Advogados pedem ao STJ a prisão de Sérgio Moro, Dallagnol e outros três da Lava Jato


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Segundo a petição apresentada pelo coletivo Advogados e Advogadas pela Democracia, Moro, Dallagnol e os demais procuradores da Lava Jato estão manipulando a imprensa e podem estar destruindo provas para encobrir crimes como o de formação de organização criminosa, corrupção passiva, prevaricação e violação de sigilo funcional, além de crimes contra o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito

16 DE JUNHO DE 2019

Dos jornalistas Livres – O coletivo nacional de Advogadas e Advogados pela Democracia pediu ontem, por volta das 21hs deste sábado, (15/06/19), no Superior Tribunal de Justiça, a prisão em caráter cautelar do juiz Sérgio Fernando Moro e dos procuradores federais Deltan Martinazzo Dallagnol, Laura Gonçalves Tessler, Carlos Fernando dos Santos Lima e Maurício Gotardo Gerum, que aparecem nas conversas reveladas pelo site The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald.

Segundo a petição, Moro, Dallagnol e os demais procuradores estão manipulando a imprensa e podem estar destruindo provas para encobrir crimes como o de formação de organização criminosa, corrupção passiva, prevaricação e violação de sigilo funcional, além de crimes contra o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito.

O documento protocolado aponta que "restam inexoravelmente presentes os requisitos do 'fumus comissi delicti' [onde há fumaça há fogo] e do 'periculum in libertatis' [perigo da permanência do suspeito em liberdade], seja para resguardar a ordem pública ou para conveniência da instrução criminal."

"Protocolamos o pedido de instauração de inquérito. São medidas práticas de prisão cautelar para evitar a fabricação de provas como a que está sendo veiculada pela mídia nesse momento sobre um hacker que está invadindo o Telegram. O próprio aplicativo de mensagens há manifestou que isso não é verdade", disse aos Jornalistas Livres um dos membros do coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia.

Agora, o STJ tem de despachar a petição imediatamente, ainda nesta madrugada, sob pena de o ministro plantonista incorrer no crime de prevaricação. "O plantonista poderá acatar a petição, recusá-la ou determinar medidas alternativas como afastamento de Moro e procuradores de seus cargos", elucidou o coletivo .

Desde o último domingo (09/07/19) as publicações do The Intercept Brasil abalaram a tranquilidade do juiz Sergio Moro e dos procuradores da Operação Lava Jato. O site divulgou trechos de conversas comprometedoras entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.

Chats privados revelam colaboração proibida de Moro com Dallagnol. O então juiz e o coordenador da Lava Jato trocaram informações, principalmente no sentido de levar o ex-presidente Lula à condenação, o que é considerado antiético, imoral e acaba com a credibilidade do julgamento e dos dois profissionais da Justiça.

O editor-chefe do site, Glenn Greenwald, explicou o motivo pelo qual decidiu disponibilizar a íntegra dos primeiro diálogos. "Quando jornalistas revelam impropriedades cometidas por funcionários públicos e eles não têm defesa, alegam que as provas foram tomadas "fora de contexto". Então, acabamos de publicar o contexto das conversas de Moro e Deltan. Decida por si mesmo se essa desculpa é verdadeira", escreveu.


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Humilhado publicamente por Bolsonaro, Joaquim Levy deixa o governo


Minh Hoang/Pool via REUTERS

"Solicitei ao ministro da Economia, Paulo Guedes, meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda", disse Joaquim Levy, em mensagem enviada ao ministro da Economia, Paulo Guedes; o pedido de demissão vem depois que o presidente Jair Bolsonaro humilhar o economista dizendo estar "por aqui" com ele e afirmar que sua cabeça estava a prêmio

16 DE JUNHO DE 2019

Depois de ser humilhado pelo presidente Jair Bolsonaro, o economista Joaquim Levy renunciou à presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) neste domingo (16).

Neste sábado (15), sem ser questionado sobre o assunto, Bolsonaro resolveu falar de Levy. Disse estar "por aqui" com o economista e que ele estava "com a cabeça a prêmio" havia algum tempo.

A irritação do presidente foi a indicação de Marcos Barbosa Pinto para a diretoria de Mercado de Capitais do banco. Ele integrou o governo do ex-presidente Lula.

"Solicitei ao ministro da Economia, Paulo Guedes, meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda", disse Levy, em mensagem enviada a Guedes.

Como disse o presidente da Câmara dos Deputados, o governo Bolsonaro é uma "usina de crises" e a saída de Levy é mais uma das crises criadas pelo próprio governo, que demonstra cada vez mais a sua desarticulação.


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Zorra detona Sergio Moro e Dallagnol, humor na Globo é mais sério do que o jornalismo


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Criticada por blindar o ex-juiz Sergio Moro, a Globo demonstrou, neste sábado, que seu humor é mais sério do que seu departamento de jornalismo; num quadro do programa Zorra Total, Moro e Dallagnol foram parodiados pela fraude processual cometida contra o Lula, que prendeu o presidente mais popular da história do Brasil, fraudou o resultado das eleições presidenciais de 2018, arruinou a economia nacional e permitiu a acensão da extrema-direita ao poder no Brasil

16 DE JUNHO DE 2019

Na Globo, o humor deve ser levado mais a sério do que o jornalismo. Isso foi demonstrado, na noite de ontem, no programa Zorra Total, em que o ex-juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol foram parodiados pela fraude processual cometida contra o Lula, que prendeu o presidente mais popular da história do Brasil, fraudou o resultado das eleições presidenciais de 2018, arruinou a economia nacional e permitiu a acensão da extrema-direita ao poder no Brasil. E tudo isso ao som de "Agora eu era herói", canção de Chico Buarque de Hollanda.


Confira o vídeo:



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Glenn Grenwald avisa: Vaza Jato divulgará áudios de Sérgio Moro, um mentiroso sociopata



O jornalista Glenn Grenwald concedeu uma entrevista ao canal norte-americano Democracy Now na qual avisou: serão divulgados áudios, com mensagens de voz trocadas entre Moro e a membros da Lava Jato; Greenwald afirmou que Moro "mente de forma sociopata" e que há muito material a ser divulgado "o mais rapidamente possível".; assista à entrevista

15 DE JUNHO DE 2019

O jornalista Glenn Grenwald, que lidera a equipe do site Intercept na série de reportagens Vaza Jato concedeu uma entrevista ao canal norte-americano Democracy Now na qual avisou: serão divulgados áudios, com mensagens de voz trocadas entre Moro e a membros da Lava Jato. Greenwald afirmou que Moro "mente de forma sociopata", que há muito material a ser divulgado "o mais rapidamente possível".

Falando do Rio com a âncora Amy Goodman e o jornalista Juan González, dos estúdios do Democracy Now em Nova York, Greenwald afirmou que as revelações da Vaza Jato mostram que "o presidente Lula estava certo" quando acusava Moro e seus associados de perseguição política. "O objetivo de Moro era prender Lula e torná-lo inelegível", disse Greenwald, acrescentando que o ex-juiz estava "obcecado por isso".

Para o líder da Vaza Jato, Moro e seu grupo "abusaram da lei para derrota o partido que não conseguiam derrotar em eleições" e o escândalo causará enorme desestabilização ao governo Bolsonaro, pois "Moro é um dos pilares do governo".



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Sérgio Moro pode ter prisão decretada pelo STF, CPMI para investigar conluio com integrantes da força-tarefa Lava Jato é dada como certa



15/06/2019

O Congresso Nacional está cada vez mais convicto de que será inexorável a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CMPI) para investigar o ministro da Justiça, Sérgio Moro, ex-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba por conluio com integrantes da força-tarefa Lava Jato.

A sexta reportagem do site Intercept Brasil revelou na noite desta sexta-feira (14) que o Moro, após depoimento de Lula no caso tríplex, ordenou que procuradores do Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR) divulgassem nota à imprensa para desmontar o ‘showzinho da defesa’ do ex-presidente da República.

O sistema penal acusatório previsto na Constituição Federal proíbe veementemente que o julgador atue para enfraquecer a defesa reforçando a acusação. A falta de imparcialidade do julgador causa nulidade absoluta de sentença.

Deputados e senadores dizem que há base material para sustentar uma CPMI para investigar indícios de atuação criminosa do ex-juiz Sérgio Moro e de procuradores da Lava Jato no exercício da função jurisdicional.

Paralelamente, congressistas das duas Casas estudam a possibilidade de pedir a prisão preventiva do ministro da Justiça junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Eles alegam que Moro pode utilizar o aparato estatal para destruir provas que o incriminem. A mesma opinião compartilha o cientista político Alberto Carlos de Almeida, autor do Livro “A cabeça do brasileiro” que escreveu no Twitter que existem elementos suficientes para a prisão preventiva do ex-juiz Sérgio Moro. “Neste momento, ele pode estar destruindo as provas”.

A defesa de Lula também estuda medidas cautelares contra o ex-juiz Sérgio Moro, pois, segundo dirigentes petista, estão presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva do ministro da Justiça pelo STF.

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, em entrevista ao Estadão, desafiou o Intercept a publicar novas matérias sobre a perseguição política e ideológica a Lula. “Publiquem tudo se quiserem”, provocou o ex-juiz, que logo no início da noite desta sexta obteve a resposta com mais uma “bomba” lançada pelo site fundado pelo jornalista Glenn Greenwald.


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EMIR SADER | Brasil viveu chantagem de uma farsa


Rovena Rosa/Agência Brasil

Colunista do 247, Emir Sader é um dos principais sociólogos e cientistas políticos brasileiros

15 de Junho de 2019

O desmonte público da farsa da Lava Jato liquida não apenas os efeitos da guerra das leis levada a cabo por juízes-militantes como perseguição política, mas também da chantagem sobre a sociedade brasileira, de que estavam lutando contra a corrupção. Vivemos sob a chantagem de que o país estava liquidando a corrupção, de forma implacável, para o que o país devia submeter a todo tipo de arbitrariedades.

Como o inimigo seria muito poderoso – sempre a farsa trumpesca de inventar inimigos e dar-lhes uma dimensão monstruosa -, seria necessário agir com todos os meios, legais ou ilegais, para enfrenta-lo. De que as delações premiadas seriam um instrumento indispensável e decisivo. Se autorizava a perseguição ao PT e ao Lula, que teriam sido instrumentos para o assalto ao Estado. Tudo o que o Brasil havia vivido durante os governos do PT seriam apenas cobertura para o assalto ao Estado. Até a ilegalização do PT foi considerada, por ter vivido às custas do assalto ao Estado. A Petrobrás seria apenas uma ponta de lança desse assalto ao Estado. A historia do Brasil teria que ser reescrita nessa ótica.

Os brasileiros foram submetidos a uma gigantesca chantagem, forjada pela Lava Jato e instrumentalizada pela velha mídia: ou aceitavam tudo o que a Lava Jato fazia ou eram coniventes com a corrupção. O próprio STF se deixou levar por essa chantagem, acovardado diante de qualquer acusação da mídia de que seriam complacentes com a corrupção. Mesmo no campo popular, alguns se deixaram levar pela ideia de que o PT teria se deixado levar pela corrupção e deveria ser não apenas punido, mas derrotado e ate liquidado como partido.

E tudo era uma imensa farsa, como o Lula sempre denunciou, junto a todos os setores que não se deixaram levar por essa gigantesca operação. Uma operação monstruosa que levou a tirar o PT do governo, a avançar sobre o patrimônio publico, para entrega-lo, a preços de banana, a empresas privadas estrangeiras. A tirar todos os direitos dos trabalhadores. A congelar os direitos dos trabalhadores, a destruir as politicas sociais que garantiam direitos elementares a toda a população. A liquidar a imagem do Brasil no mundo como um pais soberano.

Era indispensável, para isso, reverter a imagem do PT, da Petrobras, do Lula, do próprio Brasil. O PT deixou de ser o partido da ética na política, para ser o partido vinculado estruturalmente à corrupção. A Petrobras teria deixado de ser a mais importante empresa brasileira, para ser um antro de corruptos. O Lula teria deixado de ser o mais importante líder politico brasileiro e da esquerda mundial, para ser a cabeça de uma quadrilha que teria nascido para assaltar o Estado brasileiro. O Brasil não estaria passando por um período de reconhecimento dos direitos sociais de todos, para simplesmente estar tendo seu Estado assaltado por um partido de esquerda.

E tudo foi uma imensa farsa. Que o Lula e a esquerda sempre denunciaram, mas que parecia sobreviver, com a imagem dos justiceiros que colocavam grandes empresários corruptos na cadeira, os fazia delatar o Lula e o PT e assim passavam o Brasil a limpo. Moro aparecia como uma imagem incorruptível, saudado nos EUA, que prendeu o Lula e mudou a historia do Brasil. Impediu que a vontade majoritária do povo brasileiro recolocasse o Lula na presidência do Brasil, o que só poderia ser feito forjando um processo fajuto, que o acusasse, o tomasse preso, o condenasse à prisão sem provas e o impedisse de ser candidato a ser eleito de novo presidente do Brasil.

E foi tudo uma farsa, fabricada por juízes que agiram como partido politico, como gangue infiltrada no Judiciário, que desatou a mais brutal guerra de leis (lawfare) contra o Lula, contra o Brasil soberano, contra a sociedade menos injusta que estava sendo levada a cabo sob os governos do PT. Foi uma ação do crime organizado, que se apropriou do Judiciário, depois do governo, com o beneplácito da velha mídia, do próprio Judiciário, da cabeça de parte dos brasileiros, para destruir a democracia que vínhamos construindo e falsificar a nossa historia, impedir que a vontade democrática do povo brasileiro se impusesse.

São farsantes, meliantes, corruptores da democracia, que tem que ser processados, acusados, condenados e presos. Sua obras nefasta tem que ser destruída, os caminhos a que levaram o Brasil mediante uma farsa tem que ser refeitos. O governo produto dessa monstruosa operação tem que ser anulado, as eleições, manipuladas por mecanismos fajutos, que o Judiciário deixou passar, apesar das provas claras da manipulação via whats 'up, com nomes dos empresários que as financiavam, canceladas.

A verdade começa a prevalecer, mas ela só será completa se com ela prevalecer também a democracia. Na ditadura nao ha verdades, so mentiras. Na democracia tem que prevalecer a verdade, a justiça, as leis, a vontade popular.

O STF tem a possibilidade, derradeira, de reivindicar seu papel de garantia das leis. Pode comandar o processo de passar a limpo a farsa da Lava Jato e liquidar tudo o que decorreu dela. Os militares que entraram no governo e as FFAA podem continuar a se situar do lado dessa imensa farsa e da corrupção da democracia, ou deixar de compactuar com ela. Para começar, a condenação do Lula e todos os processos contra ele tem que ser cancelados, Lula deve ser solto imediatamente, e todos os que foram agentes ou coniventes com a condenação e a prisão do Lula, devem pedir desculpas publicamente, independentemente de que tenham que responder por processos. A velha mídia tem que ser definitivamente desmascarada, por ter deixado passar tantas mentiras, por ser complacente com elas, por ter difundido falsidades, por ter tentado destruir a imagem do Lula e do próprio Brasil.

O Brasil viveu vários anos sob a chantagem de uma farsa, de uma mentira, de uma monstruosa e gigantesca operação de destruição do pais e do seu grande líder. É a hora de passarmos o pais a limpo, de fazermos triunfar, junto com a verdade, a democracia e o Lula Livre!


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Pepe Escobar: Sérgio Moro perdeu a utilidade e foi descartado pelos EUA



Para o jornalista Pepe Escobar, especialista em geopolítica, o ex-juiz da Lava Jato, que foi desmascarado com os vazamentos do Intercept, perdeu sua função para os americanos e está sendo descartado; "Ele já cumpriu o papel, o papel dele é o que ele fez até colocar o Lula na cadeia", afirmou; "O Moro queria ser presidente, não vai rolar. Não vai rolar porque ele era uma pecinha em um esquema muito maior", diz ainda; assista

15 DE JUNHO DE 2019

O jornalista especialista em geopolítica Pepe Escobar falou à TV 247 sobre a interferência dos Estados Unidos na política brasileira no contexto do escândalo do vazamento das conversas entre o ex-juiz e atual ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato, divulgado pelo The Intercept. Para Pepe, Moro perdeu a utilidade para os Estados Unidos.

O jornalista explicou que Moro era um ativo americano, ou seja, uma espécie de ferramenta para os planos estadunidenses no Brasil. Porém, na avaliação de Pepe Escobar, o ministro perdeu sua utilidade e é, agora, dispensável. "O fato de que o governo Bolsonaro agora já está sendo visto, a nível global, como falido, em crise, incapaz de governar, incapaz de passar o que eles tinham prometido, liderado por um alguém que tem um QI sub zoológico e impopular, e inclusive criticado dentro de setores do próprio Deep State americano, o Moro era um ativo desses caras. Os Estados Unidos tentam o tempo todo remexer as regras do tabuleiro. Moro já cumpriu o papel, o papel dele é o que ele fez até colocar o Lula na cadeia, depois disso pode jogar fora, não tem mais importância", avaliou.

Pepe Escobar ainda liga os vazamentos de conversas entre Moro e procuradores da Lava Jato ao Deep State norte-americano. "Se alguém fosse fazer o PowerPoint, que aquele pobre coitado também com o QI zoológico fez com o Lula no meio, o PowerPoint iria colocar o Moro no meio de toda essa articulação. O que nos leva a motivação de quem vazou a Vaza Jato? A quem interessa isso? Fundamentalmente ao Deep State americano para reorganizar o tabuleiro de uma maneira em que eles possam ir mais fundo nos objetivos fundamentais deles que são: separar o Brasil de Rússia e China custe o que custar. Eles não têm o menor interesse em política interna brasileira, o que interessa são os objetivos estratégicos a longo prazo".

Ele também avalia que Moro pode ter seu futuro balizado pelo "paraquedas dourado", e explica: "Ele pode ter com certeza, e isso na hora que acontecer vocês todos vão ver, o famoso paraquedas dourado. Ele pode dar palestra em universidades americanas, publica um livro nos Estados Unidos e ganha um monte de dinheiro de direitos autorais, então esse paraquedas já está acertado. Não era exatamente o que o Moro queria, o Moro queria ser presidente, não vai rolar, não vai rolar porque ele era uma pecinha em um esquema muito maior".


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AQUILES LINS | Ao construir farsa contra Lula, Judiciário e mídia foram na jugular da democracia


Ricardo Stuckert | ABr | Reuters

Aquiles Lins é editor do 247. Jornalista, pós-graduado em Comunicação e mestrando em Ciência Política pela UFSCar

15 de Junho de 2019

Por Aquiles Lins, editor do 247, e para o Jornalistas pela Democracia

As novas revelações do The Intercept Brasil, de que Sérgio Moro pediu a procuradores da Lava Jato para atacarem o ex-presidente Lula e sua defesa na imprensa, após o primeiro depoimento de Lula a Moro, em 10 de maio de 2017, mostram, de maneira inequívoca, como duas das mais importantes instituições da República, o Judiciário e a Mídia, se uniram numa guerra contra um líder político popular, solapando a democracia.

Em conhecido artigo acadêmico de 1993, o pesquisador Robert Entman, professor de Mídia e Assuntos Públicos da Universidade George Washington, fez uma das definições mais aceitas para o termo enquadramento ("framing") na mídia. Para Entman, enquadrar é "selecionar algum aspecto de uma realidade percebida e torná-lo mais saliente num texto comunicativo, de tal forma a promover uma definição de um problema particular, interpretação causal, avaliação moral e/ou uma recomendação de tratamento para o item descrito".

No caso do depoimento de Lula na ação do tríplex do Guarujá, o que o Intercept mostrou, além do conluio entre juiz e Ministério Público, foi a construção do enquadramento do tema pelos procuradores, a pedido de Sérgio Moro. Nas mensagens reveladas, Carlos Fernando dos Santos Lima, então decano da Lava Jato, diz: "Eu iria direto na jugular, falando que culpar quem morreu é uma tática velha de defesa". Ele defendeu o enquadramento – e a consequente avaliação moral para o público -, de que Lula, de maneira sórdida, culpou sua esposa, que já morreu, para se livrar do crime que supostamente cometera.

As conversas mostram que houve resistências entre os procuradores, mas a tese de Santos Lima venceu. No mesmo dia, começaram a sair, praticamente em unívoco, reportagens nos principais veículos de comunicação massificando o argumento de que Lula colocou a culpa em dona Marisa Letícia para se livrar da acusação de que o tríplex do Guarujá, reformado pela OAS, seria dele. Folha de S. Paulo, O Globo, O Estado de S. Paulo, Istoé, Veja, Jornal Nacional... enfim, a totalidade da mídia adotou o enquadramento sugerido pelo procurador Santos Lima, para atender a um pedido do juiz Sérgio Moro. E assim uma mentira virou "verdade", e uma realidade foi construída para manipular a opinião pública.

No livro "Como as Democracias Morrem", o renomado professor de Harvard Steven Levitsky defende que as democracias modernas estão morrendo por meio da eleição de líderes políticos demagógicos, que usam instrumentos previstos na democracia para enfraquecer as instituições e seus "checks and balances". Tudo "por dentro". As novas revelações do Intercept reforçam o argumento que venho defendendo, de que as democracias também podem morrer pelas mãos das próprias instituições, quando elas se aliam contra determinado líder político, forjando narrativas para elimina-lo da disputa eleitoral e democrática pelo comando de uma nação. Resta comprovado, e restará cada vez mais, que foi o que fizeram o Poder Judiciário e os veículos de comunicação contra Lula.


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Glenn Greenwald: “A cada mentira, nós publicaremos prova de que Sérgio Moro está mentindo”



"Enquanto julgava o processo criminal contra Lula, Moro secretamente zombava da defesa em conversas secretas com os promotores. Pior, ele estava dirigindo sua campanha pública contra o mesmo réu que ele estava julgando"

15 DE JUNHO DE 2019

Jornal GGN – O jornalista do Intercept Brasil Glenn Greenwald divulgou na noite desta sexta (24) novos trechos de conversas entre Sergio Moro e procuradores de Curitiba que provam conluio em ações penais da Lava Jato, incluindo o caso triplex.

Após as novas revelações, Glenn respondeu a Moro no Twitter: “Como eu disse antes, Sergio Moro deveria parar de mentir quando tenta se defender, porque nós temos as evidências e os fatos.”

“A cada mentira – como ele fez hoje no Estadão – nós publicaremos a prova de que ele está mentindo, como acabamos de fazer em resposta à entrevista”, disparou o jornalista. 

Na manhã desta sexta, o Estadão publicou entrevista exclusiva com Moro, na qual o hoje ministro da Justiça tenta naturalizar suas conversas com os procuradores. Apesar disso, o ex-juiz que condenou Lula se recusou a admitir o teor das mensagens vazadas, e escondeu-se atrás de um suposto ataque hacker para fazer provocações ao Intercept.

Além de defender que o site divulgue todas as conversas de uma vez, Moro quer que o dossiê seja entregue para uma “autoridade independe” para fazer uma perícia.

Glenn escreveu aos seus seguidores: “Moro mentiu em sua entrevista ao Estado hoje, afirmando que só tinha conversas banais e ‘comuns’ com os promotores, negando que já tivesse participado de sua estratégia. Essas provam que ele fez exatamente isso – fingindo ser um juiz neutro enquanto comandava a promotoria.”

“Enquanto julgava o processo criminal contra Lula, Moro secretamente zombava da defesa em conversas secretas com os promotores. Pior, ele estava dirigindo sua campanha pública contra o mesmo réu que ele estava julgando – exatamente que ele sempre negou que ele fez.”

Leia também:  Por que Lula deve ser solto imediatamente?, por Marcelo Neves
O Intercept mostrou, em sua sexta reportagens sobre a Vaza Jato, que Moro enviou uma mensagem a Carlos Fernando dos Santos Lima na noite do dia em que Lula foi a Curitiba prestar depoimento sobre o apartamento no Guarujá.

Depois de pedir a opinião do procurador da Lava Jato sobre o confronto com o ex-presidente, Moro sugeriu que o Ministério Público deveria produzir uma nota evidenciando o que chamou de “contradições” de Lula durante a oitiva.

Santos Lima encaminhou a “demanda” para Deltan Dallagnol e para a assessoria do MP. Dallagnol, no dia seguinte, procurou Moro no aplicativo para justificar a demora.

“Talvez o mais significativo e embaraçoso de tudo: Moro comandou efetivamente o processo contra Lula enquanto fingia ser um juiz ‘neutro’, condenando-o. Seu papel de chefe da força-tarefa era tão claro que Deltan se desculpou quando adiou a obediência às ordens de Moro.”



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Procuradores corruptos usaram a morte de Dona Marisa para atacar Lula, cadê a Justiça desse País?


Ricardo Stuckert

Novo conteúdo divulgado pelo The Intercept mostra os procuradores preparando a estratégia de ataque contra o Lula; covardemente, ele escolheram a morte da esposa do ex-presidente, Marisa Letícia, como alvo da nota que iria direcionar as manchetes dos meios de comunicação; "Eu iria direto na jugular", disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima ao defender a proposta no grupo de procuradores

14 DE JUNHO DE 2019

Trechos inéditos das conversas entre o então juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato de Curitiba foram divulgados pelo The Intercept nesta sexta-feira (14). O novo conteúdo mostra os procuradores preparando a estratégia de ataque contra o Lula. Um dos alvos usados foi a esposa do ex-presidente, Marisa Letícia, que já havia falecido.

A menção à Dona Marisa seria feita na nota oficial que o Ministério Público iria emitir à imprensa. "Eu iria direto na jugular", disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em uma das conversas no grupo de procuradores.

Santos Lima foi quem recebeu as ordens de Sergio Moro para que o MPF publicasse uma nota. Na conversa com os procuradores, Santos Lima ditou a narrativa que foi usada por diversos veículos da mídia. "Eu iria direto na jugular, falando que culpar quem morreu é uma tática velha de defesa", escreveu ele, que minutos antes havia dito que "se fosse para falar" seria do jeito dele, ou seja, tentando criar a tese que que para se esquivar das acusações, Lula citou a ex-mulher que morreu vítima de um AVC.

Inicialmente, a estratégia de Santos Lima não convenceu os demais procuradores. "Ele não reconheceu os crimes e colocou nas costas dela... ele apenas disse que ela que tratou disso e que ela mesma não ia comprar no fim... qto ao item apreendido, pulou fora. Vcs que estavam lá podem avaliar melhor, mas pelo pouco que vi não me pareceu que foi isso. Foi?", disse Deltan Dallagnol.

Mas a tese prevaleceu e a narrativa foi traçada pelo procurador Julio Noronha: "... Quanto às muitas contradições verificadas no interrogatório do ex-Presidente Lula, à imputação de atos à sua falecida esposa, à confissão de sua relação com pessoas condenadas pela corrupção na Petrobras e à ausência de explicação sobre documentos encontrados em sua residência, o Ministério Público Federal se manifestará oportunamente, no processo, especialmente nas alegações finais", rascunhou o procurador para aprovação dos demais.

O texto final da nota do MPF trouxe a menção de Marisa, sendo manchete de diversos veículos de comunicação.


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Sérgio Moro o juiz corrupto mandou procuradores atacarem Lula e sua defesa na imprensa



Em mais um lote inédito de mensagens trocadas entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, fica evidente que a função de coordenador informal da operação estava realmente a cargo do atual ministro da Justiça; num diálogo entre Moro e o procurador Carlos Fernando, fica patente o pedido do ex-juiz a procuradores para que eles divulgassem uma nota à imprensa para rebater o que ele chamou de 'showzinho' da defesa do ex-presidente Lula

14 DE JUNHO DE 2019 

Em mais um lote inédito de mensagens trocadas entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato, fica evidente que a função de coordenador informal da operação estava realmente a cargo do atual ministro da Justiça. Num diálogo entre Moro e o procurador Carlos Fernando, fica patente o pedido do ex-juiz a procuradores para que eles divulgassem uma nota à imprensa para rebater o que ele chamou de 'showzinho' da defesa do ex-presidente Lula.

A reportagem do Site The Intercept destaca que "os procuradores acataram a sugestão do atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, em mais uma evidência de que Moro atuava como uma espécie de coordenador informal da acusação no processo do triplex. Em uma estratégia de defesa pública, Moro concedeu uma entrevista nesta sexta-feira ao jornal o Estado de S. Paulo onde disse que considera "absolutamente normal" que juiz e procuradores conversem. Agora, está evidente que não se trata apenas de "contato pessoal" e "conversas", como diz o ministro, mas de direcionamento sobre como os procuradores deveriam se comportar."

Veja o trecho do diálogo entre Moro e Carlos Fernando dos Santos Lima:

"Santos Lima – 22:10 – Achei que ficou muito bom. Ele começou polarizando conosco, o que me deixou tranquilo. Ele cometeu muitas pequenas contradições e deixou de responder muita coisa, o que não é bem compreendido pela população. Você ter começado com o Triplex desmontou um pouco ele.
Moro – 22:11 – A comunicação é complicada pois a imprensa não é muito atenta a detalhes
Moro – 22:11 – E alguns esperam algo conclusivo
Além do depoimento, outro vídeo com Lula também tomava conta da internet e dos telejornais naquele mesmo dia. Depois de sair do prédio da Justiça Federal, o ex-presidente se dirigiu à Praça Santos Andrade, em Curitiba, e fez um pronunciamento diante de uma multidão. Por 11 minutos, Lula atacou a Lava Jato, o Jornal Nacional e o então juiz Sergio Moro; disse que estava sendo "massacrado" e encerrou com uma frase que entraria para sua história judicial: "Eu estou vivo, e estou me preparando para voltar a ser candidato a presidente desse país". Era o lançamento informal de sua candidatura às eleições de 2018.

Um minuto depois da última mensagem, Moro mandou para o procurador Santos Lima:

Moro – 22:12 – Talvez vcs devessem amanhã editar uma nota esclarecendo as contradições do depoimento com o resto das provas ou com o depoimento anterior dele
Moro – 22:13 – Por que a Defesa já fez o showzinho dela.
Santos Lima – 22:13 – Podemos fazer. Vou conversar com o pessoal.
Santos Lima – 22:16 – Não estarei aqui amanhã. Mas o mais importante foi frustrar a ideia de que ele conseguiria transformar tudo em uma perseguição sua.
Moro, o juiz do caso, zombava do réu e de seus advogados enquanto fornecia instruções privadas para a Lava Jato sobre como se portar publicamente e controlar a narrativa na imprensa."


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Mensagens de Sérgio Moro a Gebran Neto e Gabriela Hardt podem ser tiro fatal, diz Noblat



"Quem conhece bem as entranhas da Lava Jato diz que o maior perigo que corre o ex-juiz Sérgio Moro é o de ter reveladas as mensagens que trocou com a juíza federal Gabriela Hardt e com o desembargador João Pedro Gebran Neto", escreveu o jornalista Ricardo Noblat

14 DE JUNHO DE 2019

O maior perigo para o ministro Sérgio Moro, principal alvo dos vazamentos do site The Intercept, são suas conversas com a juíza federal Gabriela Hardt e com o desembargador João Pedro Gebran Neto. O alarme é feito pelo jornalista Ricardo Noblat em coluna publicada nesta sexta-feira 14.

"Quem conhece bem as entranhas da Lava Jato diz que o maior perigo que corre o ex-juiz Sérgio Moro é o de ter reveladas as mensagens que trocou com a juíza federal Gabriela Hardt e com o desembargador João Pedro Gebran Neto", escreveu o colunista.

Gebran é amigo pessoal de Moro e desembargador no TRF-4, tribunal que confirmou a condenação de Lula no caso do triplex com votos idênticos entre os ministros, elevando a pena de 9 para 12 anos, o que o levaria para a prisão. Ele também foi relator do processo na segunda instância.

Gabriela Hardt foi juíza substituta de Moro na Lava Jato e sempre se mostrou muito afinada com o então juiz, chegando a copiar a sentença do triplex para o processo do sítio de Atibaia.

O comportamento seletivo e punitivista de Moro não era novidade, mas uma questão intrigante é de fato sua relação com o órgão de Porto Alegre, que não repreendeu seu olhar parcial no caso de Lula.



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IFCE abre mais de 100 vagas para cursos técnicos


IFCE abre mais de 100 vagas para cursos técnicos

14/06/2019 - Os cursos acontecem nas unidades de Caucaia e do Pecém.

Para quem deseja incrementar a formação e aproveitar as oportunidades do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), estão abertas, até o dia 23 de junho, as inscrições para 70 vagas em cursos no IFCE – Campus Pecém.

Os cursos que estão oferecendo vagas são os de técnico em Eletromecânica e Automação Industrial, sendo matutino e vespertino, respectivamente. Os interessados primeiramente devem realizar a inscrição online no site do IFCE Pecém https://qselecao.ifce.edu.br/
Após esta etapa, os candidatos devem se dirigir ao prédio do IFCE Pecém com os seguintes documentos: protocolo de inscrição gerado após o preenchimento do formulário de inscrição; histórico do ensino médio completo (original e cópia).

IFCE Caucaia

Outro campus que também está com inscrições abertas é o Instituto Federal do Ceará localizado no município de Caucaia. Lá estão sendo oferecidas 35 vagas do curso técnico de logística que será realizado no período noturno.

O edital com todas as informações do processo seletivo 2019.2 está disponível no site da instituição e clicando aqui (https://qselecao.ifce.edu.br/concurso.aspx?cod_concurso=5390).

Confira a programação:
até 23/6 – Inscrições de candidatos
25/6 – Prazo final para entrega da documentação para inscrição
26/6 – Divulgação das inscrições Deferidas
28/6 – Divulgação do Resultado Preliminar
9/7 – Divulgação do Resultado Final

Mais informações:
– IFCE Pecém
Site: https://ifce.edu.br/pecem
Telefone: (85) 99247.9419

– IFCE Caucaia
Site: https://ifce.edu.br/caucaia
Telefone: (85) 3387.1463






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'Finalmente admite', diz Glenn Greenwald sobre Sérgio Moro



"Finalmente admite", resumiu editor do The Intercept, Glenn Greenwald, sobre as declarações do ministro Sergio Moro, que afirmou nesta sexta-feira (14) que foi apenas "descuido" ao se referir sobre as conversas divulgadas pelo site que revelaram a instrução em segredo feita pelo então juiz para fabricar provas contra o ex-presidente Lula

14 DE JUNHO DE 2019

"Finalmente admite", resumiu editor do The Intercept, Glenn Greenwald, sobre as declarações do ministro Sergio Moro, que reconheceu a veracidade das conversas divulgadas pelo site que revelaram a instrução em segredo feita pelo então juiz para fabricar provas contra o ex-presidente Lula.

"Depois de uma semana tentando enganar a todos insinuando que o material que nós publicamos pode ser fabricado ou alterado, Sergio Moro - depois que publicamos o contexto completo de suas conversas com Deltan - finalmente admite: "Foi descuido meu", escreveu o jornalista em sua página nas redes sociais.

Glenn destacou ainda que "se as mensagens fossem alteradas ou forçadas", como argumentam os procuradores, "seria extremamente fácil para provar: mostre os originais". "Eles não fizeram isso e não vão, e não podem, porque eles sabem que estão mentindo ao sugerir que foram alterados", completou.

O ex-juiz tentou justificar o fato de ter instruído o MP em segredo afirmando que a lei determina que o juiz deve repassar informações de possíveis crimes. No entanto, a lei determina que tal medida deve ser feita por meio de notícia-crime, ou seja, devidamente formalizada nos autos, não às escondidas como fez.



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São Gonçalo Junino 2019 - Apresentando Wesley Safadão e Gustavo Mioto


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Território Empreendedor incentiva associativismo e transforma empreendedores em São Gonçalo do Amarante



13/06/2019

Dulcineide de Souza sempre quis viver próximo ao mar. Em 2017, ela e seu marido saíram de Manaus (AM) e decidiram morar em São Gonçalo do Amarante. “Começamos a pesquisar as cidades do Ceará e vimos que esta era a região mais promissora do Estado”, conta. Antes desta mudança, Ducineide iniciou um grande desafio. 

A amazonense abriu um restaurante e, por não saber como administrar o negócio, o estabelecimento não deu certo e precisou fechar. Mas este sonho não foi esquecido. Assim que veio para São Gonçalo do Amarante, Dulcineide conheceu o programa Território Empreendedor, promovido pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o apoio da Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Amarante. Assim como Dulcineide, outras pessoas residentes em São Gonçalo do Amarante estão aproveitando as oportunidades geradas a partir do Território Empreendedor. 

Outro exemplo disso é a Rede de Cooperação Público-Privada, criada com o apoio do programa e que reúne empreendedores locais por meio do associativismo. Nela, seus integrantes têm a oportunidade de contribuir ativamente com o avanço da região e a possibilidade de dialogar diretamente com representantes governamentais sobre o desenvolvimento local, além de participar de programas de capacitação, ampliar o relacionamento com outros empreendedores.

Na terça-feira, dia 11, os membros da Rede participaram do encerramento do Liderar, uma capacitação direcionada ao fortalecimento das lideranças empresariais da região. O evento contou com a participação de empreendedores formais, informais, produtores rurais, lideranças comunitárias e líderes de associações comerciais. Em 2019, foram capacitados 30 empresários em gestão e liderança buscando a sustentabilidade do grupo. Ao longo de três meses, foram realizados 21 encontros com carga-horária total de 100 horas/aula que trabalharam eixos temáticos de liderança, comunicação, preparação para condução de reuniões, técnicas de negociação e marketing pessoal.

A principal proposta do Território Empreendedor é trabalhar em busca da promoção do desenvolvimento regional. “A gente quer que o município cresça e nada mais justo e correto que a gente capacite os empreendedores, para que eles possam crescer cada vez mais”, explicou a gerente de Relações com Comunidades da CSP, Cristiane Peres.

Pão fresquinho

O padeiro de Caucaia, Jonas de Alencar, também participou das capacitações e já percebe a diferença no seu negócio. “Antes, eu já tinha o conhecimento na parte de panificação, mas não sabia nada como administrar. Por isso, minha padaria vivia no vermelho, com dívidas. Agora, depois que eu fiz o curso, vejo como foi importante. Consegui pagar o que devia e estou juntando até um dinheirinho para, em breve, fazer uma reforma na minha padaria”, relata.

A força do cooperativismo

O incentivo e apoio à criação da Rede de Cooperação Pública e Privada é uma das vertentes do programa Território Empreendedor que investe no associativismo para impulsionar o desenvolvimento econômico da região e dinamizar pequenos negócios locais. Hoje, mais de 150 empresas cadastradas e 80 estão engajadas e atuantes na rede. 

Em São Gonçalo do Amarante, os micro e pequenos empreendedores começaram a testemunhar que juntos conseguem chegar mais longe. Ao incentivar esse movimento de capacitação e união, o programa Território Empreendedor tem trazido uma nova realidade para a região.  “Estamos mostrando aos empresários que é importante que eles estejam juntos para pleitear melhorias e políticas públicas para a cidade e, consequentemente, para eles.”, destaca Talles Gomes, doutor em economia e consultor do Sebrae.

Território Empreendedor

O território empreendedor existe desde 2014 e beneficiou mais de 300 pessoas diretamente somente no primeiro ciclo. Em 2016, a CSP firmou convênio com o Sebrae/CE para um novo momento do programa com foco na criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento dos pequenos negócios. Nesse segundo ciclo, a geração de oportunidades através do empreendedorismo orientou as iniciativas e o projeto ganhou uma nova identidade.

Mariana Pontes



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