São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - quinta-feira 25 de maio de 2017 - Ano: IX - Edição: 3.137 - Visitas: 16.658.521 - Postagens: 31.078

Michel Temer ultrapassou a última fronteira que separa o estado de direito de uma ditadura


Por Carlos Fernandes
25 de maio de 2017

Michel Temer ultrapassou a última fronteira que separa o Estado Democrático de Direito de uma Ditadura.

Ao utilizar o artigo 142 da Constituição Federal para conter as gigantescas manifestações contra o seu governo, o golpe de 2016 entrou no perigoso terreno da Intervenção Militar.

Apesar de já ter sido utilizado outras vezes em eventos de grande porte como a Rio+20 em 2012 e a Copa das Confederações em 2013, essa é a primeira vez que o dispositivo é utilizado exclusivamente para amordaçar cidadãos brasileiros no seu pleno direito constitucional de se manifestarem.

É preciso lembrarmos que esse artigo da Constituição é exatamente o mesmo que tornou possível o golpe de 64 e todo o horror que vivemos por mais de duas décadas decorrentes da ascensão dos militares ao poder.

É nesse contexto que, pelo conjunto da obra, o que se viu hoje na Esplanada dos Ministérios já pode ser considerada como a “Batalha de 24 de maio”.

O aparato da Polícia Militar e do Exército Brasileiro foram mobilizados para proporcionarem a mais violenta e vergonhosa repressão aos movimentos democráticos desde a redemocratização brasileira.

Um verdadeiro exército de PM’s e soldados armados dispararam balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral indiscriminadamente contra dezenas de milhares de pessoas que pediam a saída imediata de Temer e a convocação de eleições diretas.

O resultado foi desastroso.

Na batalha campal que se formou, dezenas de manifestantes ficaram gravemente feridos. Em determinado momento o Corpo de Bombeiros tiveram que escolher quais pessoas deveriam ser atendidas primeiro. O Estado não economizou na truculência e na violação dos direitos mais básicos do cidadão.

Como se não bastasse, sob as ordens de Temer Brasília permanecerá sitiada, via decreto presidencial, até o dia 31/05. Até lá as tropas ficarão subordinadas ao comandante militar do Palácio do Planalto, general de divisão Pereira Gomes.

Numa tentativa desesperada e irresponsável de se manter no poder, Michel Temer e a corja de quadrilheiros que invadiram o governo federal ameaçam jogar o Brasil numa sangrenta guerra civil.

Mais do que a soberania nacional, a dignidade brasileira e os milhões sob investigação direta do atual mandatário do poder Executivo, o que pode ser subtraído nesse momento de nossa cambaleante democracia são vidas de inocentes que nada mais fazem do que exigir o seu país de volta à normalidade democrática.

Temer não possui mais qualquer condição de se manter no poder. Se sua saída já era urgente por questões morais, éticas, públicas e jurídicas, agora também se faz necessária em função da defesa da segurança nacional.

O Brasil não permitirá ser escravizado por um delinquente moral incapaz de um único ato de dignidade em favor de toda uma nação.

Já não há mais saída, esse déspota deve deixar o cargo imediatamente.


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Exército abandona Michel Temer, que já cogita recuar e anular decreto


Depois da péssima repercussão do decreto em que convocou as Forças Armadas, no que seria mais um crime de responsabilidade de Michel Temer, o chefe das Forças Armadas, general Eduardo da Costa Villas Bôas, lavou as mãos e disse que a polícia do Distrito Federal tem condições de garantir a lei e a ordem; "Acredito que a polícia deva ter ainda a capacidade de preservar a ordem. Ficamos em uma situação de expectativa caso algo fuja ao controle", declarou; abandonado, Temer já cogita revogar o decreto se as manifestações contra suas reformas em Brasília estiverem mais calmas até o fim da noite; o governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, também peitou Temer e diz que ele agiu fora da lei

25 DE MAIO DE 2017

O comandante do Exército, general Eduardo da Costa Villas Bôas, assegurou nesta quarta-feira 24 que as Forças Armadas iriam agir respeitando a Constituição e garantindo a democracia após o decreto assinado por Michel Temer que determina o uso das Forças Armadas para garantir a lei e a ordem no Distrito Federal.

O decreto foi anunciado pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e pelo general Sergio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional, que também o assinaram, durante manifestação em Brasília que pedia a rejeição das reformas trabalhista e da previdência, propostas pelo governo federal, e defendia eleições diretas para presidente. Um grupo de mascarados jogou pedras e colocou fogo nos prédios de alguns ministérios e atacaram policiais.

Villas Bôas avaliou que a polícia tem capacidade de garantir a ordem. "Acredito que a polícia deva ter ainda a capacidade de preservar a ordem. Ficamos em uma situação de expectativa caso algo fuja ao controle", declarou a jornalistas após uma palestra sobre defesa nacional na Fundação Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo.

Diante de uma série de críticas sobre o decreto - senadores já entraram com um pedido para suspendê-lo -, Temer já cogita revogá-lo se as manifestações contra suas reformas em Brasília estiverem mais calmas até o fim da noite.

O general também reafirmou o compromisso com a democracia. “Tanto as forças de segurança pública quanto as Forças Armadas estão empenhadas na preservação da democracia, na observância da Constituição e no perfeito funcionamento das instituições nacionais, a quem cabe encontrar o caminho para a solução dessa crise. Mas a nossa democracia não corre risco”, afirmou.

Villas Bôas afirmou ainda que o clima no comando da instituição e no Palácio do Planalto é de "choque" e "muita insegurança" após as denúncias do empresário Joesley Batista, da JBS, envolvendo Temer.



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Temer tenta saída honrosa e diz que vai revogar decreto assim que ordem for restabelecida

 O Palácio do Planalto disse que a decisão do presidente Michel Temer de usar as Forças Armadas para reforçar a segurança na Esplanada dos Ministérios na tarde desta quarta-feira 24 foi tomada com base na informação de que não havia policiais da Força Nacional suficientes para atender à solicitação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)


25 DE MAIO DE 2017

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil

O Palácio do Planalto disse que a decisão do presidente Michel Temer de usar as Forças Armadas para reforçar a segurança na Esplanada dos Ministérios na tarde de hoje (24) foi tomada com base na informação de que não havia policiais da Força Nacional suficientes para atender à solicitação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"[...] o Presidente da República, após confirmada a insuficiência dos meios policiais solicitados pelo Presidente da Câmara dos Deputados, decidiu empregar, com base no Artigo 142 da Constituição Federal, efetivos das Forças Armadas com o objetivo de garantir a integridade física das pessoas [...]", diz um trecho da nota divulgada no início da noite.

O Planalto destaca ainda o tumulto ocorrido durante a manifestação de hoje que protestava contra as reformas debatidas no Congresso Nacional e pedia a saída de Michel Temer. No protesto, um grupo de manifestantes e policiais entrou em confronto. O grupo quebrou vidraças dos prédios dos ministérios e colocou fogo em banheiros químicos. A polícia reagiu com bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Os fatos, segundo o governo, motivaram o emprego de militares na proteção do patrimônio público.

"As manifestações ocorridas em Brasília nesta data, como largamente apresentado aos meios de comunicação, produziram atos de violência e vandalismo que, lamentavelmente, colocaram em risco a vida e a incolumidade de servidores que trabalham na Esplanada dos Ministérios nesta capital federal. [...] O Presidente da República ressalta que não hesitará em exercer a autoridade que o cargo lhe confere sempre que for necessário". A nota informa ainda que "restabelecendo-se a ordem, o documento será revogado".

Mais cedo, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, fez um pronunciamento informando que a determinação presidencial partiu de um pedido feito por Maia. O presidente da Câmara se manifestou, informando que fez a solicitação da Força Nacional (composta por agentes das polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros), e não das Forças Armadas. A decisão do governo federal provocou debate entre parlamentares da base aliada e da oposição na Câmara e no Senado.

Governo do Distrito Federal

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, divulgou nota lamentando os episódios de violência que ocorreram durante a manifestação, resultando em depredação do patrimônio público e privado. Segundo estimativa parcial da Polícia Militar do Distrito Federal, mais de 35 mil pessoas participaram da manifestação convocada por centrais sindicais de todo o país contra as reformas previdenciária e trabalhista.

O governador, no comunicado, se disse "surpreso" com o decreto do presidente Michel Temer autorizando o uso das Forças Armadas para proteger os demais prédios da Esplanada dos Ministérios, palácios e o Congresso Nacional, até o dia 31 de maio.

"Medida extrema adotada sem conhecimento prévio e nem anuência do Governo de Brasília e sem respeitar os requisitos da Lei Complementar nº 97/99 (artigo 15, parágrafos 2º e 3º)", criticou Rollemberg. "Os fatos de hoje em Brasília retratam a grave crise política do país. Não é a violência e nem a restrição de liberdade que a resolverão. A solução virá do estrito respeito à Constituição e às leis em vigor no país", completou.

Rollemberg ressaltou que a PM agiu conforme protocolo assinado entre os governos federal e distrital, no mês passado, "em que a segurança dos prédios públicos federais ficou sob a responsabilidade da União". O documento diz que possíveis excessos cometidos durante a operação serão "rigorosamente apurados".

Centrais sindicais

Em nota, a Força Sindical, uma das centrais organizadoras da marcha de hoje, lamentou os atos de depredação. Segundo a central, tais atos foram cometidos por black blocs infiltrados na manifestação.

"Foi uma manifestação pacífica e organizada, mas forte o suficiente para atrair a atenção de toda a mídia brasileira e boa parte da atenção internacional. Mais do que lamentar, nós, da Força Sindical, rechaçamos a infiltração de black blocs neste ato grandioso e significativo. Não temos nada a ver com esses baderneiros. E igualmente atribuímos ao despreparo da Polícia Militar de Brasília grande parte da responsabilidade pelas cenas lamentáveis de depredação do patrimônio público. Em lugar de prender bandidos comuns e qualificados, de máscara ou de colarinho branco, infelizmente essa polícia se especializa em atacar trabalhadores e trabalhadoras", diz a nota, assinada pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva.

Na nota, a central diz que as reformas precisam ser "repactuadas com a sociedade". "A solução para a pacificação do povo brasileiro, com a consequente retomada da economia, está, outra vez, com o próprio governo e com o Congresso Nacional. Não há a mínima condição de estas reformas prosseguirem. Têm de ser retiradas e refeitas, repactuadas com toda a sociedade e, especialmente, com o movimento sindical".



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Ministro de Temer atribui incêndio de 2005 a manifestantes



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25/05/2017 - O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, publicou nas redes sociais uma imagem de um edifício em chamas atribuindo o caso aos manifestantes que protestavam contra as reformas do governo em Brasília nesta quarta-feira 24; trata-se de um incêndio ocorrido em 2005 em um prédio do INSS; “Punição tem que ser exemplar para quem faz isso quem lidera”, cobrou Terra.

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PM mata dez sem-terra no sudeste do Pará

 Chacina aconteceu no município de Pau d’arco, no sudeste do Pará, nesta quarta-feira 24; segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a ação era de reintegração de posse e foi coordenada pela Polícia Civil e Militar; uma mulher e nove homens foram assassinados


24 DE MAIO DE 2017

A Polícia Militar matou 10 membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no município de Pau d’arco, no sudeste do Pará, nesta quarta-feira 25.

A PM alega estar cumprindo um mandado de prisão contra suspeitos de envolvimento na morte de um segurança na Fazenda Santa Lúcia, no início do mês. Eles teriam sido recebidos a tiros e houve conflito.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), a ação era de reintegração de posse e foi coordenada pela Polícia Civil e Militar. Uma mulher e nove homens foram assassinados.

Ainda não há confirmação de quem são as vítimas. Os corpos foram levados para Redenção. Uma grande quantidade de armas também foi recolhida. Os corpos serão transferidos para o Instituto Médico Legal de Marabá.

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados divulgou uma nota sobre o caso. Confira:

Informe – Sobre o massacre em Redenção/PA

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados está pedindo à Presidência da Câmara a disponibilidade de uma aeronave para ir, em caráter de urgência, ao município de Redenção, no Pará, onde 10 trabalhadores foram mortos na manhã de hoje (24).

A diligência pretende acompanhar de perto o início das investigações, a preservação da integridade dos corpos para perícia, e prestar solidariedade as vítimas.

Em breve, quando recebermos confirmação da ida, informaremos em nossas redes sociais os detalhes da diligência.

Deputado Paulão (PT-AL)

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.


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Aécio Neves entrega passaporte e é notificado sobre pedido de prisão

 O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) não pode mais viajar para fora do Brasil; investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, ele teve que entregar seu passaporte ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira 24; Aécio também foi notificado sobre o pedido de prisão formulado pela procuradoria-geral da República e ganhou prazo de 15 dias para se manifestar antes da decisão do plenário da corte; depois que foi derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio decidiu incendiar o País – "só para encher o saco", como disse num grampo com o empresário Joesley Batista; ao não aceitar o resultado eleitoral e se aliar a Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão, para provocar instabilidade econômica e, assim, lograr êxito no golpe, Aécio atirou o Brasil na maior crise de sua história; nesta quarta, Michel Temer, também investigado por corrupção, convocou o Exército


24 DE MAIO DE 2017

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) não pode mais viajar para fora do Brasil.

Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro, ele teve que entregar seu passaporte ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira 24, num desfecho humilhante para quem, até poucos dias atrás, liderava protestos contra a corrupção.

Aécio também foi notificado sobre o pedido de prisão formulado pela procuradoria-geral da República e ganhou prazo de 15 dias para se manifestar antes da decisão do plenário da corte.

Depois que foi derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio decidiu incendiar o País – "só para encher o saco", como disse num grampo com o empresário Joesley Batista, a quem pediu uma propina de R$ 2 milhões.

Ao não aceitar o resultado eleitoral e se aliar ao então deputado Eduardo Cunha, hoje condenado a 15 anos de prisão, para provocar instabilidade econômica e, assim, lograr êxito no golpe, Aécio atirou o Brasil na maior crise de sua história.

Nesta quarta, Michel Temer, também investigado por corrupção, convocou o Exército.

Brasil 247
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Brasília vira praça de guerra: Ministérios em chamas e evacuados





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24/05/2017 - Tumulto no protesto contra as reformas do governo Temer, pela saída do peemedebista e por diretas já em Brasília; prédios dos ministérios da Fazenda e da Agricultura foram alvo de manifestantes com bombas, vidraças quebradas e frases pintadas nas paredes contra Temer; todos os ministérios foram evacuados, por segurança; protesto na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios, que já dura três horas, sofre forte repressão do Choque, da Polícia Militar, que usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, além de spray de pimenta, contra os manifestantes, que fazem barricada; quatro pessoas foram detidas.

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Ministro Marco Aurélio interrompe sessão do STF ao saber da ditadura Temer





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24/05/2017 - "Espero que seja mentira", disse o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, ao saber que Michel Temer convocou as Forças Armadas por uma semana, praticamente decretando estado de sítio na capital federal; primeiro "presidente" da história do Brasil a ser investigado por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, Temer chamou o Exército depois que 100 mil pessoas ocuparam a Esplanada dos Ministérios para protestar contra as reformas de seu governo ilegítimo, que chegou ao poder por meio de um golpe; no decreto assinado por Temer, rejeitado por 92% dos brasileiros, e pelo general Sergio Etchegoyen, o Exército foi chamado para garantir a lei e a ordem; no entanto, a Ordem dos Advogados do Brasil considera Temer criminoso e pede seu impeachment – iniciativa que tem o apoio da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil.

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A brutalidade fascista inútil de Doria prefeito de SP na cracolândia feriu de morte sua imagem de “gestor” eficiente


Por Donato | 24/05/2017

Antes de mais nada, peço ao leitor que faça a seguinte reflexão: o prefeito João Doria e a PM de Geraldo Alckmin atacariam uma balada de classe média-alta repleta de consumidores de drogas sintéticas e traficantes bem vestidos? Chegariam com bombas e tratores?

É duro ser pobre no Brasil.

Pelo terceiro dia seguido a investida de Doria na região conhecida como cracolândia espalhou terror, medo e violência. De forma atabalhoada, uma escavadeira apressada iniciou a operação 20 minutos antes do horário marcado e derrubou um pedaço de uma pensão que ainda estava habitada. Três pessoas se feriram.

Doria estava próximo do local, assim que soube do ocorrido tratou de fugir o mais rápido possível. Não pediu desculpas, nada declarou. Marcou uma coletiva para às 16:00 e não apareceu.

Sobrou para o secretário de Serviços e Obras, Marcos Penido, explicar o acontecido. Piorou tudo. “Nós fomos ao estacionamento e verificamos que ali só tinha carros, mas nós não demos conta de que havia uma entrada clandestina para o fundo onde dava acesso e essas pessoas estavam.” Era melhor ter feito como Doria e ficar calado, já que ninguém na prefeitura parece afeito a pedir perdão.

A operação de Doria – que no primeiro dia decretou que a cracolândia havia ‘acabado’ – já dura 3 dias. O prefeito está mais para um George Bush que em 2001 declarou vitória americana na primeira semana após invadir o Afeganistão. As tropas estão batalhando lá até hoje, 16 anos depois.

O prefeito irá insistir numa prática que nunca funcionou. Em gestão nenhuma. Sua ação hoje não conta com o apoio de nenhuma entidade que atua na questão seja no combate, seja no tratamento do problema.

Mas Doria é turrão e ontem promoveu uma verdadeira réplica da ‘Noite dos Cristais’ no centro da cidade (a famosa noite de novembro de 1938, marcada pela destruição de casas comerciais e residências de judeus em toda a Alemanha e Áustria).

A operação paulistana é idêntica. Comerciantes e moradores não tiveram tempo de nada. Alguns donos de bares e mercearias afirmaram terem tido menos de duas horas para tirar tudo. Portas foram lacradas com blocos de cimento. Logo depois as máquinas estavam tratorando.

E o que demolir casas tem a ver com o problema de tráfico e consumo de drogas? “A cracolândia é composta por pessoas doentes que necesitam de tratamento médico, emprego e recuperação. Não de tiro, porrada e bomba. Já se fala em em demolição de prédios e construção de outros, sempre visando os interesses de um mercado especulativo”, disse a Promotora de Justiça Cinthia Gonçalves Pereira. Respondido?

Apenas para efeito comparativo, para a implantação do programa Braços Abertos de Fernando Haddad, os usuários em situação de rua da região não tiveram seus barracos demolidos enquanto não estivessem cadastrados e de posse de um quarto nas pensões próximas.

João Doria extinguiu o programa e bastaram 4 meses de sua moderna ‘gestão’ para a cracolândia tomar a dimensão que estava.

A partir daí é o roteiro que estamos cansados de conhecer. A Polícia Militar repete os métodos de sempre: ataca primeiro para obter o efeito manada, a ignição da violência, para então culpar os atacados, criar uma imagem ruim perante a opiniao publica. Faz isso com manifestantes, com secundaristas, com sem-terra, com sem-teto. Moderno, não?




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O futuro Presidente (indireto) será um deputado


24/05/2017 

O Paulinho da Força vai saber quem é antes da Globo​

A maioria do colégio eleitoral na eleição para Presidente de forma indireta é da Câmara dos Deputados.

O Presidente indireto será um deputado federal.

Imagine-se uma prostituta.

Já foi escorraçada pela Globo.

Pela Globo a classe das prostitutas foi difamada até a quarta geração: os filhos, os netos e os bisnetos são todos filhos da prostituta, segundo os critérios imaculados da Globo Overseas Investment BV.

Por isso mesmo, a prostituta é livre!
Ela não tem mais nada a perder.

O que vão dizer mais dela, a prostituta desrespeitada, execrada 365 dias por ano, 24 horas por dia, na Globo?

As prostitutas ficaram, assim, paradoxalmente livres!

Ninguém mais vai cobrar com quem ela dorme…

E daí?

Por isso, a Câmara vai eleger um presidente que já esteja na Câmara!

E a Câmara não vai entregar o poder a um delegado da Lava Jato, nem a um escravo do mercado!

Esses deputados-eleitores, hoje, dão graças a Deus porque as reformas do MT foram para o saco!

90% dos eleitores de uma enquete no site do PMDB não querem as reformas!
Do PMDB!

E a Casa Grande acha que o Congresso vai aprovar essas reformas, porque ela e a Globo querem?

A Globo, no momento, radicaliza: ou indiretas com o Meirelles - ou outro fantoche do mercado – ou ela põe gasolina nas manifestações pelas diretas já!

Quem botou gasolina nas manifestações dos black-blocs para derrubar a Dilma, se não a Globo?

É uma chantagem contra o Congresso: as reformas ou as diretas já!

Isso tem tanta chance de dar certo quanto os filhos do Roberto Marinho passarem no ENEM.

Cármen Lúcia?
Inelegível!

Não tem voto na Câmara!

Nelson Johnbim, queridinho do FHC Brasif.
Tem alguns inconvenientes.

Aquela pança de pseudo-aristocrata gaúcho, maragato arrogante que se acha melhor que os outros – melhor que as prostitutas, especialmente.

É tucano.

Johnbim é empregado do André Esteves, que foi em cana com o Delcídio Amaral.

E advogado das empreiteiras.
Está sujo!

Tasso Jereissati emergiu da bancada anônima do Senado para a presidência do PSDB numa eleição fajuta, em que derrotou um coitadinho de São Paulo, que ninguém sabe quem é.

O Tasso não encanta nem o PSDB de São Paulo – muito menos o FHC Brasif que sempre o considerou um coronel nordestino…

E o PSDB é maior base de apoio do Governo deposto!

Enganou o povo ao pregar a deposição da Dilma e com o Temer se enlameou!

E o Gilmar 45?

Ele teria o crédito de combater ferozmente a Lava Jato para salvar o Mineirinho.

Mas, o Ministro Gilmar Mendes, Opinador Geral da República, tem que enfrentar sério problema.

Ele teria que se desincompatibilizar do Supremo e o Congresso votar rapidinho uma lei que reduza os prazos e permita que ele seja candidato.

Difícil.

E se ele conseguir, se candidatar e… perder?

Perde o foro privilegiado e…

Ainda mais que a voz do Gilmar, depois das ordens do Mineirinho, agora se propaga numa nota mais baixa.

O deputado federal Presidente chefiará um “governo de convalescença".

Não vai fazer bem nem mal.
Porque não terá força para o bem nem para o mal.

Se fizer qualquer esforço, o corte da cirurgia se abre e as vísceras saltam para fora.

Quem será?

Não será um presidente de São Paulo - São Paulo dará um presidente da República no ano de 3017.

Não será um presidente da Globo.

Nem um presidente do mercado cuja voracidade se materializa nas colonas da Cegonhóloga, do historialista dos múltiplos chapéus, do Ataulpho Merval e nas edições fantasmagóricas do jn do Gilberto Freire com “i”.

(E imaginar que o Roberto Marinho teve entre conselheiros e assessores políticos Jorge Serpa, Otto Lara Rеsende, Claudio Mello e Souza, Armando Nogueira, Armando Falcão, ACM, Luiz Gonzaga Nascimento e Silva…)

Quem será o presidente indireto?
Qual deputado federal?

Terá que ser um nome “leve” no Congresso.

Não será necessariamente um gângster.

Os deputados precisam se proteger da lama, e não vão querer alguém que jogue lama neles.

Vai sair de onde?

O Centrão, o blocão majoritário, chamado de “baixo clero” é que vai decidir.

Mas, quem?

O nome aparece no meio da guerra.

Ninguém sabia quem era Napoleão quando a guerra começou.

Ninguém sabia quem era Ataturk até botar o Churchill pra correr em Galipolli.

Ninguém sabia quem era um general Eisenhower até desembarcar na Normandia.

Mal comparando… é claro.

É mais fácil o Pauzinho do Dantas, o Paulinho da Força acertar esse nome do que toda a Globo junta, sentada na bancada do jornal nacional!

E o próprio Lula vir a saber antes dos filhos do Roberto Marinho.


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Michel Temer já foi avisado por aliados de que tem os dias contados no planalto





REUTERS/Ueslei Marcelino

24/05/2017 - A queda de Michel Temer já é tratada como certa por sua própria base aliada, que já fez chegar esta avaliação ao Planalto; sob liderança do PSDB, partidos que apoiam o governo já articulam a sucessão do peemedebista, de modo a manterem a influência com o próximo presidente; pelo roteiro elaborado até aqui, sujeito a revisões dada a imponderabilidade da crise, como o peemedebista resiste em renunciar na esteira da delação da JBS na Operação Lava Jato, a solução será contar com a cassação da chapa eleita em 2014 pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral); nas cúpulas partidárias que costuram o pós-Temer, dois nomes ganham força em caso de pleito indireto : Nelson Jobim (PMDB) e Tasso Jereissati (PSDB).

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Oportunidades de empregos em São Gonçalo do Amarante 24/05/2017



OCUPAÇÕES
QTDE.VAGAS
Borracheiro
01
Mecânico de automóveis e caminhões
01
Motorista de caminhão-guincho pesado com munk
01
Operador de empilhadeira
01
Vistoriador naval
01

Os interessados devem procurar a unidade do SINE/IDT

Em São Gonçalo do Amarante
Av. Coronel Neco Martins, 236 - Centro - Fone :(85) 3315.7369

Em Pecém
Rua Rua Francisco Câncio, S/N - Centro - Fone :(85) 3315.1375

As informações sobre as vagas não são dadas por telefone. Todas as informações estão sujeitas à alteração. 



Fonte: Sine/IDT
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PSDB considera lançar Tasso Jereissati à Presidência em 2018





Geraldo Magela: <p>Em pronunciamento na tribuna do Senado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).</p>

24/05/2017 - Lideranças do PSDB consideram lançar Tasso Jereissati (PSDB-CE) para disputar não apenas a eleição indireta, em caso de saída de Michel Temer do governo. Mas também o pleito direto, em 2018; se Temer sair e Jereissati emplacar na Presidência da República, ele se transformaria no nome natural do partido para 2018; e inda que isso não ocorra, poderia ser opção para o pleito direto, já que é um dos poucos figurões tucanos que não foi nem sequer arranhado pela Operação Lava Jato.

Leia mais em Brasil 247
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100 mil vão ocupar Brasília para derrubar Temer e exigir Diretas Já, nesta quarta-feira



23 de maio de 2017 | Por: Esmael Moraes

São esperadas 100 mil pessoas nesta quarta-feira (24), no Distrito Federal, no #OcupaBrasília cuja palavra de ordem é “Eu Quero Votar Para Presidente da República”.

Os movimentos sociais e sindicais que organizam o protesto desta quarta sabem que o ilegítimo governo Michel Temer acabou, por isso clamam por Diretas Já.

Aliás, Temer disse que não renunciaria e desafiou o povo que o derrubasse do cargo ao qual se apegou tanto em tão pouco tempo.

Note o ilustríssimo leitor que houve uma mudança qualitativa na luta dos trabalhadores e do povo brasileiro ao exigir mais do que a manutenção de direitos, como trabalhista e previdenciário. Agora se reivindica o voto direto para eleger o novo presidente e restabelecer a democracia no país.

Portanto, que caiam todos — #ForaTemer #ForaMaia #ForaEunício — porque #OPovoDecide.


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Prefake de São Paulo João Dória manda demolir prédio errado com pessoas dentro


"Não somos lixo, somos gente", afirmaram pessoas que moravam no imóvel que veio abaixo após ação desastrada da prefeitura, que demoliu prédio ao lado; ao menos três pessoas ficaram feridas na operação que não se preocupou em evacuar todos os imóveis das imediações; medida faz parte da "limpeza" da Cracolândia que vem sendo promovida pelo prefeito João Doria (PSDB)


23 DE MAIO DE 2017

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), na operação de guerra que reprimiu moradores de rua e dependentes químicos da região da Cracolândia no último final de semana, havia afirmado que acabaria com o programa de redução de danos "De Braços Abertos" e que demoliria os hotéis e pensões que abrigavam os beneficiários do programa.

Conforme prometido, o prefeito iniciou a operação de demolição na tarde desta terça-feira com a destruição de um prédio na Rua Dino Bueno. A prefeitura só se esqueceu de evacuar, como em qualquer operação do tipo, todos os imóveis da região.

A demolição do prédio acabou afetando um imóvel ao lado, onde parte da estrutura veio abaixo. De acordo com testemunhas, no local havia algumas pessoas que não haviam sido avisadas da demolição e estavam dormindo. Ao menos três ficaram feridas e o corpo de bombeiros segue procurando por mais vítimas entre os escombros.

"Não somos lixo, somos gente", diziam os moradores do prédio que foi abalado. Uma das moradoras, gŕavida, disse ao portal G1 que queria ser ressarcida pelas perdas, já que pagava todos os impostos do local onde morava.

Antes do desabamento, o secretário municipal de Justiça havia afirmado que a demolição só seria realizada após o mapeamento da área e a devida remoção de todos os moradores. Algo que, pelo visto, não aconteceu.

O prefeito João Doria chegou a ir ao local hoje antes da demolição, mas foi embora antes que a tragédia acontecesse.

Procurada pela reportagem, a prefeitura de São Paulo afirmou que só se pronunciaria sobre o caso em uma coletiva de imprensa marcada para começar às 16h.


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INFORMES DA JUSTIÇA ELEITORAL