São Gonçalo do Amarante - Ceará - Brasil - Domingo 02 de Agosto de 2015 - Ano: VII - Edição: 2.473 - Visitas: 7.783.568 - Postagens: 25.884 - Comentários: 9.628

Brasileirão 2015 - Série A - Classificação 16ª Rodada

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Montadoras já anunciaram R$ 9 bi em investimentos. Esta notícia não saiu no Jornal Nacional




Mesmo com previsões de baixo crescimento do PIB brasileiro, três fabricantes (General Motors, Hyundai e Chery) anunciaram, só nas duas últimas semanas, investimentos de R$ 7 bi; com esse aporte, os recursos anunciados em 2015 chegam próximo de R$ 9 bi; segundo o presidente da Anfavea, Luiz Moan (à esq.), projeções da entidade apontam que o mercado nacional consumidor de veículos deve praticamente dobrar até 2034, com 6,9 mi de unidades; "Esse é o horizonte que as montadoras trabalham"; presidente mundial da GM, Dan Ammann disse entender "que o País enfrenta problemas econômicos", mas "olha para o futuro" e vê "forte potencial no Brasil"

3 de Agosto de 2015

Mesmo com previsões de baixo crescimento do PIB e alta da inflação no Brasil, as montadoras automobilísticas continuam investindo. Apenas nas últimas duas semanas, três fabricantes anunciaram investimentos que totalizam R$ 7 bilhões. Com esse aporte, os investimentos anunciados em 2015 chegam próximo de R$ 9 bilhões. Os recursos são aplicados, principalmente, em centros de pesquisa e aumento do índice de nacionalização, além de novas famílias de veículos e linhas de montagem.

A maior parte dos investimentos vem do anúncio feito pela General Motors na última quarta-feira (29). A montadora americana investirá R$ 6,5 bilhões no desenvolvimento de uma nova linha de veículos no País, com seis modelos, que devem começar a ser produzidos em 2019.

"Entendemos que o País enfrenta problemas econômicos e políticos, mas nossa decisão olha para o futuro e continuamos vendo forte potencial no Brasil", afirmou o presidente mundial da GM, Dan Ammann, durante anúncio do investimento.

A Hyundai também fez anúncios nas últimas semanas. A montadora coreana está investindo R$ 100 milhões na construção de um centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na fábrica de Piracicaba (SP).

A implantação do empreendimento tem como objetivo construir motores biocombustível (flex) para equipar os automóveis produzidos pela empresa no Brasil. A montadora chinesa Chery também anunciou, nesta semana, que investirá R$ 400 milhões na construção da terceira linha de montagem na fábrica de Jacareí (SP), destinada à produção do SUV Tiggo 5.

De acordo com analistas, os investimentos das montadoras no Brasil em 2015 são consequência, sobretudo, do regime automotivo Inovar-Auto, que cobra maior eficiência de motores em troca de incentivos fiscais, como nos casos da Hyundai em Piracicaba e da Volkswagen, que está investimento R$ 460 milhões para desenvolvimento de uma nova tecnologia de motores turbos no município de São Carlos (SP).

A Peugeot Citröen e a Iveco também anunciaram investimentos nesse sentido, de R$ 177 milhões e R$ 650 milhões, respectivamente. Também pesam para essa decisão em 2015, mas em menor grau, o ciclo natural de atualização de produtos, expectativa de recuperação do mercado nacional em médio e longo prazos.

Segundo o presidente da Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, os investimentos anunciados neste ano são "extremamente relevantes" e mostram que as montadoras investem sempre pensando em médio e longo prazos.

O dirigente reforçou, em entrevista ao Estadão, que projeções da Anfavea de que o mercado brasileiro consumidor de veículos deve praticamente dobrar até 2034, atingindo 6,9 milhões de unidades. "Esse é o horizonte que as montadoras trabalham", disse.


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Romário: Veja Bandida “terá que responder à justiça”


Senador comenta que a revista "falou, falou e nada disse" em sua nota sobre a publicação da denúncia de que o parlamentar teria uma conta com R$ 7,5 milhões na Suíça; "A Veja falou, falou e nada disse. Baixou o tom, exaltou o papel da imprensa e afirmou não ter porque duvidar do 'extrato' falso. Fui à Suíça e o banco admitiu que nunca tive vínculo com eles. Próxima semana a revista terá que responder à justiça. É isso", postou Romário (PSB) no Facebook

2 DE AGOSTO DE 2015

O senador Romário (PSB) diz que irá à Justiça contra a Veja depois que a revista publicou a denúncia de que ele teria R$ 7,5 milhões em uma conta no banco BSI, da Suíça. "Confrontado com o extrato de uma conta na Suíça, Romário voou para Genebra e negou ter dinheiro não declarado ao Fisco no exterior. Foi mesmo uma viagem", diz nota publicada pela revista, sobre o caso, sem esclarecer os fatos.

"A Veja falou, falou e nada disse. Baixou o tom, exaltou o papel da imprensa e afirmou não ter porque duvidar do 'extrato' falso. Fui à Suíça e o banco admitiu que nunca tive vínculo com eles. Próxima semana a revista terá que responder à justiça. É isso", postou Romário (PSB) em sua página no Facebook.

De acordo com a Veja, "o extrato que ilustra a reportagem está nas mãos do Ministério Público Federal". A publicação da Abril diz ainda que, "ao contrário de Romário, VEJA não tem nenhuma razão para duvidar da autenticidade do extrato que publicou.


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Globo inventa mentiras sobre Pimentel e BNDES. Época Vejou de vez


1 de agosto de 2015 | Autor: Miguel do Rosário

A Época vejou de vez.

Reportagem desta semana prima pela mentira, pela distorção e pelo jogo sujo.

O texto não traz acusação nenhuma, nada concreto, apenas insinuações.

É uma tentativa de bombar a CPI do BNDES, que Eduardo Cunha criou às pressas antes do recesso, tentando desviar a atenção das denúncias contra si.

Permitam-me chamar a revista Época pelo que ela é: uma empresa da Globo.

A Globo faz o jogo de Eduardo Cunha e manda seus repórteres escreverem ficções sobre o BNDES e Fernando Pimentel, o governador petista em posição mais sólida junto ao legislativo de seu estado.

O texto parece saído diretamente da “máquina de lama” do último romance de Umberto Eco.

No livro, intitulado Numero Zero, os personagens fazem um jornal cuja única finalidade é chantagear políticos, e para isso se esmeram em transformar qualquer fato prosaico numa ação suspeita, num “indício” de alguma coisa.

A reportagem da Época é cheia de “indícios”…

O empresário Benedito Rodrigues é tratado em toda a parte como “amigo de Pimentel”.

No título, ele é o “operador de Pimentel”, assim como Marcos Valério sempre foi chamado de “operador do PT”.

(Não importava que Marcos Valério tivesse operado por mais de 20 anos para o PSDB, e fosse o principal operador de Daniel Dantas. Para fins da mídia golpista, ele era apenas o “operador do PT”).

A reportagem não tem sequer pudor do ridículo, ao dizer que Bené “pagou R$ 12 mil para Pimentel e a mulher passarem férias num resort na Bahia”.

Ora, pelo amor de Deus. É muito veneno para tão pouco dinheiro!

Os tucanos e suas viagens de milhões de dólares devem sorrir de cinismo e compaixão diante da revelação de que Pimentel e esposa gastaram R$ 12 mil numa viagem a um resort…

Depois vem uma série de ilações toscas, entre um programa importante do governo que, através do BNDES, incentivou montadoras mundiais a investirem bilhões em fábricas no Brasil, e as relações comerciais do empresário Benedito Silva com uma revendedora.

Tudo é surreal e grotesco.

Primeiro, o grotesco.

Sem base nenhuma, a Globo tenta criminalizar atividades entre a empresa de Benedito e a Caoa, uma das maiores revendedoras do país, fundada em 1979, que já foi a principal revendedora Ford no país, depois trouxe a Renault, e hoje se destaca como importadora e revendedora de carros da Hyundai.

Não há prova nenhuma de crime. Só indícios…

Depois, o surreal.

A Bridge, empresa de Bené, recebeu pagamentos – legais, registrados na Receita – da Caoa.

Aí a reportagem liga as duas coisas, como se o empréstimo do BNDES à Hyundai tivesse relação direta com os negócios de Bené com a Caoa.

Não tem.

Pode ter alguma relação indireta, porque há relação indireta entre qualquer fato econômico no Brasil.

Essa tentativa de criminalizar tudo, a qualquer custo, a qualquer preço, envenenando qualquer relação política e comercial entre empresas (desde que possam ser associadas ao PT, claro), nos remete aos 11 princípios de Goebbels, mestre de comunicação do nazismo.

Importante lembrar que a prisão do empresário Benedito Silva foi um arbítrio inteiramente fascista.

A PF convocou o empresário para depor. Ele foi. O delegado, obviamente um aecista reacionário e truculento, mandou prendê-lo logo após o depoimento.

A truculência de Sergio Moro foi aperfeiçoada em Minas Gerais.

Moro manda prender por capricho, para depois investigar o sujeito, a procura de factoides que possam justificar, junto à mídia, a sua violência. Contando sempre, é claro, com os aplausos enfurecidos da malta excitada pela imprensa marrom.

Em Minas, a polícia prescinde de ordem judicial. O próprio delegado decide pela prisão, usando alguma brecha na lei.

A nova onda da ditadura midiático-judicial é prender sem condenação, sem sentença, sem acusação formal e… sem ordem judicial!

Os delegados aecistas emulam um personagem da ficção futurista, o juiz-policial Dredd, que prende, julga e executa os criminosos, simultanea e imediatamente.

Quando tivermos vencido este surto nazista, cujo principal foco é a mídia brasileira, com suas infinitas manipulações e mentiras, temos que fazer leis para garantir pluralidade e confiabilidade nas informações repassadas à população.

Aliança entre Globo e Cunha para bombar CPI do BNDES, ninguém merece!    
Tijolaço        
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As emanações do submundo da Lava Jato. Catta Preta na mira da VEJA e do Cunha


2 de agosto de 2015 | Autor: Fernando Brito

A decisão da advogada Beatriz Catta Preta de abandonar seus clientes (e os milionários honorários que receberia) chamou a atenção até de gente ingênua como eu, há dez dias: A “Doutora Delação” pede o boné e vai embora, de repente? Estranho…

Uma semana atrás surgiu o primeiro sinal concreto de que algo estava acontecendo no submundo de interesses políticos e financeiros da Operação Lava Jato.

Do nada, surgiu uma nota na Veja – único veículo de comunicação que assume abertamente a defesa de Eduardo Cunha – intitulada ” O Casal Fera” informando que a Doutora Delação, Beatriz Catta Preta, tinha como sócio “ o marido, que é ex-policial, (que)usa métodos, digamos, indelicados para negociar pagamentos. Essa era a principal reclamação dos clientes que chegavam a seu escritório”. A nota seguia, dizendo que “socos na mesa, gritos e xingamentos eram rotina na dinâmica das cobranças – em especial com famílias já fragilizadas pela prisão dos acusados”.

Até este distraído blogueiro percebeu e escreveu naquele dia: Tem gato na tuba da Operação Lava Jato.

Ontem, Luís Nassif escreveu uma bela análise dos fatos, “Para entender o jogo do impeachment e o caso Catta Preta“, onde faz perguntas intrigantes:

“Por que razão uma advogada criminal pouca conhecida, que transitava apenas pelo baixo submundo do crime, se tornou advogada de todas as delações? Quais seus contatos anteriores, para se tornar o canal entre os detidos e a força tarefa e o juiz Sérgio Moro? Quem bancava seus honorários, se não eram os detidos? E porque os detidos se valeram apenas dela para aceitar o acordo de delação?”

Hoje, é a Folha quem começa a publicar as informações – até agora restritas à blogosfera, de que tem muito caroço neste angu:

“Segundo ex-clientes de Catta Preta ouvidos pela Folha, ele apresentava os orçamentos, fazia cobranças de honorários, e, em alguns casos, prospectava negócios.

Colegas que conviveram com a advogada no início da carreira contam que o casal se conheceu em 2001, quando Catta Preta atuou como defensora de Carlos. Ele foi flagrado com US$ 400 mil em notas falsas e disse à polícia que usou as cédulas para diminuir o prejuízo de uma negociação que tinha feito com indianos que lhe repassaram dinheiro falso. Carlos foi condenado a três anos em regime aberto.

Nos bastidores do meio jurídico, advogados atribuem às intervenções de Carlos parte da capacidade de Catta Preta de atrair clientes que antes eram defendidos por outros profissionais. A Folha não conseguiu contato com a advogada.”

Nem se entrou na abertura, ano passado, da empresa de ambos em Miami, embora seja fato documentado e ninguém fez a pergunta obvia:porque os acusados da Lava Jato demitiram seus advogados originais e os substituíram pela Doutora Delação, que logo firmou acordos com o Ministério Público para dedurar fatos e, quem sabe, não-fatos.

Há um odor fétido emanando de todo este processo de delações, o qual – depois de florescer durante meses diante de um Governo e de um PT que quase pediam desculpas por existirem – encontrou um adversário do mesmo naipe: Eduardo Cunha, que conhece bem estes métodos, por experiência própria.

A “sua” CPI vai, como se disse aqui, passar como um trator sobre a Doutora Delação, sem piedade de sua vida privada e das relações profissionais. O fato de o Dr. Moro tê-la protegido ao se recusar a fornecer a lista completa de clientes de Catta Preta é irrelevante: basta uma consulta aos processos e se verá quais. Os nomes serão ditos e repetidos e as contradições apontadas.

E com direito a  transmissão da TV Câmara.


Não vou me surpreender se, amanhã, for revelado que Alberto Youssef, um condenado da Justiça, em liberdade condicional por delação, foi “plantado” como operador de gente não apenas corrupta como burra.

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Golpistas são mal informados ou mal intencionados


Cineasta destaca os avanços do atual governo, avalia que foi a gestão que mais combateu a corrupção e torce para que seus amigos, "alguns embarcando nessa corrente golpista", estejam entre os mal informados; "O que não é difícil, já que a cobertura política da grande imprensa brasileira se tornou quase totalmente inútil quando abandonou o jornalismo para fazer oposição", diz ele

2 DE AGOSTO DE 2015 

Por Jorge Furtado, em seu blog - Eu imagino que todos queiram o melhor para o Brasil, que todos sejam contra a corrupção (menos quem suborna fiscais da receita ou esconde dinheiro na Suíça), todos queiram menos violência (menos quem vende armas e sistemas de segurança), melhor saúde pública (menos os serviços privados de saúde), melhor educação pública (menos os donos de escolas privadas), querem sanear a Petrobras (menos quem quer entregar o pré-sal às petroleiras americanas), enfim, todos desejam o que é melhor para o bem comum. A questão é: como conseguir isso? Não é com adjetivos e pontos de exclamação, nem com falácias, hipocrisia e falsas polêmicas.

O combate à corrupção – samba de uma nota só de uma oposição sem qualquer proposta para o país – deve ser permanente e impiedoso, o ladrão de dinheiro público é o pior dos bandidos, tira dinheiro dos hospitais, da educação e da segurança pública, prisão para eles é pouco, deve ter seus bens confiscados, deve ser impedido a todo custo de voltar a praticar seus crimes. Há muita corrupção em todos os governos, e não me parece que qualquer outro governo que já tivemos combateu mais a corrupção do que este. Quem tem boa memória lembra da compra de votos para a reeleição de FHC, da roubalheira que foi a privataria, do engavetador da república, que impedia qualquer investigação, com a cumplicidade de uma imprensa dócil e governista, com raríssimas exceções.

Imagino que os meus amigos que ignoram ou menosprezam os avanços dos governos populares para a maioria da população (ver lista no final do texto) estejam mal informados, o que não é difícil, já que a cobertura política da grande imprensa brasileira se tornou quase totalmente inútil quando abandonou o jornalismo para fazer oposição (ela, que sempre foi ferozmente governista, apoiou a ditadura, apoiou Sarney, inventou Collor, apoiou incondicionalmente FHC), e muitos jornalistas que sobraram por lá, com honrosas exceções, defendem os interesses e os pontos de vista dos seus patrões.

Sugiro a estes meus amigos que procurem diversificar suas fontes de informação, para não se tornarem cúmplices de um golpe contra a democracia brasileira, mais um, tramado pela elite de sempre com o apoio dos jornais de sempre. Ia ser engraçado (na verdade, trágico para o país) se a Dilma, uma pessoa evidentemente honesta, sobre a qual não há qualquer acusação razoável, fosse empichada por um congresso corrupto, presidido por Renan Calheiros (que era o Ministro da Justiça e, portanto, chefe da Polícia Federal no governo FHC) e Eduardo Cunha (nada pode ser pior), ambos acusados há décadas por dúzias de falcatruas, e por juízes do TCU, também acusados por receber suborno, isto sob o clamor de uma imprensa cujos proprietários escondem dinheiro em contas na Suíça (ver HSBC) e subornam fiscais para não pagar impostos ( ver Zelotes).
É a mesma imprensa que dá manchetes mentirosas, sem qualquer verificação, contra o governo e seus aliados, e cobre de

tarjas pretas o nome de José Serra, citado nas investigações da Lava Jato. (Imagino o que esta imprensa diria de Dilma se ela construísse um aeroporto privado na fazenda de um tio ou financiasse, com dinheiro público, veículos de comunicação de propriedade de seus parentes, como fez Aécio Neves.) Enfim, aos mal informados, que repetem as manchetes que escutam, sugiro que se informem melhor.

Aos que sabem o que se passa mas fingem que não sabem, a oposição, que recebeu as mesmas doações suspeitas dos mesmos empresários presos, sugiro que tentem ganhar uma eleição. Nas últimas quatro eleições, em dois turnos, o PT ganhou todas, está oito a zero, um vareio maior que Alemanha e Brasil. Para ganhar uma eleição a oposição precisa ter alguma proposta para o país, o que parece não ser o caso.

Não sou filiado a nenhum partido, já votei em vários, e tenho muitas críticas ao PT, em quem voto (e provavelmente votarei outra vez) porque as opções a ele são bem piores. (O dr. Dráuzio Varela não é candidato, infelizmente). O PT cometeu toneladas de erros, tem muita corrupção no governo (sempre teve), mas é bizarro, trágico, que aqueles que sempre governaram o país e o transformaram na sociedade mais injusta do planeta, queiram dar um golpe contra um governo recém eleito pela maioria da população, um governo que não engaveta investigações, onde corruptores vão para a cadeia (graças a uma lei promulgada pela Dilma em 2013, que pune também os corruptores), um governo cuja Polícia Federal desbaratou uma quadrilha que sangrava a Petrobrás, segundo o Ministério Público e vários delatores, desde 1997 (ainda no primeiro governo de FHC).

Acho que as pessoas que defendem um golpe contra o governo eleito se dividem em duas: as mal informadas e as mal intencionadas. Espero que os meus amigos, alguns que estão embarcando nesta corrente golpista, estejam entre os mal informados.
X

Afinal, o PT fracassou em que mesmo?

1. Produto Interno Bruto:
2002 – R$ 1,48 trilhões
2013 – R$ 4,84 trilhões

2. PIB per capita:
2002 – R$ 7,6 mil
2013 – R$ 24,1 mil

3. Dívida líquida do setor público:
2002 – 60% do PIB
2013 – 34% do PIB

4. Lucro do BNDES:
2002 – R$ 550 milhões
2013 – R$ 8,15 bilhões

5. Lucro do Banco do Brasil:
2002 – R$ 2 bilhões
2013 – R$ 15,8 bilhões

6. Lucro da Caixa Econômica Federal:
2002 – R$ 1,1 bilhões
2013 – R$ 6,7 bilhões

7. Produção de veículos:
2002 – 1,8 milhões
2013 – 3,7 milhões

8. Safra Agrícola:
002 – 97 milhões de toneladas
2013 – 188 milhões de toneladas

9. Investimento Estrangeiro Direto:
2002 – 16,6 bilhões de dólares
2013 – 64 bilhões de dólares

10. Reservas Internacionais:
2002 – 37 bilhões de dólares
2013 – 375,8 bilhões de dólares

11. Índice Bovespa:
2002 – 11.268 pontos
2013 – 51.507 pontos

12. Empregos Gerados:
Governo FHC – 627 mil/anoGovernos
Lula e Dilma – 1,79 milhões/ano

13. Taxa de Desemprego:
2002 – 12,2%
2013 – 5,4%

14. Valor de Mercado da Petrobras:
2002 – R$ 15,5 bilhões
2014 – R$ 104,9 bilhões

15. Lucro médio da Petrobras:
Governo FHC – R$ 4,2 bilhões/ano
Governos Lula e Dilma – R$ 25,6 bilhões/ano

16. Falências Requeridas em Média/ano:
Governo FHC – 25.587
Governos Lula e Dilma – 5.795

17. Salário Mínimo:
2002 – R$ 200 (1,42 cestas básicas)
2014 – R$ 724 (2,24 cestas básicas)

18. Dívida Externa em Relação às Reservas:
2002 – 557%
2014 – 81%

19. Posição entre as Economias do Mundo:
2002 – 13ª
2014 – 7ª

20. PROUNI – 1,2 milhões de bolsas

21. Salário Mínimo Convertido em Dólares:
2002 – 86,21
2014 – 305,00

22. Passagens Aéreas Vendidas:
2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões

23. Exportações:
2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares

24. Inflação Anual Média:
Governo FHC – 9,1%
Governos Lula e Dilma – 5,8%

25. PRONATEC – 6 Milhões de pessoas

26. Taxa Selic:
2002 – 18,9%
2015 – 14,25%

27. FIES – 1,3 milhões de pessoas com financiamento universitário

28. Minha Casa Minha Vida – 1,5 milhões de famílias beneficiadas

29. Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas

30. Capacidade Energética:
2001 – 74.800 MW
2013 – 122.900 MW

31. Criação de 6.427 creches

32. Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados

33. Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados

34. Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza

35. Criação de Universidades Federais:
Governos Lula e Dilma – 18
Governo FHC – zero

36. Criação de Escolas Técnicas:
Governos Lula e Dilma – 214
Governo FHC – 0
De 1500 até 1994 – 140

37. Desigualdade Social:
Governo FHC – Queda de 2,2%
Governo PT – Queda de 11,4%

38. Produtividade:
Governo FHC – Aumento de 0,3%
Governos Lula e Dilma – Aumento de 13,2%

39. Taxa de Pobreza:
2002 – 34%
2012 – 15%

40. Taxa de Extrema Pobreza:
2003 – 15%
2012 – 5,2%

41. Índice de Desenvolvimento Humano:
2000 – 0,669
2005 – 0,699
2012 – 0,730

42. Mortalidade Infantil:
2002 – 25,3 em 1000 nascidos vivos
2012 – 12,9 em 1000 nascidos vivos

43. Gastos Públicos em Saúde:
2002 – R$ 28 bilhões
2013 – R$ 106 bilhões

44. Gastos Públicos em Educação:
2002 – R$ 17 bilhões
2013 – R$ 94 bilhões

45. Estudantes no Ensino Superior:
2003 – 583.800
2012 – 1.087.400

46. Risco Brasil (IPEA):
2002 – 1.446
2013 – 224

47. Operações da Polícia Federal:
Governo FHC – 48
Governo PT – 1.273 (15 mil presos)

48. Varas da Justiça Federal:
2003 – 100
2010 – 513

49. 38 milhões de pessoas ascenderam à Nova Classe Média (Classe C)

50. 42 milhões de pessoas saíram da miséria

FONTES:
47/48 – http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas
39/40 – http://www.washingtonpost.com
42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 – índice de GINI: http://www.ipeadata.gov.br
45 – Ministério da Educação

13 – IBGE26 – Banco Mundial

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O atentado contra o Instituto Lula é filho da impunidade das manifestações de ódio




1º de Agosto de 2015 | Por Paulo Nogueira

O atentado terrorista contra o Instituto Lula é filho da permissividade com que manifestações de ódio vem sendo tratadas no Brasil.

A impunidade leva a novos degraus.

Primeiro você xinga, calunia, massacra nas redes sociais. Depois, começa a jogar bombas.

O Brasil tem que adotar uma política de tolerância zero com o ódio.

Em Nova York, nos anos 1990, o então prefeito Michael Bloomberg revolucionou o combate à criminalidade com a adoção da tolerância zero.

O sujeito que fazia xixi em área pública, se não coibido, depois estava cometendo pequenos furtos, e depois sabe-se lá o que ele faria.

O papel da extrema direita na disseminação do ódio impune, em geral pela mídia, é central.

Veja o que algumas pessoas falaram a respeito do atentado.

No Twitter, Danilo Gentili escreveu que Lula forjou o ataque, e que o máximo que ele conseguiu foi as pessoas lamentarem que ele não estivesse lá na hora.

Piada?

Na verdade, crime. Gentili acha que pode fazer uma acusação grave dessas sem nenhuma consequência.

E não dá para culpá-lo. Ele foi processado por racismo por um negro depois de mandá-lo comer bananas.

O juiz disse que não havia ofensa.

Felipe Moura Brasil, blogueiro da Veja que ultrapassou qualquer limite da sanidade, também disse que Lula inventou a bomba.

“A melhor defesa para o PT é se atacar”, escreveu ele no Twitter.

Lobão fez o que se espera de Lobão.

Numa sociedade civilizada, você não pode fazer uma acusação tão grave, e com tamanha dose de ódio irracional, e não responder por isso criminalmente.

Mas é o que acontece no Brasil de hoje.

A Justiça é o que é, mas mesmo assim os promotores do ódio e os assassinos de reputação têm que ser processados.

No mínimo, eles enfrentarão aborrecimentos. E terão que arcar com despesas de advogados.

O que não pode acontecer é nada.

Neste sentido, Lula merece aplausos por decidir processar o diretor de redação da Veja e os repórteres que assinaram a matéria sobre a delação que não existiu.

Romário deveria fazer o mesmo.

Talvez a perspectiva de um passivo jurídico elevado leve as empresas jornalísticas a refrear seus aloprados.

O Brasil não haverá de ser para sempre a terra do valetudo jornalístico. Uma hora a opinião pública exigirá penas duras para assassinos de reputação homiziados na mídia.

Aconteceu em países avançados, e acontecerá também no Brasil.

Agora mesmo, nestes dias, a revista americana Rolling Stone enfrenta uma ação de indenização de 7,5 milhões de dólares por haver relatado um estupro numa universidade com uma série de erros factuais.

No plano das coisas previsíveis, até o momento em que escrevo não aparecera nenhuma manifestação de solidariedade a Lula de FHC, de Aécio e do PSDB.

Mas o que importa agora é reprimir os agentes do ódio. Tolerância zero com eles.

Ou o Brasil acaba com o ódio ou o ódio acaba com o Brasil.

É tempo de fazermos a escolha.


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Brasileirão 2015 - Série B - Classificação 16ª Rodada

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EMIR SADER | Por que os tucanos tornaram-se golpistas

03/08/2015

FHC sempre se sentiu filiado à social-democracia europeia, antes de tudo à francesa, de Mitterrand, depois à espanhola, de Felipe Gonzalez. Os tucanos estavam dentro do PMDB, disputando espaço em São Paulo com o Quércia. Tentaram lancar a candidatura do Antonio Ermírio ao governo do Estado. Perderam, se deram conta que não tinham condições de disputar o partido com Quércia e saíram.

O grupo, basicamente paulista, tinha Montoro, Covas, FHC, Serjão, Serra, além do Tasso Jereissatti e um que outro perdido pelo Brasil. O Montoro se sentia democrata-cristão, mas não se opôs a assumir a social-democracia como nome. Era um vinculo ideológico, sem nenhuma outra característica dos partidos social-democratas, com significativa presença no movimento sindical. Era um grupo de políticos à busca de uma reinserção melhor no sistema politico. Seu cacife era a imagem de alguns desses políticos.

A candidatura de Mario Covas à presidência, em 1989, foi um fracasso, chegou em quarto. Mas revelava uma tendência que iria se consolidar depois, no seu lema central da campanha: "Um choque de capitalismo".

O governo Collor foi um rito de passagem pros tucanos na direção do neoliberalismo. Um grupo de avançada entrou diretamente ao governo, entre eles Celso Lafer e Sérgio Rouanet. Era a preparação do terreno para que todos ingressassem, caminho em que estava comprometido FHC, mas que foi brecado por Mario Covas.

O governo Itamar finalmente foi a grande chance de abertura do caminho dos tucanos. Itamar não tinha equipe própria, tinha saído do PMDB e assumido como candidato a vice do Collor. Quando a presidencia caiu no seu colo, chamou FHC primeiro pro Itamaraty e, logo, para o Ministério da Economia. Collor já havia conseguido mudar a agenda nacional, centrando-a nos temas preferidos do neoliberalismo: desqualificação do Estado, abertura do mercado interno, privatizações.

Os tucanos se espelharam na virada de Mitterrand para o neoliberalismo e, particularmente, no governo de Felipe Gonzalez, para assumir esse novo modelo. FHC assumiu a virada definitiva para a cara atual do PSDB, ao retomar o projeto neoliberal interrompido do Collor e montar as alianças correspondentes. Chamou o então PFL de ACM para constituir um novo bloco de forças no governo e colocou em prática um projeto globalmente neoliberal, com todos os seus ingredientes: privatizações, Estado mínimo, abertura do mercado, precarização das relações de trabalho, associado a um discurso de desmoralização da empregados públicos, dos professores, da esquerda e dos movimentos sociais. Montoro e Covas ficaram marginalizados ate sua morte em 2001, com FHC dando a cara nova do partido.

O sonho de FHC era que Collor tivesse feito o trabalho sujo do neoliberalismo, para que ele aparecesse como a versão da terceira via – de Bill Clinton e de Tony Blair, que sucederam a Ronald Reagan e a Margareth Thatcher. Mas como Collor fracassou, ele teve que assumir a agenda suja, pesada, do neoliberalismo, a começar pelas privatizações. Teve o sucesso imediato que tiveram todos os governos neoliberais, conforme controlaram a inflação ou a camuflaram – no caso do FHC, multiplicando por dez a dívida publica, no caso do Menem, fazendo a mágica da paridade com o dólar, que explodiu depois espetacularmente –, conseguiu se reeleger com isso e depois se esgotou. Não houve nem retomada do desenvolvimento, aumentou e não diminui a concentração de renda e a própria inflação retornou.

Os tucanos não conseguiram eleger o sucessor de FHC e nunca mais triunfaram, perdendo sucessivamente diante do sucesso incomparavelmente maior do Lula, na política interna e internacional. No começo, os tucanos apontavam no fracasso imediato do Lula, por sua suposta "incompetência", "populismo", "estatismo". Depois, apostaram que o "mensalão" o derrubaria, não se atreveram a apelar para o impeachment, com medo da reação popular, preferiram sangrá-lo até as eleições de 2006. Mas as políticas sociais estenderem o apoio do Lula, que derrotou o candidato tucano e se reelegeu.

Em 2010, o candidato tucano saiu amplamente na frente nas pesquisas, davam como seguro que o Lula não elegeria "um poste", mas perderam de novo. Em 2014 ja foram para sua última parada. Tentaram com Aécio e com Marina e perderam. A partir daí se deram conta que, mesmo contando com a ativa participação política do monopólio privado da mídia, não ganhariam no voto.

A partir desse momento, restou-lhes – de forma muito similar à UDN diante do Getúlio – apelar para soluções golpistas. Se dividem entre os que concentram o fogo na Dilma – liderados pelo Aécio –, com a ilusão de nova eleição, e os que se concentram nas tentativas de tirar o Lula da jogada via tapetão, para não terem que enfrentar nova derrota diante dele em 2018.


Depois de defender plataformas neoliberais e até mesmo uma inviabilizada possibilidade de ser a melhor continuação do Lula – com o Serra na primeira parte da campanha em 2010 –, os tucanos já não têm nada a propor. Seu golpismo se reflete também em que só se interessam por tirar o PT do governo e da disputa eleitoral de 2018, sem o que não têm nenhuma possibilidade de voltar ao governo. Se tornaram um partido velho, superado pela própria realidade concreta, com os mesmos candidatos e as mesmas direções. Viraram uma UDN do século 21.
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