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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 20 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.355

“Moralista sem moral”, filha do bolsonarista Roberto Jefferson vai em cana acusada de desviar dinheiro destinado aos pobres


12 de setembro de 2020

Depois de algumas horas foragida, a candidata à Prefeitura do Rio, Cristiane Brasil, entregou-se à polícia.

Ela e o pai se tornaram ferozes defensores do bolsonarismo depois que o presidente da República acenou com cargos no governo ao PTB, presidido por Roberto Jefferson, o pivô do escândalo do mensalão.

Jefferson, por coincidência, havia sido convidado para uma live com o pastor Silas Malafaia para falar sobre a importância da família cristã nas eleições de 2020 enquanto a filha era procurada pela polícia.

A ex-deputada federal do PTB foi secretária de Envelhecimento Saudável da Prefeitura do Rio, época em que os crimes teriam sido cometidos.

Ela chegou a ser nomeada para o Ministério do Trabalho de Michel Temer, mas a decisão foi revogada depois da divulgação de um vídeo em que ela apareceu num barco acompanhada por quatro amigos sem camisa rebatendo acusações que havia sofrido.

De acordo com a acusação, Cristiane era do núcleo político da quadrilha que desviou de 5% a 25% em propina de contratos da Prefeitura do Rio que deveriam beneficiar os mais pobres.

O grupo teria desviado R$ 110 milhões de contratos firmados em projetos assistenciais destinados a populações carentes, como o que oferecia cirurgias oftalmológicas.

De acordo com a acusação, a propina era paga em dinheiro num shopping da Barra da Tijuca.

Antes de ser presa, a ex-deputada se manifestou nas redes sociais dizendo que é inocente.

Viomundo

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