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Dezesseis cearenses da mesma família estavam no navio que naufragou na Itália

14/01/2012
Carolina Costa Lima Bezerra, cearense, de 20 anos, estava no navio com familiares e relatou ao namorado, por telefone, o desespero de passageiros momentos após o resgate

Dezesseis cearenses da mesma família estavam no transatlântico Costa Concordia, que naufragou na noite da última sexta-feira, 13, na costa da Itália.

Em contato com O POVO Online, o estudante Lucas Menezes afirmou que a namorada, Carolina Costa Lima Bezerra, cearense, de 20 anos, estava no navio com familiares e relatou, por telefone, o desespero de passageiros momentos após o resgate. “Ela (Carolina) me ligou muito nervosa, dizendo que pessoas começaram a se jogar do navio. E que ela já tinha saído e estava em uma igreja”, disse Lucas.

A estudante ainda disse ao namorado que estava aflita por conta dos objetos pessoais que haviam ficado no interior da embarcação. “Ela disse que ficou tudo no navio, roupas, dinheiro, documentos e objetos”, afirmou. Ainda segundo Lucas, acompanhavam Carolina no cruzeiro o pai (Pedro Jorge Bezerra), a mãe, primos, tios e avós.

Neste sábado, por volta das 16h30min, a estudante telefonou novamente para informar ao namorado que estava na embaixada brasileira, em Milão. Ainda segundo a estudante, eles receberam orientações e dinheiro para se manter até a volta para o Brasil. Os pais de Caroline devem chegar ao Ceará neste neste domingo, 15. Já os outros familiares estão negociando a volta para a próxima terça-feira, 17.

Acidente

O Costa Concordia havia deixado o porto de Civitavecchia, perto de Roma, na sexta-feira para um cruzeiro pelo Mediterrâneo, que deveria terminar em Marselha, na França, após passar por portos da Sicília, da Sardenha e da Espanha.
O governo brasileiro informou na tarde de sábado, 14, que havia 53 brasileiros entre os 3.200 passageiros e 1.000 tripulantes do cruzeiro. Os brasileiros são 47 passageiros e 6 tripulantes, segundo o Itamaraty, que cita informações do consulado brasileiro em Roma. O acidente deixou três pessoas mortas, 14 feridos e pelo menos 70 desaparecidos.

Em entrevista a Agência Brasil, Gianni Onorato, presidente da operadora do cruzeiro, disse que investigações preliminares indicam que o navio se chocou com uma rocha gigante. Segundo ele, a retirada dos passageiros começou imediatamente após o choque, mas a operação foi prejudicada pela inclinação repentina do navio.

A embarcação já havia inclinado cerca de 20 graus quando as pessoas começaram a deixá-la em botes salva-vidas ou nadando.
 Michel Victor | O POVO  

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