores amadores está comprometendo toda a cadeia de passagem do ensino médio para o superior. Ela está assentada nos resultados do Enem, que perderam completamente a confiabilidade depois dos absurdos erros de correção das provas. A nota no Enem regula o acesso às universidades federais pelo SISU. A Justiça tentou adiar as inscrições, mas elas aconteceram, depois barrou a divulgação das notas, que também acabaram vazando. Encerrada a etapa do Sisu, os que ficaram de fora podem concorrer a vagas com bolsas em escolas particulares através do Prouni. O próprio MEC adiou as inscrições para o Prouni para conter a barbúrdia. Finalmente, estudantes não contemplados nestas modalidades podem pedir o financiamento do FIES, que também usa como critério de seleção a nota no Enem, além da renda das famílias. Os três vetores foram contaminados pela lambança no Enem.

Qualquer parlamentar poderia apresentar o pedido de impedimento do ministro mas o Congresso está em recesso. Está, mas existe uma comissão representativa (que ninguém sabe se está funcionando). Mas o fato que a oposição parece perplexa e fatigada, e pensando muito nas eleições deste ano e na de 2022. Enquanto isso, o caos vai se instalando. 

Como disse Marina Silva, quem sabota a educação é o governo. Custa crer que haja tanta incompetência reunida numa pasta tão conectada com o futuro do país, que é a educação de seus jovens.


[ Leia completa ]

Um país entregue



POR FERNANDO BRITO · 28/01/2020

Um texto que dói, o de Paulo Nogueira Batista Jr. – para mim, o mais lúcido pensador econômico do Brasil -, publicado originalmente no GGN:

Dialética do subdesenvolvimento

Paulo Nogueira Batista Jr. no GGN

Hoje queria escrever um pouco sobre um dos meus assuntos prediletos e obrigatórios – o Brasil e, em especial, a política externa do país. No ano passado, animei-me a publicar um livro com o título “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”. Não cabe mesmo, leitor. Mas o pessoal se esforça – e como!

Considere, por exemplo, a política externa do governo atual. O vexame é completo, quase inacreditável. Se fosse o caso de resumi-la em uma frase apenas, diria que se trata de uma tentativa canhestra, mais do que canhestra: grotesca, de enquadrar o país no quintal do grande irmão do Norte. Não há nenhuma razão aparente para empreender tal tentativa. Nada nos obriga à submissão, a abdicar da nossa autonomia e até do mínimo de dignidade que deve reger o comportamento de qualquer governo, particularmente em países de porte continental como o Brasil. Tudo se passa, entretanto, como se tivéssemos perdido uma guerra e o país estivesse agora entregue a prepostos de forças estrangeiras – prepostos medíocres e subservientes.

Nunca foi tão verdadeira a observação de que o brasileiro não está à altura do Brasil. Os americanos não queriam, é certo, um Brasil independente, com voz própria. Mas não imaginavam que pudessem obter sem grande esforço uma rendição tão completa e vergonhosa. A verdade é que esse imenso país sul-americano está sendo entregue de mão beijada.

E o mais estranho é que tudo se passa ao som de patriotadas ridículas, com a conspurcação dos símbolos e das cores nacionais, sob o signo de um “novo nacionalismo”, um nacionalismo simiesco, que imita de maneira constrangedora o nacionalismo de Donald Trump e, em momentos de alucinação, até mesmo de Adolf Hitler.

E, no entanto, mesmo na pior das desgraças é sempre possível encontrar motivo para certo orgulho e satisfação. Afinal, pergunto, que outro país conseguiria a proeza de inventar o nacionalismo entreguista, sofisticação dialética difícil de igualar? O Brasil não é para principiantes, dizia Tom Jobim. Lendo recentemente uma biografia de Dom Pedro II, escrita pelo historiador José Murilo de Carvalho, descobri espantado que o imperador era republicano. E o Marechal Deodoro da Fonseca, monarquista. Portanto, tudo é possível no Brasil. Temos agora o incomparável nacionalista vira-lata, que clama a sua devoção pelo país ao mesmo tempo em que bate continência para a bandeira dos Estados Unidos e faz juras de amor ao presidente daquele país.

No resto do mundo, reina a mais completa perplexidade sobre a decadência do Brasil. Ninguém acreditaria que sofreríamos tal colapso e desceríamos a níveis tão baixos. Há não muito tempo o nosso país era referência, não só na América Latina, mas no mundo inteiro. Não estou exagerando, leitor. Tive o privilégio de representar o Brasil no FMI, no G20 e nos BRICS numa época em que o nosso país se comportava como o grande país que é. Tínhamos, claro, nossas limitações, nossas dificuldades. Mas éramos respeitados como voz autônoma, capaz de expressar com criatividade e competência os anseios de paz, progresso e reforma da governança internacional. Todo esse capital de respeito, simpatia e soft power está sendo jogado pela janela.

Somos subdesenvolvidos, reconheço. Nossos quadros nem sempre são os melhores, admito. E, mesmo nos nossos momentos mais felizes, demos as nossas pisadas de bola. Mas, convenhamos, era preciso escalar esse time de pernas-de-pau?

Vamos imaginar, por um instante, que por obra do insondável destino Jair Messias Bolsonaro fosse conduzido, digamos, à presidência da Micronésia. Os micronesianos contemplariam, perplexos, o seu novo supremo mandatário, fariam uma rápida reunião e correriam com ele sem demora. E se Paulo Guedes ou Ernesto Araújo aparecessem de repente em algum ministério da Economia ou das Relações Exteriores, qualquer um, em qualquer lugar do mundo? Ora, seriam encaminhados imediatamente, sem hesitações, ao almoxarifado mais próximo.


[ Leia completa ]

Ratinho recebeu R$ 915 mil de Bolsonaro para fazer quatro elogios à reforma da Previdência


Bolsonaro no programa do Ratinho, no SBT
(Foto: Reprodução/SBT)

Além de convidar para o seu programa o presidente e seus filhos, com quem teve conversas amigáveis, Ratinho disse durante a campanha da Previdência que “as mudanças são claras e boas para o Brasil” e também perguntou: “você acha que se a Previdência fosse ruim para o povo, eu estaria a favor?”

27 de janeiro de 2020

O apresentador Ratinho, do SBT, recebeu a quantia de R$ 915 mil do governo de Jair Bolsonaro para fazer quatro elogios à proposta da Reforma da Previdência. Ele foi o maior beneficiado na distribuição da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo, comandada por Fábio Wajngarten, que pagou os apresentadores preferidos de Bolsonaro.

Além de convidar para o seu programa o próprio presidente da República e seus filhos, especialmente em momentos de crise, com conversas amigáveis, Ratinho disse durante a campanha da Previdência que “as mudanças são claras e boas para o Brasil” e também perguntou: “você acha que se a Previdência fosse ruim para o povo, eu estaria a favor?”.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo desta segunda-feira, 27, dos R$ 4,3 milhões para a propaganda inserida em programas, 91% foram para Record, Band e SBT.

Na Record, os maiores investimentos foram no programa matinal Hoje em Dia, de César Filho e Ana Hickmann (R$ 983 mil por cinco inserções). Nesse valor, estão incluídos os cachês de R$ 34 mil para cada fala de um ou outro âncora.

Já no SBT, a negociação foi feita com os programas Eliana (R$ 269 mil por um testemunhal), Operação Mesquita, de Otávio Mesquita (R$ 218 mil por três declarações), além de Ratinho (R$ 915 mil por quatro elogios). Mesquita cobra cachê de R$ 2.100. Os dois colegas incluem sua remuneração pessoal no valor cobrado pela emissora.

Não há ilegalidade na contratação de artistas ou jornalistas para fazer merchandising na TV. O TCU, no entanto, investiga se a distribuição de verbas da Secom entre as TVs se dá por critérios políticos, e não técnicos (entre eles o da audiência), o que afrontaria princípios constitucionais, entre eles o da impessoalidade na administração pública.

Reportagem da Folha desta segunda-feira (27) revelou que, sob o comando de Wajngarten, a Secom fez mudanças na estratégia da campanha de publicidade sobre a reforma da Previdência, a maior e mais cara do Planalto no ano passado, privilegiando na distribuição de verbas TVs que são clientes de uma empresa do secretário e emissoras religiosas, apoiadoras do presidente Bolsonaro.


[ Leia completa ]

Ministro da Educação Weintraub violou a Constituição ao refazer análise do Enem de filha de bolsonarista


(Foto: reprodução)

Para a Defensoria Pública da Uinão, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, cometeu “seríssima ofensa ao princípio da impessoalidade”, previsto na Constituição, ao atender pedido de apoiador pelas redes sociais e refazer a análise da prova do Enem

27 de janeiro de 2020

João Paulo Dorini, da Defensoria Pública da União (DPU), encaminhou comunicado ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmando que ele cometeu “seríssima ofensa ao princípio da impessoalidade” ao revisar a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de uma estudante, após pedido do pai dela feito pelo Twitter.

O defensor lembrou que a impessoalidade é um pilar da administração pública, previsto na Constituição Federal.

“Se aqueles que fazem pedidos informais nas redes sociais para revisão da nota são atendidos, por que não o são aqueles que o fizeram pelo canal criado pela própria Administração? E por que não se informa adequadamente cada um dos solicitantes da revisão, caso de fato ela já tenha sido realizada, já que o próprio Ministro da Educação pôde fazê-lo pelas redes sociais para alguém que aparentemente ele sequer conhece pessoalmente?”, questiona Dorini na manifestação, segundo reportagem do jornal O Globo.

No sábado (25), Weintraub determinou que o presidente do Inep verificasse se estava correta a nota da prova do Enem de uma candidata após receber pedido do pai dela pelo Twitter. Carlos Santanna, um apoiador de Bolsonaro nas redes, postou a reclamação e marcou o perfil de Weintraub.

O ministro respondeu com um print de uma conversa de seu celular de uma conversa com um interlocutor identificado como Alê, que supostamente seria Alexandre Lopes, presidente do Inep.

“Alê, tem como verificar”, escreveu o ministro. A resposta foi: “Ministro, a participante teve a prova corrigida corretamente. Tudo confere. Fez a prova em Ribeirão Preto/SP. Conferido com a aplicadora. Não houve erro de associação no caso dela.”


[ Leia completa ]

Oportunidades de empregos em São Gonçalo do Amarante 27/01/2020



OCUPAÇÕES    QTDE.VAGAS
Auxiliar de cozinha      16
Confeiteiro 01
Controlador de produção     01
Engenheiro mecânico 01
Garçom     15
Operador de jato de água - em minas    01
Padeiro      01
Recepcionista atendente     15
Técnico de manutenção elétrica   01
Técnico de planejamento de produção  01
Técnico em borracha  01
Técnico em segurança do trabalho        01
Total 55

Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT

Em São Gonçalo do Amarante
Av. Coronel Neco Martins, 236 – Centro
Fone :(85) 3315.7369

Em Pecém
Rua Francisco Câncio, S/N – Centro
Fone :(85) 3315.1375

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 


Fonte: Sine/IDT

[ Leia completa ]

Estratégias driblam crise e fazem economia de São Gonçalo do Amarante avançar


Foto: CARLOS MARLON

Concessão de incentivos, parcerias com empresas e distritos industriais são algumas medidas adotadas, que foram refletidas, entre outros indicadores, no exponencial crescimento na abertura de empresas entre 2018 e 2019

26/01/2020

O município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, tem adotado nos últimos anos estratégias para driblar os efeitos da crise econômica e atrair cada vez mais novos negócios para a região. As medidas englobam a ampliação de incentivos fiscais municipais, o desenvolvimento de parcerias para capacitar mão de obra e a criação de minidistritos industriais. O resultado já pode ser percebido no saldo positivo de empresas abertas na cidade em 2019, de quase 12 vezes mais empreendimentos na comparação com 2018.

Segundo a Junta Comercial do Ceará (Jucec), em 2019, foram abertas 436 empresas, enquanto 164 foram fechadas, um saldo de 272 novos negócios. Em 2018, haviam sido criados 417 empreendimentos, e fechados 394, saldo de 23 novas empresas no município. O setor de serviços (211) foi o que mais abriu negócios.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de São Gonçalo do Amarante, Victor da Ponte, a estratégia é tornar o Município mais conhecido e divulgar os potenciais da região. Além disso, ele cita os incentivos fiscais como forma de atrair novos negócios. "Nós damos uma redução no valor do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Nós temos uma lei desde 2014 de incentivos de ISS. Existe uma norma que especifica qual a atividade e o setor produtivo que nós temos interesse e temos dado esse incentivo". A alíquota fixada do ISS atualmente é de 2%.

Ponte também afirma que o Município doa terrenos para empresas interessadas em se instalar na região. "Nós temos uma política de doação de terreno para a implantação de indústrias estratégicas. Nós fazemos uma doação de terrenos dentro dos distritos industriais que criamos. O empresário não quer só o terreno. Ele precisa de infraestrutura com acesso à água e energia elétrica. Nós temos nos esforçado para entregar isso para as empresas", acrescenta.

O secretário reforça que o período de recessão ainda não passou e que há indícios de recuperação econômica neste ano. "A crise se abateu, e a gente tem sofrido como todo mundo. É verdade que o cenário está começando a mudar, mas ainda está muito lento. Os prognósticos são positivos, e a tendência é melhorar, mas isso ainda não se concretizou. O empresário está chegando muito cauteloso porque foram muitos anos de recessão e para retomar isso, precisamos de sinais muito fortes da parte do Governo".

Influência do Porto

Ele reconhece a importância do Porto do Pecém como grande impulsionador de novos negócios. "Tudo isso (a crise) atrapalhou os negócios, mas aqui tem um polo com um desenvolvimento bem dinâmico e que é alavancado pelo Porto do Pecém. O porto é quem tem feito e que vai continuar fazendo toda a diferença no nosso desenvolvimento". Para Raul Viana, gerente de Negócios Portuários do Complexo do Pecém, a influência do empreendimento na região é enorme.

"O Porto é um indutor de novos negócios. Então é uma válvula de fomento ao desenvolvimento econômico não só de São Gonçalo, mas também de todo o Estado".

Ponte diz também que já existe uma movimentação crescente em torno do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. "A gente vê em função do crescimento da logística, comércio, entrada e saída de mercadorias do porto. A própria siderúrgica (CSP) tem gerado muito emprego e ela tem força de atração para novas empresas".

Segundo o secretário de São Gonçalo, o Município tem sido criativo em épocas de crise. "Nós estamos procurando novos nichos de mercado, que possam fazer frente a esse marasmo econômico. A população de São Gonçalo se acostumou com o processo de emprego muito grande com a construção do Porto e da siderúrgica. A gente tem tentado superar os obstáculos, tentando reduzir as mazelas causadas pelo desemprego e criando distritos industriais criativos menores, e dando incentivos", completa.

Expectativa

Para Viana, o Ceará ficou descolado do restante do Brasil durante a crise. "Os números aqui do Complexo cresceram bastante. O Porto do Pecém é um porto que nos últimos 10 anos cresceu a uma taxa de 20% ao ano. Então, você nota que é um crescimento invejável para qualquer empresa. A gente teve um trabalho de planejamento, e todos os setores trabalharam de forma conjunta, então a gente conseguiu passar ileso pela crise".

Para este ano, ele reitera que as expectativas são favoráveis. "O último ano foi de muitas transformações internamente e mudanças em função da parceria com o Porto de Roterdã. Agora, nós temos metas, indicadores. Estamos mensurando o nosso trabalho de uma forma com um controle maior. Atrair novos negócios para a área industrial e parcerias", afirmou.

Emprego

A influência da região industrial para o Município é marcante também para a geração de empregos. Conforme Grijalba Marques, gerente da unidade do Sine/IDT do Pecém, o mercado de trabalho está em fase de expansão de empresas. "Esses empreendimentos (Porto, Zona de Processamento de Exportação e CSP) fizeram com que a região se transformasse com uma série de empregos chegando e mudando a realidade do local".

Ele confirma que a maior quantidade de empregos é na área industrial. "Nesses últimos meses, tem muita coisa na área industrial principalmente em manutenção industrial, trabalho na siderúrgica. O Porto tem uma grande demanda e, às vezes, isso é sazonal, de acordo com a época que aumentam as exportações. No ano passado, tivemos uma demanda de 50 vagas para motoristas carreteiros para levarem as cargas para os destinos, por exemplo".

Marques cita a questão da capacitação de mão de obra como um dos maiores desafios. "Todas as empresas têm alguma certificação, e elas requerem um curso específico, e o trabalhador esbarra nesse tipo de dificuldade. Às vezes, as empresas pedem curso de inglês, então precisa dessa qualificação".




[ Leia completa ]

Governo Bolsonaro apequena o Brasil, diz Miriam Leitão em sua coluna em O Globo



"O Brasil tem 60% da maior floresta tropical do mundo, a parte mais significativa da maior bacia hidrográfica e 300 povos indígenas. Poderia ter chegado a essa conversa com todo o amadurecimento que o tema já teve no país nos últimos anos. Mas o governo apequenou o Brasil. E, com o seu discurso ultrapassado, põe em risco a nossa inserção no mundo", diz a jornalista

26 de janeiro de 2020

A jornalista Miriam Leitão avalia que o governo de Jair Bolsonaro apequena o Brasil, sobretudo em razão de sua postura retrógrada na questão ambiental. "O Brasil tem 60% da maior floresta tropical do mundo, a parte mais significativa da maior bacia hidrográfica e 300 povos indígenas. Poderia ter chegado a essa conversa com todo o amadurecimento que o tema já teve no país nos últimos anos. Mas o governo apequenou o Brasil. E, com o seu discurso ultrapassado, põe em risco a nossa inserção no mundo", diz ela, em sua coluna.

"A criação do Conselho da Amazônia foi anunciada sem ter conteúdo. Por enquanto é só um nome. Para que este conselho funcione na direção certa será necessário que o governo abandone os preconceitos e os equívocos nas políticas ambiental, climática e indigenista. O governo precisaria entender, afinal, o tesouro imenso que é a diversidade ambiental e humana do Brasil", afirma.


[ Leia completa ]

Bolsonaro defende deportação de brasileiros por Trump. Eles chegam aqui algemados nos pés e nas mãos


Jair Bolsonaro e Donald Trump
(Foto: KEVIN LAMARQUE)

"O que eu falar aqui vai dar polêmica: eu acho que qualquer país, as suas leis têm que ser respeitadas. Qualquer país do mundo onde pessoas estão lá de forma clandestina é um direito daquele chefe de Estado, usando da lei, devolver esses nacionais", disse ele, que apoiou a deportação de brasileiros em massa – o que não acontecia há mais de uma década

26 de janeiro de 2020

Sputinik – O presidente Jair Bolsonaro comentou a recente deportação de brasileiros dos EUA e afirmou que as leis devem ser respeitadas.

Neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro comentou a autorização do Brasil para que os EUA realizem a deportação brasileiros ilegais. Esse seria o primeiro caso do Brasil aprovar uma deportação em massa de brasileiros.

O político conversou sobre o assunto com jornalistas em Nova Délhi, no âmbito de sua visita de Estado à Índia e alertou que não pretende evitar deportações de brasileiros.

"O que eu falar aqui vai dar polêmica: eu acho que qualquer país, as suas leis têm que ser respeitadas. Qualquer país do mundo onde pessoas estão lá de forma clandestina é um direito daquele chefe de Estado, usando da lei, devolver esses nacionais", disse Bolsonaro, citado pelo jornal O Globo.

O presidente aproveitou para criticar a Lei de Migração brasileira, sancionada em 2017, em substituição ao antigo Estatuto do Estrangeiro.

"Se você for ler a nossa lei de imigração, nenhum país do mundo tem isso que nós temos lá. É uma vergonha a nossa lei de imigração. Eu fui o único a votar contra, foi simbólico, e o único a discursar contra quando ela foi elaborada e votada. Fui muito criticado pela mídia. O pessoal chega no Brasil com mais direitos do que nós. Então isso não pode acontecer. Afinal de contas, nós devemos preservar o nosso país. E se abrir as portas, como está previsto na lei de imigração, o país pode receber um fluxo de gente muito grande e com muitos direitos", declarou.

Os EUA iniciaram a deportar brasileiros em massa em outubro, com 70 brasileiros enviados para Belo Horizonte. Neste sábado, Belo Horizonte recebeu mais um voo do governo americano, desta vez com 80 a cem brasileiros.


[ Leia completa ]

LEJEUNE MIRHAN | O (des) governo de Jair Bolsonaro e seu ministério


(Foto: Adriano Machado - Reuters)

Sempre disse que, tem tendo eu sido um opositor ferrenho desses dois governos, não tinha vergonha de me sentir brasileiro, nem aqui e nem em país do mundo pelo qual viajava. As coisas mudaram e mudaram muito e para pior

24 de janeiro de 2020

Sociólogo, Professor (aposentado), Escritor e Analista Internacional. Foi professor de Sociologia e Métodos e Técnicas de Pesquisa da UNIMEP e presidente da Federação Nacional dos Sociólogos – Brasil

X-X-X

Há tempos estava adianta a redação de um artigo que analisasse o que tem de pior entre os e as ministras desse (des) governo Bolsonaro. Achava que sería um artigo de média dimensão, mas sei que será longo, em função da quantidade de barbaridades que terei que listar da maioria dos e das ministras. Des de volta da democracia ao Brasil em 1985, as primeiras eleições ocorreram em 1989, exatos 29 anos após 1960, quando Jânio da Silva Quadros havia sido eleito. Nas eleições daquele ano de 1989 22 candidaturas concorreram, tendo vencido um populista de um partido nanico chamado Fernando Collor de Mello e foi sucedido pelo grande implantador do modelo neoliberal no Brasil, Fernando Henrique Cardoso.

Sempre disse que, tem tendo eu sido um opositor ferrenho desses dois governos, não tinha vergonha de me sentir brasileiro, nem aqui e nem em país do mundo pelo qual viajava. As coisas mudaram e mudaram muito e para pior. Hoje, qualquer brasileiro/a de compreensão mediana da política, que acompanha os acontecimentos fora das mídias corporativas e familiares, está literalmente estarrecido e envergonhado. A mídia internacional debocha quase que diariamente de nosso país. Não só pelas gafes do presidente como de quase todo o seu ministérios, pelas bobagens, pelos decretos editados, pelos pronunciamentos, pelas decisões administrativas.

O Brasil vai perdendo espaço mundialmente. Vai ficando fora da rota de investimento das grandes empresas. Está fora dos grandes players mundiais. Não é ouvido para mais nada na diplomacia internacional. Se e quando houver reforma no Conselho de Segurança das Nações unidas, jamais poderemos vir a pleitear uma vaga entre os países permanentes. Uma vergonha histórica.

Não temos informações precisas, estatísticas confiáveis de quantos ministros do Brasil teve em todas as suas pastas apenas em 130 anos de República, completados em novembro do ano passado (aliás, de forma completamente despercebida e sem comemoração alguma). Só de ministros da economia e da fazenda foram 95 incluindo o atual vende pátria do Paulo Guedes. Isso porque essa pasta tem relativa estabilidade. Imagino que foram milhares de ministros. O atual ministério de Bolsonaro é dos mais enxutos, com apenas 16 ministérios, sendo que apenas cinco com filiações partidários (três do DEM; um do MDB e um do PSL).

O objetivo deste artigo é mostrar um perfil ao mesmo tempo cômico e trágico dos e das ministras bolsonaristas. Alguns mais outros menos, mas todos tragicômicos ao mesmo tempo. Procurarei apontar suas contradições, suas falhas, seu triste passado, seus problemas, com base nas informações obtidas a partir de noticias amplamente divulgadas.

1. Cultura – No momento que escrevo este trabalho, a pasta está em transição entre um nazista, admirador/seguidor confesso de Joseph Goebels, Roberto Alvim. Ele já havia se notabilizado por ofender, tentar desmoralizar e desqualificar ninguém menos que a melhor atriz e ícone do teatro brasileiro, Fernanda Montenegro. Sua última diatribe foi fazer um “pronunciamento à Nação” defendendo uma arte “pura” (sic), nacional, nazista, de extrema direita, à serviço da alienação e do fundamentalismo religioso. E só foi exonerado do cargo porque deu muito na cara, pois senão desse, seguiria na sua função. Ele está sendo trocado pela atriz Regina Duarte, ex-“namoradinha do Brasil” (sic), também de extrema direita, fazendeira, filha “solteira” de militar e pensionista do exército com 19 mil mensais (apesar de ter-se casado cinco vezes). Regina mostrou a sua cara direitista pela primeira vez na TV quando apoiou FHC para prefeito em Sampa em 1985 contra Eduardo Suplicy do PT. Já fez a indicação de uma reverenda (evangélica) para ser a sua “número 2”, com imensa repercussão negativa no meio cultural. Registre-se que, pela primeira vez, desde a época da ditadura, o Ministério da Cultura foi extinto. Com a sua extinção, ele foi rebaixado a uma mera secretaria subordinada ao ministério da Cidadania. Não posso deixar de registrar que essa senhora precisa acertar contas com o fisco em 319 mil de reais que deve aos cofres do governo com base na Lei Rouanet, captados da iniciativa privada por renúncia fiscal, sem jamais prestar conta (que feio, hein dona Regina?). 

2. Educação – Não perderei tempo em falar do breve ministro Ricardo Vélez, colombiano de extrema direita que ficou quatro meses e não disse a que veio. Ele foi substituído pelo atual Abraham Weintraub. Este é um governo que usaremos muitas vezes o termo “pela primeira vez na história”. Assim, pela primeira vez, pelo menos nas últimas décadas, temos um ministro que não tem doutorado. Um obscuro professor da UNIFESP, que prestou concurso tendo apenas mestrado e concorreu apenas contra ele próprio para uma única vaga existente (cartas marcadas). Um judeu sionista de extrema direita que persegue diuturnamente os professores, os intelectuais, os acadêmicos e os pesquisadores. Acusou as universidades de serem plantadoras de maconha e produzirem em seus laboratórios crack. Seu histórico escola de graduação na USP foi dos mais medíocres possíveis.

3. Relações Exteriores – Aqui também, pela primeira vez nas últimas décadas, temos um ministro que jamais chefiou uma embaixada. Ainda que eu saiba que o cargo de ministro é político e de livre provimento do presidente, havia décadas que sempre era nomeado um embaixador. Pois bem, esse Ernesto Araújo, que mal fala o inglês, que crê que a Terra é plana, de extrema direita, que vem implantando uma política externa ideologizada, jamais chefiou uma embaixada em 29 anos de Itamaraty, por menor que seja o país. Uma vergonha para o Brasil. A todo momento ameaça sair do MERCOSUL, mantém a completa subordinação aos ditames dos Estados Unidos e Europa e tem dado às costas à África e à Ásia. Estamos, a cada dia, isolados do mundo. Tudo isso sem falar na grande polêmica de mudar a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, contrariando decisões da ONUE e irritando 450 milhões de árabes.

4. Mulheres e Direitos Humanos – Tudo que havia sido construído em 13 anos dos governos Lula e Dilma foram destruídos em menos de um ano. A Comissão da Verdade foi dissolvida. A Comissão de Anistia foi completamente reformulada e gora estão anistiando torturadores. Recentemente negaram a anistia a ex-presidente Dilma que foi barbaramente torturada nos porões do DOI-CODI. Foi dissolvida a antiga SEPIR. Nada mais há que se combata o racismo em nosso país. O Conselho da Pessoa com Deficiência foi extinto, apesar da pantomima da dita “primeira dama” falar na posse na linguagem dos sinais brasileira, LIBRAS. Nada mais há nesse ministério que combata a homofobia. A maior campanha que agora será deflagrada no carnaval para a prevenção de doenças será a abstinência sexual. Um salto ao século XIX. O modelo dos puritanos estadunidenses do século XVII que para lá imigraram. Isso sem falar na ministra Damares Alves, aquela que viu Jesus em uma goiabeira, ter sido acusada de sequestrar uma criança índia para adotá-la como filha. 

5. Meio Ambiente – O ministro Ricardo Sales é um notório extremista de direita e corrupto. Acusado de blindar o grupo Bueno Neto em suas devastações ambientais quando foi secretário do Meio Ambiente de São Paulo, em como foi acusado de improbidade administrativa pelo MPE paulista (olha que este é o mais tucano do país!!!) na elaboração do plano de manejo da APA da várzea do Rio Tietê. Ele é francamente a favor do Dia do Fogo na Amazônia, que devastou grande parte da ainda maior Floresta da Terra, que é a nossa Amazônia. Aqui vale aquela piada popular que se diz que uma raposa foi indicada para tomar conta do galinheiro.

6. Agricultura – A ministra Tereza Cristina é pecuarista (nome pomposo para esconder o que realmente ela é: latifundiária). Ela vem de um estado que tem mais cabeças de gado que seres humanos, que é Mato Grosso do Sul, onde Sem Terras são tratados à bala o tempo todo. É deputada federal da bancada da bala e a favor do indústria do agrotóxico. No seu primeiro ano à frente da pasta, que engloba agricultura e abastecimento, ela liberou exatos 474 agrotóxicos a pedido da indústria da morte, mais do que tudo que já tinha sido liberado anteriormente na história. Uma barbaridade. Muitos desses produtos proibidos no chamado mundo civilizado, o que prejudicará nossas exportações agrícolas principalmente para a Europa. Chegou-se a cogitar a subordinação da FUNAI a este ministério, mas a repercussão mundial foi tão grande que voltaram atrás e ela ficou na “Justiça” com Moro.

7. Trabalho – Não existe mais um ministério do Trabalho. Até porque este é um (des) governo do Capital. Quase tudo do extinto ministério do Trabalho, criado por Getúlio Vargas no dia 26 de novembro de 1930 – portanto sobreviveu por 89 anos – foi deslocado para o Ministério da Economia do ministro pinochetista Paulo Guedes, o chicago boys, entre eles os importantes setores como geração de emprego e renda; apoio ao trabalhador; modernização das relações do trabalho; política salarial; fiscalização do trabalho; aplicações de sanções; formação e desenvolvimento do trabalhador; saúde e segurança do trabalho; regulamentação profissional. E a parte mais sensível do antigo ministério, que era o registro sindical (criação de sindicatos) foi para o ministério da Justiça, do ultradireitista Moro que agora vai favorecer a criação de sindicatos da sua turma. O pior de todos os mundos: um dos setores mais importantes, que era a fiscalização sobre o trabalho escravo foi praticamente extinto.

8. Turismo – O ministro Marcelo Álvaro Antônio não é flor que se cheire. Aliás, é flor de laranjeira (refiro-me às acusações que ele sofre de criar um verdadeiro laranjal de candidatura fictícia de mulheres, falsificar suas prestações de contas para se apropriar como caixa dois dos seus recursos em função da obrigatoriedade de legislação de um terço de candidaturas de mulheres). Ele está literalmente condenado. Isso resultou pela primeira vez na história (é hilário demais) que um ministro do Turismo do país não poder viajar pelo mundo por estar condenado!!! E o pior de tudo: em campanha Bolsonaro disse várias vezes que seu governo será o mais honesto do mundo e que assim que ele souber de qualquer coisa, demitiria na hora o/os envolvidos.

Bem, estes oito casos foram aqui apresentados apenas por serem emblemáticos. Há muito mais. Não há ministros santos e nem honestos naquela turma que ocupa o primeiro escalão do governo. Não há ninguém brilhante. Não há intelectuais. Não há um negro no primeiro escalão e o único indicado para o segundo – impedido pela justiça de tomar posse – disse que a escravidão foi benéfica para os negros no Brasil e que ele faria de tudo para revogar os feriados de 20 de novembro da consciência negra no país. As duas mulheres entre as 16 não defendem os direitos e os interesses das mulheres. São machistas como se diz entre as feministas. São mulheres patriarcais, tal qual Bolsonaro gosta. Por isso, como disse no começo, jamais tive vergonha de ser brasileiro perante o mundo. Hoje me sinto envergonhado. E você, como se sente? Até quando esse martírio durará?

Abraços do Prof. Lejeune Mirhan.

Brasil 247

[ Leia completa ]